Encontro entre Amigos
“Entre a certeza absoluta e o relativismo absoluto existe o território onde o Direito pode respirar: a responsabilidade.”
Entre o excesso e o vazio
Gosto do equilíbrio:
nem tanto, nem tão pouco.
Há coisas que não podem perder a cor,
porque o colorido também é uma forma de alegria.
Outras não precisam de excessos.
O minimalismo tem sua própria calmaria,
e não precisa ser ausência de detalhes.
Porque simplicidade também pode ser rica:
em cor, em textura, em calor,
em tudo aquilo que, mesmo sem exagero,
faz os olhos permanecerem.
Telepatia: entre o real e o imaginário
— Eu amo você todinho...
Não, não é aquela música.
— Amo a sua orelha...
— A orelha?
— Aham...
Amo o seu cabelo, mesmo sem nunca tê-lo tocado, sem nunca ter sentido seus fios entre os meus dedos...
Amo a sua testa.
— A testa?
— Sim. É meio grande, mas eu gosto...
Amo os seus lábios.
Não só porque são lindos...
Mas porque queria que se encontrassem com os meus.
Amo as suas sobrancelhas, as duas...
E os seus cílios, mesmo sem vê-los nitidamente, eu amo.
Amo os seus olhos, mesmo sem saber direito qual é a cor, apesar de já ter olhado para eles um milhão de vezes.
Mas não sei... algo estranho acontece.
Não sei se, quando os vejo, passo direto ou volto para os meus.
Em algum lugar, eu entro.
Vou muito fundo, seja em você ou em mim.
É um lugar desconhecido, e eu não sei o caminho.
Mas não desisto.
Vou além, até na contramão.
Sinto as batidas de um coração e sempre me pergunto:
— É o meu ou o seu?
Onde estou, afinal?
Estou dentro de você ou dentro de mim?
Independentemente de onde esteja, eu me sinto bem.
E queria fazer uma morada, construir um ninho e nunca mais sair.
Mas alguma coisa me tira de lá.
E, tão rápido quanto um raio, volto à realidade.
Confusa, sinto saudades.
Da minha casa ou da sua?
Seja onde for, é lá que eu queria morar.
Entre as montanhas da Serra do Espinhaço, Brejaúba repousa em um vale onde o frio e a brisa se encontram ao aconchego da névoa.
Entre o Desejo e o Silêncio
Quero descobrir teus mistérios
como quem aprecia, sem pressa,
o vinho mais raro da vida.
Quando a lembrança dos teus lábios
atravessa meus pensamentos,
me perco imaginando
como seria estar ainda mais perto de ti.
Será que desejar um instante,
um breve toque,
um segundo a mais da tua presença,
é pedir tanto assim?
A maior loucura
não é o desejo que nasce,
mas todas as histórias
que a imaginação insiste em escrever.
Penso na tua pele
encontrando a minha,
na distância deixando de existir,
nos teus cabelos caindo
como cascatas ao vento,
enquanto teu olhar
encontra o meu
e o tempo esquece de passar.
Então o coração acelera,
o mundo parece menor,
e até o ar se aquece.
Talvez seja apenas saudade.
Talvez seja encanto.
Ou talvez seja esse desejo silencioso
de um dia descobrir
como é morar,
nem que seja por um instante,
no abraço que a minha alma
há tanto tempo imagina.
E, enquanto esse dia não chega,
guardo teu nome entre os meus pensamentos,
como quem protege um segredo bonito.
Há encontros que primeiro acontecem na alma,
antes mesmo que a vida permita
o encontro das mãos.
Talvez seja por isso
que você habita tantos dos meus versos:
porque algumas pessoas
se tornam eternas
muito antes de se tornarem presença.
Você sabia onde doía.
Eu amei tanto você,
que, entre sorrisos e promessas,
esqueci de perguntar
quem realmente era.
Entreguei minhas verdades
como quem entrega o próprio coração,
sem imaginar
que um dia seriam usadas
contra mim.
Você me jogou aos lobos,
fez da minha dor um espetáculo,
e eu, sem perceber,
virei a palhaça
de uma história que nunca escolhi viver.
Não compreendi
o que existia em suas palavras.
Se sabia onde doía,
por que insistiu em tocar a ferida?
Às vezes, o silêncio
também é uma forma de cuidado.
O que mais machucou
não foi ouvir os meus segredos ecoando,
mas descobrir
que era assim
que você me enxergava o tempo todo.
