Enquanto o Sol Brilhar
O sol brilha para todos, mas nem todos querem a Luz de Cristo, cuja intensidade é infinitamente poderosa para salvá-los.
Como o dia em que o sol nasce e se põe, assim é a vida do homem que só brilha para si e por pouco tempo, para dar lugar à Luz de Deus para os que O buscam, os quais viverão eternamente.
Acaso pode o sol nascer sem propósito? A própria terra se ocupa da sua presença para descansar satisfeita por mais um dia vivido com a permissão do próprio Deus.
Assim que o sol despontar, aponte o lápis e comece apontar os seus horizontes e siga o brilho de sua confiança e não se desaponte, mesmo que tenha de passar por alguns montes antes do arrebol.
O Sol que nos aquece, a Força que nos sustenta e o Tesouro que nos enriquece é Jesus, a Fonte da nossa vida.
A minha sombra aparece todas as vezes que eu reconheço que Jesus é o Sol da justiça de Deus sobre a minha vida.
O Sol da Justiça traz a salvação aos homens, mas nem todos tiram proveito do Seu brilho, porque se acham iluminados.
Após as chuvas vem o sol, trazendo calor, energia e vida aos homens, que tiram proveito de ambas as estações.
Tal qual o pôr-do-sol, assim é o descanso daqueles que erguem os seus braços em agradecimento a Deus pelo seu dia iluminado.
TEMPOS DE AMOR
Hoje o dia amanheceu cinzento e ardor no coração
Tudo para estar certo e o sentimento é de prisão
Prescindindo de mim na empatia de alguma dor
Tentando abrir as nuvens para o sol de um amor
Por onde quer que estejas que te aflore natural
Sem pressa se apresente para Seres imortal.
CEVADURA
O que vindes pescar?
Uma angústia pro anzol?
O que tens a cevar?
Um projeto em estol?
Na coragem encalhar?
Sempre há um farol
Força para enfrentar
A vida em caracol
Muito amor pra vingar
Alegria no rol
Outro porto a mirar
Na Luz raio de Sol!
CREPÚSCULO
No oriente brilha lua
No ocidente a luz recua
Mais uma noite se aproxima
Um sol laranjo se dizima
Que mistérios têm lá em cima?
No lusco-fusco nos ensina
Nem sempre é o brilho que fascina
Um acalanto pra retina
Em meio a tanta pantumima
Penumbra de paz repentina
Depois de mais uma rotina!
FISGA SOLAR
Que atração radiante o sol
É uma dádiva que fisga
Mais que um peixe olhar pro anzol
Vai clareando alguma cisma
Ceva os sonhos de um mortal
Que mal sabe o que precisa
Meio-dia tudo igual
Quando a sombra está concisa
Reconforta um ideal
Que "é levado" mais acima!
APENADO
Lá onde finda o horizonte
O sol parece ir dormir
Estrelas roubam a cena
Anseios vão em reponte
Rotina a se repetir
A noite não vem serena
Na inquietude há uma ponte
Clamando novo porvir
Não repousando nas penas.
MIL PLATÕES
Transpôs gerações a perspectiva
Monóculo de única "verdade"
Nas correntes da acomodação
Ninguém a duvidar das projeções
Eram as sombras ali sempre vivas
Incrédulos de outras realidades
Atrofiavam as chaves da razão
Até um desgarrar das ilusões
Embora encandeado pela luz
Venceu barreiras, provou liberdade
No inefável ampliou a visão
Carecia partir tais emoções
Julgarão insano o que ele conduz?
Pra ignorância o sol ainda arde
Conhecer por si é a libertação
Socraticamente em mil Platões!
DUAL
Por onde avanças no além
Riscas de Luz num pátio terreno
Teu brilho emprestando ao solo lubuno
Firme na sina cumprindo seu turno
Fogo divino se doa sem pena
Astro da vida rei da cena
Talvez a ti não te bastes
Nascendo e morrendo em toda jornada
Lição ensinada: união dos contrastes!
INVASÃO
Meio assim sem alarde
Em um final de tarde
Bem antes que o céu parde
Alguma luz resguarde
Brilhando paz que invade.
