Encontro entre Amigos
Caminhamos como heróis e vilões em histórias que sequer lemos. Entre as boas e más impressões que formam a vida, o nosso único porto seguro é uma consciência limpa; afinal, a verdadeira paz de espírito nasce da integridade, e não da mera tranquilidade.
Entre estrelas e segredos.
A gente é aquela história
que não era para acontecer,
mas aconteceu.
Sem aviso, sem razão,
como se o universo tivesse perdido o controle e colocado meu coração na direção do seu.
Somos o improvável que se encontrou, o impossível que, por algum motivo, não terminou.
Uma química sem explicação, um sentimento sem tradução, duas órbitas colidindo no meio da imensidão.
Talvez Marte saiba do nosso segredo, a Lua tenha visto o que escondemos, e Saturno, com seus anéis, tenha cercado aquilo que jamais dissemos.
Porque existem sentimentos que nascem onde não deveriam nascer, crescem no silêncio e, quanto mais tentamos esconder, mais fazem questão de aparecer.
E foi assim com a gente.
Talvez tenhamos chamado de acaso aquilo que o universo chamou de destino.
Chamamos de química o que nossas almas reconheceram antes mesmo do primeiro sorriso.
E chamamos de proibido aquilo que simplesmente era intenso demais para caber nas regras deste mundo.
Mas agora eu sei: o sentimento nunca foi o erro.
O erro foi acreditar que conseguiríamos sentir tão pouco depois de sentir tanto.
Porque você não passou pela minha vida.
Você atravessou minhas constelações, mudou minhas marés, bagunçou minhas certezas e deixou seu nome escondido entre as minhas emoções.
E talvez seja por isso que, mesmo tentando fugir, alguma coisa em mim sempre encontra você.
Como se existisse uma força invisível, uma espécie de gravidade, puxando meu mundo para o seu toda vez que tentamos nos afastar.
Então que o mundo diga que foi impossível.
Que as estrelas guardem segredo.
Que os planetas continuem girando e que ninguém descubra o que existe
nesse pequeno universo entre nós.
Porque algumas histórias nasceram para ser contadas.
A nossa nasceu para ser sentida.
E se algum dia o universo nos perguntar por que fomos tão longe, por que desafiamos o medo, por que insistimos nesse sentimento que parecia não ter lugar... eu não vou procurar uma explicação.
Vou apenas olhar para você.
Porque entre bilhões de estrelas, milhões de caminhos e infinitas possibilidades, e o meu destino encontrou o seu.
E essa é a única verdade
que já não consigo esconder: de todas as vidas que o universo poderia ter escrito,
em todas as galáxias onde eu poderia existir, eu escolheria encontrar você.
Porque talvez você nunca tenha sido o meu acaso.
Talvez tenha sido o meu destino disfarçado de impossibilidade.
E essa é a minha maior revelação: eu não sei onde essa história vai terminar.
Só sei que, entre tudo que poderia ter acontecido, acontecer você foi a coisa mais inexplicavelmente bonita que o universo poderia ter colocado no meu caminho.
E se isso for um segredo,
que seja o nosso.
Se for loucura, que seja a nossa.
Se for impossível, que o universo inteiro saiba: eu ainda escolheria você.
Não há muita diferença entre um amuleto 'da sorte' e um 'sem sorte'.
O que faz diferença entre as coisas é apenas a fé.
A fé é o melhor amuleto que se pode ter por perto!..
NA ESCURIDÃO
Na escuridão, relembrando os planos que um dia arderam em silêncio.
E entre as cinzas do que ficou, uma chama ainda ecoa:
Que se erguerá, trazendo o fogo nas mãos!
Dijean Lessa
Garantias no amor
Como é fácil destruir o que amamos! Com que rapidez surge uma barreira entre nós, uma palavra, um gesto, um sorriso! A saúde, o humor e o desejo nos entristecem e o que era maravilhoso torna-se insípido e opressivo. Pelo uso, nós nos desgastamos, e aquilo quer era vivo e claro torna-se cansativo e confuso. Por meio de constantes atritos, esperanças e frustrações, aquilo que era belo e simples torna-se terrível e cheio de expectativas.
