Encontros
Vivendo muito abaixo do telhado do medo, sentindo nada sobre como seriam os encontros com tudo aquilo que é bom.
Quando o analisando consegue ter as respostas dos encontros da vida, ele consegue finalizar a sua terapia.
Que hoje não faltem boas energias, encontros sinceros, música para o coração e motivos para celebrar a beleza de estar viva.
Há palavras que aproximam e silêncios que afastam.
Há encontros que acontecem no caminho e outros que só acontecem quando temos coragem de chegar ao coração.
Para o Ano que Chega
Escolha o que vale a pena
E o ano será diferente
Cheio de encontros sinceros
e instantes singulares pela frente.
Não se deixe cegar pela antítese da alegria,
Pois antes de cada passo e em cada oração,
existe a semente de um querer bem
e a centelha da própria criação.
Eu e os livros,
mares de encontros que me atravessam,
ventos que me levam a navegar saberes.
Cada página acende em mim
a chama esquecida,
essência adormecida que desperta
no entrelaçar de vidas,
na confluência dos caminhos
que me habitam.
A ANTECÂMARA INVISÍVEL DOS ENCONTROS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
A aproximação entre as pessoas jamais principia no gesto, nem no toque, nem mesmo na palavra pronunciada. Ela nasce antes, em uma região silenciosa e quase sagrada do espírito humano, onde o pensamento se estrutura como causa primeira de todo vínculo. ( 621 L.E. ) Pensar é já iniciar um movimento em direção ao outro. É traçar, ainda que de modo invisível, a linha sutil que poderá tornar-se presença.
No campo da consciência, o pensamento funciona como arquitetura antecipada da relação. Antes de qualquer encontro, já houve uma interpretação, uma expectativa, um juízo ou uma inclinação. Nada se aproxima do que não foi, de algum modo, pensado. Assim, a convivência humana não é apenas um fenômeno social, mas sobretudo uma manifestação psíquica que se organiza no íntimo.
( Questão 787 comentada
CAPÍTULO 22.
( 787 L.E. )
Existem raças rebeldes ao progresso, isso está à vista para o bom observador. No entanto, torna-se fácil de explicarmos essas anomalias encontradas na raça humana. Bem sabemos que a lei de afinidade espiritual é muito clara em tudo o que existe. É bom notar que a essas raças se reúnem homens iguais, mesmo vindo de outros países. Eles são atraídos para onde encontram ambiente com o qual se afinam.
O progresso, força espiritual de Deus, não respeita barreiras que o possam impedir e faz aniquilar essas raças, formando-as para melhor entendimento, dado ser essa a vontade de Deus. Elas mudarão, como todas as outras raças obedientes à Luz, pelos processos de reencarnação, e as suas idéias vão se firmando ao alcance dos elevados conceitos que as libertarão. Compete ao tempo a sua transformação.
Junto a essas raças, podemos sentir a soma de idéias conservadoras, até mesmo de antigas religiões, entretanto, as que não obedecem ao carro do progresso, ficarão para trás, perdendo o caminho para Cristo; as mais inteligentes mudarão para não desaparecerem. Toda a rebeldia é ignorância, e a ignorância somente dura enquanto não chega o saber, que com o tempo afinizar-se-á com o amor, completando a vida e nos mostrando a grande esperança.
Deus nos pede tolerância com os mais atrasados seres que estagiam na Terra, porque Ele pode nos mostrar o que fomos no passado. Passamos pelos mesmos caminhos, fazendo as mesmas coisas, caindo e levantando em processos de despertamento espiritual. Por que não ajudá-los nos mesmos processos por que já passamos? Onde estão o amor e a justiça?
