Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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⁠O outro pode até confundir minha Solitude com Solidão, só não deve interrompê-la sem a Honesta Intenção de me oferecer Inteira Companhia.


Há uma diferença imensa entre estar só e sentir-se só.


Na Solitude, se experimenta a graça de se escutar; na Solidão, o drama de implorar para ser escutado.


A solidão pede presença; a solitude, muitas vezes, pede respeito.


Quem não compreende isso pode interpretar o silêncio como carência, o recolhimento como tristeza e a distância como um convite para invadir espaços que, naquele momento, são deliberadamente meus.


Solitude não é ausência de pessoas, mas presença própria.


É quando não preciso preencher cada intervalo com vozes, mensagens, encontros ou explicações.


É poder permanecer comigo sem experimentar a obrigação de fugir de mim.


E talvez uma das formas mais bonitas de afeto seja justamente compreender que nem toda porta fechada esconde alguém esperando ser salvo.


Por isso, não me incomoda que confundam meu silêncio com solidão.


O que me incomoda é que, ao suporem minha falta, me ofereçam uma presença pela metade.


Porque companhia, quando é verdadeira, não chega apenas para ocupar espaço: chega inteira.


Não exige que eu abandone minha solitude, mas sabe entrar nela sem profaná-la.


Há presenças que interrompem a paz e há aquelas que a ampliam.


As primeiras chegam por medo do nosso silêncio; as segundas chegam porque têm algo de verdadeiro a compartilhar.


E é dessas que não quero me proteger.


Se alguém pretende atravessar a distância que escolhi, que não venha apenas para impedir que eu esteja só.


Que venha disposto a estar comigo — de corpo, alma, escuta e intenção.


Porque, entre a solidão e a solitude, existe justamente esse critério: eu não preciso de alguém que simplesmente esteja presente; preciso de alguém que saiba estar por inteiro.

Os Apaixonados não reivindicam mais as Pautas Próprias, só defendem as Pautas dos Políticos de Estimação.


É muito curioso como, em tempos de paixões políticas exacerbadas, tanta gente parece ter terceirizado até a própria indignação.


O que antes era uma luta por melhores condições de vida, mais justiça, liberdade ou dignidade passou, em muitos casos, a ser apenas torcida organizada por quem ocupa o poder — ou por quem se deseja ver ocupando-o.


O problema é que, quando o político de estimação se torna mais importante que a própria pauta, o cidadão deixa de ser sujeito e passa a ser escudo.


Defende o indefensável, relativiza o erro, justifica o abuso e transforma qualquer crítica ao seu escolhido em uma ofensa pessoal.


Já não importa tanto se a promessa foi cumprida, se a política pública funcionou ou se o discurso contradiz a prática.


Importa que “o meu lado” esteja vencendo.


E, assim, aquilo que deveria ser consciência política transforma-se em fidelidade emocional.


É uma inversão muito perigosa: o representante, que deveria prestar contas ao cidadão, passa a contar com a sua devoção.


A pauta, que deveria sobreviver aos governos, passa a depender deles.


E o eleitor, que deveria cobrar seus representantes, acaba trabalhando voluntariamente para protegê-los.


Talvez seja hora de recuperar uma velha máxima, cada vez mais esquecida: “Político não é Ídolo, Partido não é Religião e Eleitor não é Torcedor.”


Quem realmente tem convicções não abandona seus princípios quando muda o candidato.


Se uma pauta é justa hoje, continua sendo justa quando beneficia o adversário.


Se um abuso é condenável de um lado, também deve ser do outro.


Porque maturidade política não é encontrar um político para admirar.


Mas ter princípios suficientemente fortes para contrariar até aquele em quem se votou.


No fim, talvez a verdadeira liberdade política comece justamente quando deixamos de perguntar: “o que meu político pensa sobre isso?”


E voltamos a perguntar: “o que eu penso, e por que ainda defendo isso?”⁠

⁠O grande Amor da nossa vida não é só quem Acelera nosso coração, mas também quem Desacelera nossa cabeça.


Porque amar não deveria ser viver em constante estado de alerta, tentando decifrar silêncios, justificar ausências ou adivinhar sentimentos.


O amor que realmente importa não é aquele que nos deixa presos à ansiedade de saber se somos suficientes, mas aquele que nos oferece a tranquilidade de simplesmente sermos nós mesmos.


Há pessoas que chegam e despertam borboletas no estômago, fazem o coração bater mais forte e transformam dias comuns em momentos inesquecíveis.


Mas existe algo ainda mais profundo: encontrar alguém diante de quem a alma consegue respirar.


Talvez o verdadeiro amor seja menos sobre a intensidade dos primeiros encontros e mais sobre a paz que permanece depois que a euforia passa.


É ter alguém que não alimenta inseguranças, que não transforma afeto em disputa, presença em prêmio ou silêncio em castigo.


É poder descansar no abraço de alguém sem precisar perguntar se amanhã esse abraço ainda estará ali.


Porque paixão pode incendiar.


Desejo pode estremecer.


