Escola Poema de Rubem Alves
A lágrima te ensina
O valor de um sorriso
Aonde o tempo é preciso
Ao alcance da retina
Mas um dia ele termina
Ligeiro igual trovão
E o efeito da tua ação
É o que faz você colher
Felicidade ou sofrer
Para o seu coração.
Erros servem de lição
Para trilhar o caminho
A idade é um cursinho
Que te dá graduação
Sendo esse o galardão
Através de muita dor
Você se torna o pintor
Que pinta a aquarela
Da sua vida mais bela
Com as cores do amor.
Mesmo no vale da sombra
Nunca temerei a morte
Pois Ele está comigo
E eu tenho fé, não sorte
Pois minha vida dispus
Quando entreguei a Jesus
Minh'alma de passaporte.
Não quero nunca deporte
Da minha vida feliz
Pois quando em oração
O Senhor sempre me diz
Que é apenas o começo
Que a glória não tem preço
E o verbo não se contradiz.
Amar você foi algo que decidi fazer,
E vendo tudo isso vejo que não vou me arrepender.
Tá, talvez eu possa ser assim,
E a decisão de te amar, não foi tão ruim.
Amar tem sim seus desafios,
Foi por isso que o maior romântico morreu sorrindo.
Pois ele tinha visto,
Que amar sempre é o melhor caminho.
"Ame o próximo como a si mesmo"
Na Bíblia está escrito desse jeito.
Por isso amo e não me arrependo,
Porque se Deus disse, eu estou fazendo.
Talvez eu não tenha certeza,
Certeza eu tenho que você é minha princesa.
Amor é do jeito que eu te chamo,
Mas sabe por quê? porque eu te amo.
Realmente eu sou assim,
E te amar nunca vai ser uma decisão ruim.
E com você perto de mim,
Nunca vejo o nosso fim!
Entre olhares perdidos e silêncios compartilhados,
Dois corações batem em compasso acelerado.
Nunca trocaram palavras, nunca se tocaram,
Mas suas almas se reconhecem, jamais se enganaram.
Há uma conexão que transcende o verbo e o toque,
Um sentimento profundo que nenhum outro reprova.
Nos encontros casuais, seus olhos se encontram,
E o mundo ao redor parece desaparecer, em calma.
Eles criaram um idioma próprio, sem som,
No balé sutil dos olhares, a dança da paixão.
Seus olhos contam histórias, sem precisar de voz,
E assim seguem unidos, nesse amor sem protocolos.
Um casal unido pelo mistério do destino,
Que escolheu se comunicar sem nenhum desatino.
Pois no silêncio que os une, há um amor sem fim,
E mesmo sem palavras, sabem que são um para o outro, enfim.
Que a determinação
Seja a sua imagem
Que a garra e coragem
Habite seu coração
Para cumprir a função
Com respeito e amor
Não importa o setor
Se é fichado ou quebra-galho
Feliz dia do trabalho
Pra você trabalhador.
Eu vim hoje bem cedinho
Pois, Jesus mandou dizer
Acalma teu coração
E não temas o sofrer
Que a fé é sua escolta
E numa reviravolta
Deus fará você vencer.
Do leite como coalhada
Do porco, sarapatel
Cachaça, tomo um tonel
Do coco, uma cocada
Do bode, como buchada
Da mandioca, a farinha
Panelada de galinha
Não dispenso um pirão
Tapioca e um baião
Com a carne bem sequinha.
O Arrependimento do Astronauta
O amor me fez sumir
Para em seus braços me encontrar
Você me levou onde não sabia ir
Te achei sem procurar
A falta de nós dois veio a esvair
Sem você eu era mais do que sonhar
Não lhe enxergo mais
Sou apenas um lunático que quer mais sóis e luas
O tempo já não voa mais
A ampulheta me frustra, mas
Amanhã não vou estar
Estou,
Paralisado sem clock
O silêncio me corrói
Hoje não há sóis
Amanhã ainda é hoje
Vermelho só a lua
Só a sua
Sem a sua
Sou só
S.o.S!
Nós?
Sós?
Eu?
Só
Eu te vejo em meus sonhos
Com você quero sonhar
Te imaginando do meu lado
Sonho com seu beijo em minha boca
Eu te vejo no meu corpo
Invadindo o meu ser
Dominando os meus sentidos
Descobrindo o meu prazer
Eu sonho com você
Eu te vejo sonhando
Eu te ouço me chamando
Meu amor, chegando
Eu já não posso te esquecer
Venha ser feliz
Eu não tenho tempo a perder
Agora não dá mais, agora é pra valer
Não quero mais mentir
Eu nem tô mais a fim de esconder
Eu não quero fingir
Amor, amor, diz sim
Depois você pode se arrepender
Não deixe o amor pra depois
Meu amor
Não deixe o amor se perder assim
Ei, amor
Você sempre diz que me ama
No fim, só quer cama
Oh, amor, meu amor
- Espinhos e flores -
Te quero rosa celestial,
Margarida vital,
Do ocaso irreal.
