Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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: Estou tão cansada de sentir esse tipo dor.


: Tipo de dor ? Como assim ?




: A dor da decepção, a dor da humilhação, a dor de amar alguém e passar por situações que esmagam o coração, esse tipo de dor, que parece que vai arrancar o coração fora.

⁠É assustador como a Polarização política no Brasil e no mundo, acirrou a disputa pelo pódio da imbecilização entre a TV e a Internet.

Enquanto muitos vivem como se a vida de primeiro mundo fosse um drama, muitos brasileiros tropeçam no drama e fazem comédia.

Como são chatos os que confundem nossa solitude com solidão, e a interrompem sem a menor intenção de nos dar Inteira Companhia.

Se soubéssemos ao menos admirar a disciplina dos japoneses como eles admiram o nosso futebol, talvez a nossa primeira derrota não fosse tão vergonhosa.

⁠Há que se ponderar que ninguém é Odiado nem Amado por todos, como se tenta sustentar a Opinião Pública.


A opinião pública, quase sempre, é vendida como se fosse uma entidade sólida, homogênea, unânime — uma espécie de tribunal invisível que já teria chegado ao seu veredito final sobre pessoas, ideias e acontecimentos.


Mas basta um olhar menos apressado para perceber que essa suposta unanimidade costuma ser muito mais barulhenta do que verdadeira.


O que se chama de “todos” raramente é todos; na maior parte das vezes, é apenas o recorte mais estridente de uma parcela que conseguiu transformar sua voz em aparência de consenso.


Nenhum ser humano é simples o bastante para ser amado por todos, nem desprezível o bastante para ser odiado por todos.


A própria complexidade das relações humanas desautoriza esse tipo absurdo de sentença absoluta.


Quem hoje é exaltado por muitos, inevitavelmente será incompreendido, criticado ou rejeitado por outros.


E quem hoje é alvo de repulsa coletiva, ainda assim encontrará, em algum canto, quem enxergue nuances, contradições, contextos ou mesmo humanidade onde a multidão só quis despejar rótulos.


O problema é que a opinião pública contemporânea não se contenta com a discordância; ela tem fome de totalidade.


Ela não quer dizer que alguém é controverso, quer decretar que alguém é unanimemente admirável ou integralmente detestável.


Porque os extremos são mais fáceis de consumir.


Eles dispensam reflexão, economizam complexidade e oferecem ao público a ilusão confortável de pertencer ao lado certo da história sem o incômodo de pensar demais.


Só que a realidade não se curva tão facilmente à teatralidade dos julgamentos coletivos.


As pessoas carregam Grandezas e Misérias ao mesmo tempo.


Podem ser sinceramente admiradas por algumas virtudes e legitimamente criticadas por falhas graves.


Podem despertar amor em certos corações e repulsa em outros, sem que isso constitua contradição alguma.


Contraditório, na verdade, é imaginar que a experiência humana possa ser reduzida a uma votação emocional universal.


Talvez uma das maiores fraudes do nosso tempo seja justamente essa fabricação de unanimidades artificiais.


Não para revelar o que as pessoas de fato pensam, mas para constranger quem pensa diferente.


Quando se repete que “todos amam” ou “todos odeiam”, o que se tenta impor não é uma constatação, mas uma pressão.


É a tentativa de transformar percepção em obediência, sentimento em manada, juízo em reflexo condicionado.


Pensar com honestidade exige romper esse feitiço medonho.


Exige entender que a aclamação coletiva pode ser só euforia passageira, assim como a rejeição coletiva pode ser apenas a febre moral de um tempo doente por certezas fáceis.


Exige, sobretudo, maturidade para reconhecer que a humanidade não cabe nessas molduras brutais de amor ou ódio absoluto.


No fundo, talvez o que mais distorce a opinião pública não seja a existência de divergências, mas o esforço constante para apagá-las em nome de narrativas convenientes.


E é justamente aí que mora o perigo: quando a pluralidade real dos afetos humanos é sacrificada para sustentar a ficção de que todos sentem o mesmo.


Porque sempre que tentam nos convencer de que alguém é amado ou odiado por todos, talvez estejam menos descrevendo o mundo e mais tentando domesticá-lo.

⁠A Seletividade Descarada dos Tribunais diz muito mais sobre os juízes do que os rotulados como réus.

⁠Amo Viver Intensamente cada um dos meus dias como se fosse o último, pois sei que um belo dia hei de acertar.


Esse Propósito pode até soar ousadia, mas ele não fala sobre esperar literalmente o fim.


Ele diz muito mais sobre valorizar o agora.


Afinal, ninguém conhece o amanhã.


O tempo é o único bem que recebemos sem garantias, e, ainda assim, é o que mais desperdiçamos acreditando que sempre haverá outra oportunidade.


