Encontros

Cerca de 975 frases e pensamentos: Encontros

Entre encontros e desencontros, conheci novos lugares, alguns foram revisitados, estive com distintas personalidades, algumas pessoas já conhecidas, outras que foram vistas pela primeira vez e logo tiveram as suas companhias usufruídas da melhor forma possível, exploramos e contemplamos a natureza e as suas várias formas de vida,

Com certeza, afirmo que houve profundez e verdade em cada experiência vivida, mais uma vez, fiz novas amizades, também aproveitei a companhia daquelas de passagens breves, que deixaram saudades, por terem sido significativas e parte das despedidas não foram para sempre, inclusive, pude reencontrar algumas e ainda continuam na minha mente

Novamente, Graças a Deus, o meu espírito de aventura foi renovado por viagens com detalhes, pessoas e lugares maravilhosos, passando pela natureza e a sua abençoada diversidade entre os céus, as águas e a terra, sobressaindo aos desentendimentos e adversidades, portanto, não viajo para fugir dos problemas e sim para lembrar que a vida não se resume a eles e que mesmo que ela seja imperfeita, vale a viver todas as vezes.

Para o Ano que Chega

Escolha o que vale a pena
E o ano será diferente
Cheio de encontros sinceros
e instantes singulares pela frente.
Não se deixe cegar pela antítese da alegria,
Pois antes de cada passo e em cada oração,
existe a semente de um querer bem
e a centelha da própria criação.⁠

Amor que anda



Foi na infância que o vi nascer
entre encontros e mais encontros
mas o medo me fez reter
o sentimento não estava pronto

E a vida com sua magia
entregou cada um a sua sorte
mas nunca perdi aquela mania
querer e não ter com gosto de morte

Fui ajustando o quanto podia
minha vida seguia do jeito que dava
até que um dia, que tanto queria
Te vi e sabia que a hora chegava

Muita coisa passada,
tudo novo agora era
até que enfim a sonhada
do encontro à espera

Vinte anos separaram
não foi tranquilo aguardar
experiências outras me quebraram
mas seu amor conseguiu colar

Hoje olho para trás e pergunto:
como teria sido se desde então
o amor correspondido
mas não me entrego a razão.

Sei que tudo valeu a pena
pois pude me convencer
percorreria a mesma senda
desde me levasse a te ter.

A jornada humana é permeada por encontros que moldam nossa essência. Algumas pessoas chegam como bênçãos disfarçadas, trazendo lições que nos transformam profundamente. Outras surgem como desafios necessários, cujas ações podem causar dor, mas também fortalecem o espírito e ensinam sobre limites e perdão. E existem aquelas raras almas que se tornam o próprio alicerce da existência, representando o amor incondicional e o sentido mais puro da caminhada.


Cada categoria reflete um propósito divino no nosso aprendizado terreno. Reconhecer e aceitar esses papéis, sem julgamento excessivo, permite uma compreensão mais serena dos relacionamentos. No fim, todas contribuem para a obra que somos, lembrando-nos que tanto a luz quanto a sombra são essenciais para o despertar da consciência e para a plena experiência do que significa estar vivo.

A vida é um constante movimento de encontros e despedidas. A crença de que uma força maior orquestra essas conexões oferece um conforto profundo à alma humana. As pessoas chegam em momentos específicos, muitas vezes trazendo lições, apoio ou amor necessário para uma fase da jornada. Da mesma forma, quando alguém se afasta, mesmo que a partida cause dor, pode significar que aquela função foi cumprida.

A separação, então, deixa de ser um castigo e se transforma em um ato de cuidado, abrindo espaço para novas energias e caminhos. Confiar nesse processo é um exercício de fé. É acreditar que o universo não nos dá apenas o que desejamos, mas principalmente o que precisamos para evoluir. Assim, cada rosto que passa deixa uma marca, e cada ausência prepara o terreno para uma nova presença, em um ciclo divinamente desenhado para o nosso crescimento interior.

