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Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura

Cerca de 150229 frases e pensamentos: Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura

As melhores amizades são aquelas construídas sem razão.
São aquelas sem previsão.
As que são feitas no acaso.
E sem qualquer explicação.

Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado

A inveja é uma tristeza pela glória do outro.

Aos quinze anos, tudo é infinito.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Amor a gente não aprende nos livros, na faculdade, com conselhos, com teorias. Amar a gente aprende amando.

Eu sei que é difícil esperar, mas Deus tem um tempo, para agir e para curar. Só é preciso confiar... não desista do amor, não desista de amar, não entrega a dor porque ela um dia vai passar.

Minha vida não é uma festa. Tampouco uma piada. Nem é novela, muito menos um filme. É uma história, triste até. Porém, sendo autor e personagem real dessa história, farei de tudo para que ela tenha um final feliz.

Tudo que busco é um gesto de carinho uma mão amiga ou um abraço de conforto infelizmente a muito não sinto esses gestos, sinto que [passo pela vida despercebida e que mesmo tentando ser notada sou transparente... Quem sabe ao ler essas palavras alguém note que eu também preciso de atenção. e que em meio a minhas angustias e dores eu não me importo em receber um abraço e uma demonstração de conforto Uma única vez na vida gostaria de sentir que sou tão importante para aqueles que amo quanto eles são pra mim!

Havia, em algum lugar, um parque cheio de pinheiros e tílias, e uma velha casa que eu amava. Pouco importava que ela estivesse distante ou próxima, que não pudesse cercar de calor o meu corpo, nem me abrigar; reduzida apenas a um sonho, bastava que ela existisse para que a minha noite fosse cheia de sua presença. Eu não era mais um corpo de homem perdido no areal. Eu me orientava. Era o menino daquela casa, cheio da lembrança de seus perfumes, cheio da fragrância dos seus vestíbulos, cheio das vozes que a haviam animado.

Cada um é cada um. Eu sou assim. E aprendi a gostar de mim. Gostando de mim, aprendi a respeitar mais o jeito dos outros de ser.

Minha docilidade anda de mãos dadas com a minha fúria. Não suporto gente sonsa, mentirosa e injusta. Não sou meiga, sou amorosa. Não sou grosseira, sou transparente. Minha luz é enorme, mas minha sombra assusta.

A República sobreviverá até o Congresso descobrir que pode subornar o povo com seu próprio dinheiro.

Mas o tempo pode ser uma coisa bem voraz, às vezes se apodera de todos os detalhes só para si mesmo.

O sinal mais seguro da sabedoria é a constante serenidade.

Pior do que achar normal ser errado, é considerar burrice ser correto.

Soneto do amor como um rio

Este infinito amor de um ano faz
Que é maior que o tempo e do que tudo
Este amor que é real, e que, contudo
Eu já não cria que existisse mais.

Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é o túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.

Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo

E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.

Vinicius de Moraes
Para viver um grande amor (1962).

A Hora Íntima

Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: — Nunca fez mal...
Quem, bêbado, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente
Na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde
Até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas
Capazes de empalidecer o mármore?
Quem, oculta em véus escuros
Se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto
Sorrirá: — Rei morto, rei posto...
Quantas, debruçadas sobre o báratro
Sentirão as dores do parto?
Qual a que, branca de receio
Tocará o botão do seio?
Quem, louca, se jogará de bruços
A soluçar tantos soluços
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos
O sangue a pulsar nas cicatrizes
Dirão: — Foi um doido amigo...
Quem, criança, olhando a terra
Ao ver movimentar-se um verme
Observará um ar de critério?
Quem, em circunstância oficial
Há de propor meu pedestal?
Quais os que, vindos da montanha
Terão circunspecção tamanha
Que eu hei de rir branco de cal?
Qual a que, o rosto sulcado de vento
Lançara um punhado de sal
Na minha cova de cimento?
Quem cantará canções de amigo
No dia do meu funeral?
Qual a que não estará presente
Por motivo circunstancial?
Quem cravará no seio duro
Uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil
Há de orar: — Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo
Pensará: — Não há de ser nada...
Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?
Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?

"A vida não é tudo que ela pode nos dar, mas sim tudo o que podemos dar por ela."

Antoine de Saint-Exupery

Nunca é tarde para aprender algumas coisas básicas e embaraçosamente óbvias sobre si mesmo.

Está falando mal de mim? Não tem problema, não. Pessoas boas nunca valem nada na boca de quem não presta.