Epígrafe Estudo Contabilidade
“O Getsêmani não é um campo de estudo para o nosso intelecto. É um santuário da nossa fé.”
📖 Klaas Schilder
“O mundo se apoia sobre três coisas: o estudo da Torá, o serviço a Deus e os atos de bondade.”
📖 Ética dos Pais 1:2
Pelo estudo e pesquisa da historia sobre o autismo, sabe se que a versão mais abrangente e aceita, é sempre contada pelos vitoriosos que costumam demonizar e barbarizar os oponentes. Sendo assim, nem tudo que falam sobre um fato histórico cientifico é a expressão máxima da verdade, inclusive vários fatos, pesquisas e avanços científicos são omitidos quando não são usurpados na titularidade pelos vencedores, que as aproveitam como avanço natural tecnológico cientifico, originários da mesma época dos conflitos. Assim ocorreu com os estudos do renomado medico pediatra, psiquiatra e pesquisador austríaco Johann "Hans" Friedrich Karl Asperger, ou simplesmente Hans Asperger, entre 1943 e 1944 quando publica o artigo “A psicopatia autista na infância”, publicado em alemão durante a Segunda Guerra, época que Asperger cooperou com o regime Nazista.
O verdadeiro futuro do passado para a ciência como um todo, só existe realmente pelo estudo freqüente e pelas pesquisas constantes no ambiente prolixo das academias, mas provida com uma mente livre e novas opções abertas para possíveis reformulação de antigos conceitos, que podem hoje estar errados, equivocados, ultrapassados ou não visto pelo viés dos atuais novos saberes.
A grande dificuldade acadêmica de um estudo fiável mais profundo sobre a cultura cigana ou melhor falando sobre a cultura Rom e Sintos consiste no dialeto universal do povo que é apenas oral não tem uma escrita formal. Sendo assim o Rom, romany, romans, ou romani sendo uma língua indo-ariana, originária do norte da Índia, falada pelo povo Rom e outros grupos ciganos na Europa e nas Américas. Este dialeto, é proveniente do grupo lingüístico indo-europeu do norte da Índia e do Paquistão, tais como o sânscrito, o prátcrito, o maharati e o punjabi. Hoje dentro dos estudos antropológicos modernos, correlacionam o dialeto Rom sendo originário do sânscrito e do punjabi falados no antigo continente Hindu, antes da separação que criou o Paquistão.
ESPIRITISMO E ESPIRITISMO KARDECISTA:
UM É CORPO DE DOUTRINA, O OUTRO, MÉTODO DE ESTUDO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há uma distinção que merece ser examinada com maior atenção dentro do próprio movimento espírita: a diferença entre Espiritismo e aquilo que muitos denominam Espiritismo kardecista.
A primeira expressão designa a Doutrina.
A segunda, embora não seja uma denominação criada por Allan Kardec para nomear uma nova doutrina, é utilizada contemporaneamente por aqueles que desejam destacar sua vinculação à codificação kardeciana e, sobretudo, ao modo pelo qual Allan Kardec investigou, organizou e submeteu os ensinamentos espíritas ao exame da razão.
É nesse sentido que a distinção pode ser formulada:
O Espiritismo constitui o corpo de princípios doutrinários; o kardecista, em sua acepção metodológica, identifica aquele que toma Kardec e seu método como referência fundamental para o estudo e a compreensão desse corpo doutrinário.
Não se trata, portanto, de colocar uma coisa contra a outra.
Trata-se de compreender funções diferentes.
O QUE É O ESPIRITISMO?
Allan Kardec empregou a palavra Espiritismo para designar a doutrina decorrente do estudo dos fenômenos espíritas e dos ensinamentos dos Espíritos.
Em O Livro dos Espíritos, encontramos a conhecida definição:
“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”
Há, portanto, um conjunto de princípios.
Deus.
A existência e imortalidade do Espírito.
A pluralidade das existências.
A pluralidade dos mundos habitados.
A comunicabilidade dos Espíritos.
A lei de causa e efeito.
O progresso espiritual.
A responsabilidade moral.
A vida futura.
Esses princípios compõem aquilo que podemos chamar de corpo doutrinário espírita.
O Espiritismo, nesse sentido, não é simplesmente uma maneira particular de estudar os Espíritos. É um conjunto organizado de conhecimentos e consequências filosóficas e morais decorrentes desse estudo.
E O QUE SIGNIFICA “KARDECISTA”?
É aqui que a palavra precisa ser empregada com precisão.
Kardecista é uma designação derivada do nome de Allan Kardec.
Não foi Kardec quem denominou sua doutrina de “Kardecista”, nem “Espiritismo kardecista” foi o nome original escolhido para a Doutrina.
O termo surgiu posteriormente e passou a ser utilizado para identificar aqueles que se vinculam de maneira especial à codificação de Allan Kardec.
Quando alguém afirma ser espírita kardecista, normalmente está procurando dizer que não deseja apenas identificar-se genericamente com o Espiritismo, mas enfatizar uma determinada fidelidade à obra de Kardec.
E essa fidelidade não deveria ser entendida como culto à personalidade.
Deveria ser entendida como fidelidade aos princípios e ao método de investigação que caracterizaram a Codificação.
É justamente aí que aparece o ponto central da nossa proposição.
O CORPO DE DOUTRINA E O MÉTODO.
O Espiritismo oferece o objeto do conhecimento.
A orientação kardecista procura preservar o modo de estudá-lo.
Em outras palavras:
O Espiritismo diz respeito ao conteúdo doutrinário.
O kardecista, quando utilizado em sentido metodológico, diz respeito à maneira de abordar esse conteúdo a partir da obra e do método de Kardec.
Essa diferença parece pequena, mas possui enormes consequências.
