Encontro entre Amigos
Diante ao caos
tu és
tu as!
Quanta beleza
mas, onde tu estás?
Será se encontro..
encontrás oque?
A tua presença
que és difícil de ver.
VAZIO ESTRANHO
Outra vez pensando apenas em caminhar
Me encontro confrontada
Com dúvidas sobre onde essa estrada
Vai me levar
Talvez haja pedras nesse caminho
E talvez eu caia
antes de entender por quê
Não chore
Ainda não é o fim do mundo
Se perder no meio do caminho
Encontrará a saída antes que o sol se vá
Todos nós em algum momento
Nos perdemos
E agora o que nos resta
Um vazio
Um vácuo
De quem ainda finge saber andar
Me encontro em alto mar sem sequer saber nadar, quando o amor não cabe no peito e escorre pelos olhos, transformando cada lágrima em sal que se mistura às ondas. O vento rasga minha pele e a distância ecoa dentro de mim, mas ainda assim, me recuso a desistir. Entre altos e baixos, eu e ela nos perdemos e nos encontramos, como navios à deriva que insistem em cruzar o mesmo horizonte.
Há dias em que o céu se fecha e o mundo parece ruir, quando seu silêncio pesa mais do que qualquer tempestade. Mas então, basta um só olhar dela para que o sol volte a nascer dentro de mim, mesmo que por instantes. O amor que carregamos é feito de cicatrizes e promessas, de gritos e abraços tardios, e por mais que doa, é isso que nos mantém flutuando.
Eu sigo, com o peito cheio de água e esperança, sentindo na pele o peso da minha própria voz cansada, lutando para estar ali, lutando por ela. Porque no fim, mesmo que o mar tente me engolir, é por esse amor que eu escolho continuar respirando...
O Encontro dos Contrastes.
Ele era o silêncio das bibliotecas antigas, O cheiro de papel velho e o peso do que foi escrito.
Um verso pausado, uma nota que hesita,
Vivendo no rastro do que é finito e restrito.
Ela era o eco das praças lotadas, O vento que bagunça o cabelo e a alma.
Um riso solto em esquinas geladas,
A pressa que ignora o convite da calma.
A Geometria do Destino
Não havia lógica no mapa que os guiava,
Pois um buscava o norte, o outro a imensidão.
Mas o destino, esse artesão que não errava,
Tinha planos traçados na palma da mão.
- Distintas? Como o fogo e o sereno.
- Opostas? Como o abismo e o luar.
- Destinadas? Como o rio, ainda pequeno,
Que não conhece outro caminho senão o mar.
A União dos Avessos
Quando se olharam, o tempo perdeu a medida,
As arestas se moldaram em perfeito encaixe.
Ele deu a ela o porto, a raiz, a guarida;
Ela deu a ele o voo, sem que ele baixasse.
Pois almas diferentes não buscam o igual,
Buscam o que falta, o que completa o desenho.
E no abraço que funde o mortal e o imortal,
Descobrem que o amor é o seu único empenho.
"Duas metades que não se parecem, mas que, ao se tocarem, finalmente se reconhecem."
Num raro encontro, Júpiter e Saturno
com sua Conjunção
Nos dão alguns lembretes oportunos,
Que vale buscarmos por equilíbrio
Que o "Difícil" não é sinônimo
do "Impossível",
Que Esperar é diferente de Estagnar,
Que tudo tem um tempo preciso,
E Que não é algo fácil
acontecerexatamente como o aguardado,
Entretanto, por incrível que pareça,
é a dificuldade que valoriza a conquista
como o esbarro de dois planetas.
Solitude não é solidão. Solidão machuca, pesa, esvazia. Solitude é encontro, é abrigo, é escolha.
Por muitos anos, e talvez até hoje, achar conforto dentro da própria consciência parece um mistério. Ficar consigo mesmo nem sempre é leve, mas é revelador. Em pequenas conquistas e momentos de presença, a solitude aparece. Ela faz parte do processo. O cuidado é não deixar o recolhimento virar afastamento do mundo, porque aí o que era cuidado vira carência.
Estar só é só estar. Sem fuga, sem distração obrigatória, sem ruído para preencher o vazio.
É como limpar a casa por inteiro, não apenas varrer as migalhas. A diferença mora nos detalhes, no que quase ninguém vê, mas muda tudo por dentro.
Estar presente neste exato momento, fazendo o que se tem vontade. Sendo feliz, sendo estranho, sendo normal, sendo você. E isso basta.
