Epigrafe Relacionados com o Brincar
Na enunciação, o sujeito sempre entrega mais do que pretende;
a máscara verbal, por vezes,
revela a anatomia íntima
de quem fala.
Formulações elegantes, pensamentos rarefeitos:
eis o velho luxo da retórica
quando o conceito se ausenta.
A semântica é um
território de disputa;
quem nomeia, organiza o mundo
e, em certa medida,
administra a realidade.
A sintaxe dispõe as palavras,
mas também disciplina
o fluxo do pensamento
e distribui o lugar de cada sentido.
A retórica pode erguer uma liberdade verbal ou refiná-la em
instrumento de domesticação;
tudo depende
da ética de quem a maneja.
A estilística
é a pele intelectual do sujeito,
o modo singular como uma consciência aprende a habitar
a linguagem.
A desigualdade se apresenta como acaso, mas se perpetua como (e com) uma engenharia refinada de privilégios.
A hegemonia
atinge seu auge quando
o dominado internaliza o desejo de repetir a lógica que o limita.
A agência emerge no instante em que a existência abandona
o papel de efeito
e ensaia autoria no mundo.
A vitalidade se manifesta como permanência lúcida:
uma recusa silenciosa em ceder
à erosão do sentido.
Verte-se de meus olhos um cataclismo pluviométrico de lamúrias ao descortinar que meu nascedouro foi talhado na dura tessitura do sofrimento....
Ah… choro dilúvios quando percebo que só nasci para sofrer.
Vem amor quero tudo de você,...
Um pouco não me satisfaz,...
Vem amor sem sono pra dormir,...
Vem amor sem hora pra voltar,...
Quero amar você lentamente,...
Acariciar cada ponto do seu corpo,...
Sem ter hora pra acabar...
