Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Amo como quem não sabe ser pouco, como quem sente até o limite e ainda acha espaço pra mais.
Existe um amor que arde mal resolvido, um incêndio que nunca virou cinza, que insiste em voltar nos dias mais silenciosos como se ainda tivesse algo a dizer.
Existe outro que é possibilidade, leve, quase vento, um caminho que me chama sem pressa, sem peso, como se o futuro tivesse um tom mais bonito ali.
E existe aquele que não vai embora. Não porque ficou, mas porque virou parte. Raiz invisível, presença em silêncio, memória que não se apaga nem quando a vida muda de direção.
Eu amo. Sem ordem, sem regra, sem defesa.
E no meio de tudo isso, eu sigo me reconstruindo, tentando não me perder entre o que ficou, o que poderia ser, e o que ainda sou.
Porque sentir nunca foi o problema.
O desafio é continuar inteira mesmo quando o coração insiste em ser muitos.
Tenho tudo que declarei pra mim no silêncio 🤐🪐,mas
não tenho nada do que contei como segredo que ia comprar 🧟♂️
🕳️
Eles não veem.
Não é falta de olhos.
É excesso de certezas.
Vivemos como se fôssemos habitantes do planeta mais provinciano do universo onde pensar diferente incomoda, onde questionar ameaça, onde o novo assusta.
Reagem antes de refletir.
Julgam antes de entender.
Atacam antes de estudar.
E o mais curioso?
Acreditam que são evoluídos.
Mas quem tem medo do pensamento livre nunca saiu do próprio quintal.
Enquanto isso, eu sigo expandindo.
Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.
O verdadeiro teste de civilização não está no tratamento dos iguais, mas na forma como se administra o destino dos que não podem contratar, falar ou reclamar.
O Direito Ambiental não trata apenas do planeta, mas da forma como a humanidade decidiu habitar o tempo.
Generosidade é imitação do amor como virtude moral ,como decisão da inteligencia ,já que não ama, faça como amasse e seja generoso ! Lute pelo outro ,não pela circunstância dele querer você ,lute pelo outro , pelo outro! Talvez seja isso que Henri Bergson, tentou enfatizar mais em seus ensinamentos. Isso é muito ligado a questão da resiliência ,as pessoas falam de resiliência como uma espécie de força pessoal intima ,subjetiva e em primeira pessoa do singular .Eu penso que não ! Pois acredito que a resiliência, é realmente uma força ,justamente quando ela vai além da primeira pessoa do singular, quando tem outras pessoas envolvidas e você sai para "dentro de si" muito em função da dependência que os outros tem em função de sua vitória.
Assim como o homem não é o mesmo ao entrar no rio pela segunda vez, o escritor também muda junto de seus pensamentos. Ao reler opiniões de anos passados, percebo a transformação em minha visão, a evolução da minha percepção. Como as águas do rio, meu crescimento é contínuo, nunca se detém.
Cada lágrima cai como aço incandescente, não é fraqueza, é raiz, é a dor que germina força no deserto da alma.
Não sou triste; sou um deserto onde a felicidade se perdeu como miragem. Caminho por suas areias quentes, carregando sede de algo que jamais tocarei. Cada passo levanta nuvens de lembranças secas, e o vento que passa parece sussurrar risos que não me pertencem. Aqui não há flores, apenas o eco vazio de promessas que evaporaram antes de nascer.
Não busque vitórias fáceis, busque ser fruto da derrota que você se recusou a aceitar como sua definição.
Guardei recados do fracasso como lições, eles são o compasso do meu avanço, não mais tropeço nas mesmas pedras.
Não temo o recomeço, o entendo como oficina, voltar ao início é oportunidade de melhor projeto, recomeçar é técnica, não tragédia.
Ouço melodias melancólicas não como distração, mas como constatação. O que para muitos parece repetitivo ou desprovido de vida, para mim é a tradução mais lúcida do existir. Cada tecla do piano, em sua cadência transcendental, não apenas sugere tristeza, mas expõe, com rigor quase científico, o estado real do meu espírito.
Deus me quebrou com ternura, como quem entende que certas dores são o único caminho para não nos perdermos dentro de nós.
Como estrelas mortas, um brilho tardio, um calor lembrado que não aquece e, no entanto, sigo sendo levado pelo meu eterno passado.