Então escolhi partir.
Não por falta de amor,
mas porque pensei
que a minha ausência
lhe faria menos mal
do que a minha permanência.
E, ironicamente,
foi no instante em que fui embora
que compreendi:
algumas despedidas
não acontecem porque deixamos de amar,
mas porque continuar
é ferir a nós mesmos
todos os dias.
Entre ruas e memórias
Eu não te levaria para Barcelona.
Te levaria para conhecer a Itália,
o país pelo qual nós dois temos uma fascinação em comum.
Caminharíamos por ruas que atravessaram séculos, admirando cada detalhe como quem descobre um novo mundo.
Te levaria para ver o Coliseu,
onde o tempo parece ter parado,
e para contemplar as mais belas obras de arte,
porque algumas delas só podem ser compreendidas quando vistas com o coração.
Também te levaria
ao país onde a sua cantora favorita
empresta a voz a canções
que atravessam tantos corações,
e onde a língua soa como poesia,
tão sedutora
que até o silêncio parece ter sotaque.
Faríamos questão de nos perder
pelas pequenas ruas de pedra,
tomar um café em uma praça qualquer,
ver o pôr do sol colorindo os telhados antigos
e descobrir que as melhores lembranças
nascem dos momentos que não estavam nos planos.
Mas, para falar a verdade...
O meu lugar favorito nunca seria um país.
Seria qualquer canto do mundo
onde eu pudesse segurar a sua mão,
ver o brilho dos seus olhos diante de algo novo
e guardar, em silêncio,
a felicidade de estar vivendo aquilo ao seu lado.
Porque existem lugares inesquecíveis,
obras que desafiam o tempo
e paisagens que roubam o fôlego.
Mas nenhuma delas
seria mais bonita
do que a expressão do seu rosto
ao viver tudo isso pela primeira vez.
No fim,
eu não te levaria apenas para conhecer a Itália.
Eu te levaria
para colecionarmos memórias
que nem o tempo
seria capaz de apagar.
Entre Versos, Você
Entre tantos versos, você vem ao pensamento,
chega de mansinho, feito doce sentimento;
e entre tantas palavras que eu tento escrever,
é você, entre todas, quem eu escolho querer.
Tentei não pensar, tentei não sentir,
tentei, tantas vezes, de você fugir.
Tentei não gostar, tentei me esconder,
mas foi impossível não mais querer.
Foi inevitável sentir, inevitável viver,
inevitável deixar o coração escolher.
Quanto mais eu tentava o sentimento calar,
mais forte era a vontade de em você pensar.
Não sei explicar o que sinto ao te ver,
nem sei encontrar um nome para você.
Não sei se é encanto, se é sonho ou paixão,
só sei que você encontrou morada no coração.
Não sei o que sinto, não sei compreender,
só sei que, contigo, eu desejo viver.
E se for loucura, eu não quero saber,
pois até na loucura eu encontro você.
Peço que um dia você possa lembrar
daquilo que em mim conseguiu despertar.
Peço que, em silêncio, se deixe querer,
e que, em algum momento, também pense em me ver.
Talvez você seja somente um sonho encantado,
um desses mistérios que o tempo tem guardado.
Mas, se for apenas sonho, eu quero permanecer,
fechar os olhos bem devagar
e continuar a viver você.
A Proposta.
Minha proposta envolve nós duas,
um segredo guardado entre o olhar e o coração,
duas almas cansadas de tantos caminhos,
encontrando uma na outra uma direção.
Envolve pouca vergonha no riso,
cumplicidade e vontade de ficar,
conversas que atravessam a madrugada
e sentimentos que o silêncio insiste em revelar.
Envolve tudo aquilo que não foi dito,
mas que os olhos aprenderam a traduzir;
palavras escondidas nas entrelinhas,
sentimentos que nasceram sem pedir.
Não envolve apenas uma noite,
nem algo passageiro ou fugaz;
envolve aquilo que permanece na alma
e, mesmo depois, ainda traz paz.
Envolve duas histórias distintas,
dois mundos aprendendo a se encontrar,
duas almas intensas e imperfeitas
que descobriram um lugar para descansar.
Envolve risos, carinho e cumplicidade,
aquela estranha certeza de compreender
que, entre tantas pessoas no mundo,
algo fez você chegar até mim e eu chegar até você.
