Engano de Amor
Todo cristão Bíblico e Ortodoxo sabe que a Soberania de Deus não diminui a Sua misericórdia e amor por sua criação. Somente calvinistas colocam a Soberania de Deus acima do Amor e da Misericórdia.
O caráter, a Santidade, a justiça e o amor de Deus são sistematicamente manchados pela doutrina heterodoxa calvinista.
Há muitos ministros que nunca falam do Amor de Deus para com TODOS; das misericórdias de Deus para com TODOS; e do desejo de Deus que TODOS sejam salvos. Muitos deles são considerados doutores, mas na verdade são falsos mestres.
Feliz Natal! Abençoado o dia quando Deus desceu a terra para realizar uma conspiração de amor em favor da humanidade. “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus conosco”.
(Mateus 1.23)
Todo o orgulho é idolatria; assim como o amor do mundo.
John Wesley
Sermão o Pecado Original (1854).
Dá-me o tipo de amor que segue à frente de todos; a fé que não desanima à vista de nada; a esperança que não morre mesmo sofrendo decepções e o fervor que arde como fogo. Que eu nunca fique estagnado como um torrão no chão. Torna-me o Teu combustível, chama divina!
Somente calvinistas acreditam na aberração que um Deus que é Amor, que não tem prazer na destruição do ímpio (Ez 33.11), mas quer que todos sejam salvos (1° Tm 2.4) e não querendo que alguns se percam (2° Pd 3.9), envia arbitrariamente suas criaturas para o inferno mesmo Ele podendo resgatá-las!
Quanto à segurança da salvação, tudo que um Cristão Bíblico e Ortodoxo faz é descansar no amor e na promessa de Cristo. Para ele o Evangelho não tem nada de complicado como o calvinismo apresenta, ao ponto de ter que mudar o significado óbvio das palavras em outra coisa, para tentar convencer as pessoas de que Deus não ama a todos e não deseja a salvação de todos.
Qual a diferença entre um “hipercalvinista” e um calvinista “moderado” quanto ao amor de Deus por toda humanidade? O “hipercalvinista” é honesto quanto à doutrina calvinista; já o “moderado” é desonesto, pois cria um jogo de palavras para tentar esconder a aberração do amor limitado de Deus por todos e seu decreto que predestina multidões ao lago de fogo por toda a eternidade.
O nosso testemunho cristão nesse mundo caído deve ser uma resposta de amor ao próximo pela dádiva da graça que Deus nos favoreceu.
Se uma teologia não ensina um amor salvador por TODOS os homens como Jesus ensinou nos Evangelhos, então essa teologia não tem nada do Evangelho da Graça.
Quando uma igreja decide negar amor e justiça as vítimas de abuso a fim de preservar reputações institucionais ou vocacionais, com toda certeza, essa igreja vive uma perversão do Evangelho do Reino.
Calvino sempre limita a misericórdia e o amor de Deus aos eleitos. Como um especialista islâmico diz de seu sistema religioso: “a vontade divina é irresistível, e decretou em cada detalhe todo o curso do universo que Ele governa, e o destino de cada momento de cada criatura nele [...]. O seu dogma da predestinação e do destino [...] não deixa espaço para livre-arbítrio humano [...]”. Assim é com o calvinismo.
Alfred S. Geden - Comparative Religion (Londres: Society for Promoting Christian Knowledge, 1917), pp. 102-103.
Deus decreta, de eternidade a eternidade, que todos os que creem no Filho do Seu amor, devem se conformar à Sua imagem [...].
Sermons on Several Occasions
LITURGIA DO AMOR QUE NÃO VOLTA.
Capítulo V - LIVRO: DOR DA MINHA DOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 1995.
Em minhas mãos há muitas mãos.
Nenhuma é inteira.
Todas tremem.
Escrevo como quem toca uma ferida antiga que jamais cicatrizou.
O amor não partiu.
Ele permaneceu distante.
E a distância é mais cruel que a morte.
Há um amor que não passa porque nunca se foi.
Ele apenas se deslocou para um lugar onde a memória não alcança e o corpo não suporta.
Desde então carrego no estômago um vazio que dói como fome etérea.
Não é ausência de pão.
É ausência de alma.
A noite entra pelos olhos, é linda.
Não pede licença.
Ela se senta ao meu lado e sussurra o que perdi, não, não foi um assassinato foi um suicídio.
Cada lembrança é um sino fúnebre tocando dentro do peito.
Cada silêncio é uma pergunta sem resposta, corta o segredo do nosso silêncio.
A tristeza aqui não grita, não é preciso é existência.
Ela se ajoelha.
Ela reza com palavras quebradas.
E eu me ajoelho com ela porque amar assim exige humildade diante do irreparável realizado por nós.
Meu amor não foi um erro.
Foi um excesso.
Amei com tamanha profundidade que o fôlego do mundo se tornou insuficiente para contê-lo.
