Era

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⁠crônicas da fronteira. A lenda do pé de Ipê.

Era uma vez, em uma vasta mata que existia na região de fronteira de Ponta Porã com Oedro Juan Caballero, quando não existia estas duas cidades, onde os espíritos da natureza e os guardiões das plantas medicinais conhecidas pelos nativos como yuyos reinavam.

Certa vez uma grande tribo de guerreiros que vivia em harmonia com a a natureza e a terra fez um oacto para selar a uniao entre duas grandes nações que existia na região nestes tempos.

Nessa tribo, havia uma linda moça indígena chamada Jaciara, filha do grande chefe guerreiro. Jaciara era prometida ao filho primogênito da tribo vizinha, um casamento arranjado para selar a paz entre os dois povos.

No entanto, o coração de Jaciara pertencia a outro. Ela estava apaixonada por,Tekohá o jovem filho do xamã da tribo. Tekohá era conhecido por sua sabedoria e conexão profunda com os espíritos da floresta. O amor entre Jaciara e Tekohá era puro, mas impossível, pois ela estava destinada a outro.

No dia do casamento, Jaciara, com o coração pesado, decidiu fugir com Tekohá, eles correram pela floresta, mas foram perseguidos pelos guerreiros das duas tribos. Uma grande batalha se seguiu, onde Jaciara e Tekohá lutaram bravamente pela vida, amor e felicidade. Infelizmente, foram capturados e mortos como castigo.

O xamã, devastado pela perda de seu filho e da jovem que ele considerava uma filha, lançou um poderoso feitiço para salvar as almas dos amantes. Ele invocou os espíritos da floresta e os guardiões da natureza, pedindo que transformassem o local de seus túmulos em um símbolo eterno de seu amor.

Com o tempo, no lugar onde Jaciara e Tekohá foram enterrados, nasceram três pés de Ipê. Um Ipê branco, representando a pureza e a beleza de Jaciara; um Ipê amarelo, simbolizando a coragem e a força de Tekohá; e um Ipê roxo, representando o fruto proibido de seu amor impossível.

Assim, a lenda do Ipê nasceu. Todos os anos, na primavera, os Ipês florescem, lembrando a todos da luta pelo amor e felicidade de Jaciara e Tekohá. As flores dos Ipês enchem a floresta de cores vibrantes, um tributo eterno ao amor que transcendeu a morte e se tornou parte da própria essência da natureza.

Inserida por yhuldsbueno

Cuidar da minha vida

As pessoas não podiam me ver
bebendo.
Era como se não tivessem vida
e precisassem cuidar da minha.

Os tempos modernos
proibiam tristezas,
sentimentos, corações partidos,
defendiam depressões e ansiedade.
Pro meu azar, só bebia
as vezes por gostar,
as vezes pra cicatrizar.

Por favor, deixem-me,
ainda não é pecado
um poeta
sofrer por amor,
eu bebia grandes doses
porque a dor que sentia
era muito forte.

Inserida por jean_cesar

⁠“Quando jovem, minha maior vontade era fazer 18 anos. Com a arrogância e impaciência típicas da adolescência, eu acreditava que poderia fazer tudo de forma diferente, que aos 30 anos estaria ‘muito bem’. Esse pensamento, no entanto, virou um sonho que foi se adiando para os 40, depois para os 50... E ao olhar para trás, percebo que não consegui tudo o que queria, mas Deus me deu muito mais do que eu merecia. Hoje, sou grato pelo perdão que recebi, por cada lição aprendida e pelo meu crescimento. Agradeço pelo perdão pela arrogância, soberba, prepotência, orgulho e ignorância. Obrigado, Senhor!”

Inserida por Itamaratyap

E o mar, que já não se lembrava
de como era viver sem ondas,
clamou em silêncio por um instante de paz.
O viajante, perdido entre tempestades,
vislumbrou a luz —
um dia calmo, à deriva.
O sol tocava sua pele.
Mesmo ardente, não incomodava:
a pele endurecera,
esculpida pelos dias que passaram.
Mas aquele calor…
Aquele calor trazia memórias.
De dias serenos, de vidas inteiras.
E era tudo o que ele mais queria:
sentir de novo.

Inserida por Elmatarazzo

⁠Quando a carência é grande, aquilo que era pra ser do tamanho de uma gota, se torna um oceano.