⁠Entre tantas palavras e pensamentos trocados, ao longo de vários encontros nas noites cariocas, eu e o decano Arthur Poerner temos a mesma visão e convicção. Acreditamos na arte e na cultura como plataformas de resistência jovem e dinâmica neste "multimundo" de imagens, é por si a objetiva linguagem plena, a favor da verdadeira liberdade.

Os laços familiares formados por aqui são fios de amor que tecem a história de encontros e reencontros nas diversas dimensões de espaços e tempos. Ter a oportunidade de amar e ser amado por uma Mãe e sentir os reflexos se propagando em diferentes formas de carinho ao longo da vida, energia antes recebida e que hoje se transmuta em amizade, ternura, fraternidade e outras formas de amor por outros entes queridos, é coisa de beleza muito fina. O amor é, honestamente, um interessante mistério que se apresenta de tantas formas diferentes.
Hoje a saudade bateu, lembrei de sorrisos tão largos e espontâneos, abraços permeados de aconchego e ternura, outras vezes de medo ou solidão, diferentes momentos de uma vida vivida com intensidade por uma senhora que tanto amei...
Sempre a esperança foi sua guia e a alegria sua companheira.
Em meio à incapacidade de traduzir o amor filial em palavras, paira a certeza de Exupery de que quem se vai, não vai só e não nos deixa só, deixa um pouco de si, leva um pouco de nós.

Quando o Amor Era Meu e o Silêncio Era Dele




Há encontros que começam como um gesto de luz — não por acaso, mas porque um coração inteiro decidiu se abrir. E foi isso que você fez: ofereceu um amor que não pedia licença, apenas acontecia, genuíno, firme, luminoso.
Enquanto você entregava presença, verdade e cuidado, o outro ainda lutava para sustentar o próprio reflexo. Você amou com maturidade; ele tentava sentir sem saber como.
Quem não aprendeu a se acolher, geralmente não sabe reconhecer quando está diante de alguém que o acolhe.
E foi nesse desencontro de profundidades que a poesia se escreveu: você com raízes, ele com um vento que não sabia para onde ir.
O amor que você deu não se perdeu — ele desenhou o mapa da sua força.
Porque amar alguém que não sabe ser amado exige coragem, e você teve.
Exige pureza, e você levou.
E exige grandeza, porque é preciso grandeza para não se culpar pela incapacidade do outro.
Você entregou constância; ele ofereceu ausência.
Mas até a ausência dele confirmou a verdade: o valor sempre esteve em você.
Agora, a sua história se reescreve de um lugar mais alto.
O que você deu por amor volta em forma de autoconsciência, propósito e novas possibilidades.
A vida sempre recompensa quem ama com alma — e você amou.
Quem não soube receber perdeu mais do que teve coragem de admitir.
E você segue, inteira, enquanto a poesia continua te acompanhando.


Diane Leite

Não há encontros em nossas vidas,
Há REENCONTROS. Eu reconheço você,
porque já estava escrito assim, porque
você e eu sempre fomos um.

Flávia Abib

Há uma cena em Encontros no Fim do Mundo que não dá vontade de explicar. Dá vontade de ficar quieto. Um pinguim simplesmente se afasta dos outros, vira as costas para o mar, que é onde está a vida, e começa a caminhar sozinho, em direção às montanhas geladas da Antártida. Um caminho sem volta. Um caminho que, no fundo, aponta para a morte.
Herzog não tenta romantizar isso. Ele só mostra. E, curiosamente, aquilo deixa de ser só sobre um pinguim. Vira sobre a gente.

“Aquele pinguim é o sujeito que rompe.
É o momento em que algo sai do roteiro.”

