Entre nós
Passamos a vida tentando enxergar as pessoas, mas sempre existe algo entre nós e quem elas realmente são.
Que haja entre nós um único e definitivo mandamento: Perceber a existência do outro. E respeitá-la...Seja lá o que este outro for: animal ou pedra, planta ou água, gente ou bicho...não importa...Respeitar sua existência e direito de lugar no universo.
Poucas palavras
Serei breve com o desamor:
Teu encantamento não figura mais entre nós;
Teu olhar não tem mais aquele poder mágico;
Teu abraço perdeu força, não oferece mais empolgação;
Teu corpo não desperta mais desejo, estando perto ou longe se mantém imperceptível;
Meu coração que antes sangrava lágrimas de tanto chorar, hoje já recuperado, ele respira vigoroso e pronto para outra pessoa amar.
Te prefiro sem muitas promessas, pois o que tiver de acontecer de bom entre nós, virar a acontecer naturalmente.
Andam entre nós
Elas andam disfarçadas entre nós,
Caminham como se fossem iguais,
Dividimos o mesmo ar e o mesmo solo,
Porém, o seu retrato de vida é outro,
A sua visão de vida é outra,
O seu coração não bate como o nosso,
São seres incomuns, decididos e decisivos,
Dão passos que não imitamos na mesma frequência,
Seguem uma direção de luz que não podemos ver,
Surgem do nada, entregam tudo e vão embora, mas deixam seus rastros,
Eu já vi alguns deles em hospitais ajudando a muitos, eu já vi eles tirando pessoas do mar ou de incêndios,
Eles são muitos, e estão espalhados por ai,
Guardem segredo: ( Eu sou um deles).
Duas partes
Traços do que existia entre nós se transformou em ruínas.
Num lugar estranho uma voz imunda o ambiente, o mistério do pensar tornou-se vulgar, e no íntimo do meu ser, julgar se revelou a pintura em preto e branco mais bonita.
Na perda o peso a carregar, no silêncio a lua sabe observar, no alento sem fingir, sem fugir e sem ter para aonde ir.
Algumas sensações queimam, alguns sentimentos ardem, muitos desejos confundem, muitos sonhos reais acabam,
Duas partes de mim existem, uma foi embora e a outra só está esperando o próximo sol nascer para partir.
Um cafezinho depois de fazer amor…
o silêncio ainda quente entre nós,
lençóis bagunçados contando segredos
que a boca já não precisa repetir.
Teu cheiro ainda mora na minha pele,
teu toque insiste nos meus caminhos,
e enquanto o café esquenta no fogão,
meu corpo relembra o teu com calma.
Helaine machado
Tortéi
Quando o amor
entre nós se tornar
a mais alta grei,
Nunca mais haverá
de faltar um Tortéi
recheado com Abóbora,
Porque eu tenho
certeza que você adora.
A volúpia muito mais
do que ardente entre
nós revela e acende
as chamas obscenas
do desejo que iluminam
os olhos e os corpos,
Sem dizer uma palavra
te escolhi como o ilustre
morador dos meus sonhos.
O mais vadio nos destina
na Rota da Seda que
em ti nasceu escorregadia,
e serve esse teu doce
veneno que destila e vicia.
Sob a sombra do Ingá,
eufórico diante minhas
Uvas maduras os teus
lábios namoradores foram
feitos para entusiasmar,
e carinhosamente afoito
adentrar neste piquenique.
Para no nosso paraíso
sem nenhum pejo,
O desejo ser o fogo eterno
e senha intransferível
para qualquer um que atreva
ir pelas curvas mais hipnóticas
das nossas paixões eróticas.
Dar espaço para tudo
melhorar entre nós,
onde eu e você tenhamos
sempre a nossa voz.
O mundo está em guerra,
nós não precisamos dela,
e nem que ela venha ser
puxada para a nossa terra.
Só quero que saiba que
floresce a Paineira Rosa,
os guarás sobrevoam,
e tudo sempre passa.
Fazer daqui um lugar
melhor é voto particular,
que cabe cada um levar
sem deixar se perturbar.
Pausa (Entre Nós)
Quando estamos juntos,
o tempo aprende a ser delicado conosco,
como se cada segundo soubesse
que o amor também precisa de suavidade.
Entre teus gestos e o meu silêncio,
tudo ao redor perde a pressa de existir,
e a vida faz uma pausa para nos olhar,
reconhecendo em nós um instante raro.
Então entendemos, sem dizer nada,
que não é o amor que corre atrás do tempo,
é o tempo que se curva diante de nós,
respeitando aquilo que nasceu para ficar.
Beijo que Não Devia
Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.
Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.
No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.
Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.
Enquanto te olhava
Enquanto te olhava
Eu pensava como o
silêncio entre nós dizia tudo,
no jeito simples do teu sorriso
que fazia o mundo desacelerar só pra eu te sentir.
Enquanto te olhava
eu pensava que alguns
encontros não pedem pressa,
pedem coragem —
porque o coração reconhece
antes da razão.
Enquanto te olhava
eu pensava se você também
sentia esse nó doce no peito,
essa vontade contida de ficar,
mesmo quando o tempo
insistia em ir embora.
Enquanto te olhava
eu pensava que amar
às vezes é só isso:
guardar alguém no pensamento
como quem guarda um segredo bonito demais pra perder.
O que falta entre nós é o contato físico, o toque, as palavras amorosas. Falta o abraço forte, o cheiro da saudade, as lembranças boas de um momento inesquecível. Falta amor. Amor incondicional, amor fraternal, amor simplesmente. Faltam tantas coisas, que sinto falta de tudo que fez parte do que sinto saudades. Rita Padoin
2015 📜 "O melhor de saber identificar 'Espertos' entre aspas (e entre nós) é que não precisamos expô-los. Eles próprios são a melhor exposição do traste que são!"
[Desatar]
Entre nós e cordões,
não umbilicais,
limitamos nossos passos,
sendo preciso desatar.
Às vezes somos a corda,
às vezes somos a prova,
de que laços devem ser desatados,
desamarrados, para continuar.
Expandir o pensamento,
não somente olhar no espelho,
sorrir além do aparelho
de TV no móvel da sala.
Rescindir velhas manias,
quebrar antigas oligarquias,
elucidar preceitos de outrora,
mover-se mundo a fora.
Desprender-se é a solução,
pra quem deseja o infinito,
e por mais que seja mito,
não nos faz desmanchar.
Acreditar é o caminho,
seguir parábolas em pergaminho,
Andorinha voa longe quando sai do ninho,
sendo preciso desatar.
Soltar-se ao vento,
flutuar com o tempo
para não sofrer com secas e temporais.
Ainda que perecíveis à vida
não guarde rancor, cure suas feridas.
Onde estás agora não há volta, somente ida,
por isso, às vezes é preciso desatar.
A loucura anda entre nós.
Espalha o que lhe é próprio. Trai, mente, fere, calunia.
A loucura não conhece a correção.
Antes ignora, indolor, as consequências de seus atos.
Vive de traição. Aparenta indignação.
Amamenta-se na impunidade que a carrega no colo.
Os que assistem silentes aos seus atos assombram-se, contudo não o suficiente para compreender a necessária justiça, a necessária reparação.
Antes justificam seus motivos... Tão dela, tão seus.
E a alimentam. E a fortalecem.
Num outro olhar, o fiz também!
Pobre loucura! Mas pelo menos ela os faz rir...
Sim... Ela os faz rir!!
