Entenda como Quiser So Nao me Julgue
A umagrande diferença entre ser enganada e se enganar.
Só que isso depende mais da sua criação doque da sua noção.
Podíamos ser o casal mais lindo de todos. Podíamos ser os mais felizes… Teríamos só algumas briguinhas, alguns gritos, algumas roupas rasgadas, mas seríamos ‘nós’ de novo no fim do dia. Eu trocaria minha roupa por uma camisa sua e você não se importaria em ficar sem blusa. Nem eu me importaria… Pra falar a verdade adoraria. Eu iria dizer que te odeio. Mas quem disse que odiar não é uma formar de amar? Pois é. Iriamos acordar juntos e você riria do meu cabelo bagunçado. Iria me chamar de feia. Eu faria uma cara emburrada e você me beijaria. Tem forma mais feliz de acordar? Ao lado do seu amor te xingando? Acho não… Podíamos fazer tudo isso. Podíamos… Mas agora, a única coisa que posso fazer é sonhar, viajar em meus devaneios, que é a forma mais fácil de estar com você.
Eu queria te amar um pouquinho menos, só pra sofrer um pouquinho menos com essa tua ausência que me mata lentamente por dentro.
Acordo e ouço passos, ando pela casa escura onde só vejo o que estar em minha memória... Acendo as luzes e estou sozinho... sempre estive. Ela me chama, tão real, sempre chamou... e eu estava sozinho novamente em meus sonhos.
Ele bate na porta.
Ela atende.
Ele: Eu sei que fiz muito errado em vir até aqui, mas só me escuta. Pode fechar a porta na minha cara depois, me bater ou me xingar. Mas gora só peço que me escute, pois ando falando sozinho todos os dias, ando falando com a parede e imaginando você, porque tudo que sinto aqui dentro não aguenta mais ficar preso. Esta doendo tanto que me pergunto se dói em você também. Talvez não — sei que não. Enfim… Minha dor, ela que me trouxe aqui, se é isso que você esta querendo saber. Trouxe-me para dizer-te que ainda me lembro de tudo que passamos, de todas as risadas, de todas as brigas, de todas as vezes que você roubava a minha camisa ou dormia com meu casaco, se lembra? Lembro-me de que seu cheiro insistia em grudar nele. A vontade que tinha era de não lava-lo nunca mais. Eu sinto falta, sabia? Sinto muito falta. Desde que se foi… Eu sei que não disse nada, sei que nem se quer te impedi de ires embora… Sei que fui burro e tolo, pois devia ter te puxado pelo braço e ter dito que não queria o nosso fim. […] Hoje vivemos tão separados, que quando passas por mim sou obrigado a fingir que não a vejo. Tenho vergonha de que me rejeites. Mas agora eu estou aqui, fiz questão de jogar fora toda a minha vergonha e por mais que eu esteja tremendo, é de medo. Medo de que não me entenda. Enfim meu amor, sei que enrolei, mas só quero te dizer que ainda te amo. Que por mais que tenhamos vivido um ‘eu’ e ‘você’ separados, eu ainda penso em um ‘nós’. Ainda penso em sermos um ‘nós’ de novo. E se ainda esta me escutando quero pedir-te uma coisa: Volta pra mim? Sei que isto é totalmente louco, mas minha pequena, quando penso em você perco toda minha sanidade. Volta pra mim?
Ela o beija. Respondendo da forma mais simples que o quer de volta.
Quem dera se o amor nascesse na boca. Quem dera que ele só fosse falado; mas o amor nasce no coração e nele é inflamado.
Ela sabia que só precisaria de quatro passos para mudar sua vida e mesmo assim hesitou em realiza-los. Ela queria deixar tudo para trás e esquecer o que havia acontecido, mas era impossível controlar sua mente e seu coração à noite. Eles insistiam em relembrar a sua vida inteira em apenas 8 horas de sono.