Viver intensamente não significa viver desrespeitando os limites.


Significa amar sem economizar sentimentos, abraçar quem faz bem, perdoar quando o coração permitir, agradecer pelas pequenas conquistas e encontrar beleza até nos dias difíceis.


É entender que a intensidade está na presença, não na pressa.


Quando percebemos que cada amanhecer pode ser único, deixamos de adiar palavras importantes, sonhos possíveis e gestos de carinho.


Passamos a dar menos valor ao que nos afasta da paz e mais importância ao que realmente alimenta a nossa alma.


Se um dia este for realmente o último, que ele encontre em nós alguém que viveu com propósito, que espalhou bondade, que colecionou memórias em vez de arrependimentos e que fez da própria existência um testemunho de gratidão.


No fim das contas, viver intensamente é a forma mais charmosa e sincera de honrar o presente que é estar vivo.


E, enquanto esse último dia não chega, que cada novo amanhecer seja mais uma oportunidade de viver, amar, aprender e deixar um pouco de luz por onde quer que passemos.

⁠Passamos tanto tempo vivendo como se a vida fosse infinita, que morremos sem ter vivido quase nada.


Adiamo-nos.


Depois viajamos, depois amamos, depois perdoamos, depois dizemos o que sentimos, depois fazemos aquilo que realmente desejamos.


E, enquanto esperamos pelo momento certo, a vida vai acontecendo sem pedir licença — silenciosa, irreversível, indiferente aos nossos planos.


Talvez o maior engano não seja acreditar que nunca vamos morrer, mas agir como se ainda tivéssemos tempo para tudo.


Como se houvesse uma reserva infinita de amanhãs, abraços, conversas, encontros e recomeços esperando por nós.


Passamos anos acumulando coisas e adiando experiências; preocupados em garantir o futuro, esquecemos de habitar o presente.


Construímos agendas tão cheias que já não sabemos onde colocar a própria vida.


E o tempo, que parecia tão abundante, começa a revelar sua verdadeira face: ele não guarda nada.


Cada dia que passa não fica à nossa espera.


Vai embora.


Talvez viver seja, antes de tudo, compreender que não precisamos esperar algo de extraordinário para perceber o valor de um dia comum.


Há uma urgência muito discreta em estar vivo.


Urgência de olhar demoradamente para quem amamos, de dizer aquilo que sentimos, de rir sem culpa, de abandonar algumas prisões, de fazer as pazes com o que não podemos mudar.


Porque, no fim, ninguém lamenta ter vivido demais.


O que pesa é descobrir que poderia ter vivido mais — não necessariamente mais anos, mas mais presença nos anos tidos.


A morte não é apenas o fim da vida.


Às vezes, ela é também o resultado de uma vida que foi sendo adiada até que já não houvesse mais o que adiar.


Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quanto tempo ainda temos, mas o que estamos fazendo com o tempo que já nos foi dado.


A vida pode não ser infinita.


Mas pode ser inteira.


E talvez isso seja o suficiente.

⁠Não há como ser hesitoso na Arena Hospitalar, dando satisfação para os que fingem preocupação nas arquibancadas.


Há momentos em que a vida nos coloca diante de uma arena em que não existe espaço para aplausos, discursos ou espectadores.


Existe apenas a urgência de decidir, agir e sustentar as consequências.


E, nessa hora, é irrelevante o que dizem aqueles que assistem de longe, protegidos pela confortável distância de quem não sente a dor, não enfrenta o risco e não carrega o peso da decisão.


Na Arena Hospitalar, como em tantas outras arenas da existência, aprende-se que nem toda opinião nasce da experiência e que nem toda preocupação é cuidado.


Há quem pergunte apenas para ter o que comentar depois.


Há quem se aproxime da nossa fragilidade não para amparar, mas para satisfazer a própria curiosidade.


E há aqueles que, das arquibancadas, confundem o direito de assistir com o direito de palpitar na nossa luta.


Mas quem está no campo sabe que existem batalhas que não podem ser terceirizadas.


É preciso reconhecer o momento em que a hesitação deixa de ser prudência e passa a ser medo.


É preciso compreender que algumas decisões precisam ser tomadas mesmo quando não temos todas as respostas, porque a vida raramente nos oferece o luxo da certeza absoluta.


Quem enfrenta uma enfermidade, uma perda, uma mudança ou qualquer outra prova profunda, descobre que coragem não é ausência de medo.


Coragem é continuar caminhando apesar dele.


Por isso, nem sempre será possível explicar cada escolha.


Nem sempre será necessário responder a cada pergunta.


Nem sempre aqueles que dizem estar preocupados precisam conhecer todos os detalhes da nossa jornada.


