Entenda como Quiser So Nao me Julgue
mas é claro que os poetas não escrevem como eu,
Muitos escrevem melhores, outros piores,
Mas eu só escrevo depois das 9
Tudo que eu sinto e na meia noite
Que eu me sinto no meio de um absinto
E é aí que sinto, falta de quem eu era antes.
Me ajude a lembrar: o que é uma pessoa “como eu”? Parece que não esqueci só de como cavalgar, mas quem eu sou.
A consciência de nossas limitações não só nos previne contra possíveis falhas e erros como também nos leva a tomar decisões acertadas.
São Tomé e Príncipe
Duas ilhas
Um só povo
Um país como esse
Não há outro
A sua beleza
É contagiante
E com certeza
Não se encontra em outra parte
Da sua deixa
Não se queixa
E na puíta
É só mexer
E com certeza que cá vem
Nunca mais o irá esquecer
APARÊNCIA
Eu não sou os outros
Não me trate como se eu fosse
Eu só sou eu sozinha no meu quarto
E dentro da minha cabeça
Não me julgue pela aparência
Eu posso ser melhor
Ou pior do que você imagina
Não me engane
Pois eu vivo me enganando
Posso parecer fria
Mas sou muito sensível
Nunca julgue uma mulher pela aparência
Não durmo ainda
Só na cama
o tempo
ainda é meu
como a palavra
Discretamente
me agito
no colchão
Não penso em Deus
na morte
Imprimo
Aqueço-me
Escuto
conservo a posição
Eu não entendi que havia pânico dentro dela. Como poderia ter adivinhado? Achava que ele só existia dentro de mim. Agora eu compreendo, um tanto tarde, que ele existe em todo mundo. É uma condição da nossa mortalidade. Nós temos regras de conduta para acalmar e minimizar isso, piadas e rotinas, e tantas formas de desvio e distração. Mas existe pânico e pandemônio esperando para explodir dentro de todos nós, estou convencido disto.
Já sentiu aquela sensação de ser só? Aquela onde parece que você não existe, como um tanto faz? Quando sentir isso irmão, faz diferente de mim, pois eu não quis mudar e isso só piorava.
por ora, eu o deixei
fora dos meus pensamentos.
não só hoje, pra escrever
como outros dias, pra ver
se ainda havia ti
se ainda habitava em mim.
e pela hora, ele não foi embora.
perdooa o equívoco.
O amor não é de uma vez só, o amor se torna amor aos poucos, o amor parece ser sempre o mesmo, como a paisagem, mas o amor, imperceptivelmente, aumenta. O amor aumenta e se torna, como certas dores, maior do que suportamos.
Não me quero sobressaltar como quando era jovem. Uma pessoa só pode ter paz quando está ao pé das mesmas coisas, quando nem repara nelas, porque elas já fazem parte de si, como se as tivesse comido e mastigado e engolido e agora fossem carne da sua carne e sangue do seu sangue. Só somos felizes quando já não sentimos os sapatos nos pés.
Não queira mergulhar em corações rasos
Queira seriedade e mais pele
Superfície só do mar
Como o azul-céu da tela em que as estrelas se enfileiram
Dos sonhos reais
Que ao dia teimam em me acompanhar.
Não é uma questão de perder só os sapatos e a hora.
É a vida lhe tirando tudo
Como o tempo e o caminhar
Se fosse só perder as chances e os sonhos
Mas é a vida lhe tirando tudo
E instalando nestas lacunas medo e culpa
Não é só perder o dente
Mas perder a vontade de falar
É oprimir os sentimentos antes tão manuseáveis
Não é só perder a calma
É se abater por tudo e ainda caminhar pela vida como um zumbi das séries americanas
Onde tudo dói intensamente, mas não se percebe
Onde há feridas abertas na boca, na alma e no coração, mas não lhe assusta.
Se fosse só perder a luta,
Mas tudo acaba quando a vida lhe tira a paz.
Ainda sobre fazer o melhor que posso: Só não posso cruzar os braços, como desculpa de que já fiz tudo.
“A etnomatemática não só fortalece e preserva o conhecimento, como também a cultura e a identidade do povo”.
