Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Crescemos, sim. Mudamos, sim. São mais de dez anos ao seu lado, e como você mesma disse, eu nem lembro do mundo antes de conhecer você. Serão mais tantos anos, tantas histórias. Seremos velhinhas finas, tatuadas e moderninhas, teremos casas vizinhas (se um dia você voltar do Rio), jamais perderemos a loucura de mulheres neuróticas pelas madrugadas insones. Amigas são para sempre. Você é para sempre. Não se perca de novo, por favor. Não se afaste mais de mim. Mas se um dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só pra te buscar.
Ser avô e avó é como fazer uma colcha de retalho sim, como muitos dizem, é juntar pedaço por pedaço de cada quadradinho, de cada retângulo, de tamanhos diferentes, de cores diferentes, mas sempre cores vivas, alegres, cheias de vida e transformando aqueles pequenos retalhos num ato de amor, mesmo que cada um tenha estilo próprio.
Último credo
Como ama o homem adúltero o adultério
E o ébrio a garrafa tóxica de rum,
Amo o coveiro este ladrão comum
Que arrasta a gente para o cemitério!
É o transcendentalíssimo mistério!
É o nous, é o pneuma, é o ego sum qui sum,
É a morte, é esse danado número Um,
Que matou Cristo e que matou Tibério.
Creio como o filósofo mais crente,
Na generalidade decrescente
Com que a substância cósmica evolue...
Creio, perante a evolução imensa,
Que o homem universal de amanhã vença
O homem particular que eu ontem fui!
Mas, quando fechou os olhos, continuou visualizando a forma como os cantos da boca dele levantavam levemente sempre que ela dizia algo engraçado, ou a forma como as sobrancelhas dele se juntavam quando estava concentrado em uma atividade. Rolou na cama por um bom tempo, sem conseguir dormir, imaginando se, talvez, apenas talvez, ele também estaria acordado, pensando nela.
Mais eu sei... rainha da pista que conquista quem passa
Quente como o sol e faz sinal de fumaça, quando vai embora tudo fica sem graça
A saia dela diz onde ela quer chegar, difícil é saber como me aproximar
O que será que ela tem pra dar?
A confiança é como fosse um castelo de baralho, demora muito para monta-lo, e com um simples assopro, poderá destrui-lo.
...A vida é como um simples sorriso ...quanto mais sincero e espontâneo, mais intensa fica.
(VDM 24/09/2007)
Educação e Respeito
Hoje fiquei a refletir em como certos valores estão mudados em nossa sociedade, em como já não mais se educa para o respeito. É o filho que não respeita e não deve obediência a seus pais, casais que não respeita o compromisso existente entre eles, empregado que não cumprem suas obrigações... (poderia citar vários exemplos).
Respeito sempre foi e sempre será o centro da moralidade. É muito complexo, pois, impulsiona todas as ações de relações entre os homens, todas “respeitosas”, mas em dimensões muito diferentes.
É comum associar respeito à ideia de submissão. Isso acontece quando se diz que alguma pessoa obedece incondicionalmente à outra. Não esqueçamos que tal submissão pode vir do medo.
Respeita-se o mais forte, o mais poderoso, não porque mereça, mas simplesmente porque detêm o poder.
Quem já não ouviu as seguintes expressões:
“Sabe com quem está falando?”
“Quem você pensa que é?”
“Eu sou mais que você, portanto, respeita-me.”
É claro que muitas vezes a dignidade humana é ferida porque não há reciprocidade. O ideal seria a igualdade. Se devo respeitá-lo, você também deve me respeitar; trata-se de respeito mútuo. Isso faz toda diferença!
A nossa sociedade ensina que “não devemos levar desaforo para casa”, ou ainda, “bateu levou”. E é assim que muitas pessoas agem. Há aqueles que esperam o momento certo para se vingar. Levam anos curtindo raiva, ódio e ressentimentos, gastando tempo e energia, buscando meios de destruir a vida de alguém. Que desperdício!
Há ainda aqueles que se destacam por divulgar a maldade. E, em tempos atuais isso se torna mais fácil, por intermédio das redes sociais. É de livre acesso esmiuçar a imagem alheia e fazer uso desta imagem para algo impróprio.
Há muitas inverdades e são tão bem colocadas, tão bem disfarçadas e por ser tão repetidas descaracteriza a verdade.
Devemos agir corretamente, sem ódio, sem vingança. Pagar o mal com o mal é desperdiçar o valioso tempo com “coisinhas” sem importância.
A maldade corrói a alma do maldoso. Quem comete injustiça e age com maldade já sofre pela ausência da bondade. Agem desta forma talvez por não ter sido educado adequadamente para o respeito.
Respeito! Como isso é importante. Respeitar o espaço do outro. Respeitar as ideias e a história de cada pessoa. Compreender que Deus nos fez único, e por isso somos completamente diferentes uns dos outros.
Precisamos nos reeducar no respeito. Com palavras, quando necessário; e com exemplos, isso sempre!
Pais precisam dar bons exemplos a seus filhos, caso contrário vão ensinando antivalores aos filhos (pais fofoqueiros ensina a criança fazer fofoca; pais mentirosos ensina a criança mentir).
Não se faz com que a pessoa respeite, maltratando-a. Não se ensina um filho com espancamentos e agressividade. Não se educa com berros e palavrões. Não se ama com agressões físicas e morais. A autoridade com simplicidade e respeito ganha muito mais significado.
"O cérebro é como um bom advogado: dado um conjunto de interesses a defender, ele se põe a convencer o mundo de sua correção lógica e moral, independentemente de ter qualquer uma das duas. Como um advogado, o cérebro humano quer vitória, não verdade; e, como um advogado, ele é muitas vezes mais admirável por sua habilidade do que por sua virtude".
As aparências enganam. Eu posso até ser frágil ou muito forte, depende de como sou provocada,
pois tenho a alma de uma guerreira dentro de mim…
O amor é um vício como qualquer outro, quem se entrega perde a noção, e quem o deixa está sujeito a uma recaída. Mas dentre todos os vícios o amor é o mais covarde... por nos pegar desprevenidos, e por não depender só da pessoa para deixá-lo.
As lutas são como os dias, sempre existirão, mas poucos vencerão, os que tem coragem serão vitoriosos e os covardes jamais alcançarão o topo da montanha.
Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.
Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.
Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.
Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.
Amigos
são aqueles
que ontem conhecemos por acaso
hoje nos aceitam
como somos
e amanhã participaram da nossa vida
como pessoas
ESSENCIAIS e INDISPENSÁVEIS
em nossa vida
Fala-me anjo de luz! é glorioso
À minha vista na janela à noite
Como divino alado mensageiro
Ao ebrioso olhar dos frouxos olhos
Do homem, que se ajoelha para vê-lo,
Quando resvala em preciosas nuvens,
Ou navega no seio do ar da noite.