Nós também já fizemos parte de raças rebeldes em outras épocas. Já matamos e morremos muitas vezes, impulsionados pela ignorância. Depois que conhecemos a verdade, tornamo-nos livres, mas os que estão na retaguarda precisam, assim como precisamos, de mãos amigas e tolerantes para crescerem. Onde estão elas? Elas se encontram espalhadas em toda parte, e os livros estão por todos os cantos, representando o Evangelho de Jesus, para nos indicar o caminho, a verdade e a vida.
É bom que consultemos a Lucas, no capítulo seis, versículo quarenta e sete, que nos anima no impulso de vida:
Todo aquele que vem a mim e ouve as minhas palavras e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.
Se nos reunimos por semelhança, mas atendemos o chamado de Jesus, podemos compreender como nos reunimos por afinidade, porém haveremos de ouvir as palavras do Senhor e praticar Seus conceitos de luz.
Vejamos bem: Allan Kardec, um Espírito de escol, o codificador da Doutrina Espírita, ouve do Espírito comunicante essas palavras, quando ele pergunta indiretamente se já teria sido antropófago:
- "Tu mesmo o foste mais de uma vez, antes de seres o que és."
Isso é maravilhoso, porque podemos notar que todos passam pelos mesmos caminhos para alcançar a perfeição. Deus não tem predileção por nenhum dos Seus filhos e dá a todos as mesmas oportunidades de crescer, de despertar seus próprios valores espirituais. Como não ter paciência para com os que se encontram na retaguarda? Eles são crianças.
Quem dirige o progresso dos Espíritos encarnados e desencarnados é Deus e somente Ele. Aos homens, não é dado impedir as leis; quem o tentar, pagará caro, por processos que ele mesmo não desconfia.
O Espiritismo é luz que nos mostra o caminho, mesmo que vivamos na escuridão e, nesta certeza, reunimos esforços para vencer as nossas imperfeições aparentes, alcançando a verdade. )
Sob uma ótica mais profunda, essa anterioridade do pensamento revela um princípio ético. Aquilo que nutrimos interiormente condiciona a qualidade dos vínculos que estabelecemos. Um pensamento benevolente prepara uma aproximação serena. Um pensamento hostil, ainda que oculto, contamina a relação antes mesmo que ela se concretize. O encontro, portanto, já chega impregnado de sua origem invisível.
No horizonte espiritual, essa ideia ganha ainda maior densidade. O pensamento não apenas antecede, mas também atrai, modela e seleciona as aproximações. Afinidades não são meramente acidentais. Elas obedecem a uma sintonia íntima, onde cada consciência gravita em torno daquilo que cultiva. Aproximar-se é, nesse sentido, reconhecer no outro uma ressonância previamente construída dentro de si.
Assim, compreender que o pensamento antecede a aproximação é reconhecer uma responsabilidade silenciosa, porém decisiva. ( 919 L.E. ) Antes de buscarmos o outro, já o estamos criando em nosso interior. Antes de qualquer encontro, já houve uma escolha invisível.
E talvez seja nesse território inaudível, onde o pensamento germina, que se decide o destino de todos os encontros humanos.
Paredes feitas por homens acolhem encontros,
mas o coração rendido é a morada.
O culto não termina no “amém”,
ele continua na obediência.
miriamleal
Nesses encontros, pesquisadores e extensionistas ensinarão e também aprenderão.
(Zuin; Redin, 2026, p. 4)
A vida é feita de encontros e desencontros… Mas de quem é a escolha?
Há pessoas que poderiam ter sido uma das partes mais bonitas da nossa história…
Aparecem sem querer chegar, desaparecem sem querer partir…
Esquecem que o amor se constrói na presença, nos pequenos gestos, no abraço que aconchega, no beijo estátua, no cheiro do cangote…
Nos instantes em que o tempo perde a medida exata…
Poderiam ter sido amor, cumplicidade, casa…
Que o amor pouco não seja o bastante…
Porque presença é escolha… E ausência também…
Há encontros que parecem reencontros, despedidas que parecem antigas e dores que chegam com a intimidade de quem já nos acompanhava havia séculos; talvez a eternidade, se existir, deixe marcas onde a memória não alcança.
