Era
ADOCE MINHA ALMA
Ela era tão doce que as abelhas faziam fila
Doce, mas não algo tão doce que repugna...
Um doce gostoso de ter por perto
Para toda hora...
Não tinha características de sobremesa,
Era para qualquer momento...
Principalmente, nas horas em que vinha a dor
Estar perto dela saciava, acalmava.
Era a água com açúcar,
Ou brigadeirão...
Sorvete ou torta?
O doce não importa!
Ela sempre estava ali, tão doce, tão meiga
Tão ela.
Cada um que experimentasse sem culpa suas palavras
Seus gestos e abraços
Beijos e chás gelados.
Criatura assim é tão raro encontrar
Senhora doce vem me adoçar!
O cara mais livre do mundo
O amor era amargo, mas não doía. Era saber que ele nunca ligaria, mas apareceria pra aguentar meu corpo cheio de cicatrizes e evitar comentários infelizes sobre o dia. Era nunca ter rancor, não carregar tijolos e não lutar contra o invisível. Ia além das portas de igreja, anéis de compromisso e dos sonhos de família, porque era presente, existia enquanto pulsava estrondoso na hora, não tinha pretensões. Não tinha escolha.
É por isso que hoje eu entendo que essa coisa – o amor, vai além das declarações e das flores em datas especiais. É compaixão e sinceridade. É querer sem possuir, e aceitar (com franqueza) quando alguém não está pronto.
Desabafo
A lua riu de mim
e quando vi já era tarde demais
Os meus sonhos já tinha deixado pra trás
continuei minha estrada
e quando cheguei ao fim
vi que não encontrei nada
A vida é curta demais
e andei em frente sem me importar com nada
com a carne, nem com a alma
e agora pergunto o que irá me restar?
Hoje vejo coisas que antes eram tão engraçadas quando era criança
Coisas que eu nunca achei que fariam mudanças
As folhas caindo em volta da árvore tao linda essa infância
Ainda consigo ver nos olhos de outros mais velhos aquela esperança que brota novamente
De ir caminhando no mercado ao lado com sua mae e no final pedir chocolate
De ir jogar bola no campo com seu pai e brigar com ele por um passe
Infelizmente não ira voltar
A memória que ninguém no mundo pode apagar
A história de cada um de nós, começa ali mesmo
No nascer do nosso primeiro olhar
Aí eu o encontrei na floresta...estava perdida...era só eu e o lobo.... então tive que perguntar.... qual a direção?!!
E olhando para mim, gentilmente falou...
São para ouvir não apenas melhor mas para ouvir direito, ouvir os detalhes e entender.... e os olhos, ahhhh o olhos....são para enxergar a realidade ao invés do que desejamos.....
Mas alguma pergunta minha querida?...
Aproveite a vida da melhor forma possível. Ontem era janeiro, rapidamente hoje é dezembro e amanhã novamente janeiro será e assim vai passando, flores, sol, folhas e frio, a vida em forma de estações como prova de que o tempo segue reto, até que, com Fé Naquele, vida e saúde, possamos ver ruga feliz no reflexo do espelho.
Ontem estávamos entre brinquedos e imaginação, hoje estamos entre faturas e códigos de barras, responsabilidades e tão somente realidades que têm que ser encaradas sempre com coração de gente grande, não com a doçura da infância.
Ontem a alegria estava mágica e facilmente no carrinho ou na boneca, no sorvete e no algodão doce, hoje essa alegria e felicidade parecem muitas vezes distantes e difíceis de alcançar. Mas mesmo não estando mais na caixa de brinquedos e no passeio do parque, não se pode esquecer jamais de querer e buscar sempre e da melhor forma possível ser feliz com o que podemos, amando quem nos ama, brincando como criança, aproveitando muito bem a riqueza dos detalhes, ganhando dinheiro para gastar com felicidade realmente agradável e sadia, não para causar desgaste e infelicidade nem própria e nem alheia, e nem guardando para onde não podemos levar, sorrindo sempre que possível, se erguendo e aprendendo nas quedas, vivendo.
Essa vida é bem rápida para a gente desperdiçá-la com o que não valha a pena, não conduza à nossa felicidade, não faça bem ou não compense o nosso esforço e cada suspiro nessa nossa passagem por aqui. Aproveite da melhor forma.
