Encontro entre Amigos

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⁠Na calada da noite,
encontro o momento
que me ajuda a refletir
e tentar acalmar
os pensamentos!

É nas pequenezas que encontro a grandeza da vida.
╰☆╮
Fran Ximenes♥
21/07/2013

Se um Abraço é um encontro de Almas, é sentir o Coração pulsar : Eu quero e ofereço o Melhor de todos .

Outro encontro contigo.
Outra vez você não foi.
Na verdade eu já sabia,
fui só pra confirmar
que você não é presença,
é promessa que não sai do papel.

Tolice tua imaginar
que eu ainda me importo.
A tua ausência não disputa
com a minha presença.
Eu chego inteiro
mesmo quando ninguém chega.

Não te espero.
Não te imagino.
Não te coloco no caminho.
Minha estrada é deserta
porque eu escolhi seguir,
não porque faltou companhia.

Aqui não existe meio termo,
nem passo atrás disfarçado de saudade.
Quem anda comigo tem a própria decisão,
quem hesita fica no acostamento.

Eu sigo.
Sem sinal, sem retorno, sem você.

⁠A vida é um encontro de desencontros, mas, quando você se encontrar, você encontrará tudo.

Cada encontro, decepção, dor ou desafio é um guia que conduz através dos labirintos do
destino, a fim de nos moldar para que possamos cumprir nosso propósito.

E todo dia é um recomeço,
Eu me perco e me encontro no teu beijo.
É promessa que eu não vou quebrar,
Minha vida é te amar. – Frase da música Eu te amo e te amo do dj gato amarelo

Onde não me encontro


Tem horas que eu me procuro aqui dentro e parece que a casa está vazia. Bato na porta, chamo meu nome, mas o que volta é só um silêncio estranho, um eco de nada.


Dá um desespero bobo, um sem sentido, de não saber se sou eu que estou sentindo ou se a vida está só passando por mim enquanto eu fico aqui, parado, testando se eu existo de verdade.


É como se eu fosse um rascunho de alguém, uma vontade de ser que não se concretiza. Não sei se sou, não sei se sequer estou aqui, dentro de mim.

Abraço a minha fé e nela me refaço nos momentos difíceis que a vida tem,e em Deus encontro forças para prosseguir na vida que segue.

⁠Minha alma foi de encontro com a sua paz, e fez moradia.

ENCONTRO MARCADO


Eu havia estragado tudo naquele dia. Roubei um pão. Era tão pequeno… Sentia fome, mas havia outras maneiras: oferecer-me para trabalhar, pedir ajuda, qualquer coisa menos aquilo. Roubei aos oito anos de idade — e nunca mais parei.


Sabia que não era certo. Sentia-me mal todas as vezes que roubava. Era pesada aquela palavra: roubo. Não sei por que me incomodava tanto, mas incomodava. Quando fui deixado na rua por meu pai — algo que eu não entendia — encontrei um grupo de crianças que roubava. Quem não roubasse, não comia. Roubávamos bolsas, relógios, pulseiras e carteiras.


Aos doze anos, depois de quatro vivendo assim, aquilo já me parecia normal. Mas não deixava de me incomodar. Eu sempre me perguntava por que não tinha casa, pais, família ou escola.


Os carros passavam, e eu me encantava. As casas maravilhosas eram a visão dos meus sonhos. No entanto, eu não tinha nada, a não ser a larga liberdade: todas as ruas eram minhas, aquela vastidão de céu me pertencia. Eu não tinha ninguém, e ninguém tinha a mim. Mas eu queria outra vida. Sempre pensava: por que é assim? O que posso fazer?


Não sabia quem poderia me ajudar. Uma voz me disse: “Deus.” E onde procurar Deus? Na igreja, não — de lá eu já tinha sido expulso por estar muito sujo. “Procure no seu coração”, a voz insistia. “Talvez no centro da dona Dalva. Ela, além de dar comida, sorri e chama você de filho.”


Cheguei lá naquele dia sem saber exatamente por quê, com o coração acelerado. Dona Dalva montava um lindo vaso de flores amarelas. Eu disse:


— Bom dia.


Ela sorriu:


— Bom dia, meu filho.


— Posso falar com a senhora?


— Claro, meu filho.


Então perguntei:


— O que é Deus?


Ela respondeu com calma:


— A pergunta é outra: quem é Deus? É o Pai de todos nós, o mais generoso que existe. Aquele que mais nos ama.


Perguntei:


— Então por que Ele me abandonou tão pequeno? Não sei trabalhar, as pessoas me expulsam e têm medo de mim. E quando roubo, a polícia vem atrás. A senhora acha que Deus ama todos iguais?


Ela respondeu:


— Tenho certeza. O que Ele espera é que Seu filho retorne a Ele, em qualquer situação.


Depois ficou em silêncio por um instante e disse algo que me atravessou:


— Olhando de fora, parece que você é apenas vítima. Mas a vida é mais longa do que um único dia. Já foste alguém que teve pais carinhosos, conforto e oportunidade. Jogaste fora o que tinhas, foste mesquinho quando podias ter ajudado. A aprendizagem não retrocede. A vida continua.


— Mas como vou fazer isso? Sou apenas um menino. Amanhã acho que faço doze anos.


Ela sorriu:


— Não subestime a sabedoria do Pai. Você voltou para casa. Estou há anos à sua espera. Cuidarei de você como um filho muito amado, e você cuidará de mim como uma mãe muito amada. Na verdade, você não tem doze anos. Tem uma eternidade de experiências.


