Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Até hoje, até hoje, não consigo deixar de lembrar a forma como eramos compatíveis.
Tão íntimos, tão companheiros, em tantas formas diferentes. Nos entediamos e parecia que tudo ia durar pra sempre. Que você nunca ia desaparecer.
Mas foi naquela noite de janeiro que eu te dava o ultimo até logo.
Se eu soubesse que eu nunca mais te veria, eu faria mais, eu diria tudo o que sempre quis dizer. Mas não disse. Já passou, acabou.
Daquele dia em diante você se tornou alguém que eu não conhecia mais. Esses sete anos que passamos juntos não valeram de nada? Eu pensei que eramos irmãos, eu jurei que te protegeria, que estaríamos juntos até ficarmos velhinhos, mas não foi...
Você não está mais aqui e eu sinto falta, mesmo você tendo me feito tão mal. Mesmo você tendo me feito se sentir maluco e obsessivo. Bem, talvez eu seja. Mas você se foi, sem avisar, nem uma ligação, nenhuma mensagem, nenhuma palavra... Você me abandonou primeiro, eu só te correspondi.
Dói tanto perceber que eu nunca signifiquei nada, que eu nunca fui ninguém importante em sua vida. Eu não era suficiente pra você, nunca fui. Você foi embora e depois agiu como se nada tivesse acontecido, como se eu não fosse uma pessoa, com fragilidades que você conhecia tão bem.
Você virou meu mundo de ponta cabeça, mesmo com sua ausência. Você acabou comigo, você sabe disso.
E eu aqui, tentando fingir que tá tudo bem, que não tem nada de errado, tentando ser forte por todos e por mim. Mas acabou me deixando marcado, de uma forma que eu não consigo apagar.
Eu sei, eu não era fácil, mas, por Deus, eu sempre demonstrei tanto meu amor. É esse o pagamento que eu recebo?
Como você tinha tanto poder sobre mim? Como eu deixei isso acontecer? Porque eu me deixei levar por seu sorriso e sua cara de bobo? Algo entre nós foi real? Existiu amizade de verdade? Ou você só me usou?
No final das contas só restaram dúvidas e inseguranças.
Eu não consigo confiar, não consigo me entregar a nenhuma relação humana e tenho muito medo de no final da minha vida não ter ninguém ao meu lado. Eu não quero ficar sozinho.
Mas esse sentimento um dia vai passar, um dia eu vou voltar a ser eu mesmo.
A ansiedade é como uma tempestade que não dá trégua. É aquele nó na garganta, a mente acelerada, e o coração batendo forte sem motivo aparente. Você se sente perdido, como se estivesse em um barco no meio de um mar agitado, sem saber qual direção tomar. Cada pensamento parece um trovão, e tudo ao seu redor fica confuso e agitado. Às vezes, o simples ato de respirar já parece um desafio. É difícil encontrar a calma quando a tormenta está dentro de você.
A beleza que deixo no mundo não vem da minha presença, mas da forma como permaneço mesmo depois de ir.
“Aquilo que não é trazido à consciência, retorna como destino.”
— C. G. Jung.
Esse pensamento nos convida a olhar com coragem para o território invisível da alma. O que evitamos sentir, compreender ou nomear não desaparece; apenas se desloca para um plano mais profundo, onde passa a nos conduzir sem que percebamos. O destino, nesse sentido, não é uma força cega que nos domina de fora, mas a repetição silenciosa do que ficou sem luz dentro de nós.
Quando a consciência se ausenta, padrões se formam. Repetimos escolhas, relações e sofrimentos como se fossem inevitáveis, quando na verdade são mensagens insistentes daquilo que pede reconhecimento. O inconsciente fala por símbolos, por acontecimentos, por encontros que se repetem até que aprendamos a escutar. O destino se torna, então, um mestre severo: ensina pela dor o que poderia ter sido aprendido pela atenção.
Trazer algo à consciência não significa julgá-lo ou eliminá-lo, mas acolhê-lo com lucidez. É permitir que a sombra seja vista, integrada e transformada. Nesse processo, o que antes nos governava às escondidas passa a dialogar conosco. A liberdade nasce justamente aí: quando deixamos de ser movidos pelo automático e começamos a escolher com presença.
Refletir sobre essa frase é aceitar uma responsabilidade profunda pela própria vida interior. O caminho da consciência é exigente, mas libertador. Quanto mais luz lançamos sobre nós mesmos, menos o destino precisa gritar. E o que antes parecia fatalidade revela-se, pouco a pouco, como convite à transformação.
Sentir-se triste não é fraqueza, fraqueza é a forma de como você encara a situação, você pode escolher ser coitadinho ou vencer aquilo, e depois vem a superação, você olha para dentro de você e diz como você é foda, passou por tudo aquilo e ninguém percebeu, aí se sente blindado, as pessoas te julgam e nem te machucam, eles não sabem o que você enfrentou, provavelmente muitos deles não suportariam.
Dar donativos a igreja como meio de penitência não é errado, o problema é quando você faz do dinheiro um fim para pagar sua culpa, mantendo a consciência cauterizada.
O asfalto é como um cão sem dono, pode ser o seu melhor amigo, mas, se você não o respeita, acaba sendo mordido.
A vida é como um sorvete, se não a aproveitamos ela derrete e escorre pelas nossas mãos sem que a tenhamos saboreado.
Nem tudo pode sair como você planeja, mas nem por isso quer dizer que não possa ser melhor do que você espera
Não são seus erros que te transformam em um bom profissional, mas sim a maneira como você lida com eles.
Acho que não exite ninguém que foi julgado tantas vezes como eu. Não será meia hora de conversa, ou um currículo que irá definir suas qualidades e contribuições.
Permita-se conhecer mais às pessoas, de repente são grandes pessoas e você não sabe!
Criamos conflitos com o tempo, como se ele não fosse um ser, e a menos que façamos as pazes com ele agora, viveremos uma realidade supratemporal e passaremos a vagar no passado ou futuro, atestando a nossa insanidade mental.
Sabe aquela solidão à beira da solitude, não uma solidão qualquer, essa é profunda, como se o silêncio fosse um oceano sem margem.