Há batalhas que pedem silêncio, presença e firmeza.


Enquanto alguns permanecem nas arquibancadas avaliando cada movimento, quem está na arena precisa respirar fundo, confiar no que sabe, ouvir quem realmente pode ajudar e seguir adiante.


Porque, no fim, a vida não é um espetáculo para satisfazer espectadores.


É uma experiência para ser vivida por quem está dentro dela.


E talvez uma das formas mais maduras de coragem seja justamente esta: parar de tentar convencer a arquibancada e concentrar todas as forças naquilo que realmente importa — atravessar a arena.

Se os Religiosos pregassem na Seara Política como os Políticos politizam na Seara Religiosa, o Caminho para a volta do Filho do Homem já estaria preparado.


Há algo profundamente inquietante no modo como a Política e a Religião, campos que deveriam servir ao bem comum e à consciência, muitas vezes se misturam até perder seus próprios limites.


A Política deveria cuidar da cidade, das leis, dos direitos e das responsabilidades coletivas.


A Religião, por sua vez, deveria cuidar da consciência, da esperança, da fé e da relação do ser humano com aquilo que considera sagrado.


Quando uma invade o espaço sagrado da outra para conquistar poder, seguidores ou influência, ambas correm o risco de transformar princípios em instrumentos.


Talvez o maior perigo não esteja quando alguém tenta convencer o outro de suas ideias, mas quando consegue fazê-lo deixar de pensar por conta própria.


Há quem entre no templo levando a bandeira do seu partido e saia acreditando que sua bandeira se tornou uma extensão da própria fé.


Há quem entre na política carregando Símbolos Religiosos e saia convencido de que sua posição política recebeu uma espécie de aprovação divina.


E, nesse encontro tão meticuloso quanto perigoso, o adversário deixa de ser apenas alguém que pensa diferente: passa a ser tratado como alguém que precisa ser combatido moralmente.


É aí que a fé pode perder sua profundidade e a política, sua racionalidade.


Jesus não chamou seus seguidores para conquistar o poder de um reino terreno, mas para transformar corações.


E talvez essa seja uma das maiores ironias do nosso tempo: falar tanto em Deus enquanto se aprende cada vez mais a odiar o próximo por causa de suas escolhas políticas.


O Evangelho deveria produzir consciência, não cabresto.


Deveria despertar responsabilidade, não fanatismo.


Deveria ensinar discernimento, não obediência cega.


Da mesma forma, a política não deveria precisar vestir uma roupa religiosa para parecer legítima.


Ideias públicas devem ser discutidas por seus princípios, consequências e evidências — não pela quantidade de vezes que alguém pronuncia o santo nome de Deus.


Talvez preparar o caminho para a volta do Filho do Homem não seja construir templos maiores, produzir discursos mais inflamados ou eleger aqueles que melhor sabem falar em nome da fé.


Talvez seja algo muito mais simples e, justamente por isso, muito mais difícil: recuperar a capacidade de amar independentemente da ideologia.


Porque uma sociedade verdadeiramente transformada não é aquela em que todos pensam igual, mas aquela em que pessoas diferentes conseguem discordar sem tirar a humanidade umas das outras.


No fim, talvez a pergunta que devesse nos inquietar não seja “De que lado Deus está?”, mas “De que lado estamos quando deixamos de enxergar no outro um ser humano?”


Se a fé ilumina realmente a política, ela não deveria produzir mais inimigos — deveria produzir mais consciência.


E se a política respeita realmente a fé, não deveria precisar sequestrá-la para conquistar corações.


Talvez seja justamente aí que começa a verdadeira preparação do caminho: não na conquista das consciências, mas na libertação delas.

Nada é tão necessário ao homem como o amor, de todas as suas maneiras e formas de existir. É terrível saber que existem pessoas sem alma e sem sentimento para as pequenas coisas que ainda têm valor nesta terra.

Há dias em que procuro respostas como quem procura uma chave perdida numa casa sem portas.
Quero entender os porquês, os sentidos, os destinos escondidos por trás de cada escolha e cada experiência vivida …
Mas talvez a maioria das coisas não tenha uma resposta esperando para ser encontrada.
Talvez existam apenas significados!
E eu sentada diante da vida, costurando explicações com os fios que tenho, inventando sentidos para continuar caminhando…
Nos dias serenos, minhas respostas me acolhem.
Dizem que tudo passa, que há beleza no percurso e que vale a pena seguir!
Mas nos dias de cansaço, elas mudam de voz…
Tornam-se mais duras, mais frias, mais impacientes com minhas fragilidades.
E então percebo que não estou lutando contra os mistérios do mundo…
Estou assistindo ao diálogo incessante da minha cabeça com ela mesma.
Talvez a verdade não esteja em encontrar a resposta definitiva!
Talvez esteja em compreender que até as respostas que damos a nós mesmos também são passageiras….
E que amanhã, com um pouco mais de descanso na alma, a vida poderá ter outro significado.
Porque na verdade, somos nós que significamos a vida!

