Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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Um cômodo sem livros é como um corpo sem alma.

Aqueles que me respeita e me aceita como sou...Tem de mim mais do que uma sociedade...INTERESSEIRA! Tem de mim minha consideração.

Eu aprendo rápido mas como eu esqueço eu tenho que pesquisar de novo

Assim como uma sanguessuga, sedenta por sangue, deve ser o estudante pelo conhecimento.

o pó e o amor
como o poema
são feitos
no dia a dia
o pão come-se
ou deita-se fora
embrulhado
(uma pomba
pode visitar o lixo)
o poema desentropia
o pó deposita-se no poema
o poema cantava o amor
graças ao amor
e ao poema
o puzzle que eu era
resolveu-se
mas é preciso agradecer o pó
o pó que torna o livro
ilegível como o tigre
o amor não se gasta
os livros sim
a mesa cai
à passagem do cão
e o puzzle fica por fazer
no chão

Era uma vez uma mulher que tão depressa era feia como era bonita.
Quando era bonita, as pessoas diziam-lhe:
- Eu amo-te.
E iam com ela para a cama e para a mesa.
Quando era feia, as mesmas pessoas diziam-lhe:
- Não gosto de ti.

O que é noção de ridículo? Eu nunca soube. Quem define esse ridículo? Como os seres humanos todos podem ter a mesma noção do que é ridículo e do que não é?

O signo dela representa um belo tiro no escuro – nunca se sabe como, quem, muito menos quando você irá acertar. O símbolo do signo dela, já diz tudo: arco e flecha, ou, liberdade e ação. Quem sabe, dualidade, metade razão, e a outra emoção. A fera e o humano, juntos num duelo pacífico.

O signo dela pulsa vida, adrenalina. Calmaria? Só nas fotografias, estáticas lembranças. O signo dela quer hoje e amanhã nunca mais. O signo dela exige molejo e jogo de cintura. O signo dela não tira as rebarbas, não muda a cara, a alma, nem faz “bonito” – valoriza seus desastres naturais.

O signo dela é um imã de tempestade, o raio que cai inúmeras vezes no mesmo local – ou coração. O signo dela é contra a gravidade - quer flutuar o máximo possível.

A paz é um absurdo, como a realidade concreta é um absurdo que é preciso recriar para que se torne afecto do homem, obra sua.

É extraordinário como nos tornamos violentos quando queremos agradar ao mundo. Agradar ao mundo resume o comportamento da sociedade nos seus aspectos mais retóricos.

O poema ensina a cair
sobre os vários solos
desde perder o chão repentino sob os pés
como se perde os sentidos numa
queda de amor, ao encontro
do cabo onde a terra abate e
a fecunda ausência excede

até à queda vinda
da lenta volúpia de cair,
quando a face atinge o solo
numa curva delgada subtil
uma vénia a ninguém de especial
ou especialmente a nós uma homenagem
póstuma.

Amar alguém é como se mudar para uma outra casa. No começo a gente se apaixona por todas as coisas novas, a gente se pergunta toda manhã se aquilo é nosso de fato, como se tivesse medo de que alguém de repente entrasse correndo pela porta e reclamasse que tinha havido um grande engano, e que não era de jeito nenhum seu direito morar num lugar tão lindo. Mas com o passar dos anos a fachada da casa fica gasta, a madeira racha aqui e ali, e a gente começa a amar esse lugar não tanto porque ele nos parece perfeito, mas por todas as suas imperfeições. A gente fica conhecendo todos os detalhes dessa casa. Por exemplo, como evitar que a chave emperre na fechadura na época de frio. Quais placas do chão cedem um pouquinho quando se pisa nelas, e como se deve abrir as portas dos armários para elas não rangerem. E é isso, são exatamente todos os pequenos segredos que fazem desta a sua casa.

Como um lindo mantra ouço repetidamente a batida do meu coração, leve, tranquilo e em paz com universo.
A paz mora em mim, o amor e a minha missão maior, a resignação me trouxe tudo o que eu almejava... a paz e a alegria de viver...gratidão.

Eu tenho
uma teoria do
porque
nos sentimos
tristes,
quando mais
entendemos como
o mundo funciona,
como as pessoas
agem,
e como
as coisas
e as
relações
no final
não passam
de um nada,
mais nos
sentimos tristes
em relação a
tudo isso.

Nunca posso alimentar esses pensamentos. Classifiquei essas lembranças como se fossem um lugar particularmente perigoso: um lugar escuro.

Flor de acaso ou ave deslumbrante,
Palavra tremendo nas redes da poesia,
O teu nome, como o destino, chega,
O teu nome, meu amor, o teu nome nascendo
De todas as cores do dia!

Visto que você nunca me ligou
Mas pergunta por aí como é que eu tô
De que tipo é o seu amor?
Me explica que eu tô tentando entender

O aquecimento global está para o mundo assim como o esfriamento da consciência humana está para a natureza!

COMO GOSTO

Como gosto olhar-te
Profanando o teu corpo
Vorazmente meu amor
Noites de puro delírio
Dias de profundos desejos
Farei do teu corpo submisso
Amarei com delicadeza a tua alma
Dominarei com prazer o teu coração
Amamos-nos, desejamos-nos, perdemos-nos
Sentimos-nos, encontramos-nos um ao outro
Para voltar a perdermos-nos, amando-nos.

Porque como escreveu Erasmo no Elogio da Loucura
Às vezes é preciso ser louco pra dizer o óbvio