Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Rodeio és meu tesouro
do Médio Vale do Itajaí,
Eu te conheço como
as palmas das minhas mãos,
E eu te amo de um jeito
tão profundo que sei decodificar sempre que fica em silêncio.
Rodeio, eu te amo por inteiro!
Rodeio és meu paraíso poético
do Médio Vale do Itajaí,
Eu te rendo com devoção cada
verso diário por viver aqui,
E eu te amo de um jeito que
só a tua companhia me basta,
e com muito amor que não passa.
Rodeio, eu te amo por inteiro!
Forte e resistente
como o Carvalho
o amor da gente
é sobrevivente
de muitas tempestades
e continua intacto,
E assim continuamos
seguindo em frente
celebrando a cada
dia mais apaixonados:
somos eternos namorados.
Doce como cacau
e delicioso tal qual
chocolate.
Assim o nosso amor
foi se revelando.
E hoje estamos
aqui celebrando.
Perfumado e saboroso
como cravo o amor
foi fazendo nós dois
ficarmos acostumados,
Celebramos hoje com
muita energia a união
da gente no dia-a-dia
que nós mantém firmes,
fortes, enamorados
e na vida sempre em frente.
Explode a caixa como
a onda do mar quebra,
O pandeiro borbulha
memorial da espuma
sob as brancas areias
do que merece por
cada um lembrado,
A cuíca lírica saúda,
o pandeiro se emociona,
O reco-reco arranha
e o ganzá se assanha.
Um poemário e a dança
para homenagear
a Nossa Senhora do Rosário.
É o Cacumbi cumprindo
a missão na Procissão
de Bom Jesus dos Navegantes,
você me levando no coração.
É o Cacumbi levando
a multidão e eu te
levando no meu coração.
A Bandeira de São Benedito
em pleno hasteamento,
a gente na gamação
em vestes de coroação.
É o Cacumbi paixão
se preparando para que venha
a Folia de Reis na nossa Nação.
Deus ensinou a gratidão
criando a gralha negra,
e a cobrindo com o seu
manto azul como reza
a antiga lenda gentil
deste nosso amado Sul;
Quem dera ser uma
Gralha-Azul enterrando
pinhão e morando
entre as araucárias,
e longe de gente que não
sabe preservar nada,
e tampouco sabe plantar
paz e amor no coração
preferindo viver num
mundo sem reconciliação.
Como se fôssemos
os últimos românticos
do mundo com ginga,
encaixe e unidos,
Ao som da percussão
e pela sua gentil delicadeza
deixei-me fácil seduzir
pelo seu olhar,
E pelas suas mãos gostosas
acabei dançando o Marabaixo
sem me importar com as horas.
Quando você estiver pronto
e me pedir em casamento,
Desejo que seja lindo como
o Sol sorrindo e a Lua Cheia
toda enfeitada de estrelas
como quem veste um poema;
Quero uma bonita Cantiga
de Batuque para que seja
empolgante e inesquecível,
as melhores cantadeiras
para encantar a sua alma,
os mais afinados tocadores,
para que você se derreta de paixão
e se entregue totalmente de amores.
Refeito de tudo você
virá para mim como
Jaebé empenhado
para ter a sua amada,
Viraremos pássaros
e confio que você
fará um lindo ninho
fechado igual
ao de João-de-Barro
para proteger
o futuro dos nossos
filhos de todo o mal
que existe neste mundo.
O Saci é meu amigo
e como reconhecido
Guardião da Floresta,
nós dois temos
um pacto antigo,
Comigo ele também
anda sem que por
você seja percebido.
Encaixados delicadamente
como aves em pleno voo,
Você me leva sutilmente
para dançar contigo
a Araruna no meio do salão,
O teu perfume e a sua vibração
desarmaram o meu coração,
e agora não me interesso
em outra coisa que não seja
o próximo passo da mútua sedução.
Com o Pai-do-Mato
caminho lado a lado,
da Criação Divina
ele cuida como se
fosse a própria filha,
E por ele também
me sinto protegida.
Com o Pai-do-Mato
caminho por onde
nunca ninguém
antes tinha imaginado,
Ele me livra inclusive
do teu mau olhado.
(O Pai-do-Mato é lançador,
dos arbustos é sacudidor
e da consciência alheia
que acha bonito andar
no meio da Natureza
insistindo fazer malvadeza).
Dou bom dia para a minha
Comadre Fulozinha
e como oferenda
trago a minha poesia,
Peço para ela que me ajude
a convencer nem que
seja a base do susto
a gentileza entre nós
e com a generosa
Natureza que nos
brinda com tantas belezas.
Divina Caipora hoje tem
gente que merece nó na língua
para que as mãos não alcancem
e o mal não faça nunca
mais casa onde estimamos.
Mãe da Mata surpreenda
quem merece e se possível
interceda por mim juntos a Deus
por um amor que traga
a mesma paz que traz uma prece.
Fui ver como sempre
se havia chegado
uma correspondência,
A rua estava ainda
mais sem movimento,
Não havia nenhum
sinal dos vizinhos,
Havia pairado
um silêncio abissal.
Na caixa de correios
ele estava lá olhando
para mim e fiquei
olhando para o grilo,
e pensei que não
só existe deste tipo.
Rir foi inevitável
e pude entender por
um instante o quê se tratava
realmente de uma
[correspondência grilante].

Observando como a Natureza manifesta a própria
[escrita da poesia assêmica],
escrevo igualmente a minha
mesmo que não encontre
a compreensão alheia,
e não me importo que seja
chamada de prepotência.
Morando na cidade de Rodeio
onde o Médio Vale do Itajaí
com o seu próprio tempo
também dá continuidade
a leitura da poesia assêmica
a todos que sabem ler
com jeito e sensibilidade.
A escrita da poesia assêmica
do Pico do Montanhão
nesta tarde de terça-feira,
leio com os olhos do coração
ela sendo iluminada pelo Sol,
poder ler o quê eu leio
nesta leitura mística cotidiana
é o quê me entretenho.
A poesia escrita assêmica
também é escrita pela nobreza
do Rio Itajaí-Açu com todos
os espaços, contornos, cheias
e até com a própria seca
para acenar que é preciso
ler quando ele manda recados.
Há poesia escrita assêmica
entre nós quando falamos,
quando calamos, quando
captamos presságios,
quando nos apaixonamos,
por onde nós passamos
e até quando desabafamos.
Há poesia assêmica em mim,
em ti, em tudo e em todos;
sobre quem na vida que
se mascara ou se maqueia,
pode ter certeza que haverá
sempre alguém que leia
a sua oculta poesia assêmica.
Coloquei na mesa
o Pirarucu Rondon
para você provar
como é bom,
Gentileza de amor
posta na mesa
também é poema
para quem sabe ler
da melhor maneira.