Encantamento pode nos tirar o chão.


Mas, amor, quando é saudável, também sabe nos devolver ao chão — e permanecer ao nosso lado enquanto recuperamos o equilíbrio.


No fim, talvez o grande amor não seja quem nos faz sentir tudo ao mesmo tempo, mas quem nos ensina que não precisamos sentir medo para sentir amor.


É aquele alguém que acelera o coração quando chega, mas que, quando fica, faz a nossa mente finalmente encontrar silêncio.


E talvez seja essa a forma mais bonita de amar: encontrar alguém que não seja apenas motivo para o coração bater mais forte, mas também razão para a alma descansar.

⁠Só não somos mais felizes porque queremos ser mais felizes que os outros — e eles não são tão felizes quanto demonstram.


Talvez uma das principais armadilhas da felicidade seja transformá-la em competição.


A gente olha para a vida do outro e imagina que ele chegou a um lugar onde nós ainda não conseguimos chegar.


Vemos a viagem, o sorriso, a casa, o relacionamento, o sucesso, as conquistas… e, sem perceber, começamos a medir a nossa vida pela régua de uma realidade que conhecemos apenas pela aparência.


Queremos ter mais.


Viver mais.


Conquistar mais.


Ser mais admirados.


E, principalmente, queremos que a nossa felicidade seja maior do que a felicidade de quem está ao nosso lado.


Mas existe uma ironia nisso tudo: muitas vezes, estamos competindo para vencer uma disputa que ninguém realmente está disputando.


Porque quase ninguém mostra suas inseguranças na mesma proporção em que mostra suas conquistas.


Poucos fotografam a solidão, a dúvida, o medo, as noites mal dormidas, os conflitos dentro de casa ou o vazio que aparece quando todos vão embora.


A vitrine quase nunca revela o estoque verdadeiro.


Talvez aquela pessoa que você imagina ter uma vida perfeita também olhe para você pensando que a sua vida é melhor que a dela.


E assim passamos boa parte da existência desejando a felicidade que imaginamos que os outros possuem, enquanto eles fazem exatamente a mesma coisa conosco.


É um desperdício silencioso.


Porque a felicidade deixa de ser uma experiência e passa a ser uma comparação.


Se o outro tem, eu preciso ter também.


Se o outro viajou, preciso viajar.


Se o outro prosperou, preciso prosperar mais.


Se o outro parece realizado, preciso provar que também estou.


E, nessa busca, esquecemos uma coisa essencial: felicidade não é um pódio.


Não existe primeiro lugar.


A felicidade de alguém não diminui a nossa.


O sucesso do outro não é um fracasso nosso.


A beleza de uma vida diferente da nossa não torna a nossa vida menos valiosa.


Talvez sejamos mais felizes quando deixamos de perguntar:


“Estou melhor ou pior que os outros?”


E começamos a perguntar:


“Estou vivendo de acordo com aquilo que realmente importa para mim?”


Porque, no fim, a vida não precisa parecer extraordinária para ser profundamente boa.


Às vezes, felicidade é uma conversa sem pressa...


É ter alguém para ligar.


É dormir em paz.


É poder voltar para casa.


É rir de coisas simples.


É não precisar provar nada para ninguém.


Talvez a verdadeira liberdade seja justamente essa: não precisar que a nossa vida pareça melhor do que a vida de ninguém.


Quando paramos de competir pela felicidade, descobrimos que já havia muito dela por perto.


E talvez seja esse o paradoxo:


Não somos infelizes porque temos pouco.


Muitas vezes, somos infelizes porque olhamos demais para o que os outros parecem ter.


No dia em que compreendermos que quase todos estão apenas tentando parecer bem enquanto enfrentam suas próprias batalhas, a comparação perde força.


E sobra espaço.


Espaço para agradecer.


Para viver.


Para ser quem somos.


Sem plateia.


Sem disputa.


Sem precisar ser mais Feliz que ninguém.

⁠
Sardinha frita

Sardinha frita
na nossa mesa,
Só quem provou
este amor explica,
Não há como
negar que é poesia.

⁠Versos Brancos


Para o teu corpo remar
no meu rio não precisa
ter só uma cor e nem rima,
Precisam ser somente
de todo o cor(ação),
Os versos brancos
explicam a magia
que existe entre
nós dois e a poesia.

⁠Ficar só não
é uma opção,
Não tenho
medo de amar,
apenas cautela
de desencontrar:
a autopreservação.

Temo perder
o discernimento
daquilo é um
'breadcrumbing',
e correr o risco
de ficar acostumada
a receber pouco
e deixar de ser
gentil comigo mesma.

Não tentar não
é uma opção,
mas uma solução
de autopreservação
quando falta opção:
o melhor é me poupar.

Temo perder
a coragem necessária
de desarmar sempre
que for preciso
quando houver
um 'love bombing',
e acabar me arriscando
num caminho sem
volta onde me perca
e eu me esqueça.

Não temo voar com
ou sem companhia,
tenho autonomia
e brevê de poesia:
quero um amor que
venha com harmonia.

