Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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Hoje estive pensando que, na verdade, as coisas não voltam a ser como antes. Eu mesma sempre digo que, com o tempo, as coisas voltam cada qual ao seu devido lugar, mas a verdade não é essa.

Mas quem mora por ali sabe bem como as coisas são, sei que essa noite eles virão e não vai sobrar nada de ninguém.

Como poderia eu olhar nos seus olhos e dizer que não te quero? Se meus pensamentos me tomaram por completo naquele instante em que estava diante de você...

Zeus reciclado

Como se não bastasse a vida;
todo tipo de circo, escola, uniformes, presidio.
burgueses e mendigos bêbados brigando sem motivo,
sempre tem uma praça e uma igreja idiota no centro da cidade.
Pra quem não esperava passar dos 20,
o que me deixa maluco é ainda não ter morrido.
Me vejo quase sempre como um fantasma,
outros também viram e nada disseram,
falavam com os olhos... concordavam comigo.
Só consigo achar mais triste tabagismo sem cigarros,
e os deuses no meu sonho não fizeram chover vinho,
Dionísio cretino, imprestável.

O mito

O poeta não trabalha com as palavras,
o poema é como um relatório médico.
E escrevê-lo não o impede de também estar doente.
Sendo holístico todo lugar é consultório,
curiosidade intensa e as faculdades se tornam pequenas.
Leio os poetas ,
plantões intermináveis,
atestando óbitos,
receitando remédios.

É triste estar ao lado de alguem e nao se sentir util, importante para ela... Como se não tivesse valor real.

As vezes eu me pergunto como séria se eu não tivesse te conhecido, e se não eu tivesse visto aquele seu sorriso lindo e apaixonante, e se você não tivesse se aproximado de mim, e se não tivesse-mos conversado, e se eu não me apaixonasse por você, me pergunto sempre, mas nunca acho uma resposta, e continuo perguntando, e se você não tivesse aparecido?

"E não sabe como me alegro a cada mentira que conta, elas mostram como estava certo o julgamento que fiz de você."

De repente ser livre me assusta,porque eu nem mesmo me acostumei com sua ausência,mas como não me assustar ? Se nem ao menos eu esqueci você ?

O importante não é sermos como os outros gostariam.
É sermos capazes de gostar de nós mesmo como somos.

Distante, do RIo, me sinto um pouco traidora. Como uma espécie de avó que não assiste o próprio parto da filha, não escuta o primeiro choro do neto. Minha obrigação era estar lá, espiando o céu, junto com os outros, interpretando o barulho dos trovões, ou se não houver trovões, apurando o olhar e o ouvido para detectar por outros indícios a tristeza ou a esperança.

Nunca duvide da intuição feminina, não sabemos explicar como, mas existe!!

Se você planta indiferença não tem como colher outra coisa se não a indiferença, mas se planta amor boa safra terá.

Não tenho a menor ambição de tornar-me um educador: não pretendo, como um déspota, "conduzir ou guiar" ninguém e muito menos limitar caminhos de quem tem imaginação tão promissora. Pretendo, antes, ser um PROFESSOR: o indivíduo que professa algo, que alimenta o espírito crítico com seu conhecimento, permitindo ao semelhante um encontro com sua liberdade e identidade única!

Não sonho em lecionar para sujeitos que se comportam como alunos! Estes, como o próprio vocábulo apregoa, são pobres infelizes “sem luz” e que podem, para o bem ou para o mal, ser dirigidos por “iluminados” tirânicos. Sonho sim em ter, sob minha responsabilidade, estudantes, que, - oh, redundância absoluta! -, estudam e compreendem o mundo por si próprio.

Não penso em você como antes, mas isso não quer dizer que te apaguei de mim.

Como eu estou? Como sempre. Sofrendo por dentro, mas sorrindo. Sentindo-me como se não fosse, e nunca fosse ser, boa o suficiente para nada e nem ninguém. Com vontade de gritar de agonia, mas sabendo que não vai fazer diferença nenhuma. Querendo chorar até pegar no sono, e acordar só quando tudo estivesse melhor. Torcendo para que um dia as coisas melhorem, e que esse dia não demore a chegar. Morrendo um pouco mais a cada minuto, mas sem deixar ninguém saber. Nada além da normalidade.

