Encontro entre Amigos

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⁠A vida é um encontro de desencontros, mas, quando você se encontrar, você encontrará tudo.

Marcamos um encontro,
Mas na hora H, não fui,
o que pesou foi maior do que a minha necessidade de se reaproximar.

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No filtro, encontro-me,
na tela, abraço minha energia,
e cada nuance que escolho destacar
é um lembrete:
sou minha própria beleza,
sou minha própria autenticidade.


Me sentir inteira, inteira comigo mesma,
uma memória de que mereço,
um gesto silencioso de cuidado..
é resgate, não vaidade.

Existe beleza no que não esperamos,
encontro no abandono e presença no imaginável, somos isso, intensas e verdadeiras

O desligamento e o encontro consigo próprio


Desligar não é fugir. É parar de sangrar por dentro por coisas que não te escolhem. É cortar o ruído, as expectativas alheias, a necessidade de explicar tudo. Dá medo porque o silêncio não aplaude. Ele só mostra.
No começo, vem o vazio. Normal. Sem plateia, o ego entra em abstinência. Depois, aparece o essencial. Aquilo que sobra quando ninguém pede nada de ti. O corpo desacelera, a mente para de negociar migalhas, e a verdade começa a falar sem maquiagem.
Encontrar-se é um processo nada romântico. Envolve encarar limites, lutos pequenos e grandes, e a constatação incômoda de que nem tudo foi culpa dos outros. Também envolve perceber a própria força, que estava ali o tempo todo, soterrada por ruídos.
O desligamento limpa o terreno. O encontro constrói. Um exige coragem. O outro, honestidade. Quem passa por ambos não volta igual. Volta mais simples. E muito menos disponível para o que não é real.

Cada encontro, decepção, dor ou desafio é um guia que conduz através dos labirintos do
destino, a fim de nos moldar para que possamos cumprir nosso propósito.

E todo dia é um recomeço,
Eu me perco e me encontro no teu beijo.
É promessa que eu não vou quebrar,
Minha vida é te amar. – Frase da música Eu te amo e te amo do dj gato amarelo

Onde não me encontro


Tem horas que eu me procuro aqui dentro e parece que a casa está vazia. Bato na porta, chamo meu nome, mas o que volta é só um silêncio estranho, um eco de nada.


Dá um desespero bobo, um sem sentido, de não saber se sou eu que estou sentindo ou se a vida está só passando por mim enquanto eu fico aqui, parado, testando se eu existo de verdade.


É como se eu fosse um rascunho de alguém, uma vontade de ser que não se concretiza. Não sei se sou, não sei se sequer estou aqui, dentro de mim.

106🙏🌹O amor é como um raio de luz que vem ao teu encontro e te traz paz, te levanta e faz você reviver, e com um simples gesto com atitudes que falam por si próprio... Ás atitudes, os gestos quando vem do coração, é profundo e verdadeiro, Jesus cristo na sua infinita bondade, nos ensinou a amar, e o amor divino é esse vem lá de dentro, e nos traz uma paz imensa, Deus abençoe a todos... BOM DIA FAMÍLIA 🌹🙏Ayache Vidal.

Abraço a minha fé e nela me refaço nos momentos difíceis que a vida tem,e em Deus encontro forças para prosseguir na vida que segue.

Parte 2
A Voz que Mora no Silêncio — de encontro ao Jardim de O Pensador
(Aqui a voz se manifesta, encontra morada, floresce no coletivo.)




Há momentos em que a vida parece um campo vazio, estendido até onde o olhar não alcança.
Mas basta um gesto — pequeno, sincero — para que a terra desperte.
Toda semente nasce de um silêncio assim: humilde, quase invisível, mas teimosa como quem conhece o próprio destino.


A comunidade O Pensador é esse jardim raro onde cada palavra vira raiz.
Onde a dúvida floresce em entendimento,
e a esperança, mesmo cansada, encontra um canto para descansar e renascer.