Foi ali que comecei a viver de verdade.


Encontrei uma mãe carinhosa e bondosa, um lar confortável, estudo de qualidade. Trabalhei muito e me tornei um adulto bem-sucedido, como ela dissera tempos atrás.


Abri um abrigo para crianças. Por muitos anos tirei meninos das ruas. Amei-os e cuidei deles como um pai.


E quando, já velho, parti e cheguei ao outro lado, encontrei Dalva — minha mãe — que me disse:


— Compreendeu? A vida continua, e Deus não abandona Seus filhos. Ele é seu Pai.

⁠"Rezo para que em nossa próxima vida a espera seja curta e o encontro seja longo".

No passado e futuro
Ainda me encontro em surtos
Neste país sem sentido
Tento encontrar um antídoto


Antídoto para a miséria,
corrupção e baderna;
Antídoto para a ganância, que
consome os homens nessa circunstância


De todos os jeitos procuro saídas
Já que aqui não é o país das maravilhas
"Terceiro mundo se for
Piada no exterior"


Antigamente e agora
Somos zoados lá fora
Vendemos nossos ancestrais
Em troca de alguns reais


A Amazônia queima
O ser humano teima
Tudo por dinheiro
Esse lugar virou um chiqueiro


Ganância é o lema do estado
E o povo é visto como otário
Desde os primórdios
Observamos o ódio


Que consome a população
E acaba com a legislação
E mesmo com tantos problemas
Acreditam que é a minha geração que precisa de algemas


Ainda sem solução
Mas desistir não é opção
Se esse sistema não acabar
Ninguém que presta nesse país irá sobrar.


Fe Vaz ~ 28 de outubro 2024

⁠Quanto mais me subestimam, mas encontro forças pra mostrar que sou capaz

Igreja, ponto de encontro para pecadores. Cemitério, almas solitárias. Universo, reino das almas efêmeras.🕊

A igreja é importante, pois é um local de encontro com a fé e a comunidade. Mas, atenção aos falsos profetas que podem desviar do verdadeiro caminho. É crucial discernir e buscar a verdade, para não sermos enganados.

A Dialética do Encontro


O pensamento não mais vagueia pelo vácuo das incertezas,
Ele encontrou seu norte, seu ponto de repouso e luz.
Em cada reflexo da tela, busco o brilho de uma palavra sua,
Não por falta, mas pelo prazer de confirmar que somos dois.
A saudade, esse sopro que surge quando o passo dela se afasta,
Não é dor, mas a prova da presença que permanece em mim.

No silêncio da noite,
encontro a paz que preciso, para alimentar os meus sonhos e meus delírios. Viajei para minha infância, ela estava encantada em terras verdes matas vales e montanhas . A beirada de um grande rio, uma bela mulher, cabelos muito longo e pretos que reluzia com o brilho da lua. Ela penteava os cabelos me olhava e sorria. Me aproximei ela sumiu , me vi a beira de um penhasco imenso ja ia pular afinal eu tinha asas, eu so queria procurar onde ela estava , mais escutei sua voz que me disse ; não! Não venha, não e sua hora , siga enfrente, saiba que ainda zelo por você. As vezes tenha a impressão que eu pulei do penhasco. Boa noite.

O amor é uma escolha incalculável,
e o primeiro encontro é sempre inesquecível.
Até quem não sente sabe que é inexplicável,
E quem sente sabe que é uma fonte inesgotável.

O amor não começa com um encontro.
Começa antes —
como a luz das estrelas que já morreram
e ainda assim nos alcança.

É uma física invisível,
uma gravidade que inclina os destinos
sem pedir licença às órbitas.
Dois corpos caminhando distraídos
e, de repente,
o universo resolve aproximá-los.

Não é incêndio —
é brasa que aprende o nome do vento.
Não é tempestade —
é maré que entende a lua
e sobe, paciente, pela areia do outro.

Amar é deslocar o eixo do mundo
sem que o mundo perceba.
É dividir o pão e, sem alarde,
dividir também o medo.
É tocar a mão alheia
como quem segura a própria queda.

O amor é um idioma que se conjuga
no plural do futuro:
“nós seremos”.
Mas também é arqueologia —
escava as ruínas da infância,
beija as rachaduras da memória
e transforma cacos em vitrais.

Não há ciência que explique
por que um olhar atravessa
como se abrisse portas antigas.
Nem por que um nome, dito baixo,
possa reorganizar a anatomia do dia.

O amor é um risco.
E ainda assim,
é o único risco
que nos escreve.

Ele exige coragem de mar aberto:
a coragem de não ser ilha,
de permitir que outro continente
encoste em nossa costa
e mude o desenho dos mapas.

Há quem o confunda com posse —
mas o amor não aprisiona:
ele sustenta.
Não amarra:
ancora.

Amar é aceitar
que o outro é mistério
e ainda assim escolher ficar.
É compreender que nenhuma pele
abriga o infinito,
mas que, juntos,
podemos tocá-lo.

E quando o tempo —
esse escultor implacável —
esculpir rugas na face do mundo,
o amor permanecerá
como um fio invisível
costurando dois silêncios
num só respiro.

Porque no fim,
quando todas as palavras forem insuficientes
e toda a glória for pó,
restará o gesto simples:

uma mão procurando outra
na escuridão —

e encontrando.