Entre nós
Mar de Estrelas
Hoje, perdi-me ao observar a lua, tão próxima, como se o espaço entre nós não existisse. A escuridão profunda, pontilhada de estrelas, dá-me uma sensação de solidão; assim como a lua reflete a luz do sol, meu coração aguarda a noite para refletir a felicidade que você me traz.
Para mim, cada momento importa; nem toda palavra basta, e até o som do silêncio comunica algo. Enquanto a vida me traz ruído, você o transforma em música. Enquanto seu ritmo me pede calma, meu coração anseia por pressa, mas minha mente encontra paz.
Como o mar, sinto-me levado por suas ondas. Suas águas significam vida: ora calmas, ora tempestuosas, imprevisíveis, mas sempre acolhedoras e gentis. É um oceano cheio de tesouros e perigos, aguardando alguém com coragem para trazê-los à superfície.
Nesse mar, serei como um barco à vela, navegando por você enquanto seu vento me guia. Vou descobrindo cada ilha escondida em seu coração, e essa viagem se tornará eterna na essência de nossas vidas.
O que falta entre nós é o contato físico, o toque, as palavras amorosas. Falta o abraço forte, o cheiro da saudade, as lembranças boas de um momento inesquecível. Falta amor. Amor incondicional, amor fraternal, amor simplesmente. Faltam tantas coisas, que sinto falta de tudo que fez parte do que sinto saudades. Rita Padoin
O que ficou entre nós
Há pessoas
que não vão embora de uma vez.
Primeiro levam a voz,
depois o costume,
mais tarde os planos.
Por último, deixam um silêncio
que aprende a morar na casa.
Foi assim.
Não houve tempestade suficiente
para explicar a calmaria que ficou.
Houve apenas palavras
que chegaram tarde
e outras que nunca encontraram coragem.
Eu esperei.
Não por insistência,
mas porque certos afetos
demoram a entender
que a porta já foi fechada.
Pettrulho Pedro Soares Ribeiro
Duas partes
Traços do que existia entre nós se transformou em ruínas.
Num lugar estranho uma voz imunda o ambiente, o mistério do pensar tornou-se vulgar, e no íntimo do meu ser, julgar se revelou a pintura em preto e branco mais bonita.
Na perda o peso a carregar, no silêncio a lua sabe observar, no alento sem fingir, sem fugir e sem ter para aonde ir.
Algumas sensações queimam, alguns sentimentos ardem, muitos desejos confundem, muitos sonhos reais acabam,
Duas partes de mim existem, uma foi embora e a outra só está esperando o próximo sol nascer para partir.
Te prefiro sem muitas promessas, pois o que tiver de acontecer de bom entre nós, virar a acontecer naturalmente.
Andam entre nós
Elas andam disfarçadas entre nós,
Caminham como se fossem iguais,
Dividimos o mesmo ar e o mesmo solo,
Porém, o seu retrato de vida é outro,
A sua visão de vida é outra,
O seu coração não bate como o nosso,
São seres incomuns, decididos e decisivos,
Dão passos que não imitamos na mesma frequência,
Seguem uma direção de luz que não podemos ver,
Surgem do nada, entregam tudo e vão embora, mas deixam seus rastros,
Eu já vi alguns deles em hospitais ajudando a muitos, eu já vi eles tirando pessoas do mar ou de incêndios,
Eles são muitos, e estão espalhados por ai,
Guardem segredo: ( Eu sou um deles).
Poucas palavras
Serei breve com o desamor:
Teu encantamento não figura mais entre nós;
Teu olhar não tem mais aquele poder mágico;
Teu abraço perdeu força, não oferece mais empolgação;
Teu corpo não desperta mais desejo, estando perto ou longe se mantém imperceptível;
Meu coração que antes sangrava lágrimas de tanto chorar, hoje já recuperado, ele respira vigoroso e pronto para outra pessoa amar.
.entre nós.
Eu não sei o que a gente é agora.
E essa talvez seja a única coisa que ainda me incomoda.
Porque eu sei o que fomos. Sei o que senti. Sei das coisas que você provavelmente já esqueceu e das coisas que eu finjo que esqueci também. Sei exatamente em que momento algumas coisas começaram a mudar, mesmo que nenhum de nós tenha tido coragem de apontar para aquilo e dizer: é aqui.
Mas agora?
Agora eu não sei.
E eu odeio não saber.
Às vezes penso em te mandar alguma coisa completamente idiota. Uma música. Uma piada. Alguma coisa que só faria sentido para nós dois. Aí eu paro.
Porque já não sei se ainda posso.
É engraçado como uma pessoa pode sair da sua rotina sem sair completamente da sua cabeça.
