Ensinamentos de Deus
Um poema à oração
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oração é equilíbrio,
oração é esvaziamento
oração é alimento
oração é discernimento
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oração é semente,
oração é colheita
oração é entendimento
oração é experiência.
-
não há melhor demonstração de amor,
do que orar por alguém
não há melhor demonstração de espera
do que a espera em oração
a oração rompeu o eu,
rompeu o tempo,
rompeu distancia
e sentimento
quem ora, espera
quem ora, vai à luta
quem ora, pratica!
quem ora, vive o impossível.
📌
"A teologia bíblica não foi criada sobre os galhos da árvore do conhecimento do bem e do mal, a teologia bíblica repousa no caminho da dependência de Cristo".
Poesia é a fala da alma. Poesia é a arte de compor o que o sentimento acolhe. Poesia é vida, é dádiva contida no mais profundo íntimo. Poesia é inspiração, é imaginação, é Deus falando através dos nossos sentimentos, da nossa sensibilidade.
É preciso estar preparado para as mudanças. É preciso estar atentos aos sinais. É preciso aceitar os tropeços. É preciso inovar e desapegar. É preciso tantas e tantas coisas para viveremos em paz e em harmonia. Revoltar-se contra tudo e contra todos, só porque o que planejamos não deu certo, não vai resolver a situação. É preciso estar consciente de que quando é para dar certo, acontece. Deus sabe exatamente daquilo que precisamos naquele momento. Ele jamais dará algo que vai nos prejudicar. Portanto devemos acreditar naquele que sabe de todas as coisas.
Todas as razões e os porquês foram se dissolvendo. Tentei segurá-los para resgatar o que tinha de bom, mas a vida não me deixou. Hoje, entendo as razões e os porquês de tudo aquilo. Graças a Deus que ficaram lá trás, não suportaria segurar aquele fardo até hoje.
DOS VINHEDOS AO VINHO
Entre os extensos e verdes vales se destacam os vinhedos,
E sobre treliças, parreirais ficam à sombra protegidos do sol.
Os frutos da terra cercam caminhos longos e retilíneos.
A vida segue entre as horas da colheita e o néctar na taça.
A pisa sobre os preciosos grãos nos lagares são esmagados
Delicadamente um a um, e a nostalgia se instala em busca do prazer.
Entre as masmorras dorme o amargor do seu útero e neste
Intervalo, nasce o doce sabor do sumo sagrado.
O líquido vermelho intenso, cor das vestimentas de Baco,
- Deus mítico do vinho, enfim adormece lentamente.
Perguntaram-me:
Não te cansas de ficar ai escrevendo? Respondi subitamente: Não. Muito pelo contrário. A escrita me alimenta. Deixa-me feliz e leve. Tenho a impressão de que flutuo e saio do corpo. Só meu espírito fica em evidência. Se eu não tivesse a escrita eu já estaria morta, mesmo estando viva. Agradeço a Deus pelo dom que me foi concedido. Ainda bem que eu e a escrita nos encontramos no meio do caminho.
Escrever é uma arte. Arte de sentir. Arte de expor e de doar. Arte de ter em nosso poder, o bálsamo. Arte de redesenhar o obvio, o mistério e a incógnita. Escrever nada mais é do que um recado que Deus quer dar através das palavras escritas.
Nem sempre o caminho que escolhemos, nos levará aonde gostaríamos. Geralmente, nos deparamos com o inevitável. Muitas vezes, nos desesperamos. Noutras nos revoltamos por nada ter saído do jeito que esperávamos. O importante é tentar entender os desígnios de Deus e aceitar o caminho que ele preparou para nós.
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
Se alguém visse o que pulsa na minha mente, me acolheria em silêncio e guardaria minhas lágrimas como a promessa de dias melhores.
No reino onde o som se cala, o silêncio é um espírito inquieto, grita em frequência surda, ecoando na mente, ferindo o vazio. Nem todos o escutam,
mas quem sente sabe: não é ausência, é presença, um convite ao encontro interior. No grito do silêncio habita a verdade que não precisa ser dita.
Ansiedade corrói por dentro, êxtase voraz do imediato, não é sempre luz, às vezes, corrente que me amarra, um labirinto sem saída.
Como posso amar alguém verdadeiramente, sendo que nem amor próprio eu tenho?
Talvez o amor ao outro comece quando eu aprender a olhar para dentro, com a mesma paciência e cuidado.
O amor-próprio não é um ponto de partida, mas uma construção que cresce, a cada gesto de cuidado e compaixão comigo mesmo.
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
Minha mente é uma máquina que não perdoa, funciona em silêncio, mas nunca repousa. Arquiva dores com precisão cirúrgica, como se cada ferida fosse sagrada. Não esquece, não apaga, apenas acumula. Faz da mágoa um mapa, do trauma, um relicário. E cada lembrança mal curada vira engrenagem, girando sem fim no escuro.
O mar é meu refúgio mental, onde despejo o que não cabe no peito. Admiro sua imensidão insondável, ora espelho sereno, ora abismo em fúria. Nele encontro o que me falta, silêncio que não pesa, tempestade que não julga. Sou feito de ondas também, ora brisa, ora naufrágio. Mas ali, entre sal e horizonte, sinto que posso existir inteiro.
Como um carvalho retorcido, com marcas cravadas em seu tronco, sigo crescendo. A dor me molda, o tempo me endurece e a cada estação que passo, crio raízes mais fundas, mais fortes, mais minhas. Não sou árvore reta, mas feita de curvas, cicatrizes e permanência.