Eu te considerava a melhor pessoa do mundo, você era literalmente tudo para mim, mas você sumiu, do nada me abandonou, me esqueceu ou me trocou, na realidade eu não sei o que você fez comigo, mas a cada dia minha dor aumenta, meu sofrimento corrói mais o meu coração. Eu me sinto sozinha, me sinto como se fosse invisível, e você era a única pessoa que poderia me ajudar, mas você se foi, igual a todas as outras pessoas.
Por que tem que haver despedidas
Se na verdade o que querias
Era nunca se separar?
E por que dói tanto a partida
A alma triste, abatida
e o coração dispara a chorar?
Talvez um dia o tempo explique
Mas, também pode ser que
complique
Pois amor não tem
como explicar.
Ela era um segredo ambulante, a personificação do mistério. Sua vida era um baú trancafiado a mais de sete chaves e há quase 19 anos. Morreu na primavera, numa manhã ensolarada e de brisa mansa, antes mesmo de acordar-se. Ela era mesmo um mistério ambulante: nem a causa de sua morte conseguiram desvendar.
ESCOLA
Um local que era pra ser de aprendizado e educação: Se tornou um lugar de negatividade e agressão.
Que era pra ser um local de apoio e compreensão: Se tornou um lugar de julgamentos e solidão.
Alunos deixam seus lápis sempre apontados, Iguais aos seus dedos que apontam e julgam o garoto que tem um jeito mais afeminado.
Seus branquinhos apagam e escondem os borrões do seu caderno inteiro, Igual a aquela menina que todo dia esconde suas feridas e cicatrizes de dor,tristeza e desespero.
Suas borrachas fazem com que todos erros de sua folha desapareça, Igual a menina que se enche de maquiagem,Alisa o cabelo,perde peso correndo todo dia na esteira, Tudo isso pra não ser humilhada e se encaixar na prisão chamada "Padrão de beleza", E mesmo assim a insuficiência bate na sua consciência e suas lágrimas assim como sua alto estima caem sobre a mesa.
Todos dias lidamos com: Xingamentos, Preconceitos e agressão e as únicas portas que se abrem pra nós através disso: São drogas,suicídio e depressão
Isso não é o conto de fadas, Não é a Disney, Muito menos imaginação, Essa é a realidade, Esse é o caos, Bem-vindo a escola irmão!
Era quarta-feira, dia chuvoso e eu estava no trabalho.
Meu trabalho está cada dia mais desgastante e eu me vejo alternando entre idas ao fumódromo e a minha sala.
Enfim o horário de descanso, e mais uma vez sem apetite eu torno ao meu lugarzinho dos cigarros.
Acendo o primeiro, sento e começo a pensar.
Pra um homem confuso como eu, achar refúgio em pensamentos é extremamente difícil então tento aproveitar cada segundo pensante e mergulho no mais íntimo de mim, como se revivesse momentos passados e vivenciasse minha imaginação.
E, como já era de costume a alguns meses, você veio a minha mente, e a saudade apertou.
Lembrei de tudo o que passamos e dos nossos planos desengonçados e cheios de segundas intenções.
Acendo o segundo cigarro, e desta vez levanto, como se logo fosse sair dali.
Novamente volto aos pensamentos, e começa o desespero da ansiedade.
Minha mente embaralha em pensamentos pessimistas e de como daria errado quando te visse novamente.
Tento imaginar como estaria, se mudou o penteado, as roupas que usaria. Se seria como antes...
Tento escrever algo mas meu bloqueio mental causado pelo seu rosto pequeno e de pela suave não permite.
Olho o celular, penso em ligar, desisto.
E então volto a acender mais um, o último. Em sua homenagem.
Como se o câncer premeditado, ou os problemas causados pela nicotina anunciassem o fim da minha vida através de ti.