Enquanto isso dou
a mim mesma
o amor romântico
não por egoísmo,
e sim para lapidar
o meu equilíbrio
para sempre discernir
o quê é ou não é um
amoroso compromisso.

Foi tempos que era só
bordão que tudo mudou,
Não se encontra mais Tatu,
ninguém faz mais Aaru,
Por enquanto ainda há
alguma memória para quem
tiver vontade de procurar,
E se um Tatu te encontrar,
melhor deixar ele caminhar
_porque não nos falta Beiju.


Não se esqueça de recordar
que a Terra precisa sobreviver
para a gente se sustentar...

Sou poeta e reclamo só,
para não deixar sumir
- o Inhambu-chororó.

Não é apenas só um desejo,
não é um sonho passageiro,
é um propósito - um cortejo,
de manter o mel da sedução
vivo no coração e nos lábios.


Não nutro a expectativa de ter
alguém só por ter ao meu lado,
escrevo poemas para atrair
um coração forte e preparado,
para viver a grandeza do que
é simples - amar e ser amado.


O lúbrico, o libidinoso, o lascivo,
o sensual e o carnal envolvidos
com o que é dos nossos espíritos,
não podem jamais vir a nos faltar,
por isso é preciso com afeto cultivar.


O encantamento e o envolvimento
se não for por nós bem acordado,
isolados viram apenas enfeites,
sem o proteger e o bem cuidar,
podem nos afastar dos deleites
até de um raro Umari compartilhar.

Não importa mesmo
se for Tucumã-do-Pará
ou Tucumã-do-Amazonas,
Só sei que Tucumã,
assim como beijos de amor,
em hipótese nenhuma,
jamais podem faltar,
Para nos teus lábios
com doçura grudar
sem nunca cansar de beijar.

Se a pessoa postou algo que você não gostou, é só não interagir e se interagir corrija sem ofender. Ninguém precisa perseguir ninguém.

A explicação que desafia,
e que só ao amor se aplica;
É primavera que não passa,
e não passará despercebida.


O desejo de trazer mais cor
à nossa vida, a aliança divina.


Unida com as auroras outonais
no meio do nada, e iluminada;
A Canela-amarela, a mente
e a alma em plena revoada.


O apego e amor ao chão,
o coração, a nossa paixão.


Sem dizer sequer uma palavra,
do teu coração feito para o meu,
Há estrelas em nosso céu,
e a inefável mútua devoção fiel.


Antes de chegar, quem somos,
nós dois bem sabemos;
Que não há nada capaz de fazer
com que nos distanciemos.


Somente a maravilha dos beijos,
é capaz de fazer com que calemos.

Eu vi galinhas no telhado!


A Humanidade sabe o caminho
de volta para a Lua,
Só ainda não aprendeu a parar
de usar o nome de Cristo
para justificar guerras.


Eu juro que vi galinhas no telhado!


Um Tribunal de Direitos Humanos
confundir suicídio com cuidado,
Vejo defensores de Direitos Humanos
olhando para o próprio lado,
Não queria nada disso ter enxergado.


Eu vi galinhas no telhado!


Na terra que dizem ser Terra Santa
o corredor da morte foi legalizado!

Doce de Imbu vou fazer,


Só para te receber


de um jeito que você


não vai esquecer,


Por mim você vai


inteiro se derreter,


De outro sabor que


não for o meu bem


brasileiro você não


nem pensar mais querer.

Desta novela não há
nenhuma novidade.
Nos seus capítulos
só resta crueldade.


Não tem nada a ver
com teoria conspiratória:
a poesia também serve
à memória histórica.


Matam e sequestram
a solidariedade de uns
no vasto mar da Humanidade.
Amanhã voltam os tempos
em que muitos foram
sequestrados dos berços.


Sem nenhum arre(medo),
isto é só o começo
do que nunca deveria
outrora ter iniciado
e que agora, diante dos olhos
e debaixo dos narizes,
está sendo requentado.

É Dia dos Namorados,
não me sinto solitária,
melhor só do que mal
acompanhada,
Não posso ser leviana
comigo mesma,
Não me permito viver
sem usar a cabeça.

Não é um peso levar
para o mesmo caminho
o seu melhor amigo,
É só ele que nunca
vai te abandonar,
Não importa o quanto
tempo for durar.

Não existe um só dia
em que eu não viaje dentro
da América Latina,
percebendo os seus
românticos sinais
Há muito tempo isso faz
e a cada dia desejo mais.


Percorrer o Rio Coco
ao som de Punta
em celebração Garífuna,
sentir o teu perfume
misturado ao do Ocote.
Todos os dias tenho
pedido a Deus esta sorte.


Mesmo que me digam
que ando esperando demais
ou vivendo de fantasia,
não vou desistir, porque
o coração vai só onde confia;
e algo me diz que, da tua
parte, a vontade é recíproca:
não vamos nos deixar para trás.

Ainda não fomos
no Parcel do Esteves,
Só sei que teus flertes
provocam e pescam.


Do teu mar, sou a sereia.