Eu continuo encontrando você em coisas que nem deveriam ter relação com você.
Uma música tocando no aleatório.
Uma rua.
Um horário.
Uma frase que alguém diz e que, por algum motivo absurdo, me faz pensar em você.
E eu fico alguns segundos naquele lugar entre mandar mensagem e respeitar o silêncio.
Quase sempre escolho o silêncio.
Não porque eu não queira falar.
Talvez justamente porque eu queira demais.
Eu acho que parte de mim ainda gostaria de saber como você está. Não por obrigação, nem porque eu esteja procurando uma desculpa para voltar.
Só quero saber.
Você ainda ri daquele jeito?
Ainda faz aquela coisa quando fica nervosa?
Ainda pensa em mim às vezes?
E se pensa...
é com carinho ou com aquela sensação de “ainda bem que acabou”?
Eu não tenho coragem de perguntar.
Então invento respostas.
É mais fácil.
Às vezes imagino que você sente falta.
Às vezes imagino que não sente absolutamente nada.
E, dependendo do dia, acredito nas duas.
Talvez seja isso que reste quando alguma coisa termina sem realmente desaparecer.
Não uma vontade desesperada de voltar.
Só uma curiosidade persistente.
A vontade de saber se aquilo que foi tão grande para mim ocupou algum espaço parecido dentro de você.
E talvez seja por isso que a pergunta continue aqui, mesmo depois de tudo.
Não se a gente vai voltar.
Não se deveria ter sido diferente.
Só se ainda existe alguma coisa entre nós que não precise de um nome tão complicado.
Se ainda dá para conversar sem parecer que estamos invadindo um território proibido.
Se ainda dá para rir de alguma coisa que só nós entenderíamos.
Se, depois de tudo, ainda existe espaço para eu ser alguém na sua vida — mesmo que de um jeito completamente diferente.
Porque talvez eu não esteja procurando a nossa história de volta.
Talvez eu só esteja tentando descobrir se ela realmente acabou em todos os sentidos.
Então eu fico com essa pergunta, meio ridícula, meio sincera, impossível de responder sozinho:
depois de tudo que fomos,
ainda existe um “nós” em algum lugar?
Ou pelo menos...
ainda somos amigos?
Beijo que Não Devia
Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.
Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.
No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.
Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.
Enquanto te olhava
Enquanto te olhava
Eu pensava como o
silêncio entre nós dizia tudo,
no jeito simples do teu sorriso
que fazia o mundo desacelerar só pra eu te sentir.
Enquanto te olhava
eu pensava que alguns
encontros não pedem pressa,
pedem coragem —
porque o coração reconhece
antes da razão.
Enquanto te olhava
eu pensava se você também
sentia esse nó doce no peito,
essa vontade contida de ficar,
mesmo quando o tempo
insistia em ir embora.
Enquanto te olhava
eu pensava que amar
às vezes é só isso:
guardar alguém no pensamento
como quem guarda um segredo bonito demais pra perder.
Pausa (Entre Nós)
Quando estamos juntos,
o tempo aprende a ser delicado conosco,
como se cada segundo soubesse
que o amor também precisa de suavidade.
Entre teus gestos e o meu silêncio,
tudo ao redor perde a pressa de existir,
e a vida faz uma pausa para nos olhar,
reconhecendo em nós um instante raro.
Então entendemos, sem dizer nada,
que não é o amor que corre atrás do tempo,
é o tempo que se curva diante de nós,
respeitando aquilo que nasceu para ficar.
Se existe entre nós alguém que ainda guarda um segredo que lhe parte o coração, precisa saber que a carne humana não suporta para sempre o peso da dor. Um dia, o corpo cansa-se, a alma sucumbe, e aquilo que foi silenciado por tanto tempo encontra finalmente uma forma de se revelar.
Daniel Perato Furucuto
Quem partiu para o plano espiritual não pode retornar para viver entre nós mas um dia também iremos para lá e nos encontraremos.
Quem partiu para o plano espiritual não pode retornar para viver entre nós, mas um dia nós também iremos para lá e nos encontraremos.
Que os ventos soprem a nosso favor
Que a vida seja vivida com positividade
Que reine entre nós otimismo e boa vontade
As coisas boas da vida não se afastem de nós
Que possamos encontrar a paz tão esperada
Amor é luz que insiste em brilhar,
Prometo cuidar, nunca deixar passar.
Entre nós, um pacto a se guardar,
Você sente, sabe, não dá pra negar.
Quero me dissolver na sua vida até que não exista qualquer espaço entre nós. Mais do que estar ao seu lado, quero que o meu desejo e o seu se tornem um só sentimento, fluindo no mesmo ritmo e na mesma direção.