Mas agora ela estava ali. Cem centímetros separavam seu corpo do ônibus que a levaria para bem longe. Para onde as lembranças não a atingiriam tão intensamente… Sua mala já estava lá dentro. Só faltava o corpo. Aquele corpo cansado e ferido… Ele precisava se descongelar. Precisava esticar as pernas e dar alguns passos, mas seu coração o impedia. Pobre coração, queria mais dor. Mas ela não. Ela sabia o que queria. E eram apenas quatro passos.
Levantou uma das pernas delicadamente. Ela tremia. Tudo tremia e ela lembrou-se da primeira vez que decidiu partir. Lembrou-se de quantas malas e roupas foram com o ônibus e ela continuou ali parada. Não é que em outros lugares as lembranças não a atingiriam, mas é que estar ali, naquele lugar, naquela cidade, a machucava tanto. Ver o rosto do seu amado todos os dias e não poder toca-lo a machucava mais ainda.
Ela queria outra vida. Outras ruas, outros bares, outras pessoas. Queria entrar em outras cafeterias e não encontra-lo lá. Ir ao cinema e não vê-lo nos braços de outra garota…
Ela entrou no ônibus. Não tinha mais medo; não lhe faltava coragem, mas lhe faltava forças para vencer aquela batalha entre a mente e o coração. Suas pernas não sabiam mais que caminhos traçavam, não sabiam quem obedecer ou o que fazer. Então elas retrocederam. Desceram o degrau que as mesmas subiram há poucos segundos atrás. Ela iria sair do ônibus. Mais uma vez iria desistir.
— Senhora? Estás bem? – perguntou um sujeito de aparência humilde.
Ela não respondeu. Nunca gostou de mentir para as pessoas. Ela só mentia para si mesma.
Mentia todas as vezes que sorria e todas as vezes que acordava. Ela não queria sorrir e nem acordar. A única coisa que queria era partir e agora ela estava ali, mentindo mais uma vez para si mesma. Estava retrocedendo. Estava desistindo.
— Senhora? – insistiu o sujeito.
— Não… – ela disse baixo.
— Quer ajuda?
Ela só esticou os braços e ele a puxou. Entregou sua passagem e sentou. Pela primeira vez ela observara a cena de outro ângulo. Observou o ônibus partindo de dentro dele, não de fora, e não mentiu ao sorrir.
CASAMENTO
"...e serão ambos uma só carne..."
Para ambos serem um é preciso amor;
amor não pode ser só de palavra - sacrifício.
Sacrifício de negação e entrega;
negação da vida e entrega à morte - do eu pelo ser amado.
Amor-negação-entrega-sacrifício-morte;
isso é ser ambos um - senão seja um só e sozinho!
Ela une o mar com o meu olhar, ela só precisa existir pra me completar. Ela une as quatro estações, une dois caminhos num só... sempre que eu me vejo perdido, une amigos ao meu redor.
Longe, longe de mim.
Lá e cá
Cá e lá
assim estamos.
Longe ...
você lá
eu bem cá
você sorri
você sorri
você lá,
você longe
longe de mim ...
tu não queres vir para cá?!
Deixe-me fazer-te sorrir
para que o lá e o cá
apenas seja o aqui.
O ontem pra nada serve
O amanhã é só incerteza
O hoje esse sim é presente
O! Isso mesmo!
Tenha o hoje como ele é
“Um presente de Deus”
Vazio
Numa tarde quente fiquei só
Pensei tudo, desfiz os nós.
Pulei no abismo
Chorei pó
Surge, num olhar vazio, você
Num pensar confuso, você
Tarde em chama
Chama você.
Quero daqui, para longe voar
No céu, quero me perder
cair em alto mar.
O barquinho, perdido, estará lá
Para sempre eu navegar.
No lado de cá.
Amei e fui amada...
beijei e fui beijada...
adorei e fui adorada...
só agora descobrir o
quanto fui enganada.
Nada é infinito mais mesmo sem querer sempre parece ser
e o amor é só um álibi pra tudo aquilo que alguns desejam ter
Pare de olhar para trás, na maioria das vezes o passado só serve para reabrir feridas e criar de novo o sofrimento.
