Enquanto o Sol Brilhar
Eu sou
O nascer do Sol
Enquanto a Terra estertora.
E quando o engenho da vida vai embora
Eu sou o crescer da Lua no intimo de um céu que chora.
Todavia, encontro a arte da vida vagando pelo ar.
Vejo deliberadamente o abstrato a se formar.
Faço-me de Sol e Lua
Enquanto a Terra aflige
Faço-me eclipsar.
hoje lembrei os medronhos, enquanto o sol se punha no horizonte, acesos ficaram sonhos, no doido intento de me levar à minha fonte...
Enquanto a sua mão segurar a minha,
Há de ter sempre um sol sorrindo;
Um vento soprando carinho e um lugar bonito pra gente encostar a alma e vivenciar a doçura do amor.
ANTAGÔNICA
Anoitece lá fora
Enquanto eu amanheço
É inverno do outro lado da porta
O sol me aquece por dentro
No verão deixo que caiam minhas folhas
No inverno floresço
Na primavera aqueço
Desabrocho em qualquer ocasião
Já não obedeço estação
Não me adequei aos padrões
Sermões se tornaram vazios
Se desejam calor
Eu faço frio.
Faça o melhor que puder, tente enquanto houver possibilidades, o sol brilha para quem se arrisca a andar debaixo de chuva.
Enquanto você me espera no escuro, eu
Aproveito para tomar um sol da manhã
Sei que o clima tá tenso e eu tô rindo
Não consigo evitar enxergar o que é bom
Só podia ser um anjo
Já era tarde para se arrepender e voltar para trás, o sol se pôs enquanto caminhava sentido ao meu destino. Estava só, perdido e fragilizado pelo medo até ouvir aquela voz...
Que tão suave ...
com notas cintilantes de amor chegou para embriagar meus sentidos com a pureza daquele olhar.
Que mais pareciam faróis a me clarear, me trazer de volta à vida.
Foi mágico o instante em que seus olhos mergulharam nos meus,
A tua vida naquele instante me pertenceu, pois pude ver toda essência contida em sua alma.
Fui salvo pelo doce que escorria da tua boca, a pronúncia saia como veludo,
Eu já não mandava em mim...
Meu coração voava na brisa dos teus sorrisos... eu não queria voltar.
Meu querido Anjo, como é lindo te ver chegar ...a melhor parte da minha vida é poder te amar.
Dueto poético
Lanna Borges & Alê JS
Ficarei tão só quando a ultima rosa no jardim.
Até o fim do inverno;
Enquanto o sol não chega;
Para aquecer esse coração;
abandonado pelo;
Amor...
Tarde de terça
Perdi meu lírico numa tarde de terça,
Enquanto o sol ia no horizonte,
Os versos aos poucos tornavam-se elegíacos
Porém livres, num abraço duma nênia.
Numa tarde de terça,
Fui atingido pelas sombras de um passado
Tão meu quanto a solidão,
Deste ser contemporâneo que a mim foi forçado.
Numa tarde de terça,
Sou tão livre quanto artistas do barroco
Que entregam toda criatividade,
A homens de coração oco.
Sujam a arte com sangue chumbado.
De trabalho forçado,
Em uma mina de lágrimas e coração d’ouro
Que sustentará o céu angelical,
Para que não desabe sobre mim a desgraça.
Numa tarde de terça,
Sou tão livre quantos os parnasianos,
Que são cegos e veem apenas carne.
Mas são tão naturais e sinceros,
Que despertam em mim os louvores de Eros.
Me sustentam tanto quanto céu d’ouro
Da minha própria insuficiência espiritual.
Numa tarde de terça,
Sou tão livre quanto um racionalista,
Que medita sobre os padrões,
Vende a alma à verdade.
Deixa escapar a vida pelas mãos perfeitas.
Quadradas e regulares
Idênticas.
Numa tarde de terça,
Sou tão livre quanto uma lágrima
Que foge em fluxo no verso que rima
Que umedece o chão e lubrifica
Prepara o fechamento dos portões do coração.
E se desfaz na queda eterna.
Numa tarde de terça.
Sou tão livre quanto sou real.
Lua
Procyon nos presenteou logo após esse pôr de sol, enquanto a chuva regava nossa porção de infinito
Rezei aos meus, refiz a rota de volta ao seu caracol, não aprendo, esse é meu defeito, por sorte sou erudito
No reflexo da poça, o vira-lata lambe a lua cheia, quase tão linda quanto seus olhos gigantes
O tempo voa, enquanto isso,risca seus desejos na areia
E a maré leva de seu jeito elegante
Momentos passando ao contrário, bem perto de amanhecer
E nós aqui, sorrindo e fugindo do caos da terra
Te convido todas as noites a orla comparecer, são quase 6, em pouco tempo nosso romance se encerra.