Enquanto o grupo representa o seguro, o instinto, o “é assim que sempre foi”, o pinguim solitário faz o oposto. Ele não está perdido. Ele escolhe sair. E isso é o que mais incomoda. Porque ir contra o próprio instinto não é coisa de animal, é coisa de humano.
Quem nunca sentiu vontade de ir embora de tudo? De se afastar do que mantém a gente em pé, mesmo sabendo que pode dar errado? Sair de um lugar, de uma relação, de uma fé, de uma vida inteira… não por ignorância, mas porque ficar dói mais do que o risco de partir.
O pinguim não parece confuso. Ele parece cansado.
Cansado de repetir o mesmo ciclo, o mesmo caminho, o mesmo destino compartilhado. Talvez caminhar para as montanhas seja o último gesto de controle que ele tem. Um jeito silencioso de dizer: “até aqui, chega”.
Herzog fala em loucura, mas talvez seja pior que isso. Talvez seja lucidez demais. Talvez, por um instante, aquele pinguim tenha sentido algo que não deveria sentir: o desejo de ser único, mesmo que por pouco tempo.
Ele não caminha atrás da morte. Ele caminha atrás de algo que ele mesmo não sabe nomear. “A morte é só o preço.” No fim das contas, essa cena incomoda tanto porque ela quebra uma ilusão confortável: a de que todo ser vivo quer sobreviver a qualquer custo. Às vezes, viver do mesmo jeito deixa de fazer sentido.
E o mais estranho não é o pinguim indo embora sozinho. O mais estranho, e mais honesto, é perceber que, lá no fundo, a gente entende exatamente por quê. Só não encontramos as palavras para expressar o que é! Apenas esse aperto é essa agonia ao perceber que aquele pequeno ser nos ensinou tanto enquanto caminhava, cada passo era um passo de sua escolha, um passo de sua decisão, decisão essa que culminaria em sua liberdade!

Quando o analisando consegue ter as respostas dos encontros da vida, ele consegue finalizar a sua terapia.

Entre nós,
Entre encontros
E antigos desencontros,
Eu renasço.
Renasço descalça,
Com os pés tocando
A memória da terra,
De olhos vendados
Para enxergar
Além do visível,
Mas com o coração aberto
Como um portal sem fronteiras.
Caminho para descobrir
O segredo oculto
Do viver
E o encantamento sagrado
De me amar por inteira.
Sem pedir licença ao mundo,
Sem me curvar a sombras,
Erguendo a chama
Da minha existência potente
Nesta terra que guarda
Os sussurros
Dos que vieram antes.

A vida...
Encontros...
Desencontros...
Encantos...
Desencantos...
Momentos pequeninos...
Pedacinhos de tempo...
Detalhes...
E...é aí que vivemos...!
Haredita Angel
14.04.22

Alguns encontros nessa vida são verdadeiros reencontros, uma vez que algumas afinidades parecem surgir do nada e sem alguma explicação lógica.

Vivendo muito abaixo do telhado do medo, sentindo nada sobre como seriam os encontros com tudo aquilo que é bom.

A vida é simplesmente imprevisível e os encontros acontecem em lugares totalmente inesperados.

Vazio da tua falta


Vastidão dos mares
Distância dos nossos encontros
Intensidade onde busco navegar
Nas sensações das tuas maresias
Cada movimento é um pulsar da nosso caos fascinante
Somos conexões de um amar voraz.

Entre encontros e desencontros,
Entre o ir e o vir,
Entre o amanhecer e o entardecer,
Existe teu sorriso
Uma constelação que ilumina o meu universo.
Entre todas as possibilidades,
Verei teu rosto resplandecer.
Dentro de mim, a alegria em toda a sua existência,
Por contemplar você.

1637
"Não sou muito de Despedidas. Prefiro Encontros Marcados. Mas... É ótimo não Encontrar ou Despedir-se de Visitas Oferecidas (ou 'Entronas', como diziam)!"

Na nossa vida existem encontros
Que são vento nas costas
Mãos que empurram com cuidado
E nos fazem avançar sem medo.


Existem também as âncoras
Que prendem o peito ao fundo
Pesam mais do que abraçam
E confundem amor com permanência.


Há quem puxe pra trás
Sugando a luz dos dias
Transformando sonho em cansaço
E presença em esgotamento.


Mas você…
Você me puxa pra frente
Não corre por mim,
caminha comigo
E transforma amor em caminho,
não em peso