Entender Frio Aconchego

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O Beijo Frio
​Há um inverno guardado no peito,
Fruto de eras de vento e de dor,
Um coração que aprendeu o seu jeito
De não mais se queimar no calor.
​Os dedos tocam, a pele se encontra,
Mas há um muro que o tato não vê.
É uma alma que já fez sua conta
E decidiu que amar é perder.
​O lábio alcança a curva do rosto,
Mas o contato não traz o clarão.
Tem o silêncio de um sol já posto,
A mudez de uma velha canção.
​É o beijo frio de quem se protege,
Onde a entrega é um risco fatal.
Um coração que o medo hoje rege,
Calejado em seu Reino de Sal.
​Não é maldade, nem falta de querer,
É só o peso de tanta cicatriz;
Quem muito teve que sobreviver,
Esquece a pressa de ser feliz.

Quando estou perto de você, sinto um frio interno que se expande por todo meu corpo; sinto minhas mãos trêmulas e perdidas, ansiosas para se esconderem em qualquer lugar. Sinto-me como uma criança à procurar palavras para tentar formar uma frase com o mínimo de sentido possível. Sinto o coração pular do peito, e para completar, consigo ouvir cada batimento apressado, junto com uma respiração irregular e exasperada. Mas, sobre tudo, sinto uma alegria imensa de estar perto; por mais que tudo em mim esteja entrando em colapso, ainda sim, vale a pena cada instante do seu lado.

A névoa desce,
abraça o asfalto frio,
Onde a visão se rende
ao infinito que não se vê


Estrada molhada,
pista que se esvai,
Onde o verde ao lado,
em bruma se retrai


​Lá na frente,
luzes tímidas a surgir,
Guiando o passo
que insiste em prosseguir


Não importa o destino,
nem o que se perdeu,
Só a jornada
que a neblina te deu


​Um convite ao silêncio,
ao caminhar calmo e lento,
Onde a pressa não existe,
só o presente momento


Entre o céu e o chão,
um véu a cobrir,
Seguindo em frente,
sem saber o que virá a seguir

Amei-te
como quem olha para desertos e vê canteiros
como quem mergulha num mar frio e vê infinitos
como quem toca em espinhos e vê encantos
como quem voa em vazios e toca em plumas...
Sai de mim .

Tentei gritar , romper , fugir ,fingir não ver ...
Mas os teus ensejos e trejeitos faziam do meu
peito um cordel de brinquedos.
Desalentos ...

Amei-te
como quem esquece dos seus templos
como quem adormece os seus desejos
como quem fere a honra sem calma
como quem rasga com estupidez sua alma ...
Como quem carrega nos ombros o peso da utopia .
Agonia ...

Amei-te
e não quis mais amar-te
Findou-se o tempo
Calaram-se as canções
Morreram-se as flores
Emudeceram-se os versos
Sobrou o silêncio.
Re-nasceu a lucidez .
Calmaria ...

Aqui estou, abraçado ao frio da solidão.
Não vou reclamar, nem lamentar, nem sofrer.
Apenas espero o momento de você chegar
para aquecer o meu coração.

O sol te aquece do frio no inverno sem pedir atenção; agradecer é o mínimo que podemos oferecer a ele assim como a você.

Quando eu estava perdido, sem lar, assolado pela fome e pelo frio, sentia-me invisível aos olhos de uma sociedade movida pelo orgulho, ambição e inveja — um covil de podridão. Mas então decidi: chegou a hora de me levantar, erguer a cabeça e ir além do fracasso que destruiu meu orgulho de homem simples. A retomada é árdua, mas, passo a passo, dias melhores hão de vir...

É bonita demais
A dádiva sutil, concebida
Ela, às vezes se achega
No mais cortante frio da madrugada
Aquela que traz a certeza
Adquirida no dizer das nuvens
Levemente sussurrado em meus ouvidos
Eu jamais precisei
Ser a mente mais brilhante
Basta-me a alma sensível
A paciência e o correr dos dias
Meus olhos de criança sabiam
Que vai-se a beleza da viçosa flor
Mas a lembrança
da alegria verdadeira
No momento em que foi ofertada
Se esta não permanece
Todo resto é dor guardada
Eu digo à poesia que a leve
no leve sussurrar do vento
Pois tudo não passa de momento
E a pressa de viver
A tudo inverte
Felicidade é uma flor
Que precisa ser regada
O ato de viver
É de fato interpretar o escrito
Em versos simples e bonitos
Na mais clara maneira
Com que a vida os compuser
As janelas do mundo
O tempo da tarde esquecida
Um corpo sem alma
É nada
A alma num copo
é vida.

Edson Ricardo Paiva.

Não tenho medo da morte
Da fome, da estupidez ou do frio
Destas coisas eu sempre me esquivei
Porquanto, a solução pra todas elas
Podem ser encontradas por mim
Meu medo é não saber achar
Aquelas coisas que independem
da boa vontade da gente
Pois, sem elas
Tudo mais não tem valor algum
E sem elas não se vive uma vida
Sobrevive-se somente
Engole-se diariamente
O gosto amargo das desilusões
O peso da carga que advém
Resultantes do desdém
e da maldade alheia
Não tenho medo de parar meu coração
Eu tenho medo de não conseguir
Estancar o corte ou espantar a dor
Se porventura alguém a quem amar
Me pedir pra curar um corte em seu dedo
Não tenho medo de perder
Nada daquilo
Que novamente vai brotar
Eu tenho medo pelas coisas singulares
Coisa que não se conta
Não se recria, depois que se desmonta
Incomparáveis, sui generis
Coisas sem par
Tudo que eu preciso
é de um singelo sorriso
Não peço ao vento que me traga
Me diga onde está
Que eu vou buscar

Edson Ricardo Paiva

Para quem me chamou de frio não tem noção do que é frieza. Eu posso fazer o inferno congelar.

No outono caem as folhas,
na primavera nascem as flores,
o inverno é muito frio,
no verão faz muito calor.


Entre as estações
gosto mais da Prima-Vera,
por ter o cheiro das rosas
e o nome do meu amor.


Monte Dourado - PA, 01.03.1994

O amor não é frio, não é inerte ou passivo, ele não é fixo, é dinâmico, está em movimento, e depende da pessoa.

A vida é breve, o tempo é frio, implacável e cruel, se tiver que fazer algo bom, faça enquanto há tempo, porque chegará um tempo, que não haverá mais tempo.

Eu aceitaria o frio, para que você tivesse o fogo.
Carregaria a tua bagagem mais pesada,
só para ver você caminhar sem pressa.
Pois a minha maior sorte
não é tirar algo de você,
mas ver o que floresce quando nada te impede.


Eduardo Leite

Aceito seu amor do seu jeito, amor sem gosto do amor, sem apego, sem cobranças, amor frio numa tardes de desejos, sem descobertas nem coisas que despertam o prazer, aceito seu jeito de amar, mesmo se não haver nada aceito, porque só quero amar você, o resto não me fará mudar este amor por você, escrito por Armando Nascimento

Há momentos em que tudo parece frio e difícil.
Ainda assim, permanecer de pé é coragem.
Insistir também é fé.

Enquanto houver uma criança com frio, fome e medo; não há possibilidade de acreditar que existe ética!

Passei o maior frio e ele me ensinou a aquecer.

Ser livre exige despir-se inteiro,
Aceitar a sombra que nos invade.
O medo é muro, frio carcereiro,
Que nega ao ser sua própria verdade.


William Contraponto

As areias do deserto se mantem quentes, somente enquanto o sol brilha. Depois tudo fica frio, e se veste de breu se não tem a luz da lua.