Entao me diz Alguma coisa
Sentes, Pensas e Sabes que Pensas e Sentes
Dizes-me: tu és mais alguma cousa
Que uma pedra ou uma planta.
Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Então as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm idéias sobre o mundo?
Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas:
Só me obriga a ser consciente.
Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei.
Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.
Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode não ser.
Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.
Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.
Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço idéias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.
Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,
Como que sou inferior.
Mas não digo isso: digo da pedra, "é uma pedra",
Digo da planta, "é uma planta",
Digo de mim, "sou eu".
E não digo mais nada. Que mais há a dizer?
(Heterônimo de Fernando Pessoa)
Naquele instante eu também a amava de maneira alguma a odiava, no entanto acontecia o que sempre acontece: a pessoa que a gente mais ama é a primeira que a gente ofende.
Introspecção
A introspecção, de alguma maneira, renova a esperança da busca incessante pelo nosso verdadeiro eu. É a partir dessa ferramenta poderosa que o nosso reflexo se mostra nítido. Agora, de frente ao espelho, ocorre que, se olhares em teus olhos, vais sorrir e escutar o som privilegiado da paz. Lágrimas com sabor de sinceridade. O infinito se fazendo mensurável. Para isso ocorrer, deves estar próximo (ou pensando) em quem, ou,em que, tu amas.
Se tiveres alguma opinião homofóbica, preconceituosa, machista ou racista baseada em crenças limitantes e hereditárias, piadas de mal gosto ou julgamentos sem provas, guarde somente para você. Não tenho interesse em ouvir ou me alimentar desse carma. Gratidão.
Ame primeiro a você para depois amar outra pessoa, e aprenda que por mais que você ame alguma pessoa não vale a pena deixar de viver sua vida por causa dela, muito menos sofrer constantemente por ela.
Dizem que só é possível se admirar um jardim depois de certa idade, e acho que existe alguma verdade nisso. Provavelmente tem algo a ver com o grande ciclo da vida. Parece que há algo de miraculoso em ver o inexorável otimismo de um novo broto após a desolação do inverno, uma espécie de alegria na diversidade a cada ano, a forma como a natureza escolhe mostrar diferentes partes do jardim. Houve momentos — quando meu casamento ficou mais populoso do que eu tinha imaginado — em que o jardim foi meu refúgio, momentos em que foi uma alegria.
De alguma forma, a marca definitiva do contemporâneo é o narcisismo estéril e o individualismo histérico.
Canção do Sannyasi
Faze vibrar o canto! A onde que nasceu
Lá longe, onde mácula alguma do mundo jamais chegou,
Nas cavernas das montanhas e nas clareiras das frondosas selvas,
Cuja calma nenhuma ânsia de luxúria, fama ou fortuna
Atreveu-se jamais a turvar, lá onde fluía a torrente
De sabedoria, verdade, e a bem-aventurança que as acompanha,
Canta alto este mantra – intrépido Sannyasin! – dize:
“Om tat sat, Om”
Rompe teus grilhões! Laços que te atam
De ouro reluzente ou de metal ordinário,
Amor, ódio; bem, mal; e todas as demais dualidades.
Sabe: escravo é escravo acariciado ou açoitado, nunca liberto.
Pois algemas, embora de ouro, nem por isso
Menos forte são ao encadear.
Então fora com ela – valoroso Sannyasin ! – fala:
“Om tat sat, Om”
Dissipa a obscuridade ! Fogo fátuo que agrega,
Com luz tremeluzente, mais sombra sobre sombra.
Extingue para sempre esta sede de vida que arrasta
A alma, de morte e nascimento, de nascimento a morte.
Conquista tudo, aquele que consquista a si mesmo. Sabe isto não te rendas
Jamais – bravo Sannyasin ! – clama:
“Om tat sat, Om”
“Quem semeia colhe” – dizem – e a causa trará
O inevitável efeito: o bem, bem; o mal, mal, e ninguém
À lei escapa. Pois qualquer que tome uma forma
Tem que aceitar os grilhões. Absolutamente certo ! Contudo, mais além
De nome e forma está o Atman, sempre livre.
Sabe que tu és Aquele – pertinaz Sannyasin – louva:
“Om tat sat, Om”
Ignoram a verdade aqueles que sonham sonhos tão frívolos
Como pai, mãe, filhos, esposa e amigo.
O Eu Supremo assexuado, de quem é pai, de quem é filho?
De quem amigo, de quem inimigo é Ele, que não é senão o Uno?
O Eu Supremo é o todo em tudo, ninguém mais existe.
E tu és Aquele – valente Sannyasin ! – afirma:
“Om tat sat, Om”
Só existe Um: o Liberto, o Conhecedor, o Eu Supremo !
Sem nome, forma ou nódoa.
Nele está Maya, sonhando todo este sonho.
Ele, a testemunha, manifesta-se como natureza e espírito
Sabe que tu és Aquele – denodado Sannyasin ! – exclama:
“Om tat sat, Om”
Onde buscas? Aquela liberdade, amigo, nem este mundo
Nem o outro te podem dar. Vã é tua procura
Em livros e templos. É só tua mão que agarra
A corda que te arrasta. Cessa, portanto, teu lamento,
Solta a amarra – indômito Sannyasin ! – exalta:
“Om tat sat, Om”
Dize: Paz a todos ! De mim não haja risco
Para qualquer ser vivo. Nos que habitam as alturas e
Naqueles que rastejam pelo chão, eu sou o Eu Supremo!