Relacionamentos são complexos e difíceis, e poucos conseguem sair deles ilesos. Embora quiséssemos que fosse estático, duradouro e contínuo, o relacionamento é um movimento, um processo que deve ser profunda e completamente entendido, e não forçado a se conformar a um padrão interno ou externo. A conformidade, que é a estrutura social, perde seu peso e autoridade somente quando há amor. O amor no relacionamento é um processo purificador, pois revela os mecanismos do Eu. Sem essa revelação, o relacionamento tem pouca importância.
Mas como lutamos contra essa revelação! A luta assume muitas formas: controle ou submissão, medo ou esperança, ciúme ou aceitação e assim por diante. A dificuldade é que nós não amamos; e se nós de fato amamos, queremos que isso funcione de uma forma particular, não lhe damos liberdade. Nós amamos com nossas mentes e não com nossos corações. A mente pode se modificar, mas o amor, não. A mente pode se tornar invulnerável, mas o amor não; a mente pode sempre se retrair, ser exclusivista, tornar-se pessoal ou impessoal. O amor não é para ser comparado e tolhido. Nossa dificuldade está naquilo que chamamos de amor, que é realmente da mente.
Enchemos nossos corações com as coisas da mente e mantemos nossos corações sempre vazios e cheios de expectativas. É a mente que se apega, que é ciumenta, que controla e destrói. Nossa vida é dominada pelos centros físicos e pela mente. Nós não amamos e deixamos em paz, mas ansiamos por ser amados; nós damos a fim de receber, que é a generosidade da mente, não do coração. A mente está sempre buscando garantia, segurança; e pode o amor ser garantido pela mente? Pode a mente, cuja própria essência é temporal, perceber o amor, que é sua própria eternidade?
Mas mesmo o amor do coração tem seus próprios truques; pois corrompemos tanto nosso coração que ele é hesitante e confuso. É isso que torna a vida tão dolorosa e cansativa. Em um momento nós achamos que temos amor e no próximo ele é perdido. Aí entra uma força imponderável, que não é da mente, cujas fontes não podem ser sondadas. Essa força é mais uma vez destruída pela mente; pois nessa batalha a mente, invariavelmente, parece ser a vitoriosa. Esse conflito dentro de nós mesmos não será resolvido pela mente astuta ou pelo coração hesitante. Não há um meio, uma maneira de fazer esse conflito terminar. A própria busca por um meio é outro anseio da mente por domínio, para livrar-se do conflito e ficar tranquila, para ter amor, para tornar-se algo.
Nossa maior dificuldade é estar ampla e profundamente atentos ao fato de que não existem meios para o amor como um objetivo desejável da mente. Quando entendemos isso real e profundamente, há uma possibilidade de receber algo que não é desse mundo. Sem o toque desse algo, façamos o que quisermos, não poderá haver felicidade duradoura no relacionamento. Se você receber essa graça e eu não, naturalmente estaremos em conflito. Você pode não estar em conflito, mas eu estarei; e em minha dor e tristeza eu me desligarei. A dor é tão exclusiva quanto o prazer, e até que exista aquele amor que não seja uma construção minha o relacionamento será dor. Se houver a bênção daquele amor, você nada poderá fazer a não ser me amar pelo que sou, pois então não moldará o amor segundo o meu comportamento.
Quaisquer que sejam os truques da mente, somos independentes; embora possamos estar em contato um com o outro em alguns pontos, a integração não é com você, mas dentro de mim. Essa integração não é resultado da mente em nenhum momento; ela forma somente quando a mente está inteiramente silenciosa, tendo alcançado o limite de suas forças. Somente assim não existe dor no relacionamento.
Quando alguém que amamos morre, deixa de viver entre nós para viver dentro de nós!
De uma hora para outra, aquela pessoa que estava todos os dias ao nosso lado compartilhando momentos, ajudando-nos a superar tristezas, proporcionando-nos alegria e presença simplesmente se vai, e ficamos apenas com o sentimento de vazio e muita dor em nossos corações, que pode demorar muito tempo para amenizar.
É muito difícil nos desacostumarmos com o amor, a presença, o carinho e a dedicação de uma pessoa amada. Nunca mais vermos o seu sorriso, ouvirmos a sua voz e não termos o seu ombro amigo é uma sensação muito dolorosa, que nos faz sentir impotentes diante dessa realidade que infelizmente não podemos mudar.
