Entenda como Quiser So Nao me Julgue
A noite é luz! Sim luz como o dia muita luz, há,
Neste lugar escuro! Sinto a luz, já vem para cá!
Já brilha, o dia, como se noite, não houvesse!
E se como o mal, já passado tivesse.
Cantai e alegrai-vos comigo amigos meus,
eu sei que no fim vai ser tudo bem.
Sim ! Às veszes eu choro! Mas o bem vem!
Depois das trevas, vem a luz com efeitos seus!
Vem o tempo em que não mais haverá doença,
ainda que agora muitos temos esta sentença!
Mas brevemente tudo vai terminar!...
Sim! A enfermidade vai passar, claro que vai!
Não se dará nem mais um clamor com "ai"!
Ainda iremos amigos, a nossos abraços dar!
Escreves leve como uma pena,
toda a nossa história.
Sim tu minha amiga Lena!
Este trabalho fazes a toda a hora.
O teu serviço é escrever.
Trabalhas sem medo ter.
Nas coisas desta Unidade.
Mas fazes tal, com tanta caridade.
Que também escreves com a alma,
a todos dás muita calma,
trabalhas até que em nossa alma,
escreves um poema de amor.
Com uma força tanta,
que por ti nosso ser Clama...
Vem nos tira toda a dor!
Então vens com ligeireza.
Atendendo, quem te chama.
Para dar o teu grande amor.
Disso todos temos a certeza,
que és rainha do bem.
Com o qual cantas e danças tão bem.
Por vezes até aos aflitos dás pão.
E sempre com um sorriso.
Aos doentes estendes a mão.
És assim, porque em Deus tens inspiração.
Por isso, eis que no céu tens teu galardão !
Dedicado a Lena, Administrativa da Unidade de Longa Duração e Manutenção de Albufeira
Com muito
Carinho
O meu amor é lindo!
Lindo, como um pomar!
Um pomar, de maçãs a perfumar.
O meu amor é querido!
Se verdes o meu amor!
trazei-o a mim já...
Estou, só, neste meu calor!
Dizei-lhe, o quanto estou em dor!
Vem! Amor meu! vem!...
Eis que já preparei, tudo!
Para aquele fim, enfim...
Morro, de amores, em todo o corpo.
Amor, carnal! Total! Vale fazer, tudo!...
Vem amor meu, vamos, amar, sem amor, imundo!
Voa flor , voa , voa!
Com o manso vento!…
Como no outro tempo.
Voa passarinho e teu cântico entoa!
Esse pássaro, sou eu sempre.
Aqui e agora e no tempo.
E depois, no futuro.
Onde, não mais., há na vida, furo.
No futuro, que não passa.
Nesse não passar, de nome jardim.
Onde a minha flor, jamais, seu ser disfarça.
Porque eu passarinho e flor, voarei.
Sempre, sempre, sempre , enfim!
Apóstolo
E quando eu o vi,
Aos seus pés caí!...
E eis, que fiquei, como um morto!
E diante d'ele, permaneci, torto.
Mas este, que é o eterno,
Me tocou, com sua destra.
A mim, João, que fiquei também, trémulo.
E disse-me: Palavra esta...
Olá João amigo, meu!
Porque tens medo?
Sou Jesus, sim, sou eu!
Então, não temas!
Para ti , vim cedo,
E te digo: Vai! Anuncia no tempo, as cousas eternas!...
As Ilhas
O meu amor é lindo...
Como a flor do campo!
Vem meu amor, a mim,
Nesses gestos de tanto encanto.
Nesses teus passos, vem sorrindo,
Saiamos às vinhas pela madrugada,
E vejamos se os frutos, já cheiram,
Ao perfume do nosso amor.
Se já a vinha está dourada,
Da tua beleza infinda.
As flores do jardim, por nós esperam.
Vem saciemo-nos de amores,
Até ao fim do dia.
Neste jardim de tantas cores.
Sim, isso eu tanto queria.
Porque o meu amor é doce,
Como o vinho das uvas,
Destas verdes e lindas vinhas,
Nas quais nós nos amamos.
O vento do sul aqui nos trouxe,
A esta terra de águas únicas,
Nas quais nadamos até às ilhas,
Que tanto desejamos.
Ilhas de amor eterno...
Ilhas de amor puro,
E tão forte e terno.
Onde o nosso ser se sente seguro!!!
O corridinho
O dançar o lindo corridinho,
Ninguém o faz, como o marafadinho!
O moço do Algarve é marafado.
E também muito ousado!
Ele tem na alma a ação...
E dançar, faz com emoção!
Dançar bem, não há como ele.
