Entenda como Quiser So Nao me Julgue
*Quando meu coração parar*
Não quero silêncio ou fim,
quero que o vento leve meu nome como quem espalha jardim.
Que as lembranças virem estrelas no céu de quem me amou, e cada abraço guardado seja prova do que ficou.
Quando meu coração parar,
que não parem meus versos também, pois quem ama deixa ecos vivendo no peito de alguém.
E se a saudade chegar mansa, feito chuva no entardecer, olhe para o céu sem medo — há amores que não sabem morrer.
O Direito ao Vazio
Agilson Cerqueira
A existência reclama o direito ao vazio. Não como ausência, mas como espaço fértil onde a consciência pode repousar e reencontrar a si mesma.
Quando deixamos de refletir apenas o tumulto do mundo, descobrimos que o silêncio também é uma forma de conhecimento.
Por isso, é necessário suspender o excesso, desacelerar o pensamento e, por instantes, desabitar-se das certezas para acolher novas possibilidades.
A lucidez não se alicerça na rigidez das respostas, mas na coragem de alternar entre o entendimento e o mistério.
Há sabedoria em compreender, mas também em aceitar que nem tudo precisa ser explicado. A razão ilumina o caminho; a imaginação revela horizontes que a lógica, sozinha, jamais alcançaria.
Divagar devagar não é perder tempo. É devolver ao espírito a liberdade de criar, contemplar e reinventar o sentido da existência. Em um mundo que mede o valor das pessoas pela velocidade e pela produtividade, o devaneio preserva aquilo que há de mais genuinamente humano: a capacidade de admirar, imaginar e renovar a esperança.
O sono e o sonho não interrompem a vida; eles a restauram. Enquanto o corpo repousa, a mente reorganiza lembranças, cultiva afetos e prepara novos começos. É nesse território invisível que a sobrevivência floresce em plenitude e a existência reencontra sua delicadeza.
Viver, em sua expressão mais profunda, é harmonizar a firmeza necessária para enfrentar os desafios com a leveza indispensável para continuar sonhando.
Sobreviver fortalece o corpo; sonhar amplia a alma. Entre a realidade e o imaginário, entre a razão e a sensibilidade, descobrimos que existir é uma oportunidade permanente de crescimento.
Talvez a maior conquista da consciência não seja compreender tudo, mas conservar a capacidade de maravilhar-se. Enquanto houver espaço para o silêncio, para o sonho e para o pensamento livre, haverá também motivos para renovar o olhar, reinventar os caminhos e celebrar o simples privilégio de existir.
No mínimo, Ela se deixaria atravessar por cada paisagem. Como quem não passa, mas fica.
Tentaria fotografar. Não só com os olhos, mas com aquilo que n’Ela sabe sentir cada instante que, em milésimos de segundo, lhe rouba o ar ou abre seus olhos em espanto manso… daqueles que Ela nem quer entender, só permanecer.
Esse momento é rápido, é muito breve. Talvez dure um “click”. Mas, quando acontece, já não é mais do mundo — é d’Ela. E fica.
Fica nos cheiros que não se explicam, nas cores que não se repetem, nos sons que atravessam sem pedir licença, na música, no barulho, no sol, no vento, no corpo…
E foi exatamente esse pequeno pedaço de eternidade que escolheu morar dentro d’Ela.
De repente, Ela olharia para o lado… (quero dizer, para frente… é mais provável, rs) e veria Ele.
E, então, tudo faria ainda mais sentido. Ficaria ainda mais bonito… não, bonito não. SU BLI ME.
ELE. A pessoa que tornou tudo isso possível, com uma dedicação silenciosa e uma entrega que não se mede, só se percebe, se nota.
E Ela… talvez não dissesse nada. Só agradeceria.
Pensando bem, Ele seria a paisagem da qual Ela não conseguiria (nem por vontade própria, caso existisse) desviar o olhar.
E, sim… acho que Ela estaria aproveitando. Na verdade… vivendo.
... coisas sobre Ela e Ele
Não tente entender o amor. Sinta-o. Como se sente o vento. Como se sente o medo. Como se sente a morte. Porque o amor, quando é verdadeiro, não se explica. Só é.
Não foi o mundo que mudou,
fui eu que cansei de me moldar.
Cansei de aceitar o que me fere
como se fosse normal suportar.
Não ao silêncio imposto,
não ao medo que me limita,
não às versões de mim
que nunca foram escolhidas.
Eu me refaço em cada passo,
me reconheço no que sinto,
e já não peço permissão
para existir do meu jeito.