Porque no fim, só temos esta vida e nem sabemos até quando. Seria uma pena ir embora sem estar em paz com a companhia da pessoa mais importante da sua vida: você.
Saudade é:
O encontro sempre adiado
O gelo que não derrete
Um grito de dor inaudível
Uma partida sem chegada
Tristeza e alegria numa só lembrança
O coração batendo no passado...
vida
Ainda que muitos não encontrem a paz,
eu, ao me virar, ainda me encontro.
Ainda me emociono,
ainda que seja apenas um sopro.
Ainda assim, é vida.
E, sendo vida, talvez devêssemos nos sentar e observar onde está o erro,
pois não existe somatório feito de um número só.
❝ ...Me encontro num mar de lembranças,
me perco em tantas buscas, saudades,
memoria. Fecho os olhos e vejo meu
passado, minha historiaria. Algumas
estampadas em dor e sofrimento. E
outras coloridas de Amor e aconchego.
Marcas na Alma de quem muito lutou
mas nunca perdeu a Fé. Saudades de
um tempo que não volta mas. Mas que
ficou gravado em minha memoria e
minha Historia...❞
--------------------------------------Eliana Angel Wolf
"A armadura descansa quando encontro o teu sorriso, mãe. O resto é apenas silêncio e gratidão."
--------- Eliana Angel Wolf
No meu mundo
Mergulho nas profundezas dos meus pensamentos…
Só então encontro você.
Nesse mundo só nosso,
onde estamos blindados contra os curiosos
que nada entendem sobre o amor.
No meu mundo, posso cantar para você,
compor algum poema, talvez…
Fazer doces carinhos,
te encher de beijinhos,
te abraçar,
te amar…
Ou ser apenas um ombro amigo.
Ser é te fazer feliz.
A força que move o amor é imensurável.
O amor nos torna cegos, surdos e mudos…
Mas também nos torna vivos.
Nos dá esperança, planos e alegrias.
O amor é o próprio sentido da vida:
é o encontro de almas que se sintonizam
e transformam dois corpos em um.
No meu mundo, andamos de mãos dadas na rua…
Você cuida de mim, e eu de você.
Trabalhamos nos nossos sonhos
e nos tornamos exemplos de amor,
sob as bênçãos de Cristo, nosso único Senhor.
O Gigante de Argila
No ímpeto do encontro, o tremor me invadiu,
Diante do homem-muro, a fala se partiu.
Eu, que das palavras faço ponte e morada,
Fui silenciada pelo nada, na alma intimidada.
Vi em seu olhar a poeira da indiferença,
Onde a dor do outro é sentença ou ausência.
Eu levava o cansaço e o peso da agonia,
Ele, o título frio que de humano nada trazia.
Especialista em normas, mas analfabeto do ser,
Usa a praxe do descaso para não se comprometer.
Dono de um mundo pequeno, cercado de poder,
Não vê que a própria vaidade o impede de crescer.
Na despedida, o gelo tentou me contagiar,Pensei em ser fria, pensei em também me fechar.
Mas me diminuir? Nunca.
É no lutar que me refaço,
Recolho meus dados e ocupo o meu espaço.
Basta da opressão dos que se acham gigantes,
Medíocres que ignoram os corações pulsantes.
Lamentável é o cargo que não conhece a empatia,
Pois quem não sabe cuidar, na verdade, se esvazia.
Poesia de Islene Souza
O viajante chega a terra da poesia; saindo alguém ao seu encontro, disse-lhe:
-- Sr. viajante, aqui é tudo diferente, as leis são os hábitos,
e as linguagens são as árvores,
há um liturgia do amanhecer, uma liberdade no sentar
e uma honraria ao morrer
Aqui, ninguém é esquecido, sem que outro possa lhe tocar
não há lugar escuro, toda luz que brilha no céu
ilumina esse lugar..
O Viajante iluminado, na terra da poesia.
Embora o buraco do poço que eu me encontro
Seja fundo ou muito profundo
Assim mesmo, eu ainda quero
Uma corda para laçar a lua, e me libertar
Dessa escuridão.
"O sucesso é o encontro da técnica com a alma; não construímos apenas estruturas ou histórias, mas sim os palcos onde a vida ganha o seu melhor cenário."
— Anderson Del Duque
"O amor que eu busco não é um troféu, é um encontro de propósitos. Se hoje há resistência, amanhã haverá a prova de que a vontade supera a fama."
