Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Não julgue as memórias antigas, pois o eu de ontem sempre será mais limitado do que o eu de hoje. Assim como o sol nascente dissipa as sombras da madrugada, o eu de hoje ilumina as limitações do eu de ontem, revelando o constante fluxo de transformação que somos destinados a vivenciar.
Não julgue o reflexo do espelho.
O espelho apenas espalha as nuances da alma, refletindo verdades internas e histórias silenciosas que anseiam por serem reconhecidas. Cada imagem refletida é um fragmento de autodescoberta, uma jornada para desvendar a complexidade oculta, revelando as camadas profundas que compõem nossa identidade. Apenas reflita sua alma.
Não julgue o outro pelo que você sabe, na verdade, não é preciso julga-lo. Apenas respeite-o, o outro não é como você, ele tem outros interesses, habilidades e formas de interpretar algo.
Não devemos julgar de errado outras pessoas.
Porque nossos olhos são enganosos.
Por que podemos ver o errado como certo e o certo como errado assim como Cristo foi julgado de errado estando certo,para que nós, não venhamos da mesma sentença que temos dado a Cristo e aos seus servos.
Muitas vezes Cristo manda alguém de outra denominação diferente da sua para te ajudar em teus caminhos, e você rejeita, sem ouvir uma palavra.
Você não precisa estar dentro da igreja errada, basta você não seguir os caminhos que Cristo pede. Porque muitas vezes a nossa igreja tem a verdade mas a verdade não está em nosso coração, assim como os fariseus nós estamos rejeitando a Cristo.
Se alguém passar por ela
Fique em silêncio, não aponte o dedo
Não julgue tão cedo
Ela tem motivos pra estar desse jeito
Isso é preconceito
Pela pessoa parecer feliz ou confiante, não significa que ela não passou pelo mesmo que você ou pior. Significa que ela foi uma pessoa forte e que ela já passou, sim, por coisas difíceis, então, se você não conhece a história da mesma, não julgue-a antes de escutar.
A você que pede por um amigo seja qual for o problema ou o que provocou, não julgue, pois a luz que esta em teu gesto de carinho fara e trará o alivio que ele espera.
NÃO FALTA ninguém no jardim. Não há ninguém:
somente o inverno verde e negro, o dia
desvelado como uma aparição,
fantasma branco, de fria vestimenta,
pelas escadas dum castelo. É hora
de não chegar ninguém, apenas caem
as gotas que vão espalhando o rocio
nestes ramos desnudos pelo inverno
e eu e tu nesta zona solitária,
invencíveis, sozinhos, esperando
que ninguém chegue, não, que ninguém venha
com sorriso ou medalha ou predisposto
a propor-nos nada.
Esta é a hora
das folhas caídas, trituradas
sobre a terra, quando
de ser e de não ser voltam ao fundo
despojando-se de ouro e de verdura
até que são raízes outra vez
e outra vez mais, destruindo-se e nascendo,
sobem para saber a primavera.
Ó coração perdido
em mim, em minha própria investidura,
generosa transição te povoa!
Eu não sou o culpado
de ter fugido ou de ter acudido:
não me pôde gastar a desventura!
A própria sorte pode ser amarga
à força de beijá-la cada dia
e não tem caminho para livrar-se
do sol senão a morte.
Que posso fazer se me escolheu a estrela
para ser um relâmpago, e se o espinho
me conduziu à dor de alguns que são muitos?
O que fazer se cada movimento
de minha mão me aproximou da rosa?
Devo pedir perdão por este inverno,
o mais distante, o mais inalcançável
para aquele homem que buscava o frio
sem que ninguém sofresse por sua sorte?
E se entre estes caminhos
– França distante, números de névoa –
volto ao recinto da minha própria vida
– um jardim só, uma comuna pobre –
e de repente um dia igual a todos
descendo as escadas que não existem
vestido de pureza irresistível,
e existe o olor de solidão aguda,
de umidade, de água, de nascer de novo:
que faço se respiro sem ninguém,
por que devo sentir-me malferido?
Não sejais como o homem que morria de sede no deserto,
que ao deparar-se com uma rosa e com um cacto,
preferiu o perfume da rosa
e desprezou o cacto
que poderia salvar-lhe a vida ao saciar a sua sede.
Baixou a cabeça como quem vai chorar. Mas não choraria mais um gota sequer, decidiu brava. E contemplou os próprios pés.