_____Damaris Ester Dalmas

Há dores que chegam como tempestade.
E no meio do caos, tudo o que queremos é apenas sobreviver ao vento…
Mas a vida vai moldando a alma nas marés que parecem querer nos afundar.
Cada perda, cada despedida esconde uma semente de transformação!
O que hoje machuca, amanhã pode iluminar caminhos e um dia fará sentido no coração.
Porque a alma tem esse estranho movimento …
Atrai rupturas, silêncios e recomeços!
Que nos ensinam a voltar mais fortes para nós mesmos.
E com a maturidade, continuar confiando na vida, mesmo depois das ondas mais difíceis…

_____Damaris Ester Dalmas

A TRAVESSIA QUE TE FEZ INTEIRO

Há dias em que o peso do mundo
pousa nos ombros como pedra antiga,
e a estrada parece não ter fim …
Só curva, só vento, só neblina!

Mas existe uma luz que não se apaga,
fina como fio, firme como raiz,
que atravessa o inverno sem avisar
e floresce no meio do que dói mais!

Cada lágrima que escorreu no escuro,
cada passo dado sem ter certeza,
cada vez que você ficou de pé
quando tudo pedia que cedesse,
tudo isso tem peso…
tudo isso tem nome!

E virá o momento, ele sempre vem,
em que você vai olhar para trás
e entender, com o coração cheio,
que o caminho torto era o caminho certo!

Que a espera não foi tempo perdido,
mas semente guardada sob a terra…
Que a dor que você carregou sozinho
foi também a dor que te fez inteiro.

E então, naquele instante silencioso,
quando a vida finalmente respira fundo,
você vai saber, sem precisar de provas,
que valeu a pena…

Que sempre valeu.
Que você valeu!

_____Damaris Ester Dalmas

A pressa costuma se disfarçar de necessidade como se faltasse sempre algo.
Mais tempo, mais controle ou mais garantias…
Mas no fundo o que mais nos falta não é o tempo, é presença!
Estar presente é escolher habitar o instante sem fugir para o que já foi ou para o que ainda nem chegou…
É permitir que a vida aconteça sem a tentativa constante de antecipá-la ou corrigi-la.
Quando a gente realmente chega no próprio momento, algo muda …
O comum ganha profundidade, o simples deixa de ser pouco e o agora deixa de ser um intervalo e passa a ser a própria vida acontecendo.
Talvez não seja sobre ter mais tempo…
Talvez seja enfim, sobre não se ausentar dele!

_____ Damaris Ester Dalmas

Talvez o movimento seja apenas a maneira como nossos sentidos interpretam a existência. O mundo parece mudar a cada instante, o tempo parece transformar tudo e a vida parece nos conduzir de uma realidade a outra. Entretanto, permanece a pergunta: aquilo que somos realmente se transforma ou apenas mudam as formas pelas quais nos manifestamos?


Talvez a maior ilusão humana seja confundir transformação com essência, aparência com realidade e movimento com evolução.

A gente costuma reclamar do tédio e da rotina, queixar da ausência de novidades…
Como se viver algo ‘comum’ fosse pouco.
Na verdade existe um tipo de paz escondido aí, o de não precisar sobreviver a nada naquele dia!
Dias sem grandes acontecimentos também são dias sem grandes ameaças.
São dias em que a vida segue silenciosa sustentando o básico, e isso em muitos lugares (e para muitas pessoas) é um privilégio!
Nem todo dia precisa ser memorável…
Alguns só precisam ser seguros!

_____ Damaris Ester Dalmas

Viver é o único livro que escrevemos sem rascunho!
A maioria de nós caminha pela vida como se estivesse apenas lendo um roteiro já pronto, esquecendo-se de que a ponta da caneta está o tempo todo em nossas mãos…
Porque no fim, não será o destino que contará nossa história, e sim as escolhas que tivemos coragem de escrever.

_____Damaris Ester Dalmas

Às vezes acreditamos que algo deixou de nos afetar.
Mas, como uma faca cega que ainda corta, certas dores continuam machucando, mesmo quando pensamos já as ter superado!
Palavras ditas sem intenção, lembranças mal cicatrizadas, relações que perderam o fio… tudo isso pode seguir ferindo silenciosamente…
É por isso que cuidar das nossas emoções é tão essencial!
O que não é tratado, mesmo enfraquecido, ainda pode doer.
E o que é visto com honestidade e coragem finalmente deixa de cortar!

_____Damaris Ester Dalmas