Epígrafe Monografia Direito
O Direito ambiental não protege apenas árvores, rios e oceanos; protege a possibilidade de haver alguém amanhã para exercer direitos.
O Direito do futuro será julgado menos por sua capacidade de punir o passado do que por sua capacidade de impedir danos irreversíveis.
A natureza não precisa de representação simbólica; precisa que o Direito reconheça sua indispensabilidade.
A justiça climática é a tentativa do Direito de corrigir uma assimetria que a física tornou impossível esconder.
Quando a ciência anuncia um limite, o Direito não deveria perguntar quanto podemos ultrapassá-lo, mas como podemos respeitá-lo.
A tragédia climática começa quando o Direito confunde a ausência de proibição com a existência de legitimidade.
O Direito ambiental é, em última instância, uma disciplina sobre limites: limites ao poder, ao consumo, ao lucro e à capacidade humana de destruir.
Talvez a mais profunda função do Direito climático seja ensinar à humanidade que poder sem limite é apenas outra forma de vulnerabilidade.
A inteligência artificial aprende com o passado; o Direito existe para impedir que o passado determine inteiramente o futuro.
A máquina não precisa de consciência para exercer poder; por isso o Direito precisa de consciência para limitá-la.