Inserida por patricia_menezesilva

⁠Com o passar do tempo, a gente vai se desprendendo de muitas coisas. O que antes era tudo, passa a ser só um detalhe perdido em um canto qualquer da casa. Enfim, mudamos nossas prioridades, nosso modo de ver a vida. Criamos coragem de ir sem arrependimentos, pois já não existe mais nada além de cinzas

Inserida por SAGYTA

⁠⁠De todas as ilusões, nada resistiu. Eu era... Já não sei mais se sou, se aqui estou. Vejo vultos, ouço lamentos, não são meus, sou eu.
Falta pouco pra amanhecer. Ainda não dormi, mas bem ali... No conto do quarto, há uma armadura a minha espera, a usarei para enfrentar o mundo, daqui a pouco. Pois é assim que tem sido todos os meus dias.

Inserida por SAGYTA

⁠Suprir as necessidades por entretenimento era algo tão essencial, tão libertador e tão importante quanto instruir seu público.

Samir Machado de Machado
O crime do bom nazista. São Paulo: Todavia, 2023.
Inserida por pensador

⁠Plano de Fundo da Era dos Profetas Maiores e Menores

No início de sua história, Israel vivia sob o patriarcalismo nômade, com uma economia baseada na criação de rebanhos. A organização social se dava por meio de clãs e laços sanguíneos. Ao chegar em Canaã, o povo ampliou sua capacidade de organização comercial e deixou de ser apenas pastoril para se tornar agrícola. Essa transição foi significativa, pois, enquanto o nomadismo é compatível com a criação de animais, a agricultura exige fixação territorial. Assim, Israel começou a se estabelecer definitivamente na terra.

Com o tempo, as tribos se dividiram e se organizaram em seus respectivos territórios, dando origem a uma comunidade mais estruturada. Nesse contexto, surge o período dos juízes, que governavam Israel por ciclos, julgando as causas do povo e liderando em momentos de crise. A transição do período dos juízes para o período monárquico ocorre nos primeiros capítulos de 1 Samuel, quando Israel começa a desejar viver como as nações vizinhas.

Em 1020 a.C., Saul foi ungido por Samuel como o primeiro rei de Israel. Contudo, seu governo foi mal-sucedido. Vinte anos depois, Davi assume o trono, aproximadamente em 1000 a.C., e elimina os inimigos de Israel, consolidando o reino. Após 40 anos de reinado, Davi passa o trono para seu filho Salomão, que herda um reino estabilizado e em condições de prosperar.

Nos dias de Salomão, Israel experimenta seu período de maior prosperidade e crescimento econômico. Contudo, essa prosperidade veio acompanhada de desigualdade: enquanto havia riqueza abundante no palácio, o povo sofria com alta tributação, trabalho forçado e aumento da miséria. Após a morte de Salomão, a nação se divide. No Reino do Norte, Jeroboão I assume como rei, com Samaria como capital. No Reino do Sul, Roboão, filho de Salomão, reina em Judá, com Jerusalém como capital.

A divisão marca o início de uma decadência espiritual, moral, ética e religiosa em ambos os reinos. O politeísmo começa a corroer a estrutura religiosa de Israel, resultando em um desvio generalizado. É nesse contexto que surgem os primeiros profetas, como Elias e Eliseu, chamados por Deus para convocar o povo ao arrependimento.

Esse período se torna um divisor de águas na história de Israel. A partir de então, os profetas se tornam figuras essenciais, levantados por Deus como porta-vozes para confrontar o pecado do povo e de seus líderes, fossem eles reis ou sacerdotes. Os profetas chamavam o povo a retornar à aliança com Deus e a viver conforme sua Palavra.

Inserida por TrechosdeSabedoria

A imagem era de um segurança fazendo sua refeição de pé encostado numa parede.
Então quem postou disse “honre seu pai e sua mãe, você não sabe o sacrifício que fez para levar o pão para casa”
Eu já vi cenas parecidas nos 40 anos que trabalho.
Quantas pessoas tem suas vidas tão duras, mas incrivelmente muitas nem reclamem e são capazes de devolver um sorriso!
#bysissym

Inserida por BySissym

⁠Já era tarde
A noite avançava
E as palavras dela me alcançaram
Eram como dois braços estendidos
Me convidando para um abraço
Já era tarde, mas não para o amor...

Inserida por MOISA80

⁠TEMPOS ANTIGOS

Em uma época em que a mudança ainda era requerida, recebi palavras de perdão e culpa. O tronco foi sincero ao dizer-me que seria ferida, num tempo em que a lei Áurea ainda não havia sido estabelecida e a escravização era um sinal de nobreza para os seus feudos.
Onde comer era motivo de criação e ideias para um hoje moderno, onde a cor era motivo de risos e risos.
Nossas traças são narrativas, nossa fala é história, nosso alimento é história e a nossa cor é história.
~Safira souza

Inserida por SAFIRASOUZA123

⁠Só descobri que era uma águia quando comecei a voar sozinha. Uma águia não voa em bandos, porém alcanca seus objetivos.