Minha proposta não promete respostas,
nem sabe exatamente onde vai chegar;
só sabe que certos encontros acontecem
e depois já não conseguimos ignorar.
Porque talvez algumas coisas não precisem
ser explicadas, nomeadas ou compreendidas;
talvez existam apenas para serem sentidas,
como as melhores coisas da vida.
E, no fim de todas as palavras,
de tudo aquilo que eu poderia dizer,
minha proposta é simples:
não envolve somente uma noite,
não envolve somente o que poderia acontecer,
não envolve somente sentimentos...
Envolve nós duas.
Envolve eu e você.
Quando a Lua Chama
Há alguém que só desperta quando a noite vem,
surge entre as estrelas, quando dorme alguém.
Não sei se é lembrança, mistério ou ilusão,
mas deixa sua sombra presa ao coração.
De dia, é silêncio perdido pelo ar,
uma imagem distante que não sei alcançar.
Mas quando o sol se rende e começa a partir,
há qualquer coisa nela que me faz sentir.
A lua, testemunha do que não confessei,
guarda entre suas sombras tudo o que calei.
E quando a maré vem beijar a areia,
seu nome se dissolve na espuma da sereia.
Procuro no espelho alguma explicação,
mas vejo somente a minha expressão.
Quanto mais eu procuro saber quem ela é,
mais o mistério me prende de pé.
Talvez seja um sonho que insiste em ficar,
talvez seja a noite querendo me enganar.
Talvez seja alguém que eu nunca encontrei,
ou uma parte de mim que um dia abandonei.
E quando amanhece, ela deixa de existir,
como uma estrela cansada que decide partir.
Mas quando a noite retorna e a lua vem me chamar,
eu sinto sua presença outra vez no meu olhar.
Se é sonho, por que parece tão real?
Se é lembrança, por que ainda é tão igual?
Se a lua conhece o segredo que escondi,
por que toda noite ela a traz de volta a mim?
E se ela só existe quando a noite vem,
se só vive no escuro, distante de alguém...
quem é que desaparece quando nasce o dia:
ela, ou a parte de mim que por ela sorria?
Entre o Sonho e o Teu Chamado
Na calada da noite, ouvi teu chamar,
uma voz entre falhas querendo me encontrar.
Fui seguindo o caminho, sem saber onde dar,
até ver-te na areia, contemplando o mar.
Teus olhos molhados, teu jeito de fugir,
um mundo tão pesado que não querias sentir.
Correste para os meus braços, sem nada explicar,
e eu apenas te abracei, deixando o silêncio falar.
Disseste baixinho, cansada de esconder:
“Hoje eu consegui fugir… e pensei em você.”
E eu, sem compreender o que havia acontecido,
fiquei ao teu lado, no silêncio dividido.
A lua testemunhava o que ninguém podia ver,
duas almas conversando sem precisar responder.
E o mar, tão sereno, parecia guardar
cada palavra perdida na imensidão do luar.
Então teus olhos pousaram na minha pele,
e tua mão, devagar, percorreu o que nela se escreve.
Dedilhaste a tatuagem, em silêncio, sem pressa,
como quem reconhece uma história que atravessa.
E disseste, com os olhos marejados de emoção:
“Eu sei que essa você fez pra mim, Mannu.”
Não respondi; deixei o silêncio falar,
pois certas verdades não precisam de um explicar.
Mas vi novamente as lágrimas em teu olhar,
e não compreendi o que te fazia chorar.
Perguntei o que havia, querendo entender,
e tu apenas disseste: “Não precisa saber.
Você não precisa entender o que sinto agora,
nem encontrar respostas para o que me devora.
Apenas me abraça e deixa o momento existir…
eu consegui fugir, e estou aqui.”
Ficamos até o céu começar a clarear,
vendo a madrugada lentamente passar.
E quando o primeiro raio surgiu no horizonte,
o sonho começou a desaparecer como espuma na fonte.
Foi quando o telefone resolveu despertar,
uma mensagem tua acabara de chegar.
Abri os olhos depressa, ainda presa ao sonhar,
e era justamente você… voltando a me chamar.
Coincidência ou mistério, não sei explicar,
há coisas que acontecem sem pedir pra começar.
Mas entre a mensagem, o sonho e o amanhecer,
ficou uma pergunta que insiste em permanecer:
“Será que eu sonhei com você naquela madrugada, ou foi minha alma que te encontrou antes da chegada?”