Ela disse pra mim que inícios são melhores que o fim
ela falava sobre o nascer sol
enquanto a minha vida toda passava como um filme na cabeça
lembrei dos fins que foram recomeços
e te trouxeram pra mim
me fazendo perceber que
talvez eles não sejam tão ruins assim
eu nem sei se a gente vai dar certo
mas me sinto bem quando tu está por perto
e se amanhã a gente não mais se ver
vou chover saudade
até virar sol outra vez.
Outubro
Outubro, pintava o céu com tons de chama suave, enquanto o sol nos aquecia, ascendendo o dia.
De mãos dadas, à margem do rio que manso fluía, o nosso amor se revelava, um laço verdadeiro, que em nós se aninhava.
O sentimento que nos une é tão profundo, sem ter fim, é a história mais linda que vive dentro de mim.
É o afeto que nos envolve, em abraços apertados e lentos, as nossas almas entrelaçadas, reescritas pelo tempo.
As flores coloriam o chão, como um tapete macio de cores vivas, e os pássaros no ninho cantavam em suave murmúrio.
A beleza serena do céu, com as suas nuvens a dançar, se espelhava no lago, onde o sonho ia morar.
O vento trazia o aroma da terra, uma doce lembrança da chuva que havia passado.
E ali, contemplávamos o tempo, sem pressa, sem partir, apenas deixávamos o coração à vontade, livre para sentir.
Nos momentos de silêncio, revíamos as nossas fotos antigas, contávamos as lindas histórias que nos uniram, as emoções mais lindas.
E nas gavetas secretas, guardadas com tanto carinho, as cartas do passado, refúgio de um caminho.
E se a saudade apertar, e a lágrima teimar a rolar, tiro do bolso o lenço para o teu rosto enxugar.
Pois, mesmo na ausência, o nosso laço permanece, em cada mês que nasce, o nosso amor só cresce.
Beatriz D’ Aquino
O céu atrás deles tingia-se de rosa e amarelo-limão, enquanto o sol caía cada vez mais sobre o mar, em um azul-escuro se derramava lá de cima e se espalhava como um borrão de tinta A visão era tão bonita que doía.nos olhos .
Enquanto o Sol não raia no horizonte, mato a saudade do meu canto, com a cuia e a bomba, misturando a água, o mate e o pranto.
Enquanto vivemos a vida, a tristeza se acumula aqui e ali, seja nos cobertores pendurados ao sol para secar, nas escovas de dente no banheiro ou nos históricos de ligações.
Na rede.
O sol pisca desdenhoso
no passa-passa das nuvens.
Uma vaca berra, longe,
enquanto o vento penteia
os cabelos do coqueiro
Enquanto o dia infinito sem sol se arrastava, eu piscava devagar para o teto rachado, onde aranhas teciam teias preguiçosas como minhas próprias desculpas. "A banda parar de tocar", murmurava para mim mesmo, ecoando aquela frase quebrada que o usuário jogara, talvez um erro de digitação, talvez um grito abafado de uma mente cansada como a minha. Mas que banda? A orquestra invisível da vida, com seus violinos desafinados e tambores surdos, que nunca parava de martelar na cabeça, mesmo quando eu implorava pelo silêncio?
Sozinho no sofá que cheirava a mofo e memórias podres, eu rolava para o lado, evitando o esforço de acender a luz. Amargo era o resíduo do café na língua, misturado ao gosto metálico da derrota autoimposta. A preguiça me ancorava, uma âncora enferrujada no fundo, de um mar de nada, onde peixes mortos flutuavam como promessas quebradas. Por que me mexer? O mundo lá fora, com suas corridas e risos forçados, não sentia minha falta e eu, solitário rei de um reino vazio, não sentia falta dele.
Deixei os pensamentos vagarem como nuvens cinzentas, preguiçosos demais para chover. O tigre flamejante?
Agora era só um gatinho ronronando debilmente, sua fúria dissipada no ar úmido. A morte, ah, ela demorava, preguiçosa como eu, talvez deitada em seu próprio sofá eterno, esperando que eu a chamasse. Mas eu não chamava. Somente esperava, no vazio que se expandia, engolindo horas como um buraco negro faminto. Continuei assim, ou melhor, parei de continuar porque no fim, o que era a história senão uma sucessão de nadas, amargos e solitários, ecoando até o silêncio final.
As areias do deserto se mantem quentes, somente enquanto o sol brilha. Depois tudo fica frio, e se veste de breu se não tem a luz da lua.
