Epígrafe Monografia
Surreal e estranhamente único.
Logo vou te conquistar, talvez até seduzir. De vampiro tenho muito. Sinto grande necessidade em servir. Me alimento da sua atenção. Mas não coleciono amizades nem paixões. Como faço isso? Livro aberto é convite para ser lido. Aprendo rápido muitas coisas sobre você. Percebo no ar os pensamentos de quem tenho afinidade. Não, não sou nem um pouco manipulador. Só gosto de fazer diferença pra pessoas que me considero amigo. Não costumo passar em branco. Sempre deixo minha semente no seu coração.
Só sei ser eu mesmo. Não uso máscaras, nem conseguiria. Meu maior defeito é tentar ser perfeito. Sempre exijo muito de mim mesmo. Faço isso seguindo minha natureza. Sempre dou o melhor de mim. Costumo ser obcecado por minhas paixões. Mas nunca levo tudo 100% a sério. A vida fica bem menos complicada com senso de humor e flexibilidade. Dedico um bom tempo tentando me encontrar. As vezes dentro de mim, as vezes em outras pessoas.
Sou escravo do coração. Quando me apaixono por algo me entrego de cabeça sem medo. Quando me apaixono por alguém preciso de segurança pra fazer o mesmo. Mas acho estou aprendendo a não dar corda pro coração quando a razão mostra que não devo avançar. Meu maior hobby é me dedicar a você. Gosto de cuidar dos meus amigos e amores. Acho que não conseguiria viver sozinho, apesar de gostar da solidão. Me insiro fácil em novas rodas de amizade.
Não tenho medo do que os outros vão pensar. Não costumo me relacionar com pessoas que ainda não conheça. Não acredito que seja por falta de vontade. Talvez necessidade de segurança, alguma coisa bloqueia minha atitude. Não tenho amigos sem conteúdo. Nem costumo me afinizar com pessoas vazias ou que levem a vida no “piloto automático”. Não me incomodo em ficar sozinho por conta disso. Eu sei que na hora certa a pesssoa certa aparece. Não sou bom com relacionamentos superficiais. Comigo duraram pouco, os poucos que tive.
Gosto de ser o que sinto. Digo o que vivo e não minto. Definitivamente não sou bom com mentiras. E por isso acredito no que os que tenho como amigos dizem e não temo ou duvido disso. Acerdito na bondade das pessoas, no brilho do olhar de uma criança e nas rugas de experiência de um idoso. Estou em constante revolução interna. Não mudo meus valores, mas sempre estou lapidando minha essência.
Sou analista de mim mesmo. Pinto minha própria tela e toco a minha sinfonia. Conheci você pra te absorver, e tirar dessa amizade o melhor exemplo pra mim. E pra plantar no seu coração minha semente. Sou um pouco de cada um e cada um é um pouco por mim. Com você eu sou mais eu. Em você eu vejo eu. Então é assim! Se você não entendeu é porque ainda não me conheceu. Neste me descrevo sem pudor e sem temor. Este sou eu.
Surreal e estranhamente único.
A maior ilusão é acreditar
que o amor entre duas pessoas
aumenta naturalmente com o passar do tempo,
pois se as pessoas são seres
que enfraquecem com o tempo
o que ela sentem também o será,
dessa forma devemos procurar
fazer de tudo para que esse enfraquecimento
seja o mais lento possível.
Como o corpo precisa de atividades físicas
para se manter por mais tempo ativo na vida,
o amor necessita de mais cuidados
para se manter vivo entre os que se amam.
Amar é acreditar que pode ser infinito,
é ter o tempo como amigo,
o desejo dividido
e o prazer de estar contigo.
Infeliz do homem que luta por um ideal cuja conquista não lhe será benéfica, portanto, quando fores tremular uma bandeira partidária, procure certificar se seus esforços encontram motivos para existirem, na pessoa que você busca se espelhar.
Dizem que os idosos dormem pouco,
acredito que seja porque
o nosso relógio biológico,
sabiamente, compreende
que o viver é uma dádiva
e por isso, quanto mais tempo
vivermos em cada dia,
mais seremos agraciado
pela esse maravilhoso presente
chamado de vida.
A maior mentira que a sociedade capitalista faz você acreditar, é que você é o único responsável pelas fracassadas administrações públicas, ao usar o seu direito de voto, como se o politico tivesse poder sobre o capital.
Eu acredito na cura das dores, de todas elas, até as mais profundas. Você não é seu sintoma, seus traumas não te definem. É no amor que a vida acontece.
Mergulhar é decidir afundar acreditando que o corpo ainda lembra como voltar. Há um segundo em que o ar falta, o peito arde, a cabeça avisa que talvez seja demais. E mesmo assim, fica-se mais um instante. Não por coragem, mas por curiosidade. Depois, o impulso antigo reaparece, o corpo sobe, o ar entra desajeitado, e respirar volta a ser um milagre banal. Toda transformação começa assim: um quase-afogamento seguido de reaprendizado.
Tenho vivido o estado estranho de não ser mais quem fui. Um auto-estranheirismo. Há dias em que me entristece não dar conta do que antes era fácil. Coisas que fazia sem pensar agora exigem pausa, cuidado, negociação interna. É como acordar numa casa que sempre foi sua e precisar de segundos para lembrar onde fica a cozinha. Isso dói, porque a memória do que fui ainda mora em mim.
Mas há também prazer: descobrir habilidades que não existiam, aprender com o espanto de quem começa do zero. Errar sem arrogância. Esse estranhamento não é ruptura, é transição. Caminho por ele com angústia e curiosidade. Nem sempre sei quem sou hoje, mas começo a desconfiar de quem posso me tornar.