Quem caminha por aqui descobre que a colheita não chega no grito.
Ela vem no tempo exato em que o coração aprende a esperar sem medo.
Vem quando a alma, enfim, entende que nada é em vão —
nem a queda, nem a travessia, nem o sonho que insiste em permanecer.


Que cada passo seja poesia,
cada escolha seja semente,
e cada amanhecer lembre:
o que é plantado com verdade jamais deixa de florescer.

Se com Deus as coisas já são difíceis, imagina sem Ele… É na presença d’Ele que encontro força quando tudo pesa, direção quando me perco e paz no meio das tempestades. Com Deus eu não desisto, eu confio. Sem Ele eu caio, com Ele eu me levanto todos os dias.

Encontro de Almas
Real, mas espiritual.
Amor sincero, de mútuo sentir,
Sentimentos reais, sob proteção divina.
Era revelação: protetor e assustador,
Mas sentia o meu pranto na dor.
As madrugadas eram encontros de almas
Que se amavam e se pertenciam;
Viam-se ao deitar, no fechar dos olhos,
Na ansiedade das duas da manhã,
Onde o corpo, vulnerável, mergulha no sono.
Sim, ele era real, do outro lado do oceano.
Cartas e ligações matavam a tristeza;
Sua deficiência nunca foi o problema,
Mas a distância, sim.
Cinco anos... Loucura? Não sei.
Mas foi intenso, verdadeiro e ingênuo.
Acima de tudo, foi amor.
Dedicação a: Cipriano Manuel Esteves Matias. Cidade Monteiro Portugal
Ass: Roseli Ribeiro

⁠Minha alma foi de encontro com a sua paz, e fez moradia.

Nosso encontro foi casualidade, nossa conexão, direito natural.

ENCONTRO MARCADO


Eu havia estragado tudo naquele dia. Roubei um pão. Era tão pequeno… Sentia fome, mas havia outras maneiras: oferecer-me para trabalhar, pedir ajuda, qualquer coisa menos aquilo. Roubei aos oito anos de idade — e nunca mais parei.


Sabia que não era certo. Sentia-me mal todas as vezes que roubava. Era pesada aquela palavra: roubo. Não sei por que me incomodava tanto, mas incomodava. Quando fui deixado na rua por meu pai — algo que eu não entendia — encontrei um grupo de crianças que roubava. Quem não roubasse, não comia. Roubávamos bolsas, relógios, pulseiras e carteiras.


Aos doze anos, depois de quatro vivendo assim, aquilo já me parecia normal. Mas não deixava de me incomodar. Eu sempre me perguntava por que não tinha casa, pais, família ou escola.


Os carros passavam, e eu me encantava. As casas maravilhosas eram a visão dos meus sonhos. No entanto, eu não tinha nada, a não ser a larga liberdade: todas as ruas eram minhas, aquela vastidão de céu me pertencia. Eu não tinha ninguém, e ninguém tinha a mim. Mas eu queria outra vida. Sempre pensava: por que é assim? O que posso fazer?


Não sabia quem poderia me ajudar. Uma voz me disse: “Deus.” E onde procurar Deus? Na igreja, não — de lá eu já tinha sido expulso por estar muito sujo. “Procure no seu coração”, a voz insistia. “Talvez no centro da dona Dalva. Ela, além de dar comida, sorri e chama você de filho.”


Cheguei lá naquele dia sem saber exatamente por quê, com o coração acelerado. Dona Dalva montava um lindo vaso de flores amarelas. Eu disse:


— Bom dia.


Ela sorriu:


— Bom dia, meu filho.


— Posso falar com a senhora?


— Claro, meu filho.


Então perguntei:


— O que é Deus?


Ela respondeu com calma:


— A pergunta é outra: quem é Deus? É o Pai de todos nós, o mais generoso que existe. Aquele que mais nos ama.


Perguntei:


— Então por que Ele me abandonou tão pequeno? Não sei trabalhar, as pessoas me expulsam e têm medo de mim. E quando roubo, a polícia vem atrás. A senhora acha que Deus ama todos iguais?