Não importa como vivemos e no que acreditamos, a morte é a única certeza da vida, e ainda que saibamos disso desde sempre, muitas vezes não estamos preparados para lidar com ela quando chega em nosso caminho.
Vivemos o luto com muita intensidade, sentimos raiva, dor, choramos, não nos conformamos e muitas vezes também prejudicamos nossos outros relacionamentos pessoais ou profissionais porque a dor parece tomar conta de todo o nosso ser e guia todos os nossos passos. Essa fase dura um tempo específico para cada um de nós, mas em algum momento, cansados de lutar contra o inevitável, nós percebemos que é preciso seguir em frente, mesmo sem o nosso amado do lado.
É nesse momento que juntamos todas as nossas forças, toda a sabedoria que temos guardada e percebemos que não precisamos nos esquecer da outra pessoa, e que apesar de ela ter deixado de viver entre nós, sempre viverá dentro de nós, e que por isso nunca estará realmente longe.
Quando perdemos alguém que amamos, a única coisa que realmente se vai é o seu corpo, porque o amor, o espaço em nossos corações e os momentos vividos continuam para sempre dentro de nós.
Nossos amados sempre viverão dentro de nós, e sempre que pensamos neles, que nos lembramos de nossas histórias, percebemos que a morte, apesar de dura, não pode nos separar de verdade.
Tudo o que alguém representa para nós não se vai da noite para o dia, permanece sempre conosco. Para muitos, existe a crença de que aqueles que já se foram continuam presentes, sempre prontos para ajudar em nossos momentos de dificuldades e nos guiar para uma vida feliz.
O amor é muito maior do que a morte, e é graças a ele que aqueles que partem continuam vivos dentro de nós e se mostram presentes a cada pensamento, sentimento e acontecimento aleatórios da vida que nos mostram que não estamos sozinhos.
Precisamos compreender que a morte não precisa ser o fim, e que podemos superar a ausência física se mantivermos viva a memória da pessoa que não está mais conosco. Recordar as lembranças felizes nos ajuda a lidar com a ausência e nos dá paz para seguirmos nossos caminhos sem culpa, sabendo que estamos fazendo aquilo que eles gostariam, movendo-nos em direção à felicidade.
Aqueles que amamos nunca nos deixam de verdade, estão sempre conosco, e mesmo que não estejam mais entre nós, sempre estarão em nós. Lembre-se sempre disso.
Dói o grito que sufoca, a vontade que se desfaz como cinza entre meus dedos. Então eu me ajoelho diante do céu e chamo por Deus, imploro por uma saída, por um sinal, por qualquer respiro, mas em noites como esta, parece que Deus apagou meu nome do livro divino, parece que minha voz não atravessa o silêncio do firmamento.
E eu fico aqui sozinho tentando acreditar que Ele ainda me escuta e, totalmente perdido, tento manter a fé.
A vida entre todos nós, vãos, é uma aposta perdida contra o tempo. Nada mais, nada além, de uma aposta onde o final entre todos os apostadores é o mesmo.
A maturidade começa quando a paz deixa de ser um intervalo entre problemas e passa a ser um critério de escolha.
O que falta entre nós é o contato físico, o toque, as palavras amorosas. Falta o abraço forte, o cheiro da saudade, as lembranças boas de um momento inesquecível. Falta amor. Amor incondicional, amor fraternal, amor simplesmente. Faltam tantas coisas, que sinto falta de tudo que fez parte do que sinto saudades. Rita Padoin
Às vezes é necessário olhar para trás e ver que tudo aquilo que deixamos escorrer entre as valas comuns, tem um significado concludente. O que vias de fato necessitamos, nem as tempestades mais severas conseguirão derrubar.
O Sussurro da Esperança
Entre os vales que me rodeiam e as matas que escondem segredos, estão as minhas esperanças por um lugar ao sol. Entre meus dias e minhas noites, a solidão me acompanha de forma serena. São os meus gritos e as minhas formas de entender que nada veio para ficar — ou para sempre. O tempo sussurra ao meu ombro que meu dia de espera acabou. Que a vida está dentro de um pacote transparente, descansando, mas atenta a tudo.
