Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Viver a vida é como estar em um laboratório com diversos tubos a sua frente com todo tipo de poção, ali cada um faz a mistura que quiser. Viva a vida a cada momento, mude as poções quando e como quiser, não existem regras, misture amor com felicidade, acrescente um grama de sensibilidade, misture com algumas gotas
de bom humor e pronto, viva este momento e seja feliz e mude de novo quando achar que deve mudar!
Nas redes sociais tem disso! O que Você posta, compartilha e curte, todos saberão dizer como Você é, como vive, o que lê, o que escuta, o seu estilo de vida, se adiciona amigos e amigas com quem tem algum motivo ou sem motivo algum. No mundo atual, a maioria busca ser transparente, e é isso que vale! Seja como quiser ser! Cada um no seu Mundo!
O restante do mundo que pense o que quiser, cada um que cuide da vida como quiser, sem ter medo das opniões alheias.
Só que muitas vezes eu preciso de cuidado e atenção e não sei pedir. Sei lá, acho que a pessoa tem que se dar conta. Não dá pra querer que o outro perceba o que você quer ou precisa, sei disso. Mas prefiro não falar nem pedir, por isso simplesmente deixo. Então, vejo que a pessoa não se deu conta e isso me emputece. Errado? Sim. Mas não acerto sempre, nem quase sempre, nem nunca. Eu vivo errando, afinal, a gente está aqui pra isso, não é? Para errar, fazer certo, buscar o que nem sabemos direito.
Quem nunca está só já não conhece mais a si mesmo. E quem não conhece a si mesmo passa a temer o vazio.
Cansei de me contar um personagem só para que suspirar não seja um simples movimento involuntário. Cansei de me contar uma história linda, só para que os dias não corram sem magia e sem a certeza de um grande final de filme. Quero descansar meu coração de saco cheio das minhas invenções e precisando se preparar para viver algo de verdade.
Mas eu não pensava em sacanagem nenhuma. Só queria ficar perto dela. No máximo, deitar abraçado com ela. Na mesma cama. Nem um beijo, nada. Só um abraço, bem apertado. Ridículo, ridículo. Eu era meio retardado, acho.
Tenho dito tantas vezes, quanto sofro sem sofrer, que me canso dos revezes, que sonho só para os não ter.
Quero saber o que mais, ao perder, eu ganhei. Por enquanto não sei: só ao me reviver é que vou viver.
E é só o que posso dizer a meu respeito? Ser “sincera”? Relativamente sou. Não minto para formar verdades falsas. Mas usei demais as verdades como pretexto. A verdade como pretexto para mentir? Eu poderia relatar a mim mesma o que me lisonjeasse, e também fazer o relato da sordidez.
É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilibrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.
