Escassez de Agua

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"Sonhei com uma maquete que o fundo inteiro era azul, como se representasse a água! Em cima dela havia 4 símbolos, 1 símbolo que era um gênio, em seguida após ele, um símbolo que era a IA, na parte de baixo um par de chinelos, eles eram azuis, dentro era colorido como arco-íris, depois desse par de chinelos havia um monte, no sonho ele era o monte Roraima, porém ele era todo branco, como se tivesse gelo nele."




Agosto de 2024

13 de agosto de 2023!


Sonhei que estava tomando banho no mar e a água se tornou preta, igual petróleo, eu mergulhava e quanto mais eu dava mergulhos mais medo eu sentia de coisas do fundo do mar.
Eu olhava o horizonte e estava distante para voltar para a margem, eu vi um garoto quando olhei para trás, entrando em uma bifurcação no mar e tentei ir atrás dele, depois surgiu um outro cenário em que eu estava em cima de um trem, tentando fugir para algum lugar e pedi ao meu marido para se abaixar, porque estávamos perto de um túnel, ele abaixou e começamos a passar por dentro do túnel que também era muito escuro, então acordei...

10 de julho de 2024


"Essa noite, sonhei que estava em um colchão dentro da água, em um local que parecia um pântano, água barrenta e parada, meio selvagem, estava em cima do colchão tentando dormir com meu marido, mas eu não conseguia, ficava amedrontada com o aspecto do lugar que nos rodeava, e acabei me levantando e dando um salto até a margem, avistei um pássaro, como uma galinha d'água e ele pegava um micro peixe, e deixou esse peixinho pequeno cair na água, eu fiquei observando e com pena dele, mas na verdade ele jogou o peixe para fisgar um outro maior e ele entrou na água em seguida e trouxe um peixe bem grande no bico, então ele não comeu o peixe, somente o estraçalhou e o deixou lá, não vi para qual direção foi, somente acordei "

A Água que Escolhi Dividir

Um dia me empurraram para o fundo de um poço.
Escuro. Frio. Silencioso.
Ali eu conheci a dor pelo nome,
a solidão pelo abraço,
e as lágrimas pelo sabor.

Quem me feriu foi embora,
acreditando que ali seria o meu fim.

Mas Deus desceu onde ninguém desceria.
Sentou-se ao meu lado no silêncio,
secou minhas lágrimas,
fortaleceu meus braços
e me ensinou a subir.

Cada pedra virou um degrau.
Cada cicatriz virou força.
Até que um dia eu alcancei a luz.

Lá de cima descobri algo precioso:
quem já conheceu a sede
aprende a encontrar água.

Passei a tirar água do poço
para matar a sede de quem chegava cansado,
ferido, sem esperança.

Então a vida me surpreendeu.

No caminho encontrei justamente quem havia me lançado naquele abismo.

Desta vez, porém, era ela quem estava fraca.
Era ela quem tinha sede.
Era ela quem estendia as mãos.

Eu poderia ter lembrado de tudo.
Poderia ter dito:
“Agora é a sua vez.”

Muitos esperavam isso de mim.

Mas havia algo maior dentro do meu coração.

Porque Deus nunca me deu água
para que eu escolhesse quem merece beber.

Ele me deu água
para que eu nunca esquecesse de onde Ele me tirou.

Então estendi minhas mãos.

Dividi a água que eu tinha.

Ajudei quem um dia me abandonou.

Não porque a dor não existiu.
Não porque esqueci as feridas.
Mas porque o amor de Deus foi maior do que elas.

O perdão não muda o passado.
Mas muda completamente quem escolhe perdoar.

No fim, compreendi que o maior milagre não foi sair do poço.

Foi não deixar que o poço permanecesse dentro de mim.

Não há colheita sem água.
Não há crescimento sem tempestade.
Aprendi assim:
é nas tempestades da vida que a gente floresce.

Não sabe o bem que me faz a sombra desse amor.Água de oceano pra beber, vivo mergulhado em você! Te amo pra valer!

⁠Como a água que gotejando faz um furo na pedra, devemos ser persistentes.

No fundo do poço da ignorância, só restam lama ou poeira, já a fonte do conhecimento jorra água fresca e pura permanentemente!

A língua é como um rio que se renova, enquanto a gramática normativa é como a água do igapó, que envelhece, não gera vida nova a não ser que venham as inundações.

"Cada árvore derrubada hoje, será uma gota de água a menos na boca dos seus descendentes amanhã."

Desilusão


Ó realidade,
que me toca
e fere minha carne.


Através dos reflexos da água,
vejo histórias se formarem:
contos do passado
que, outrora preciosos,
tornaram-se fardos
para o presente.


Águas turvas.
Silêncio mórbido.


