Era
"Sem medo de errar meti a cara, sabia que no mínimo teria um dente quebrado,era certeza,mas só se sabe tentando."
"De peito estufado segui, de certeza era o caminho certo, sem duvidar segui, o sinal estava aberto."
Era realmente necessário essa revinda só se a outra estivesse dando errado, já modificastes nossos estados, tudo se acerta proposidamente.
"Quando criança,meu maior desejo era ser adulto,hoje aos quarenta queria voltar a infância onde minhas responsabilidades não imaginavam a bola de neve que se tornaria no futuro, vai entender: bem vindo seja ao mundo adulto!"
Nosso pacto era pra descobrir os concertos que deixamos por fazer, e, acontecemos juntos em reviver, nossas mãos sem nos ancorar pra prosseguir, é uma linda conclusão, pra novas e merecidas emoções aos que saberão por vir.
Era dezembro, lá vinha ele, mas uma vez sua data preferida, velho, com barbas brancas como a neve, sobre os ombros um saco, era sim um bom velhinho, mas devido ao frio o velho Xico morreu em uma calçada de uma rua qualquer, era apenas um velho em situação de rua.
Saudades do tempo que tudo era motivo de riso. Já hoje são apenas lembranças, junta a ausência de você.
Você sempre diz que custou dinheiro.
Quando na verdade eu queria mesmo era ouvir que tinha custado,
sentimentos...
Beija-la era como voar sem sair do chão. Todos os perfumes do mundo era o seu cheiro original. Ela era única do jeito dela, tinha um sorriso me deixava completamente em suas mãos. Sabia usar as armas que tinha e quando me dei por si nós dois já éramos um só. Fui abatido; cai extasiado pela arma do amor.
A nossa falha é um enorme motivo pra entender o que querem de nós;
Hoje na era do escravos sentimentais, o EGO se encontra em um lugar elevado, assim como um mirante;
e apesar do amor, carinho e gratidão, no topo da colina sentimental la está o EGO.
Ego esse que se resume no padrão desejado, na expectativa criada e no esforço feito, e se o retorno não vem, ai amigo, você pode botar fé que o ataque sera um fato comum.
De onde eu vim era só um sonho
Mas eu que componho minha realidade
por isso escrevi este momento, para me edificar na eternidade...
Passei a maior parte da minha vida sozinho. Por muitos anos, fingi que essa era a fonte da minha força. Dizia pra mim mesmo que eu tinha vontade própria e naquela época, eu me tornei bem sucedido, mas eu não estava realizado. Porque eu desejava uma conexão. E eu imaginava, mas não conseguia. Procurava e não encontrava. Até eu descobrir o amor. Eu achei que ia explodir com a sensação de poder e liberdade que ela me trouxe, que o mundo estava aos meus pés...Mas isso acabou quando eu descobri a grande mentira do cerne do amor. O que eu considerava a verdadeira liberdade era exatamente o contrário. Você pode construir uma prisão de pedra e aço, mas você apenas presenteia o prisioneiro com um desafio. Qualquer homem realmente determinado achará uma saída. Mas o amor...O amor é a prisão perfeita. Inescapável. Então...eu estou sempre na prisão, aonde quer que eu vá. E se essas coisas me ajudam a protegê-la, elas não são nada pra mim. Farei o que for preciso.
A arte do Pangolelê...
A marcha compassada do Bertrano, era breve e indicava duas realidades: a idade já avançada do pardo cavalo e o peso da carroça que puxava, uma velha carroça coberta em lona colorida, tatuada em desenhos que remontavam à lembrança a magia da arte circense.
Era nela que o palhaço Bambolin, seguia à frente da caravana e nela, cabia tamanha alegria que ia do nariz de bolinha à peruca vermelha e todas as peças que ele vestia: roupas de cetim com formas de toda cor, todas bem cuidadas, guardadas em baús de madeira, que juntos, servia de cama para dormir, durante a viagem, a trapezista que também era atriz e não abria mão de fazer de sua arte, motivo para todo povo se emocionar e também, sorrir.
Circo sem bicho, sem cobertura, sem bilheteria, sem bancos nem cadeiras, sem hora nem lugar pro show que não pode parar.
As atrações eram tantas que cabia um mundo de sonhos na imaginação de menina, de menino, de gente grande, que viam nas trapalhadas do palhaço e no voo do homem bala, no estranho gigante João correndo atrás do anão trapalhão, na curiosa mulher de barba e se admiravam com Gismundo, o homem mais forte do mundo.
Mas havia um momento de tensão, a apresentação da bela trapezista, que também era atriz e, de um lado pro outro, recitava, cantava e encantava a plateia!
A cartomante, nascida em Lisboa, além de interpretar o que via nas cartas, “lia mão”, adivinhava o futuro e dizia que bastava um tostão pra pagar a adivinhação.
O circo Pangolelê, era itinerante! Tinha somente artistas da vida, operários da felicidade, gente que tinha por regra, a falta de regras, naqueles eternos minutos que a atenção que recebiam, em encanto se fazia.
Ali, não cabiam sentidos e nem lembranças de sofrer, e pelo querer, transportavam a plateia para um universo de emoção e ficção!