Tem o espírito de alegria nele.
Tu algarvio! Danças bem e lindo.
Esse dançar efectua...
Sempre nesse teu acto, sorrindo!
Dança algarvio dança...
Em esperança continua.
Nesse gesto, que não cansa!!!
Mais alta
Ai minha mãe! As estrelas!...
Como são lindas!...
Lindos são teus filhos!...
Lindos são teus olhos!...
Lindos são teus cisnes brancos!
E os teus laranjais nesse pomar!
Lindo é esse teu Alvor!...
Sim, mulher de Portimão. Terra de dor.
Cidade, a quem dei o meu amor!
O meu Ser, mesmo sem nada ter...
Te o dei! Oh terra mãe da caridade!
Até que vá à alta terra...
Terra, sem mar , sem guerra!...
Pois mãe! Esta é a mais linda e alta, do Ser!
Por Cá
Canto o meu cântico, qu'em minha alma está,
como sempre sai lindo, santo, puro e perfeito,
o meu ser, nesse acto tem para isso efeito,
Pois nisso, vim eu para cantar por cá.
Cantai comigo povo, este cântico, qu'eu sinto.
Então sentireis, alma vossa voando, vivendo,
e aos outros, vida esta sempre estendendo.
Sim! A isso eu no tempo, muito insisto.
E faço isto até que em vós haja, a música,
que a alma nossa, muito e sempre, educa,
e juntos demos as nossas unidas mãos.
Até que entre os homens, para sempre,
se cante este, sem que haja mau vento,
E os homens, sejam, de facto irmãos!
Maldade
Como os humanos, sobre a terra se multiplicaram
e lhes nasceram, muitas filhas, naquele tempo.
Então os anjos caídos, para todo o sempre,
com as filhas dos homens, se relacionaram!...
Então disse Deus, não vou ter comunhão,
por muito mais tempo, com os homens!
Este é mortal, por causa da transgressão.
Destruirei a humanidade, são as minhas ordens .
Será o seu fim daqui a cento e vinte anos,
havia gigantes, na terra, filhos dos anjos,
e das filhas dos homens. Havia maldade.
A humanidade deixou Deus, de todo.
Faziam todo o mal que haviam pensado.
Só tinham totalmente agressividade!
Baseado em Génesis 6:1-5
Restolho
Certamente aquele dia vem, como uma fornalha,
sobre todos os soberbos e todos os ímpios calha.
Os ímpios serão como o restolho deixado no campo,
que é queimado na terra por ser sempre tanto.
Mas vós que temeis o meu nome tereis, luz do sol,
diz o Senhor Deus, que a vós pega no seu colo!...
Tereis salvação debaixo das suas mansas asas.
E para vós já preparou muitas das suas casas
Saireis como bezerrinhos, soltos da sua estrebaria,
com os seus muitos saltos, de muita grande alegria.
E julgareis os ímpios que serão todos exterminados,
Assim será naquele dia que eu já há muito preparei,
Eu o disse pela boca dos santos e dos profetas que enviei.
Arrependam-se os ímpios, para não serem condenados!
Baseado em Malaquias 4:1-6
Peixes
Sou como o vento, do campo,
Que vai aos montes cantar.
Canto uma canção, do amar!
Diante das aves aí canto!
Vou, também, dançar,
Na praia, do mar selvagem.
Canto e danço sem, parar,
Nesta longa e linda viagem.
Ó mar de sal salgado!
Tu desde, tempos, navegado.
Deixa os peixes dormir,
E a bela música, ouvir.
Até que voltem a nadar,
Nas águas de manso, mar!
Feliz
Se eu fosse feliz!
Ai como bom seria!
E eu que tanto queria...
Mas meu ego, apenas chegou, ao infeliz!
Não, que não seja possível,
O estado, esse, que a minha alma bem faria!
Se eu o tivesse, minha alma sorriria...
Mas para mim, foi inatingível.
Para paz, termos à verdade, temos que nos sujeitar.
E águas de vida beber...
Para equilíbrio, alcançar...
Bárbaros
Como Atíla o mundo agitou,
E Roma de pavor gritou,
À chegada dos povos Bárbaros,
Pelos Hunos empurrados.
Também eu e a cidade de Lamego,
Por vezes temos algum medo.
De forças do exterior...
Que perturbam nosso resplendor...
Mas oh povo de Lamego,
Não tenhais medo!
Dos Atílas, filhos do tempo,
Porque conosco está,
O que em breve virá,
E não tardará!
Vasco da Gama
Como Vasco da Gama,
Em busca de gloriosos ideais,
saiu da pátria lusitana.