Quando partiste algo em mim continuou indo ao teu encontro todos os dias,todos os dias...
Há dores que não querem cura.
Querem testemunho.
Esta é uma delas.
Carrego o amor como quem carrega um cadáver querido nos braços como judeu errante da profecia.
Não o enterro.
Não o abandono.
Aprendo a conviver com o leve peso.
O coração já não bate.
Ele ecoa.
Cada pulsar é um chamado que ninguém responde.
Sei que este amor não terá redenção no tempo e nem no vago.
Ele pertence ao domínio das coisas que só existem para doer com beleza.
E é por isso que volto a estas palavras.
E voltarei aqui quantas vezes me doer e me querer esse amor. Suas veias finas, lindas nessa pele translúcida, é nelas! É nelas que eu leio-as outra vez uma impossível esperança.
E outra vez.
E outra vez me perco de mim em teu roubo fácil de mim mesmo.
Não paramos esquecer, estranho, o nada não tem vez aqui.
Mas para manter viva a única forma de eternidade que me resta.
É admitir-me imortal em humilde homenagem a dor fiel que me ama mais, e sempre mais além de mim.
AMOR INSCRITO NA CARNE.
O corpo é a página derradeira onde a alma escreve aquilo que não ousa dizer em voz alta.
Esta escrita gravada no dorso declara que amar é aceitar a disciplina do sofrimento.
Não há promessa de repouso.
Há apenas o compromisso com a beleza que exige fidelidade mesmo na ausência.
Cada signo afirma que o amor verdadeiro não se confunde com prazer.
Ele é vigília.
Ele é renúncia.
Ele é a lenta educação do desejo para que não se torne posse.
O amor aqui não acolhe de imediato.
Primeiro ele fere.
Depois ele forma e quase cuida.
A arte desta escrita não pretende consolar.
Ela convoca.
Quem a lê é chamado a abandonar a leveza vulgar e a suportar o peso da profundidade.
Amar torna se um ofício leve ao mesmo momento severo.
Uma escolha diária entre a dignidade do sentir e a fraca facilidade do esquecimento.
Essa distinta escrita ensina que o belo não adorna a vida.
O belo em prantos a julga rogando perdão.
Ele exige que a alma cresça até doer.
Que suporte a ausência sem transformar a saudade em rancor, mas num lugar.
Que permaneça fiel mesmo quando o amor não retorna e ele olha para trás.
Filosoficamente esta escrita proclama que sofrer por amor não é derrota.
É prova, batalha aberta ao julgamento deliberado e em paz.
Só sofre quem reduziu o outro a objeto e dá de si o valor além do próprio objeto seja qual ele for.
Só padece quem não negociou a própria essência, porque deveras vezes podia-se fazer um bom negócio às honras das plêiades.
O amor que não dói é apenas hábito.
O amor que dilacera é formação do ser.
Aqui o amor não salva do abismo.
Ele ensina a caminhar dentro dele sem perder a verticalidade, pois é amor.
Aquele que ama segundo esta lei aceita perder.
Aceita esperar. aceita aceitar.
Aceita permanecer inteiro mesmo quando tudo lhe falta, esse é o dom amor.
O leitor que se detém diante desta escrita não sai ileso., me desculpe.
Ela o obriga a buscar em si um amor que não pede garantias.
Que não exige retorno.
Que não teme a solidão, porque ela existe, ela virá, mas é chamado tudo isso de amor por alguém, mas é.
E somente quem atravessa a dor sem corromper a ternura e a delicadeza da gota d'água na ponta de uma frágil folha torna se digno da beleza que o amor promete no silêncio do tempo e na promessa da própria crença.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
POEMA PARA O AMOR NA DOR.
Eu já viajei por estradas de vento e saudade como se cada curva fosse um corte na carne do tempo até descobrir que o amor espera à margem da estrada exangue e solitário.
Eu vi teus olhos como duas chamas bruxuleantes no crepúsculo do mundo e ouvi no silêncio teu nome mais profundo do que todas as vozes que se perderam na noite.
Cantaste a canção que não termina e a dor tornou-se verbo que pulsa como coração ferido de tanto amar a quem não volta.
O amor é esta estrada interminável onde cada batida de peito é um grito e cada lembrança é um corte que sangra luz e sombra.
Eu te amo como quem espera junto à beira do caminho sabendo que a alegria só existe porque a dor ensinou-me a reconhecer o valor de cada gota de vida.
Ainda que o mundo se acabe entre nós eu guardo teu nome no centro mais ardente do peito onde a dor é chama e o amor é chama mais forte ainda.
E assim eu canto até que o tempo se renda ao meu amor feito dor e a dor se renda ao meu canto feito amor.
Autor:Marcelo Caetano Monteiro .
" Amar é ver-se refletido no espelho de outro coração.
Porque o amor, quando é verdadeiro, nos ensina o que o orgulho jamais permitiria aprender. "