Amo-te puro lírio,
Essência de meu delírio,
Espinho do meu martírio.
Por que poeta,
Por esta flor te encantastes,
Não sabes que com espinhos,
Ela pode perfurar-te.
- A minha paz -
Quero sentir-te paz,
Suave como a brisa por entre as árvores,
Doce como o perfume das flores,
Mas, ter-te em sua plenitude no mundo,
É um pensamento utópico desejável,
Um belo delírio irrealizável,
Tu sublime paz,
É a dádiva dos poetas amantes,
Porque somente quem ama possui a paz,
E no mundo falta amor; falta esperança; caridade; empatia,
Falta-lhe no mundo paz,
E nada mitiga tua ausência,
Porque sois bela, ó paz,
Como flores ao amanhecer primaveril,
E sois passiva,
Como o vento praiano no lusco fusco.
Rejubila-te amor,
Pois tu és a raiz da paz,
Resplandece-a porém,
Com mais êxito que a aurora,
E acalentas a euforia,
Com mais suavidade que a lua,
Ao emergir do ocaso solar,
Amo-te como o orvalho,
Que entre as pétalas e as folhas quer sempre estar,
Desejo-lhe, pois sou poeta,
E sei amar.
Barganha Trivial
O sujeito alorpado, loquaz e pacóvio havia o jaez frugal, porém tinha que engodar até o fenecimento. A balbúrdia existia nas vielas mórbidas contemplando o arroubo, e meu homizio sutil era ignóbil aos vastos alaridos cânions de blocos.
Fui ardiloso ao tal belicoso que enfatizava o hedonismo por curra e jurava o fugaz fleumático; minha alcunha era ígneo, pachorrento e parco. Com meu âmbito de sumidade supri o tal nódoa; pérfido de calamidades, perscrutou aos minuciosos cantos geométricos do lar, num desejo perene o pederasta ficava cada vez mais plissado, e eu taciturno. Ele estava rubicundo de voracidade, era leigo do existencial piso falso que eu adorava exercer o ócio. Como eu estava recôndito, estava pândego. Ele começou a suscitar, chorar e atreveu a tergiversar. Levantou, e foi ruar. Incólume estou aqui.
Vlad
O órgão ecoa aos quatros cantos do recinto; preparo o cálice de sangue para ela, ela sorri com um olhar lascivo, desejando minha carne, pois a alma não havia. Recitando poemas sem sentido, demonstrando que é sábia, queria convencer que era mais que as demais. Querida foi Justina, aos méritos peculiares, parábolas aos ventos vorazes. Fácil de transparecer ao foco pleno de desejo, serena, transmite a sintonia mais bela e clássica de fome aos meus ouvidos. Façam a alegoria, todos estão servidos, a noite não é tão escura como costumam dizer.
Menos com Mais é Menos
Quanto mais consciência, menos companhia; quanto menos sexo, mais falo sobre; quanto mais paixão, menos visão; quanto menos virtude, mais incerteza; quanto mais autoestima, menos humilde; quanto mais amores, menos esperança; quanto mais vaidade, menos tempo terei.
Poema do vaso chinês
partido em pedaços
no chão da sala
aquele velho vaso chinês
as flores debruçaram-se
e a água derramada chorou
sobre chão de madeira encerado
formou minúsculas poças
com mil pedaços de sonhos
num canto, fazendo parte da cena
uma alma solitária
que de repente percebeu
a pura arte de transformar
um voo pleno
em dor tão íntima
d.a.
Você é um vaso escolhido.
Deus não te esqueceu,
Ele apenas está te modelando!
Jandira/Jandamel
Misturo letra com letra
pensando ser um poema
até com alguma estética
para não criar problema
Sou ou não poetisa?
já nem sei a verdade
a minha vida desliza
já passei bem da metade
Gosto muito da escrita
clássica e da popular
as vezes a alma grita
e ninguém vem escutar
Deixo para lá o problema
saio devagar e sempre
nunca entro em dilema
e gosto de toda gente
Se eu virei trovadora
só o tempo dirá
e embora ele corra
tempo sempre dará
Se você a trova leu
muito eu agradeço
é como um carinho seu
mas nem sei mereço