Tenho fãs melhores e em maior número do que mereço. Não entendo como nem porque, mas agradeço a Deus. Quem começa a trabalhar comigo sempre se surpreende. Acho sintomática esta surpresa e cumprimento todos os "de fé" com um piscar de olhos imaginário: nós conhecemos a força da teia que tecemos. Silenciosamente.


Azar teve Eddie Van Halen. Nunca fez minha cabeça o som dele (pelo contrário, foi um dos motivos que me fizeram achar o baixo um instrumento mais interessante do que a guitarra em 87), mas reconheço sua maestria. Um gênio. Foi um cara seminal na revolução que colocou uma guitarra no quarto de cada adolescente americano nos anos 80 (ok, depois as guitarras viraram computadores, mas isso é outro papo, outra década).

Aquele roquenrrou pirotécnico ficou espremido entre o nervo exposto do grunge e o atleticismo musical de caras como Joe Satriani e Steve Vai. Sufocado entre uma postura mais visceral e outra mais cerebral. É assim na vida e na arte: ciclos, movimentos pendulares, ondas que vêm e vão. Injustificável é que os fãs do Eddie tenham se calado. É raríssimo, hoje em dia, alguém dar crédito ao cara pela influência que teve.

faça uma prece pra Freud Flintstone
acenda uma vela pra Freud Flintstone
sacrifique o bom senso no seu altar
...
esqueça a prece pra Freud Flintstone
acenda a fogueira pra Freud Flintstone
vamos queimá-lo vivo, enterrá-lo vivo
(*) Cazuza cantou que seus heróis morreram de overdose. Imagino que se referisse a Jimi, Jim, Janis... Atemporal, a canção fala das meninas Amy e Cássia, dos bateristas Boham e Moon, dos baixistas Pastorius e Lynnot. Metafórica, ela fala dos carros de James Dean e Albert Camus, dos voos de Steve Ray Vaughan e Buddy Holly, dos mistérios de Robert Johnson e Jeff Buckley, dos absurdos disparos-para-o-coração de Lennon e Cobain. Prematuras, estas mortes condenam os mitos à vida eterna. Todas têm um pouco de encenação da Paixão de Cristo. Adorados, os posters ficarão para sempre imitando crucifixos na "parede da memória".

Há heróis que continuam por aí, fazendo de conta que o tempo não passa (Jagger/Richards e McCartney, por exemplo). E há aqueles que, de uma forma ou outra, em um momento ou outro, saltaram do bonde (o bonde chamado desejo?). É pensando nestes que escrevo: os caras que me ensinaram a ser jovem e estão me ensinando a envelhecer.

Joni Mitchell encheu o saco da forma como as mulheres são vistas na indústria cultural e foi pintar. Bjorn Borg achou que era muita pressão ter que acertar todas as bolas e foi errar um pouco na vida. Leonard Cohen raspou o cabelo e foi ver de perto qualé a do budismo. Roger Waters ergueu, demoliu e cantou (não necessariamente nesta ordem) seu próprio muro. Dylan por várias vezes saltou do bonde (a primeira: depois do acidente de moto em 66; a mais recente: o mergulho no trabalho, na Never Ending Tour).

O que há de comum nestes exemplos? Eles acharam que o solo estava muito duro, seco demais para receber sementes? Acharam que a esponja não absorveria mais nada por estar molhada demais? Pode não haver nada em comum, eu posso estar forçando a barra... mas realmente acho que estes caras assumiram as rédeas, traçaram os próprios rumos. Parece pouca coisa? Só para quem nunca fez isso.

09ago2011

Fofoca não tem toca.
Ela vem, vai e volta.

Na mente, entra como agulha afiada.
Da boca, sai como espinha engasgada.

No disse me disse, feriste quem te disse.

Mais sábio é o som da foca;
do que a palavra da fofoca.

O medo, em si, não é um mal; como lidamos com ele, sim!