Entre a Razão e a Vontade
Por que é que a mente insiste em te buscar,
do instante em que adormeço ao despertar?
Se a noite me silencia, sem sequer avisar,
é teu nome que o pensamento insiste em chamar.
Há lembranças que não sabem partir,
ficam na pele, fazendo o sentir persistir.
Outras viram saudade, difíceis de conter,
moram dentro do peito sem pedir pra nascer.
A razão tenta explicar o que aconteceu,
mas o coração responde: “isso ainda é teu”.
E quanto mais eu tento deixar pra trás,
mais a vontade sussurra que quer um pouco mais.
Talvez seja a memória querendo ficar,
talvez seja a saudade querendo voltar.
Ou talvez seja aquilo que ninguém consegue entender:
quando alguém toca a alma, é difícil esquecer.
E assim vou da noite esperando o amanhecer,
com pensamentos que insistem em você.
Porque há sentimentos que não pedem permissão:
ficam na pele, na saudade, no peito e na razão.
E se a vontade insiste em permanecer,
talvez seja porque ainda há algo em mim querendo viver.
Não sei se é saudade, desejo ou emoção…
Só sei que você ainda mora
entre a razão e o coração.
ENTRE O FOGO E A TEMPESTADE
Se fosse simples, bastaria dizer:
“é paixão, é querer, é não saber esquecer.”
Mas há sentimentos que a língua não alcança,
e o silêncio, às vezes, revela mais que a esperança.
Você é a tempestade que chega sem avisar,
o céu que escurece só para depois clarear.
É o fogo que chama, mesmo sabendo que arde,
aquela vontade que cresce quando a razão já é tarde.
Você mora no intervalo de um pensamento,
entre o que se cala e o que vira sentimento.
É onde a razão lentamente perde o seu lugar,
e o desejo, em segredo, começa a despertar.
É o coração esquecendo o próprio compasso,
a respiração procurando um pouco mais de espaço.
É aquela presença que, mesmo distante,
faz qualquer silêncio parecer inquietante.
Talvez seja loucura. Talvez seja acaso.
Talvez seja apenas o destino ensaiando o primeiro passo.
Mas existem loucuras que não pedem cura,
porque certas vontades têm sua própria ternura.
E se alguém perguntasse o nome disso tudo,
talvez a resposta se escondesse no absurdo:
não é apenas querer, nem simples paixão…
é quando alguém encontra morada dentro de uma inquietação.
Metáforas entre metáforas: pensamentos para pensamentos dentro de pensamentos
Entre falas e falácias, as desculpas não passam de discursos para ocultar e enganar quem ainda acredita em histórias de palhaço. Em ocasiões especiais, suas trapaças revelam-se como episódios de um bobo ganancioso.
Por que existir dentro de uma mera existência? "Sou bonito ou sou engraçado? Faço dancinhas para enganar e entorpecer com dopamina barata? Escrevo discursos incrédulos para que perpetuem a escravidão do seis por um?"
Emerge a covardia e o insuportável sentimento de indignação: ser pobre só dá o direito de existir, enquanto terras e mansões parecem reservadas aos "grandes imortais". Mal sabem que, no cemitério, não há rico nem pobre — apenas pó sobre pó.
Mesmo numa linda sepultura, repousa um cadáver cercado de riquezas que em nada adiantaram, pois o tempo o consumiu. Ninguém se lembrará de quem ele foi ou será; restará apenas o pó sobre o pó, um nome gravado numa placa de bronze e uma estátua coberta de poeira.
Nada mais.
O tempo devorou cada imperador, rei, monarca ou presidente. Restam apenas a luz do dia e a luz da lua. Os descendentes seguem caminhos distantes daquela ilusória grandeza, pois cada um traça o próprio destino.
Mansões se tornam ruínas, lugares abandonados pelo estado de luxúria onde o ego singelo e infinito doma a alma e expõe o espírito.
O vento sopra a poeira, espalhando sonhos num estado primitivo da matéria.
Por Celso Roberto Nadilo
Metáforas entre Metáforas
Entre falas e falácias,
as desculpas não passam de discursos
para ocultar e enganar quem ainda acredita em histórias de palhaço.
Em ocasiões especiais, suas trapaças revelam-se
como episódios de um bobo ganancioso.
Por que existir dentro de uma mera existência?
"Sou bonito ou sou engraçado?
Faço dancinhas para enganar e entorpecer com dopamina barata?
Escrevo discursos incrédulos para que perpetuem a escravidão do seis por um?"