Inserida por denise_leonardi

⁠Eu não era, não sou, jamais serei neutro, nem permaneci, ou permanecerei, acima das lutas, nem aceito a concepção abstrata de liberdade, mas a concepção historicamente condicionada, aquela que a define como a consciência da necessidade.
A FÚRIA DE CALIBÃ - pág. 192

Inserida por Acirdacruzcamargo

⁠Vivemos uma era do narcisismo dependente, pois o sujeito necessita da aceitação do outro para legitimar o seu desejo de se exibir.

Inserida por joseni_caminha

⁠Quando o Cristianismo estava surgindo, o foco era em Jesus Cristo e em seu reino — não na teologia. Para ficar claro, existem doutrinas fundamentais que os cristãos sempre consideraram essenciais à fé. De algum modo, porém, as coisas vistas como essenciais cresceram de umas poucas frases para uma longa lista de princípios teológicos, muitos deles desconhecidos dos primeiros cristãos.

Arminianismo Brasil

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠A maioria dos teólogos judeus era capaz de identificar com correção muitas profecias do Antigo Testamento sobre o Messias vindouro. No entanto, quando o Messias finalmente chegou, não conseguiram reconhecê-lo. Aliás, eles acabaram condenando-o à morte. Tinham muito conhecimento, mas pouco entendimento. Nunca enxergavam o grande quadro. Em contrapartida, milhares de judeus que pouco sabiam acerca das complexidades da lei não tiveram dificuldades para reconhecer que Jesus era o Messias quando ele apareceu.

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠O Valor do Tempo

Carlos cresceu ouvindo que riqueza era sinônimo de contas bancárias gordas, relógios caros e viagens para destinos exóticos. Por anos, ele perseguiu essa definição com afinco: horas extras, madrugadas em claro, fins de semana sacrificados. Quando finalmente alcançou o tão sonhado "sucesso", algo parecia faltar.

Num sábado ensolarado, sentado à beira de sua piscina, ele viu João, seu vizinho, passar com uma bicicleta velha e um sorriso largo no rosto. Curioso, Carlos o chamou para conversar.

— João, você nunca quis ter mais? Uma casa maior, um carro melhor? — perguntou, enquanto segurava o copo de um uísque caro.

João riu, tranquilo, e respondeu:
— Ter mais? Tenho tudo que preciso. Sou rico do meu jeito.

Carlos franziu a testa. Como alguém que morava numa casa modesta, sem luxo algum, poderia se considerar rico?

— E como você define riqueza? — desafiou.

João olhou para o céu e, depois, para Carlos, com serenidade.
— Ser rico, meu amigo, é ser dono do meu tempo. Posso pedalar pela manhã, tomar um café com calma, ouvir os pássaros, ver minha família crescer. O tempo é a moeda mais preciosa, e eu gasto a minha com o que realmente importa.

Naquele instante, algo em Carlos mudou. Ele, que tinha tanto dinheiro e tão pouco tempo, percebeu o quão caro havia sido o preço de sua "riqueza".

YakuzaMoon § JWC Autism

Inserida por YakuzaMoon_JWC

⁠Desculpa o Auê

Ela invadiu minha vida como um furacão, sem aviso, sem pedir licença. Era do tipo que falava alto, gesticulava demais e ria com a força de quem carregava o mundo no peito, mas preferia gargalhar a chorar. Eu, acostumado ao meu canto ordenado e silencioso, fui pego de surpresa pela tempestade que ela trazia.

“Desculpa o auê”, ela dizia, toda vez que derrubava um copo, esquecia uma blusa jogada no sofá ou começava uma discussão no meio do nada. Mas não era de verdade uma desculpa. No fundo, ela sabia que o caos dela tinha se tornado meu combustível.

Era nos tropeços dela que eu encontrava graça, e nos excessos que eu descobria o sabor da vida. Ela me tirava do meu eixo, me fazia perder a paciência e, ainda assim, eu ansiava pelo próximo “auê” que ela provocaria.

“Desculpa o auê”, ela repetiu, sorrindo de canto, quando esbarrou na minha prateleira de livros e derrubou tudo no chão. E ali, enquanto recolhíamos páginas espalhadas, percebi que aquele tumulto dela tinha organizado algo em mim: meu coração, antes tão metódico, agora pulsava fora de ritmo, mas mais vivo do que nunca.

“Não precisa pedir desculpas”, eu disse. “O auê já é parte de mim.”

Inserida por Gamorim99

⁠Aprendi muito mais com o que senti do que com o que me disseram que era verdade.

Inserida por literaturanacional