Porque uma doutrina pode ser conhecida sem que seu método seja compreendido.
É possível conhecer as conclusões de Kardec e desconhecer o caminho intelectual que conduziu a elas.
Pode-se decorar conceitos espíritas sem compreender como foram estabelecidos.
Pode-se repetir mensagens mediúnicas sem submetê-las ao exame racional.
Pode-se citar O Livro dos Espíritos sem estudar a metodologia que está por trás de sua elaboração.
E então ocorre uma inversão perigosa:
o estudante passa a tratar como dogma aquilo que Kardec tratou como objeto de investigação.
SER KARDECISTA NÃO É ACREDITAR EM KARDEC.
Aqui está talvez a questão mais importante.
Ser kardecista não deveria significar:
“Eu acredito em Kardec.”
Isso seria insuficiente.
E, em certa medida, contrariaria o próprio espírito da metodologia kardeciana.
O verdadeiro respeito a Kardec está menos em acreditar nele do que em compreender como ele trabalhou.
Kardec investigava.
Comparava.
Questionava.
Examinava.
Classificava.
Raciocinava.
Procurava concordâncias.
Identificava contradições.
Distinguia opinião de princípio.
Não aceitava automaticamente uma comunicação apenas porque ela vinha de um Espírito.
E não transformava a mediunidade em garantia absoluta da verdade.
Essa postura é fundamental.
Porque o médium pode equivocar-se.
O Espírito comunicante pode equivocar-se.
O intérprete pode equivocar-se.
E o próprio estudante pode equivocar-se.
Por isso, o método torna-se instrumento de proteção contra a precipitação.
O KARDECISTA E A RAZÃO.
O kardecista, nesse sentido, não deveria ser aquele que encerra a inteligência diante de Kardec.
Deveria ser aquele que aprendeu com Kardec a não abdicar da inteligência.
A fidelidade verdadeira não é repetição mecânica.
É compreensão.
Não consiste em transformar cada frase antiga em resposta definitiva para qualquer problema contemporâneo.
Consiste em compreender os princípios e aplicar o método de maneira coerente, sem adulterar seus fundamentos.
Isso explica por que a palavra “kardecista” pode ter utilidade quando alguém deseja diferenciar sua orientação de outras correntes que também utilizam a palavra “espiritismo”, mas que incorporaram elementos estranhos ou posteriores à codificação.
Nesse caso, “espiritismo kardecista” funciona como uma delimitação de referência.
Não significa uma segunda doutrina.
Significa uma identificação com a tradição doutrinária fundada na Codificação de Allan Kardec.
A DOUTRINA E A DISCIPLINA DO PENSAMENTO.
Talvez possamos representar a distinção de modo ainda mais simples.
O Espiritismo é o edifício doutrinário.
O kardecista é aquele que procura estudar esse edifício seguindo a orientação intelectual estabelecida por Kardec.
Um corresponde ao conhecimento.
O outro, à disciplina com que esse conhecimento é examinado.
E essa disciplina é indispensável.
Porque sem ela o Espiritismo pode ser progressivamente misturado com opiniões pessoais, superstições, revelações particulares, interpretações mediúnicas não verificadas e conceitos estranhos à Codificação.
O problema não está na evolução do pensamento.
O Espiritismo jamais precisaria temer o conhecimento novo.
O problema está em atribuir à Doutrina aquilo que pertence apenas à opinião individual de alguém.
É justamente para evitar essa confusão que o método possui tanta importância.
CONCLUSÃO.
Assim, quando alguém afirma:
“Sou espírita kardecista”,
podemos compreender essa declaração como uma maneira de afirmar:
“Minha referência fundamental para compreender o Espiritismo é a Codificação de Allan Kardec e o método de estudo que a caracteriza.”
Mas é importante não transformar essa expressão em uma nova religião.
O nome da Doutrina é Espiritismo.
Kardec é o codificador.
Kardecista é a designação posterior daquele que se vincula à orientação kardeciana.
E a diferença essencial está justamente aí.
O Espiritismo oferece o corpo de princípios.
A orientação kardecista preserva a importância do método de estudo, exame e discernimento legado por Kardec.
Por isso, talvez a maior homenagem que se possa prestar ao Codificador não seja repetir constantemente seu nome.
É fazer aquilo que ele nos ensinou:
estudar antes de afirmar, examinar antes de aceitar, raciocinar antes de concluir e jamais confundir a verdade com a simples autoridade de quem fala.
Porque o verdadeiro espírito kardeciano não é aquele que teme a pergunta.
É aquele que sabe que uma convicção verdadeiramente esclarecida não precisa fugir do exame.
E, no Espiritismo, estudar não é apenas acumular respostas.
É aprender a fazer perguntas melhores.
A sedução também é campo de estudo,
Ser gueixa é compromisso com o luxo,
De ser a mais bela flor do salgueiro,
Exibindo o seu milenar encanto,
E assim seduzindo o mundo inteiro...
A gueixa é um jardim de bonsais,
É uma flauta doce que se escuta,
- e ninguém poderá tocá-la jamais
Ela é sedução e música,
Capaz de arrancar os bons ais.
A sedução é a arte milenar de amar,
É arte que jamais poderá ser vendida,
A sedução é arte instruída,
Ela é arte que pode ser ensinada,
Para fazer a paixão arrebatada...
Uma gueixa não nasce do nada,
É a instrução que faz a gueixa,
Como a lapidação faz a joia,
Toda gueixa é uma joia,
E nem toda joia é uma gueixa...
Uma gueixa é um anjo oriental,
É uma estrela luminosa,
É a sedução mais saborosa,
Uma harpa celestial,
Que faz o mundo ainda mais especial...
