Era
Eu sabia que a vida nunca era tão fácil, que em vez de as portas serem abertas a você, você precisava pular cercas para chegar a algum lugar.
Era o meu aniversário. Damon e eu tínhamos passado o verão procurando o Stefan. Eu estava tentando fazer uma cara boa porque a Caroline tinha organizado uma festa, mas eu estava muito triste. Eu estava quase decidindo que eu não iria sair do quarto, então o Damon apareceu pra me dar um presente de aniversário. Era o colar que o Stefan tinha me dado, tinha perdido e o Damon sabia o que o colar era pra mim, o que era pelo que eu sentia pelo Stefan. Mesmo me amando, ele me deu a única coisa que representava esperança para mim e para o irmão dele. Eu sei como doeu nele, mas ele fez isso. Foi a coisa mais altruísta que eu já vi na vida e, naquele momento, eu o amei.
Minha vida era a meia-noite, sem mudanças, sem fim. Deveria, por necessidade, sempre ser a meia-noite para mim. Então como era possível que o sol estivesse nascendo agora, bem no meio da meia-noite? (Edward Cullen)
Fazia drama como ninguém. Um dia era pura tragédia, no outro só comédia. E assim vivemos nosso amor de verão.
Se a coesão da nossa sociedade era mantida outrora pelo imaginário de progresso, ela o é hoje pelo imaginário da catástrofe.
Porque o abraço dele era porta fechada. E nem todas as armas e armadilhas podiam alcançá-la dentro daqueles braços. O mundo e o medo ficavam lá fora. E os pensamentos que sussurravam ameaças ao pé do ouvido iam silenciando a cada batida do coração. Dele, que era dela. Quando algum sentimento perigosamente falava mais alto, ela o apertava ainda mais forte, como se tentasse atravessar de uma pele pra outra e deixar a sua vida ali, perdida na dele.
Quando eu estava no meu lugar mais solitária, infeliz e irritada. Você me amava. E quando eu era um ser humano horrível, Você viu uma linda alma. Você faz do mundo um lugar melhor, porque você sempre vê o lado bom. E você me fez uma mulher melhor, pois procurava uma. Você promete fazer isso, todos os dias pelo resto de nossas vidas? Eu te amo.
Era um alívio ficar sozinha, sem ter que sorrir e ficar satisfeita; um alívio olhar pela janela a chuva entristecendo tudo e até deixar algumas lágrimas caírem.
Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma.
Antes achava que meu silêncio era consequência da minha covardia, mas nada como o amadurecimento para me mostrar que na verdade o meu silêncio muitas vezes é fruto da minha sabedoria.
Era necessário coragem para viver uma vida imortal e não fechar o seu coração e mente para qualquer experiência ou pessoa nova. Porque o que era nova quase sempre era temporário. E o que era temporário, partia o seu coração.
(Cidade de Fogo Celestial)
Poema: A CASA
Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque a casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.
Eu era uma pessoa com dignidade e respeito próprio, e não deveria me considerar pior que qualquer outra pessoa só porque era negra.
Esse não era o papel que eu queria, pode ter certeza. Queria fazer valer seus instantes perdidos me observando numa festa cheia e tentando entender meus enigmas. Eu sou uma decepção. Parecia tão interessante, tão cheia de luz. E agora sou essa criança que só quer agarrar você e proibir de brincar com os outros amiguinhos. Só meu, não empresto.