Renuncio a toda vida aqui e além,
A todos os céus, terras e infernos, a todas esperanças e temores.
Corta assim todos os teus laços – arrojado Sannyasin! – brada:
“Om tat sat, Om”
Não te importes mais como este corpo vive ou morre.
Tua tarefa está feita. Deixa que karma te conduza em sua corrente.
Que alguém te ponhas guirlandas e outro te maltrate
Esta carcaça – nada digas! Não pode haver elogio ou vitupério
Onde o que elogia e o elogiado, o caluniador e o caluniado são Um.
Sê, assim tranquilo – destemido Sannyasin! – celebra:
“Om tat sat, Om”
A verdade nunca medra onde habitam luxúria, fama
E cobiça de lucro. Nenhum homem que pensa em mulher
Como esposa pode ser perfeito.
Tampouco aquele que possui o mais ínfimo bem; nem
Aquele ao qual a ira subjuga pode trespassar as portas de Maya.
Portanto, abandona tudo isso – ousado Sannyasin! – glorifica:
“Om tat sat, Om”
Não tenhas casa. Que lar pode te conter, amigo?
O céu é teu teto, a relva teu leito e, alimento,
Aquele que o acaso te traga – bem ou mal cozido – não o julgues.
Comida ou bebida alguma corrompem aquele nobre Eu Supremo
Que se conhece a Si Mesmo. Tal como um rio impetuoso e livre,
Sê sempre tu mesmo – corajoso Sannyasin! – exprima:
“Om tat sat, Om”
Raros são os que conhecem a Verdade. Os demais te odiarão
E rir-se-ão de ti – Ó Grande! – mas não lhes faças caso.
Vai – Ó Livre – de lugar em lugar e ajuda-os
A sair da obscuridade do véu de Maya.
Sem temer a dor e sem buscar prazer,
Transcende a ambos – estóico Sannyasin! – recita:
“Om tat sat, Om”
Assim, dia após dia, até que exaurido o poder de karma,
Libera tua alma para sempre. Não mais nascimento!
Nem eu, nem tu, nem deus, nem homem! O “Eu” tornou-se o Todo,
O Todo é o “Eu”, é Beatitude, Bem-aventurança.
Sabe que tu és Aquele – audaz Sannyasin! – canta:
“Om tat sat, Om”
Um sorriso sapeca, algo ingênuo, moleque.
Um olhar que expressa alguma dor.
Um desejo intenso de leveza
e a certeza de que se luta por amor.
Escolhas, escolhas... dificilmente conseguimos fazê-las com alguma certeza de que não é a escolha errada! Sinto que algo tem mudado, dia após dia, tenho sido preparada para as milhões de mudanças que tem acontecido. Mudanças totalmente significativas pro meu futuro, chances de plantar para futuramente colher. Eu tenho errado! E me perdí porque não queria mesmo me encontrar, não queria mais tomar decisões e nem ver o que realmente andava acontecendo. Esvaziei meu coração, porque foi a única forma que encontrei de me defender, do amor bandido, amor ingrato, amor que dói ... eu não preciso mais desse amor. Eu deixei, que as pessoas que eu amo fossem embora, e tenho sofrido dia após dia com vossas ausências, mas tenho confiado plenamente na justiça que me alumia. Eu sonhei, e fui debochada pelos meus sonhos e vejo todos esses sonhos aqui, do meu lado, me dizendo que DEPENDE APENAS DE MIM! Ainda não escolhí o caminho que vou seguir, e não quero me firmar nessa escolha, quero seguir pelas curvas, passar nas lombadas, olhar pra frente! Tenho medo sim, mas tenho fé... fé que nada acontece por acaso, que o distanciamento é inevitável, que a vida é feita de fases, e que o mundo tem conspirado ao meu favor. Tenho acreditado piamente todos os dias, que mesmo que AS COISAS NÃO ESTEJAM COMO EU QUERO, ELAS ESTÃO COMO DEVERIAM ESTAR. Decidi me manter decidida, decidi fazer tudo o que eu preciso HOJE porque amanhã pode ser tarde demais. Fiz a escolha de demonstrar a quem amo o que eu sinto, sem medo! Escolhí dizer NÃO quando eu quero dizer não... poxa, eu tenho esse direito! Decidí ser JUSTA e não EMOTIVA... decidi ser EMOTIVA e não ARROGANTE... decidi ser ARROGANTE e não HUMILHADA... decidi levantar a minha cabeça e usei tudo de ruim que me aconteceu como impulso para transformar em coisas boas... reescreví os meus erros para transformá-los em acertos e me perdoei, por ter errado de novo! Levando fé que todo começo tem um fim e que todo fim existe pra recomeçar... TUDO DE NOVO! Eu mudei, e consequentemente, o meu mundo inteiro mudou junto comigo!
Amor não é algo que alguém é capaz de sentir ou não com base em alguma mágica. Alguma química. Isso é teatro. Amor é determinação. Amor é uma escolha que se faz.
Não vejo razão alguma para que as opiniões desenvolvidas neste volume firam o sentimento religioso de quem quer que seja.
Não acredito em mulher alguma,
como não quero que acreditem em mim...
que apenas me ouça e se quiser,
siga-me, sem julgamentos e cobranças.
O destino e o tempo mostram
quem são as pessoas
a quem deveríamos ou não acreditar.
(Sócrates Di Lima)
A felicidade vem de você, de suas escolhas,
Se você hoje está triste por alguma escolha errada
que fez lá atrás, lembre-se nem tudo está perdido
é só recomeçar de onde parou...