Sou um misto de tantas coisas que, no fim, não entendo quase nada. Não entendo minhas buscas, meus sonhos, minhas loucuras, meu buscar. São verdades dentro de um barril já gasto pelo tempo, mas que continuam verdades, mesmo nuas e cruas. Mesmo que machuquem uns, ensinem outros e deixem muitas dúvidas no ar.
O planeta sofre com tantas mudanças drásticas, e eu também sofro por não compreender muitas coisas que acontecem. São acontecimentos que escorrem entre os dedos, e não consigo segurar ou, pelo menos, estabilizar. É mais forte que tudo. Mais forte que eu, que as pessoas ao meu redor e que todos os seres que habitam este planeta.
Acredito que seja essa energia no ar — uma energia pesada, proveniente de pensamentos fortes e densos. Só conseguiremos deixar tudo mais leve quando essa leveza retornar para dentro de cada um. Sejamos leves, livres e esperançosos, para tornar tudo ao nosso redor mais luminoso.
Rita Padoin
A diferença entre Capitalismo x Socialismo, um gera benefícios a seus executores e o outro a seus detentores.
Agosto — entre o desgosto e a promessa
Dizem que agosto é o mês do desgosto...
Talvez.
Ou talvez seja o mês da prova,
do joelho que dobra,
da alma que grita,
e da fé que resiste em silêncio.
Foi em agosto que quase o perdi...
Meu Pequeno Príncipe,
meu mundo em forma de gente,
suspenso entre o céu e a terra.
Mas também foi em agosto que o recebi de volta,
nos braços de Deus,
sob Sua vontade,
na sombra da Sua proteção.
Nem uma folha cai sem a permissão do Alto —
e assim foi feito.
Como Jó, calei minha dor:
“Se recebemos o bem de Deus,
por que não aceitar também o que nos fere?”
A raiva veio, é verdade,
mas passou — como nuvem breve —
e ficou a certeza:
Deus nunca me deixou só.
Tudo o que foi tirado,
retornará.
Tudo o que se perdeu,
o tempo divino trará de volta ao lar.
Por ora,
espero.
Confio.
E creio:
Agosto não é o mês do fim —
é o mês em que Deus escreve recomeços.
"Wait for Divine time"
(Espere o tempo Divino.)
Quando o coração fala com fé,
as palavras se tornam oração
— e Deus responde, mesmo em silêncio.
Gratidão!
Flor Azul
Com a sinfonia da vida
vou seguindo delirante,
entre o barulho das cidades
e o perfume das plantas.
Vou triste pela estrada,
vou sonhando com o meu destino.
Vai na minha mão a flor azul,
que parece estar murchando...
Eu a quero tão bem
quanto quero quem me deu.
Essa flor guarda uma história
que, infelizmente, se perdeu.
A vida é assim,
nada é como se quer.
A minha Flor Azul está secando,
e eu, com ela.
Adeus, Flor Azul.
Adeus, meu amor.
Sexta-feira, 05/12
Entre despedidas, ensaios natalinos e formaturas, fomos fazer roupinhas para a gata Ângela...
Inclusão
Inclusão não é entrar no mundo dos outros;
é entrar no mundo dela.
É compreender, respeitar seus silêncios,
acolher seus gostos, suas atitudes, seus limites…
É enxergar o seu mundo através dos meus olhos.
E isso vale para todos nós,
independentemente da idade, da cultura, das diferenças.
Porque somos feitos de singularidades,
de mundos internos que só pedem uma coisa:
serem vistos, reconhecidos, abraçados.
Obs.: Comecei escrevendo pensando em uma doce menina (TEA) de 8 anos, do turno da tarde;
mas me lembrei de que terminei o turno da manhã com um menino de 6 anos nos braços,
depois de um surto inexplicável de fúria.
Sem saber o que fazer, como agir, apenas o abracei…
E, para minha surpresa, era tudo o que ele precisava.
Geralmente, quando não sei o que fazer, apenas ouço a mim mesma,
Edineurai SaMarSi,
porque dentro de mim tenho todas as respostas —
Deus está comigo e me guia o tempo todo.
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