Era
Bondosa, sempre encontrando desculpas para os erros do próximo, nunca julgava ou era ríspida com alguém, uma fina dama de corpo e alma.
( Livro- As Mulheres Invisíveis )
Era um belo homem, os seus olhos eram tristes, eram olhos verdes tristes... Era o que os dois tinham em comuns: olhos tristes.
Ana
Livro -As Mulheres Invisíveis
Não sei por que, mas da primeira vez que a vi, fiquei logo sabendo que ela era única. Não estou louco, claro, visto que sabia ser apenas um sonho, que o teria sido para sempre, se não fosse o dinheiro.
Sobre Jesus na cruz do calvário:
Satanás pensava que era o fim..
Mas era o começo da minha e da sua esperança🙏🙏🙏
Se havia uma coisa que ela aprendera ao longo dos anos como mecânica era que certas manchas nunca saíam.
Era uma rosa branca
Pintei-me de vermelha
Queria ser tão bela quanto ela
vestida na cor do amor.
Antes era rosa branca bonita
Depois rosa branca sem brilho
Agora vermelha querendo ser bela
No final sempre serei quem sou.
Fiz o que pude para ser quem não sou
Quando percebi que não era quem queria
Nunca serei rosa vermelha mesmo rubra
Minhas pétalas por dentro são neve.
Não posso voltar a ser quem era
Nem sei mais quem sou
Perdida entre o vermelho e o branco
Só queria simbolizar o amor.
Quem inventou o amor certamente era um vendedor de remédio cardiodepressivo e não sabia que o amor é um divisor de água entre o prazer e o aborrecimento.
Nova Era
Sinta, sinta, sinta
Como suas juntas se mexem,
Repare no poder da suas pernas
Elas podem te levar a algum caminho.
A docê melodia da vida
Não foi feita para os surdos,
Milhões de pessoas ocupadas demais
E um único sol para iluminar.
Será que existe mesmo um inimigo
Ou será que somos nós mesmos?
A única força capaz de lhe derrotar
É a força capaz de te deixar parado.
Esta noite não será uma simples noite
Vamos juntos nos libertar,
A lua já deu seu sinal de positivo
Viver para ser inesquecível.
Pobre daqueles que julgam o amor
É hora de se entregar sem medo,
De mãos dadas o mundo gira
De mãos dadas jamais haverá fim...
ELE descobriu que ELA era única ... ELA descobriu que ELE era apenas mais um ... COMUM !!! Basta olhar no fundo dos meus olhos ... pra ver que já não sou como era antes ... ... Tudo isso faz com que ... OS ONTENS ... sejam sonhos bons ... Além de me encorajar a viver as aventuras que virão ... NOS AMANHÃS ... ... As coisas boas nos trazem ALEGRIA ... as ruins APRENDIZADO ... Enfim !!! quem disse que é fácil ser adulto ...
Quando enfim, os cientistas descobrirem a origem da vida, verão que era tudo aquilo que tentavam provar o contrario; será o fim dos tempos.
O poeta aprendiz
Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante.
Anos tinha dez
E asinhas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc.
O olhar verde-gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina.
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
E caía exato
Como cai um gato.
No diabolô
Que bom jogador
Bilboquê então
Era plim e plão.
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho.
No fundo do mar
Sabia encontrar
Estrelas, ouriços
E até deixa-dissos.
Às vezes nadava
Um mundo de água
E não era menino
Por nada mofino
Sendo que uma vez
Embolou com três.
Sua coleção
De achados do chão
Abundava em conchas
Botões, coisas tronchas
Seixos, caramujos
Marulhantes, cujos
Colocava ao ouvido
Com ar entendido
Rolhas, espoletas
E malacachetas
Cacos coloridos
E bolas de vidro
E dez pelo menos
Camisas-de-vênus.
Em gude de bilha
Era maravilha
E em bola de meia
Jogando de meia –
Direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar.
Amava era amar.
Amava sua ama
Nos jogos de cama
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Levadas e opimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder.
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita.
Por isso sofria.
Da melancolia
De sonhar o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser.
Montevidéu, 02.11.1958
in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
in Poesia completa e prosa: "A lua de Montevidéu"
in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"
Um Amor Cruel
Amar e não ser amada
Será este o meu destino?
O que antes era carinho, atenção, sorrisos
Agora, se transformou em lágrimas, desprezo, rejeição
Amo-te do fundo do meu ser
Mas sei que nunca serei correspondida
Fui avisada, eu sei, que não era para levar nada a sério
Mas o meu coração foi teimoso
Quis se aventurar novamente, no campo do amor
Tinha esperanças de que, tudo daria certo dessa vez
Agora, se arrepende amargamente
Encontra-se magoado e muito ferido
E a sua dona também, encontra-se totalmente confusa e perdida
Não sou perfeita eu sei, mas conheço minhas virtudes
Sempre procurei ser a mais sincera e amiga com você
Sempre procurei te ajudar e apoiar em todos os seus projetos
Sempre demonstrei todo o meu amor por você
Mas talvez, o que você procura em alguém, não seja sinceridade, amizade,
confiança e muito menos...amor
O que você almeja realmente, é fama, sucesso e reconhecimento
Agora, só me resta libertar desse amor cruel, que nunca deveria ter nascido
Esse amor que, infelizmente, ainda sinto por você
DANI
Gerada e nascida Daniela.
No frio era enrolada em cobertor de flanela.
Gostava de comer pipoca em tigela,
Enquanto eu contava uma fabela.
Mais crescida não teve varicela.
Tinha medo de andar sozinha em viela.
Falava como uma tagarela,
E odiava pão com mortadela.
No colégio era sempre sentinela
Com aqueles que traziam balela.
E bastava sua piscadela,
Para saírem pela janela.
A mim você é como uma aquarela,
Despejando lindas cores em uma tela.
Serás sempre a mais bela,
Mesmo esposada, minha donzela.
Rodemir de Oliveira 22/07/09 22:04 hs
Num certo momento da história do homem, ele acreditou que ser livre era poder fazer tudo o que quisesse; depois, a liberdade de ter tudo o que quisesse, e liberdade para chegar aonde quisesse. Não percebeu que quanto mais fazia, quanto mais tinha, quanto mais longe ia, menos liberdade tinha. Liberdade é mais do que ir e vir. É ter a certeza de poder prosseguir, de arriscar, sem ter que carregar eternamente cada conquista pretérita. Cada vez que recuamos em nome de uma conquista de ontem, somos menos livres. Ao revés, quando se pensa que nada nos resta, quando se pensa que tudo nos foi tirado, quando se pensa que renunciamos a tudo, tudo o que resta é a liberdade. Não se pode fugir dela, e à medida que mais a procuramos, mais a perdemos, e à medida que a perdemos, a encontramos.