Emerge a covardia e o insuportável sentimento de indignação:
ser pobre só dá o direito de existir,
enquanto terras e mansões parecem reservadas aos "grandes imortais".
Mal sabem que, no cemitério, não há rico nem pobre —
apenas pó sobre pó.
Mesmo numa linda sepultura,
repousa um cadáver cercado de riquezas que em nada adiantaram,
pois o tempo o consumiu.
Ninguém se lembrará de quem ele foi ou será;
restará apenas o pó sobre o pó,
um nome gravado numa placa de bronze
e uma estátua coberta de poeira.
Nada mais.
O tempo devorou cada imperador, rei, monarca ou presidente.
Restam apenas a luz do dia e a luz da lua.
Os descendentes seguem caminhos distantes daquela ilusória grandeza,
pois cada um traça o próprio destino.
Mansões se tornam ruínas,
lugares abandonados pelo estado de luxúria
onde o ego singelo e infinito doma a alma e expõe o espírito.
O vento sopra a poeira,
espalhando sonhos num estado primitivo da matéria.
O ser reluta em ter resiliência
quando não passa de aparência.
Para existir, tenta sobreviver dentro de si.
Houve um olhar que sentiu o tom da ilusão:
o que parecia profundo
é apenas a equivalência da inércia.
Para além e em frente,
buscar o frescor das almas cansadas pelos vultos
— um abade em formato metafórico.
O que reluz no campo neurológico
serviu a poucos do além;
perpetua a perspectiva de sonhos repletos de ironias,
diluídas na verdade somada do passado.
Eu sei que tudo entre a gente acabou e que cada um segue a sua vida, mas o que eu sinto por você nada mudou. Continuo amando você; é difícil te esquecer, pois um grande amor a gente nunca esquece. Eu entendo que o que passamos foi passageiro, mas, para mim, foi como se eu te conhecesse de outras vidas. Nunca conheci uma mulher como você.
Se eu fechar os olhos por alguns minutos, ainda consigo lembrar de cada detalhe seu: da sua linda voz, do seu sorriso encantador e do brilho dos seus olhos. O gosto do seu beijo eu ainda sinto, como se tivesse sido ontem. Dizem que o tempo cura tudo, mas esqueceram de avisar que o tempo corre diferente para quem ainda ama. É impressionante como certas conexões ignoram a lógica; a nossa intensidade fez com que alguns meses parecessem décadas.
Às vezes me pego procurando o teu rosto na multidão ou esperando uma notificação que eu sei que não vai chegar. É um vazio que não se preenche, porque você não foi apenas uma 'passagem' na minha vida, você foi um anjo que me ensinou o verdadeiro significado de amar.
Mesmo que o destino tenha decidido nos separar, uma parte de mim sempre pertencerá a você. Guardar você comigo não é uma escolha, é a única forma que encontrei de não perder o que tivemos de mais bonito.
O que explica esse abismo abissal entre quem prega e quem ouve? Primeiramente, a Teologia da Prosperidade transformou o altar em um balcão de negócios. O luxo do líder é vendido como "prova de bênção", funcionando como uma isca para que o fiel entregue o pouco que tem na esperança de alcançar o mesmo sucesso. É uma pirâmide espiritual onde o topo ostenta a riqueza que a base financia, sob o pretexto de que "questionar o ungido" seria um pecado contra o próprio Deus.
Se você se perder: Não entre em pânico. Pare, respire e olhe ao redor. Eu estarei exatamente onde prometi, esperando você me encontrar, hora após hora.
Se você cair: Não tenha medo do chão. Minhas mãos estarão estendidas e prontas para te segurar antes mesmo de você sentir o impacto.
Se o tempo passar: Deixe que ele corra. Cada segundo que se prolonga é apenas mais uma prova de que eu não vou a lugar nenhum.
Mesmo quando minha imagem parecer desaparecer e a luz do dia virar aquele cinza de incerteza, não duvide. Eu ainda estarei observando pelas janelas, torcendo para que você esteja bem, guardando cada segredo roubado lá do fundo do meu peito.
Pode ser que a batida do tambor esteja um pouco fora de ritmo agora e que o ponteiro dos segundos insista em girar para trás, tentando nos confundir. Mas, no fim das contas, meu compromisso com você é atemporal. Se você precisar de um porto, de um abraço ou apenas de alguém que saiba esperar, eu estarei aqui.
