Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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Indiaroba - fragmentos da nossa história

A história de Indiaroba, como a de muitas cidades, é marcada por uma teia de vivências e transformações que refletem não apenas os acontecimentos, mas também os sentimentos e os desafios enfrentados ao longo dos tempos. Essa terra, entre os rios Sergipe e Real, foi palco de disputas e encontros, onde os povos nativos se uniram aos primeiros colonizadores, dando forma a uma história de resistência, adaptação e sobrevivência.

No início, os franceses, com a ajuda dos indígenas, adentraram as águas do rio Real, ainda em 1575, mas seus vestígios desapareceram como o eco de um tempo que se apaga na memória coletiva. O território, um cruzamento de destinos entre as províncias da Bahia e Sergipe, foi marcado pelas rivalidades entre os capitães-mores, e cada disputa territorial refletia a busca incessante por um lugar de pertencimento. O que se transformou em Indiaroba não nasceu de uma fundação simples, mas de um processo de construção coletiva, onde cada ação, cada decisão, moldava as raízes de uma identidade.

Em 1750, com a chegada dos padres jesuítas e a fundação da capela de Nossa Senhora do Carmo, a cidade começava a se desenhar de forma mais concreta, tornando-se um espaço de fé, tradição e cultura. A disputa pela sua organização administrativa, entre os municípios de Abadia e Santa Luzia, só confirmava a importância de Indiaroba como uma peça central nesse tabuleiro geográfico. Mas, como toda história, a luta pela definição da cidade não seria linear nem simples.

Na virada do século XIX para o XX, um novo marco se desenhou: em 1938, com a emancipação política, a cidade iniciou uma etapa de maior autonomia, e seu crescimento seria impulsionado pela industrialização do camarão e pelo turismo. Sua posição geográfica, entre Sergipe e Bahia, tornou Indiaroba uma porta de entrada para o Estado sergipano, e o que antes parecia uma luta por reconhecimento, agora se tornava uma celebração de suas conquistas e particularidades.

Indiaroba é uma cidade que respira as marcas de sua história — um povo que resistiu ao tempo, que preservou a cultura e que se reinventou. Hoje, a cidade reflete não apenas as lutas e vitórias do passado, mas também a esperança do futuro, com um povo que conhece o valor da sua terra e da sua identidade, buscando preservar o que é mais precioso: suas raízes.

©Jorgeane_borges

⁠O Amor Como Se Revela Para Mim

O amor, para mim, é uma dança silenciosa entre duas almas, onde cada movimento é uma entrega, um entendimento que não precisa de palavras. Ele é um espaço de acolhimento, onde podemos ser inteiros e, ao mesmo tempo, aprender a nos desintegrar nas pequenas partes que nos fazem humanos. É aquele laço invisível que une, mas não aprisiona. É a liberdade de ser, com a segurança de pertencer.

Amar é estar. É cuidar. É perceber o outro nos gestos mais sutis e, ainda assim, enxergar grandeza neles. Porque o amor se revela naquilo que muitos poderiam considerar pequeno, mas que, para mim, são declarações inteiras:
"Deixa que eu resolvo."
"Eu cuido."
"Tô indo aí."

O amor também precisa ser dito. Ele se manifesta no toque, no olhar que sustenta, mas também na palavra que acolhe. Há amor no que é sussurrado ao vento, no que se ecoa no silêncio, no que se escreve para que permaneça. Mas o amor não se limita ao que se fala, ele vive no que se faz. Está no ato de estar perto sem necessidade de presença constante, no tempo dedicado sem ser cobrado, no abraço que cura sem que precise ser pedido.

O amor não pede mudança, mas naturalmente nos ajustamos ao outro porque queremos caber ali, porque o pertencimento não é imposição, mas um desejo que brota de dentro. E, assim, sem que haja perda, há encontro. Um encontro onde cada um pode ser por inteiro, mas também se permitir ser moldado pelo outro, não por necessidade, mas por vontade de caminhar junto.