Talvez amadurecer seja suportar a tristeza do que não somos mais sem apressar a alegria do que ainda não sabemos. Permanecer nesse intervalo instável, onde o desconforto ensina e a surpresa salva. Aceitar que não reconhecer a si mesmo também pode ser sinal de que a vida está funcionando.
Perder a confiança na única pessoa em quem se acreditou não é um rompimento comum. É um luto sem funeral, sem flores, sem testemunhas. Algo morre em silêncio e continua andando dentro de você por dias, às vezes anos. Não é a pessoa que se perde primeiro. É o chão. É a linguagem secreta que existia entre dois corpos. É a ideia de abrigo.
Há uma violência específica nisso: descobrir que o lugar onde você descansava também sabia ferir. Não por descuido, mas por escolha. A confiança, quando cai, não faz barulho. Ela se desfaz como vidro moído no peito. Tudo continua igual por fora. O mundo segue. Mas por dentro algo se reorganiza em estado de alerta permanente. O coração aprende uma nova gramática: amar sem fechar os olhos nunca mais.
O mais cruel não é a quebra. É o depois. É perceber que você ainda ama alguém que já não existe do mesmo jeito. Que a pessoa segue ali, com o mesmo rosto, a mesma voz, os mesmos gestos, mas o pacto invisível foi rompido. E pactos invisíveis, quando quebrados, não se refazem. Podem até ser substituídos por acordos mais frios, mais técnicos, mais seguros. Mas jamais por inocência.
Esse luto não pede vingança. Pede digestão. É um luto adulto, sem espetáculo. Você não chora alto. Você afina. Fica mais silencioso, mais seletivo, mais atento. Aprende que confiança não se concede, se constrói em camadas. Aprende também que quem te traiu não levou apenas algo de você. Levou uma versão tua que não volta mais. E talvez isso seja o que mais dói.
Anaïs Nin diria que crescer dói porque exige abandonar fantasias íntimas. Eu acrescento: perder a confiança em quem era casa é perceber que até os lares podem ruir por dentro antes de cair por fora. E ainda assim, seguimos. Não por força. Por lucidez. Porque viver sem confiar em ninguém é impossível, mas confiar como antes seria uma forma elegante de se abandonar.
No fim, não resta ódio. Resta uma espécie de luto lúcido, quase nobre. A tristeza de quem amou com coragem e pagou o preço. A dignidade de quem não se fecha, mas passa a escolher melhor onde pousa o coração. Porque confiar de novo não é repetir. É reaprender. E isso, apesar de tudo, ainda é uma forma de esperança.
Toda conquista profissional precisa ser comemorada, pois são frutos germinados com esforço, lutas e perseverança, contudo regada de força de vontade, o principal ingrediente.
Eu acredito plenamente na instituição STF, porque acredito na Lei. Suas excelências passam com sua togas, e o Supremo é para sempre.
Benê Morais
O beija-flor ele sempre está a procura da flor mais bonita e perfumada do campo. Mas você acredita que ele também cheira flores que estão quase morrendo? E sabe porque?
Sim, porque mesmo que ele encontre a mais perfeita e cheirosa flor do jardim, mesmo assim ele ainda dá atenção para aquelas flores que todo mundo já desistiu de tentar encontrar o seu verdadeiro perfume; mas ele não se importa, ele só quer cuidar e dar amor para a flor mesmo ela estando murchada.
O Feitiço
Nunca acreditei em bruxas,
feiticeiras ou sereias.
Achava que eram apenas histórias
criadas para explicar o impossível.
Até você.
Porque desde que chegou,
tudo o que vem de você
carrega um feitiço silencioso.
Não um feitiço que aprisiona o corpo,
mas aquele que alcança a alma
e faz o coração esquecer o caminho de volta.
Já vivi algumas vidas
dentro da mesma existência.
Ouvi incontáveis palavras,
vi pessoas entrarem e saírem do meu mundo,
mas nenhuma delas me ensinou
que era possível viver com a alma.
Então me pergunto,
em silêncio:
será que somos almas gêmeas?
Ou apenas duas almas
que o destino resolveu fazer se reconhecer
por um breve instante?
Ainda lembro do instante
em que te senti entre os meus braços.
Do cuidado com que toquei tua pele,
como quem segura algo sagrado,
com medo de que um gesto brusco
pudesse quebrar o encanto.
Tudo o que eu queria
era cuidar de você
do jeito mais puro e sincero
que o meu coração conhecia.
Nunca quis confundir meus sentimentos.
Nunca quis ultrapassar os teus limites.
Jamais desejei que o peso do que eu sentia
se tornasse um fardo para você.
Eu só queria que soubesse
o quanto a tua existência
transformou a minha.
E talvez seja justamente esse
o maior dos feitiços.
Porque, entre todas as certezas
que um dia pensei possuir,
você se tornou a única dúvida
que eu nunca quis responder.
Você é o meu pensamento mais perigoso...
porque é o único do qual
eu jamais desejei escapar.
Creio piamente na instituição do STF, pois acredito na força da Lei. Suas excelências passam levando suas togas, e o Supremo permanece como raiz fincada para sempre.
Benê Morais
" Ser espírita não consiste apenas em acreditar na imortalidade da alma.
Consiste em cultivar uma disciplina intelectual.
Questionar.
Pesquisar.
Comparar.
Estudar.
Corrigir-se.
Abandonar opiniões quando os fatos demonstram seu erro. "
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