Epígrafe sobre Fotografia
Sobre a mesa do escritório
Uma fotografia esquecida.
Um sorriso, há tempos, perdido...
Alegria mal dividida!
Sobre a cama desfeita,
Um travesseiro amassado...
Um cobertor mal dobrado
Sobre a mesa de comer
Duas grandes e sujas xícaras
Lembranças de um dia encantado!
FOTOGRAFIA 19/05/2013
Rio que deságua no mar
Ondas que quebram no desaguar
Tudo me lembra teu sorriso
Imagem inesquecível de tamanha beleza que,
Volatilmente me consome
Agora olho aquela fotografia e,
Como criança,
Intensamente desejo-te
Sonhando que aparecerás em mim
Suspiro na desesperança desse sonho
E acordo dos meus devaneios
Jurando que ainda vou tê-la em meus braços.
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A todo o momento, alguém fala comigo através de algum escrito, ou fotografia, porém, a mensagem que mais consegui ler, foi quando as olhei nos olhos e pude notá-las longe dos rótulos; vi tantas histórias e compreendi que se me atentar, em um dia posso aprender tantas coisas que jamais imaginária, se não me manter segura em meio as almofadas de meu umbigo, perceberei que o outro tem sentimento, e que seus olhos traduzem o que eu estava necessitando para continuar a escrever meus livros. Ah! Esses pequenos detalhes, tão santos, que me trazem a inspiração... Objetos e coisas, pessoas e sentimentos tão cheio de detalhes... Distraio-me de mim mesma, ao observar o mundo, esquecendo dos anseios que em muitas vezes, me tornam algoz.
Há quatro horas da liberdade do corpo, a mente já percorre vales de fogo.
A fotografia é fria mas a verdade transpira implorando um gole da garrafa vazia.
Uma cerveja e uma pinga, são a chave que abre a algema.
Uma volta de carro, depois um cigarro e aí tudo bem.
O balcão e o banquinho, esse sim é o caminho que busquei a semana inteira esperando a sexta-feira.
Espero o momento perfeito do sol encontrando a lua promovendo o encontro dos amigos de sempre que percorrem a estrada do zodíaco para brindar e respirar o ar seco e empoeirado de Brasília, do Cerrado, até a lua encontrar o sol.
A liberdade gelada do fim de semana me chama, aos gritos, aos berros, mas ainda estou presa em um sistema falho, de paisagem bucólica e ares de retidão.
Mas quando quebrarem-se os grilhões,as estrelas se apagam e a luz do seu isqueiro é a única que eu vou ver.
Passo a semana inteira esperando a liberdade e a minha liberdade é me prender à você.
Até pensei sentir o tempo parar
Parecia querer congelar teu sorriso feito fotografia,
Mas você seguiu, levando leveza pelo caminho,
Foi então que percebi, não era sonho,
Você não parou numa fotografia
Foi o mundo que parou pra te ver, enquanto você sorria.
Sei que nossas mãos tateiam luzes, na esperança de caminhar além do que estamos... A fotografia, de nós, não nos pertence e é irreversível.
Eu me perco... e me acho na fotografia... fotografar é congelar o tempo... sentir uma explosão de sentimentos, descobrir cores, detalhes e curvas