E o amor, quando é genuíno, não exige. Ele é. Ele transborda sem esforço, se reflete nas ações e nas palavras, no que se doa e no que se recebe. O amor é esse cuidado que não pesa, essa presença que não sufoca, esse elo que não prende, mas sustenta.

Porque o amor, para mim, é isso: um sentir que não se mede, mas que se reconhece em cada detalhe.

O amor, um encontro de presença, cuidado e pertencimento.

Ser de esquerda é, como ser de direita, uma infinidade de maneiras que o homem pode escolher de ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas de paralisia moral.

Deixando-me Ir

Estou me deixando aos poucos,
como quem deixa rastros no caminho,
sinais de uma despedida silenciosa,
sem palavras,
mas com a marca de cada passo dado.

Estou me permitindo, lentamente,
mergulhar no vazio e no silêncio,
como quem vai,
se entregando ao fluxo da vida,
sem resistência,
apenas deixando o que vem me conduzir.

⁠Efêmero e Infinito

Quando eu for, um dia desses,
poeira, levada pelo vento,
quero ser como as estrelas—
que mesmo quando morrem,
não se apagam.

Que meu brilho, mesmo distante,
ainda toque olhares,
ainda ilumine caminhos,
ainda ecoe na memória
de quem um dia me viu brilhar.

Que eu permaneça,
não apenas na lembrança,
mas no sentir.


#AtravésDoMeuOlhar

Dizem que aqueles que estão nas alturas como que são atraídos por si mesmos para baixo, para o abismo. Creio que muitos suicídios e homicídios só foram levados a cabo porque o revólver já estava na mão. Aqui também há um abismo, aqui também há um declive de quarenta e cinco graus, do qual é impossível não escorregar, e algo incita irresistivelmente a puxar o gatilho.

Tanto a máfia como a moralidade têm herdeiros numa sociedade...

Eu te amo como quem esquece tudo
diante de um beijo:
as inúmeras horas desbeijadas
os terríveis desabraços
os dolorosos desencaixes
que meu corpo sofreu longe do seu.
Elejo sempre o encontro
Ele é o ponto do crochê.
Penélope invertida
nada começo de novo
nada desmancho
nada volto

Teço um novo tecido de amor eterno
a cada olhar seu de afeto
não ligo para nada que doeu.
Só para o que deixou de doer tenho olhos.
Cega do infortúnio
pesco os peixes dos nossos encaixes
pesco as gozadas
as confissões de amor
as palavras fundas de prazer
as esculturas astecas que nos fixam
na história dos dias

Como pode ser chamado de racional, alguém que se julga incapaz de parar a destruição de si próprio.."

Discriminação, este câncer da humanidade, deveria ter como exemplo a sabedoria dos vermes, que se alimentam de todos após a morte, sem escolher o cardápio.

A escola exige que todos os seus alunos se comportem como os grandes gênios da humanidade. Ela quer que você estude o tempo todo como Isaac Newton, que forneça respostas corretas como Albert Einstein, e que fique quietinho em sua cadeira como Stephen Hawking.

Gostava da maneira como ele a fazia se sentir. Gostava de ter percebido que ele a achava atraente, porém sem possuir nenhuma urgência ou desejo ansioso que os homens frequentemente demonstravam quando olhavam para ela. Pelo contrário, parecia feliz simplesmente pelo fato de estar ao lado dela, e, sem saber o motivo, era exatamente isso que precisava.

Nicholas Sparks
SPARKS, N. Um Homem de Sorte. São Paulo: Novo Conceito Editora, 2011.

Como nos falta tempo para pensar e ter sossego no pensar!

ESTAÇÕES DO ANO

Amigos vão e vem, e todos eles são como as estações do ano...

Existem os amigos outono, que são aqueles que fazem as coisas ruins caírem do seu coração como folhas caem da árvore, mais voam de nossas vidas como a brisa do vento.