Quisera eu
adormecer no abraço da ignorância,
para que a realidade
não me revelasse
que a joia mais bela
transformou-se
numa sórdida bijuteria.


E o que antes eu chamava de tesouro
era apenas o brilho breve
de um metal sem valor,
capaz de enganar os olhos,
mas jamais o tempo.


Hoje, ao tocar essa falsa riqueza,
meus dedos não encontram ouro,
apenas o frio
de uma ilusão desfeita.

Assim como as tartarugas que nascem na areia e correm para a água, as abelhas para as flores de forma inconsciente, movidas pela energia instintual. Da mesma forma o ser humano sente a necessidade intrínseca da busca pelo Ser superior - Deus.
F. Meirinho

Sem Nexo

De onde saiu?
Não sei
Apenas saiu
Jorrou
Fluiu.

É como água de vertente
Nasce
Brota
Escorre.

Deixa o caminho úmido
Perplexo
Atônito.

Assim é ela
A água

Assim sou eu
A brisa.

Indescritível

Sou interior da lasca
A água límpida
Caos
O mistério em vida
A floresta viva
Que em ti habita
A história incrédula
Sem início e fim
Indescritível presença
O olho do furacão
No centro do vendaval
Que acampa nas
Areias desertas do
Manto acolhedor.

Seja tão persistente quanto a água que contorna todos os obstáculos para atingir os seus objetivos.

As Margens do Silêncio


Sento às margens do rio para refletir. A água tranquila funciona como um espelho e devolve a minha própria imagem – nítida, brilhante, revelando instintos expostos, emoções desordenadas. Sei que o tempo guarda todas as respostas, mas, mesmo entendendo o cenário ao meu redor, não consigo ouvi-las. O que escuto é apenas o silêncio, um silêncio que se acomoda ao meu lado como uma companhia serena, quase amigável.


É então que, como um filme silencioso, vejo teu semblante surgir na memória. Há tristeza, amargura, cansaço. Há um peso que não consigo explicar. Um nó, sobe pela minha garganta, apertando como se mãos invisíveis tentassem impedir que qualquer palavra escapasse. As lágrimas contidas, pedem libertação. E como finalmente permito que venham, elas deslizam pelo meu rosto e molham minha pele, levando consigo um pouco do que me sufoca. O sorriso que sempre esteve estampado em mim, desaparece – some sem aviso, como truque de ilusionista.


Sinto o frescor da manhã tocando meu rosto, como se fossem mãos suaves acariciando minha pele. A natureza ao redor transforma o espaço em um refúgio, um pequeno abrigo onde posso descansar meu corpo e aliviar a mente. Meus pés tocam de leve a água e, ao mínimo movimento, círculos se formam, desenhando imagens que lembram mandalas – figuras quase sagradas, que parecem guardar em si algo de cura.


Encontro ali um momento raro de paz, entre o vento que passa devagar e a correnteza da água. Não consigo explicar o que sinto, pois, naquele momento não preciso mostrar minha fortaleza. Continuo a observar a água, ouvindo o silêncio e pouco a pouco o mundo dentro de mim se reorganiza.

Sou como a água, adaptável.

Às vezes, olhar para dentro é como encarar um oceano em dia de ressaca,a água é profunda, escura e se move rápido demais para que eu consiga acompanhar. Eu sou o meu próprio maior mistério. Em um segundo, estou aqui, ancorado na rotina, com os pés pesados e os olhos fixos no chão. No segundo seguinte, sem qualquer aviso, um gatilho invisível é disparado. Minha mente ganha asas. O pensamento desenha um voo uma urgência cega de largar as malas de quem eu sou, esquecer o nome, esquecer tudo, e simplesmente sair por aí, sem rumo, sem bússola, sem destino. É exaustivo habitar uma mente que não pede licença para decolar, é exaustivo não conseguir entender seu próprio caos e esperar que alguém veja o que você não é capaz de enxergar .
Enzo Ruchell

⁠Calmaria

Depois do temporal a calmaria.
Surge um céu brindando um novo dia.
Chuva raivosa foi aguar em outro lugar...
Deixou espaço para o Sol brilhante no horizonte raiar.
Brisa suave a manhã vem suavizar.
Pássaros cantam um novo dia a chegar.
Borboletas coloridas... sobre flores perfumadas... no jardim estão a bailar.
Novo dia. Dia novo.
Sol... calor de manhã de verão.
Sopra um vento meigo de novo.
Folhas das árvores a cobrir o chão.

Do rio


A mesma água não volta... nada se repete... o rio abre passagem, rodeia, circula, obstáculos são deixados para trás, supera limites, reflete as nuvens e tudo o que em suas águas vem se espelhar... contorna, adapta-se aos novos contornos... funde, funde-se, confunde-se... joga-se em cascata, cachoeira... e volta a deslizar suavemente em seu leito nupcial.