Nas dobras invisíveis da memória, onde datas se fundem a tamareiras douradas, um eco de encontros desfez-se em pó. Palavras inglesas pairam como fantasmas: date, um instante capturado; date, um laço efêmero de peles e olhares; date, a polpa doce que escorre entre dedos esquecidos. O abstrato devora o linear, tecendo fios de um novelo sem fim, onde o romântico se perde em desertos de silêncios.
Sombras dançam em relógios parados, namorando o vazio com passos tortos. Corpos se inclinam para o nada, inventando amores de névoa, frutas que não caem, calendários que se desfazem em confetes de ontem. O humano reside no rompante, na frase que se quebra como vidro fino, no pulsar irregular de um coração que ignora o tempo. É o caos que respira, o tropeço que encanta, o desalinho que pulsa vivo.
Entre curvas de sentido ausente, a alma se desdobra – não em mapas precisos, mas em rios que correm para lugar nenhum. Desconexo como o sonho acordado, abstrato como o vento em folhas mortas. Humano, porque sangra nas bordas, sonha nos vãos e persiste no eco das ausências.
1637
"Não sou muito de Despedidas. Prefiro Encontros Marcados. Mas... É ótimo não Encontrar ou Despedir-se de Visitas Oferecidas (ou 'Entronas', como diziam)!"
O Café das Quintas
Quando a amizade vira caminho
Existem encontros que acontecem por acaso e outros que, com o tempo, parecem ter sido preparados pela própria vida. O Café das Quintas 60+ é um deles. Começou como uma simples reunião entre amigos e acabou se transformando em um espaço de histórias, lembranças, opiniões, brincadeiras e muitas risadas. Ali, cinco homens descobriram que envelhecer pode ser muito mais agradável quando existe uma boa mesa e amigos dispostos a conversar.
A idade não é o que importa. O essencial é o respeito. O grupo é formado por Alfredo, Ângelo, Sveraldo, Valle e Nino: três estão na casa dos sessenta, um na dos setenta e outro na dos oitenta. Há dois engenheiros civis, um advogado, um professor e um administrador. São cinco histórias de vida e cinco maneiras diferentes de enxergar o mundo. Dois têm tendências progressistas e três, tendências conservadoras, mas todos sabem que uma amizade vale muito mais do que uma opinião. Podem discordar, argumentar e até tentar convencer uns aos outros, mas ninguém precisa pensar igual para continuar sentado à mesma mesa.
Toda quinta-feira, a partir das dezesseis horas, o encontro acontece na Padaria Pão do Bairro, na Rua São Paulo, esquina com a Rua Treze de Maio. Quando chegam, os semblantes já revelam a alegria pela reunião. Durante algumas horas, as preocupações ficam do lado de fora, enquanto a mesa se transforma em ponto de encontro para falar da vida, da cidade, das lembranças e, inevitavelmente, do futebol.
Dois são santistas, um é palmeirense e dois são corintianos. O palmeirense é o provocador oficial do grupo e gosta de lembrar os muitos títulos conquistados pelo Palmeiras. Entretanto, quando o assunto chega ao Mundial, os outros quatro encontram uma oportunidade para devolver as provocações. O debate dura alguns minutos, mas termina sempre em risadas. Afinal, naquele grupo, ninguém quer ganhar a discussão; quer apenas garantir assunto para a próxima quinta-feira.
Há também o amigo português, que é alvo permanente das brincadeiras. Todos são descendentes ibéricos, mas ele é o único ibérico de nascimento. O palmeirense costuma perguntar: “Como é possível um português ser casado com uma pessoa que sempre foi a número um da classe e só tirava dez?” A pergunta provoca risadas, inclusive do próprio português, que leva a brincadeira para casa e conta tudo à esposa. Ela também ri. Assim, uma piada que começa na padaria acaba envolvendo a família inteira.