Porque depois de tanto me perder
tentando caber em tudo,
eu finalmente entendi:
Quem decide agora sou eu.
Helaine Machado
Me diminuí
porque ainda não me conhecia.
Apaguei minha luz
como se fosse pouco…
como se não fosse dom.
Deixei meus talentos esquecidos,
guardados em silêncio,
como quem acredita
que não merece florescer.
Helaine machado
Pensar se torna um ato de sobrevivência. Questionar, uma forma de não aceitar o absurdo como normal.
Não se acostumar com o errado. Não silenciar diante do que fere.
Porque “não pirar” não é ignorar —
é entender, sentir, refletir… e ainda assim escolher não se perder.
Helaine machado
mais cru, mais direto — como um corte que não pede licença:
A vida não é só um personagem —
é uma pele que gruda
mesmo quando você tenta arrancar.
Helaine machado
O zero dividiu dois mundos como uma moldura eterna que não precisa de tela, pois o novo mundo nasce quando o nada decide se medir.
Reno Fioraso
Você é como um diamante raro, escondido no tempo e lapidado pelo céu.
Não existe brilho que se compare ao dos seus olhos,
nem joia no mundo que alcance o valor da sua beleza.
Quem encontra um tesouro assim, encontra um motivo para acreditar no amor.
A pessoa que mais te destratou.
Em um futuro não tão distante, ela não será citada como uma aliada do protagonista.
Mas sim, essa, um dia, essa vai fazer parte de um livro que contará sua história.
Como ele sempre dissera: o rio e o coração, o que os une? O rio nunca está feito, como não está o coração. Ambos são sempre nascentes, sempre nascendo. Ou como eu hoje escrevo: milagre é o rio não findar mais. Milagre é o coração começar sempre no peito de outra vida.
Não excluam suas responsabilidades como pais
Texto de JaneFernandaNogueira
Falaram, numa postagem que li, que a origem da violência é decorrente do ensino ideológico nas escolas e que isso vem de anos, não me lembro de ter tido sequer uma aula sobre como agredir, matar alguém ou como entrar em uma escola e fazer uma chacina.
Ps: Sempre fui aluna de escola pública.
A violência é intrínseca do ser humano, faz parte dele desde os tempos primórdios. O homem é um animal domesticável, ou seja, cabe à família dar a base, estruturar essa nova mente para que se torne um animal sociável e equilibrado. Porém, muitas famílias apenas mimam seus filhos, dando à eles apenas bens materiais (celular, ps1,2,3,4..., xbox... carro do ano, crédito ilimitado...) como se apenas isso bastasse, sem dizer que, quando o filho comete erros, esses pais os defendem ao invés de criticar e tirar suas regalias.
Muitos pais simplesmente não tem paciência para cuidar, tratam com total descaso, agressões de todos os tipos ou abandonam a responsabilidade de educar, deixando as crianças crescerem de qualquer jeito, sem uma estrutura psicológica e emocional fortalecidos. Na primeira crise existencial, por volta dos 12, 14 anos, essas crianças desenvolverão distúrbios psicóticos, por não ter tido nenhum apoio da família.
Isso não tem nada a ver com ensino ideológico, mas com a falta de capacidade e responsabilidade dos pais que negligenciaram seus próprios filhos.
Sem mais!
#JaneFernandaN
Não tem como acabar com a fome no mundo, porque quem tá no controle são os bancos, as corporações, os investidores, as sociedades… E eles não querem acabar com a fome, com a pobreza, porque a miséria é necessária para manter a riqueza deles.
A sociedade coloca a busca pela riqueza material como objetivo de vida, mas não valoriza o afeto, que de fato é o que satisfaz o ser humano. O que realmente preenche nossa vida são os afetos, a solidariedade, o sentimento. Não existe nada mais rico do que isso. Porém, ninguém fala sobre isso, porque não gera dinheiro. Assim, as pessoas buscam objetivos materiais: patrimônios, ostentação, riqueza, e ficam correndo atrás disso até envelhecer. Quando chegam à velhice, próximas da morte, olham para trás e se frustram, percebendo que a vida não teve sentido. Isso acontece porque correram atrás de valores falsos, entrando em uma ilusão sem volta. Elas se dão conta de que não levarão nada material e que o tempo que poderiam ter dedicado aos afetos, ao amor, à solidariedade, ficou em segundo plano. A vida perde sentido, e o vazio muitas vezes é preenchido com antidepressivos, até morrerem frustradas.