Existem os amigos verão, que são aqueles que aparecem em nossas vidas trazendo muito brilho, muita vida, mais passageiros feito uma chuva.

Existem os amigos primavera, que nos trazem novas folhas de vida, de beleza, de felicidade, parecida com o nascer de uma flor, mais assim como tal, esse amigo some, como uma flor que foi cortada por um menino bagunceiro.

Existem os amigos inverno, que são frios, mais esquentam nossos corações, como um grande cobertor, mas são cobertores que voam, e sempre nos deixam no alento.

Mais todos estes tipos de amigos, apesar de cada um ser de um jeito, possuem uma similaridade...

Amigos vão e vem, assim como as estações do ano.

Seja o qual for o sentimento que aborda teu coração nesse momento
Ele é passageiro como tudo que ocorre nesse mudo de dualidade.
A dor que perfura teu peito é um pequeno espinho criado pelo teu próprio orgulho.
Repousa tua mente em Deus.
E verás essas nuvens escuras se dissiparem quase instantaneamente.
E a Luz brilhar na tua alma.
Todos os remédios, para todos os males, encontram-se no amor Divino.
Ele é o lenitivo para todas as dores que nos atingem.
Não se desespere, não se entristeça frente ao que enfrentas na vida.
Nada há que não possa ser modificado pela vontade Divinal.
Sorria. Um novo dia está a começar.
Haverá outros atropelos, haverá outras alegrias.
A taça da vida humana é assim composta de felicidade e dor.
É natural que algumas vezes o coração se abale e se entristeça.
Mas, passa. Tudo passa.
E repentinamente verás o sorriso nos teus lábios, a esperança no teu coração, a promessa de nova vida.
Levanta teus olhos e eleva uma prece.
Serás atendido sempre.
Ele está presente determinando o melhor para cada uma de suas criaturas.
Que elas lhes compreendam ou não.




Pior do que morrer, é viver sem fazer a diferença!!
Procure os seus caminhos,
Mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
Revolte-se quando julgar necessário.
Alargue seu coração de esperanças,
Mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
E seja muito feliz!!!

Comparo indiretas como cachorros amarados ladrando desesperados, pois quem tem a razão a seu favor fala com palavras límpidas e transparentes

Como é maravilhoso amanhecer e saber que todos estão bem, é benção divina, é presente de Deus.Que Deus continue abençoando a todos !
Bom dia !

" É na estesia do adeus
quando a voz se ergue como quem sabe
que cada palavra é um sopro cortado que
o silêncio ajoelha-se. "

Mas, no meu coração, eu sei que vou abandoná-lo. É meio que triste como os instintos enganam você ou isso lhe agrada?

Asas, como seria bom tê-las, assim então, poder voar o mais alto possível, alcançar os céus, essa imensa cortina azul celeste, cortina da casa de meu Pai.

Pegar impulso, e deixar o chão em questão de segundos, sentir a brisa do vento passar pelo rosto, e olhar para baixo, enquanto me distancio do solo; solo este já destruído, fragilizado por nossas próprias mãos, egoísmo mortal. Estou seguro, enquanto permanecer no alto, distante de tudo e todos que tentam me aprisionar, me corromper, me sufocar, me silenciar.

Asas, com você, voaria o mais alto que pudesse, para me envolver nessa imensidão do céu, pegar carona com as aves, tocar o arco-íris, e deixar o vento me guiar, como ondas do mar alto, que carrega o pequeno e humilde veleiro, sem direção certa, apenas entregue ao momento.

Eu, do alto posso respirar, além de sentir, eu posso ser a liberdade, posso esquecer que carrego cicatrizes tão profundas, que apenas um sorriso é incapaz de fazer com que eu às esqueça.

Foi momentâneo meu par de asas, mas lá do alto, eu pude me sentir renovado, pude sentir a vida, e mais perto de casa.