As conversas também percorrem o passado. Falam sobre São Carlos, sobre pessoas ilustres da cidade, sobre amigos, acontecimentos antigos e o futebol dos tempos de Pelé. Uma lembrança desperta outra, e, sem perceber, os cinco viajam no tempo. É uma peregrinação diferente: não exige mochila, botas ou quilômetros percorridos. Basta uma memória.
Na mesa, o cardápio é simples: uma garrafa de água com gás de um litro e cinco cafés, sendo um carioca, bem fraquinho. E existe uma regra não escrita: a água é coletiva, mas cada um cuida do próprio café. Afinal, a amizade é grande, mas ninguém pretende transformar uma reunião de amigos em um banquete!
Às 17h35, o telefone do português desperta. É hora de buscar as duas netinhas. Nesse momento, os quatro companheiros começam a rir, como quem diz: “Vai, português! É melhor ir logo, senão você vai apanhar da sua esposa!” Ele se despede e segue seu caminho, enquanto os demais ficam guardando histórias para a próxima quinta-feira.
É assim que termina mais um encontro. Ou talvez não termine. Algumas amizades continuam depois que a mesa fica vazia: permanecem nas lembranças, nas piadas, nas mensagens e na expectativa pelo próximo encontro. Ao longo de seus caminhos, o Peregrino Nino Carneiro aprendeu que caminhar não significa apenas colocar um pé diante do outro. Significa também encontrar pessoas, dividir experiências e deixar um pouco de si em cada encontro.
Por isso, o Café das Quintas 60+ deixa uma lição simples: amizade também precisa de espaço na agenda. Quem tem amigos não deveria esperar que o acaso os reúna. Pode escolher um dia, uma praça, uma padaria ou uma mesa qualquer e começar. Não importa a idade, a profissão, o time ou a maneira de pensar. O que importa é sentar-se, conversar e rir.
Porque, quando os anos passarem, talvez ninguém se lembre exatamente de quanto custou aquele café. Mas certamente se lembrará das histórias, das brincadeiras e das pessoas que estavam à mesa.
Para o Peregrino, existem caminhos que se percorrem com os pés e outros que se percorrem com o coração. O caminho da amizade é um deles. Não possui placas, quilometragem ou linha de chegada. É feito de respeito, companheirismo, lembranças e risadas.
E talvez seja justamente por isso que algumas das melhores caminhadas da vida aconteçam sem que ninguém precise sair do lugar.
Peregrino Nino Carneiro
12 de agosto de 2026 — a poesia dos encontros. ✨🌑☀️
O céu nos presenteia com uma bela metáfora sobre os encontros. Sol e Lua percorrem caminhos distintos, mas, em um raro instante, suas órbitas se alinham.
Assim também acontece com algumas almas: seguem suas próprias trajetórias até que a vida permite o encontro. E, como no eclipse, uma não apaga a luz da outra; ao contrário, permite que permaneça manifesta a luz que sempre esteve ali.
São encontros que parecem ter atravessado o universo inteiro para chegar exatamente àquele instante.
Mas há uma diferença entre eles e o eclipse: o eclipse passa; algumas almas, quando finalmente se encontram, decidem ficar. ❤️
#JaniaraDeLimaMedeiros
Encontros, desencontros, vidas entrelaçadas.. Momentos, sentimentos, alegrias, tormentos, ilusão, realidade, paixão, loucura, emoção, ternura, um abraço, um carinho, um afago e jamais estará sozinho.
Encontros, desencontros.. Não podemos deixar que os dissabores sejam a tônica das nossas vidas.. É preciso ser forte, ter foco, determinação. Tudo tem seu tempo e seu momento, levanta a poeira e vai.
Eu escolho amar a vida em sua inteireza... os dias de sol, as noites silenciosas, os encontros, as partidas e tudo aquilo que me transforma enquanto o tempo, discretamente, me ensina a existir.