Ela respondeu:


— Tenho certeza. O que Ele espera é que Seu filho retorne a Ele, em qualquer situação.


Depois ficou em silêncio por um instante e disse algo que me atravessou:


— Olhando de fora, parece que você é apenas vítima. Mas a vida é mais longa do que um único dia. Já foste alguém que teve pais carinhosos, conforto e oportunidade. Jogaste fora o que tinhas, foste mesquinho quando podias ter ajudado. A aprendizagem não retrocede. A vida continua.


— Mas como vou fazer isso? Sou apenas um menino. Amanhã acho que faço doze anos.


Ela sorriu:


— Não subestime a sabedoria do Pai. Você voltou para casa. Estou há anos à sua espera. Cuidarei de você como um filho muito amado, e você cuidará de mim como uma mãe muito amada. Na verdade, você não tem doze anos. Tem uma eternidade de experiências.


Foi ali que comecei a viver de verdade.


Encontrei uma mãe carinhosa e bondosa, um lar confortável, estudo de qualidade. Trabalhei muito e me tornei um adulto bem-sucedido, como ela dissera tempos atrás.


Abri um abrigo para crianças. Por muitos anos tirei meninos das ruas. Amei-os e cuidei deles como um pai.


E quando, já velho, parti e cheguei ao outro lado, encontrei Dalva — minha mãe — que me disse:


— Compreendeu? A vida continua, e Deus não abandona Seus filhos. Ele é seu Pai.

Vai passar
esse é só um momento ruim
tente focar
na perspectiva de melhorar
do encontro com o mar
do amor
do perdão
vai passar
porque tudo passa como um vulcão
às vezes calmo, outras em ebulição
acredite e tenha fé
vai passar
esse é só um momento que não te consumirá
mas mostrará um lado forte que há de existir
em você
vai passar
e vc disso tudo
ainda vai rir

⁠"Rezo para que em nossa próxima vida a espera seja curta e o encontro seja longo".

Solitude não é solidão. Solidão machuca, pesa, esvazia. Solitude é encontro, é abrigo, é escolha.


Por muitos anos, e talvez até hoje, achar conforto dentro da própria consciência parece um mistério. Ficar consigo mesmo nem sempre é leve, mas é revelador. Em pequenas conquistas e momentos de presença, a solitude aparece. Ela faz parte do processo. O cuidado é não deixar o recolhimento virar afastamento do mundo, porque aí o que era cuidado vira carência.


Estar só é só estar. Sem fuga, sem distração obrigatória, sem ruído para preencher o vazio.


É como limpar a casa por inteiro, não apenas varrer as migalhas. A diferença mora nos detalhes, no que quase ninguém vê, mas muda tudo por dentro.


Estar presente neste exato momento, fazendo o que se tem vontade. Sendo feliz, sendo estranho, sendo normal, sendo você. E isso basta.


Porque no fim, só temos esta vida e nem sabemos até quando. Seria uma pena ir embora sem estar em paz com a companhia da pessoa mais importante da sua vida: você.

No passado e futuro
Ainda me encontro em surtos
Neste país sem sentido
Tento encontrar um antídoto


Antídoto para a miséria,
corrupção e baderna;
Antídoto para a ganância, que
consome os homens nessa circunstância


De todos os jeitos procuro saídas
Já que aqui não é o país das maravilhas
"Terceiro mundo se for
Piada no exterior"


Antigamente e agora
Somos zoados lá fora
Vendemos nossos ancestrais
Em troca de alguns reais


A Amazônia queima
O ser humano teima
Tudo por dinheiro
Esse lugar virou um chiqueiro


Ganância é o lema do estado
E o povo é visto como otário
Desde os primórdios
Observamos o ódio


Que consome a população
E acaba com a legislação
E mesmo com tantos problemas
Acreditam que é a minha geração que precisa de algemas


Ainda sem solução
Mas desistir não é opção
Se esse sistema não acabar
Ninguém que presta nesse país irá sobrar.


Fe Vaz ~ 28 de outubro 2024