Mostrando ao mundo,
seus feitos especiais .
Terras da India alcançou,
feliz ficou...
Por mais além chegar,
e a sua fama asim se realizar.
Assim quero eu mais alcançar!
Mas oh gentes lusitanas,
sabei no entanto, que as terras,
Que minha alma deseja,
são mais puritanas ?
Elas são do céu!
Nao têm guerras...
E com Deus estão!...
Ancião
Vai vir um tempo, em que os tristes saltarão de alegria,
assim como o Sol, dá luz ao azul lindo e suave dia.
Nesse dia haverá flores de amendoeira em abundância,
Há um bom perfume no ar, que vem de uma alegre fragrância!
As aves essas, assobiam em verdadeiro musical de notas,
Até que um ancião de dias, se sentou no trono dourado,
outras aves vêm, neste dia sem nenhum fim, agendado.
E cantam a canção, com a música que tocam as aves outras.
Aí muitas criaturas alegres e com toda a sua força,
exclamam:Tu rei eterno és digno de nosso cântico lindo,
porque tu nos deste este dia de luz, sem nenhum findo.
Depois o ancião levantou-se do trono e saiu pela terra sem mar,
E disse: Aves do céu! É esta terra para sempre toda vossa!
Possui esta terra, em vossa posse agora, terra do verdadeiro amar!
Momentos
De repente tudo voltou a ser como era há muito tempo,
eu voltei a Monchique ao campo de trigo, às vinhas,
no mês de Outubro, aos socalcos de batatas e ervilhas,
À muita chuva na serra e às tempestades de vento.
Tudo voltou a ser lindo, as ovelhas pastavam nas verdes ervas
com seus borreguinhos aos saltinhos, muito branquinhos,
eu muito pequenino ia à Portela do Cano sozinho, sem pressas,
à casa da avó buscar os seus doces e bons bolinhos.
Em Alvor o mar estava calmo, e eu nadava nas águas azuis.
Depois vinha por entre as figueiras de figos de Verão,
e apanhava os figos maduros, com satisfação....
Então chegava a casa e tomava banho no tanque do campo,
sem esperar, que estes meus momentos, voltassem alguns,
quando eu fechava meus olhos, em saudade e em alegre canto!
Rio
No meu monte há paz, como um rio que corre,
por entre as graníticas pedras do declive serrano!
Vai em paz rio de esperança, vai, não há engano.
À tua foz, tu chegarás, em ti teu caudal, jamais morre!
Vai manso rio, nessa mansidão, chega ao lago do mar,
então em lá entrardes, verás o que à tu paz pertence,
Esse mar é tão calmo, como tu, no seu longo amar!
Teus peixes leva contigo ao mar que não enche!
Depois as águas sobem ao azul céu, onde voarão,
depois sobre uma nova terra elas todas descerão...!
Terra de árvores vivas e de doces frutos sempre!
Onde os homens têm paz como a dos meninos,
não há mal, todos são grandes, sendo pequeninos!
Têm todo o tempo, para serem felizes, sem findar o tempo!
O Homem se Emenda
Ele enrijeceu o arco e me pós como seu alvo à flecha,
fez entrar no meu coração, as flechas da sua aljava.
Fui um objecto de escárnio, para o povo que me gozava .
Fui feito a canção do povo que estava à minha mão direita.
Fartou-me de amarguras e saciou-me de absinto horrendo.
Quebrou com pedrinhas de areia, todos os meus dentes.
Cobriu-me de cinza do fogo que o homem estava fazendo.
Fui privado da paz e da presença de todos os meus parentes.
Esqueci-me do que é a do homem muita prosperidade,
Então disse eu, pereceu a minha força e a minha esperança,
no Senhor, lembra-te da minha aflição e da minha adversidade!
Tira o absinto e a amargura, minha alma certamente se lembra,
e abate dentro de mim, entretanto disto me recordo com confiança .
As misericórdias do Senhor, são as causas, de quem sempre se emenda!
Penalidade
Vida eterna queria eu ter!
Como posso eu sempre viver?
Reparo em meu corpo, eis que é finito!
Nele tudo é imundo! Débil é tudo isto!
Mas se eu morresse e ressuscitasse?
Só assim eu poderia, sempre viver!
Se outra pessoa eu ficasse!
Se de novo eu viesse a nascer!
Se a penalidade fosse meu castigo.
Mas eu vida tivesse, neste meu ser.
Se Deus fosse meu amigo!
E foi isto que aconteceu!
Deus morreu, por mim, para eu vida ter!
Em Jesus Cristo, isto se deu!