Era sede de muitos anos retida em nosso corpo. Palavras encadeadas que não pudemos dizer a não ser nos lábios do sonho. Tudo rodeava o milagre vegetal da paisagem de teu corpo. Sobre tua forma, ao meu tato, responderam as pestanas das flores, os rumores dos rios. Todas as frutas no sumo de teus lábios, o sangue da granada, o que se oculta no sapoti e a integridade do abacaxi. Apertei você contra meu peito e o prodígio de tua forma penetrou em todo meu sangue pela gema de meus dedos. Olor à essência de carvalho, à lembrança de nogueira, a verde alento de freixo. Horizontes e paisagens que percorri com o beijo. Um esquecimento de palavras formará o idioma exato para entender a mirada de nossos olhos fechados. Estás presente, intangível e és todo o universo que formo no espaço de meu quarto. Tua ausência brota tremulando no ruído do relógio, no pulsar da luz; respiras através do espelho. Daí até minhas mãos, percorro todo teu corpo, e estou contigo um minuto e estou comigo um momento. E meu sangue é o milagre que vai pelas veias do ar de meu coração ao teu.
Contudo, pecávamos por negligência escrevendo ou lendo, estudando menos do que nos era exigido; e não era por falta de memória ou de inteligência, que para aquela idade, Senhor, me deste de modo suficiente, senão porque eu gostava de brincar, embora os que nos castigavam não fizessem outra coisa.
Amor
Amor fogo que arde como a dor
Quando estou perto de ti sinto calor
E o que era dor se torna amor
Seu cheiro e como uma flor
Por você estou apaixonado
Só penso em estar ao seu lado
Para Deus sempre tenho orado
Para que você sempre tenha cuidado
O amor chega de repente
Ele e como a dor que nos faz ficarmos doentes
Quando vou dormir vem em minha mente
Oque vou fazer aqui quando você não estiver presente.
CRÔNICA DE UM AMOR NÃO VIVIDO
Era um tarde normal como outra qualquer, na correria do dia a dia cheia de papéis na mão ela não percebeu a presença dele no café. Uma amiga a chamou, para falar algo que ela nem lembra mais, nem do assunto e nem da amiga.
Quando virou seus olhares se cruzaram. Ele levava a xícara até a boca. Ela congelou, paralisou, sentiu seu coração bater descompassado. Quem era ele? Por alguns minutos imaginou milhares de coisas juntos. Poderiam ter se conhecido no café, na fila do banco, num barzinho ou restaurante, trocariam uma conversa sobre o quanto detestam fila, ou que ela detesta comida japonesa. Ou quem sabe até em uma dessas festas estranhas com "gente esquisita", ouvindo música sertaneja que ele odeia. Talvez trocariam telefones. Talvez.
Mas a verdade verdadeira é que nada tinha importância, nem ela nem ele se importavam com o dia que aconteceu, isso era pequeno demais perto do que sentiam.
Nunca tiraram uma self, nem fizeram declarações públicas e amor nas redes sociais, não passaram um final de semana viajando, aquela viagem romântica.
A família dele nunca soube o quanto ela o amava e nem a dela o quanto ela era engraçado, porque nisso combinavam eram engraçadinhos, sempre com uma piadinha na manga. A gatinha dele nunca deitou no colo dela, não assistiram nenhum capítulo da novela das oito juntos, e nem discutiram sobre o galão de água que ela esqueceu de comprar.
Ele nunca fez aquele franguinho especial para ela e nem ela o seu famoso risoto de parmesão. Nunca passaram uma noite e conchinha, e ela sempre quis saber como aquele rostinho lindo ficava quando dormia. Nunca se deixaram sentir além da linha amarela. E não o fizeram porque não deixaram que isso acontecesse. Sabiam ser seus pares perfeitos. Mas no fundo não acreditavam nisso.
Acostumaram a viver um amor clandestino. E perderam a chance de sentir aquela paz que o amor traz. Optaram, ou não, pelas noites mal dormidas do que uma vida bem vivida.
Um dia cansados dessa clandestinidade, se despediram prematuramente. Escolheram a vida longe um do outro ao invés do para sempre até o final. Não deixaram o amor acontecer na vida real.
Ela hoje se sente só. Chora pela viagem que não fez com ele e pelos passeios de mãos dadas que tanto sonhou. Ele? Bom ele continua vivendo sua vida procurando quem sabe encontrar um amor que ele acha que ainda não encontrou... Parafraseando Frejat. Que aliás escreveu muitas das músicas deles...
O que eles não entenderam é que precisavam ter tido mais coragem para olhar além de si mesmos...
Minhas ultimas palvras foram “é que foda-se”, mais o que eu queria mesmo te dizer era “ainda sinto tua falta”.
