Encontro entre Amigos
HÁ QUEM PERMANECE E HÁ QUEM APENAS SE APROVEITA DA CAMINHADA: a distância entre servir a uma causa e servir-se dela
“Uns permanecem porque acreditam no destino da caminhada; outros caminham apenas enquanto a estrada tiver por destino os próprios interesses.”
Um aliado, ou mesmo um apoiador de ocasião, não se confunde com um amigo leal, tampouco com aquele que verdadeiramente se compromete com uma causa e faz de determinada bandeira uma convicção de luta. A aproximação circunstancial pode nascer da conveniência, da convergência momentânea de interesses ou da expectativa de algum benefício. O compromisso verdadeiro, ao reverso, pressupõe identidade de valores, constância e disposição para permanecer mesmo quando a fidelidade à causa impõe custos pessoais.
É precisamente aí que se estabelece a diferença essencial entre quem serve a uma causa e quem se serve dela.
Há aliados e apoiadores cuja adesão, embora revestida do discurso do interesse coletivo, encontra-se, em sua essência, muito mais vinculada à própria vaidade, à necessidade de reconhecimento ou à realização de ambições pessoais. Nesses casos, a causa institucional deixa de constituir um fim em si mesma e passa a funcionar como cenário, instrumento ou mesmo trampolim para um projeto individual. A bandeira continua sendo exibida, mas já não é propriamente defendida: é utilizada.
Tal comportamento nem sempre se deixa perceber de imediato. Enquanto os interesses individuais e os objetivos coletivos caminham na mesma direção, conveniência e convicção podem apresentar aparência semelhante. Ambas produzem discursos de entusiasmo, manifestações de apoio e gestos de aparente comprometimento. A diferença somente se torna perceptível quando os caminhos começam a divergir e quando permanecer fiel à causa deixa de proporcionar vantagens passa a exigir renúncias.
É nesse ponto que o tempo e as circunstâncias assumem uma espécie de função reveladora.
O fenômeno é particularmente perigoso porque, muitas vezes, a retórica do compromisso encobre interesses que somente vêm à superfície quando o protagonismo é ameaçado, quando o reconhecimento não chega, quando a liderança passa a ser exercida por outros ou quando a defesa da causa exige sacrifício sem qualquer recompensa imediata. É então que se descobre se havia verdadeira convicção ou apenas conveniência e se o indivíduo havia colocado sua trajetória a serviço de um ideal ou se, ao contrário, havia transformado o ideal em instrumento de sua própria trajetória.
A lealdade autêntica, portanto, não se mede pela intensidade das manifestações de apoio quando há aplausos, visibilidade ou vantagens a conquistar. Mede-se, sobretudo, pela capacidade de permanecer quando desaparecem os holofotes, quando o silêncio substitui o reconhecimento e quando a fidelidade aos princípios exige a renúncia ao próprio protagonismo.
Porque permanecer quando tudo favorece a permanência pouco revela sobre alguém. A medida da lealdade começa a aparecer quando permanecer custa alguma coisa.
É nesse sentido que ganha especial significado a conhecida metáfora das trincheiras: mais importante do que saber apenas qual guerra se trava talvez seja descobrir quem permanece ao nosso lado quando chega o momento de enfrentá-la. As trincheiras têm uma virtude que os tempos de bonança desconhecem porquanto revelam quem caminhava conosco por convicção e quem apenas seguia na mesma direção porque, até então, nossos caminhos coincidiam com os seus interesses.
Na caminhada, muitos podem acompanhar-nos enquanto a estrada é confortável, enquanto há reconhecimento, perspectivas ou vantagens compartilhadas. A trincheira, porém, introduz outra medida. Nela, a presença deixa de ser cômoda e passa a representar risco, sacrifício e renúncia. É justamente quando permanecer passa a ter um preço que descobrimos não apenas quem está ao nosso lado, mas, sobretudo, por que está.
Talvez por isso se tenha difundido, com autoria atribuída à Ernest Hemingway, a frase: “Quem estará nas trincheiras ao teu lado? — E isso importa? — Mais do que a própria guerra.” Sua força não reside propriamente na guerra, mas naquilo que a adversidade revela sobre os vínculos humanos, na medida que determinadas circunstâncias extremas retiram das relações a aparência da conveniência e deixam à mostra a substância da lealdade.
Quem está verdadeiramente comprometido com uma causa não precisa ser o seu personagem principal. Compreende que determinadas lutas são maiores do que as pessoas que momentaneamente as representam e que a defesa de um ideal coletivo exige, muitas vezes, a grandeza de ceder espaço, reconhecer méritos alheios e continuar contribuindo mesmo sem ocupar o centro da cena.
Há, nisso, uma forma silenciosa de desprendimento. Quem compreende a dimensão de uma causa sabe que ela não lhe pertence. Pode ter contribuído para construí-la, defendê-la durante anos e até suportando sacrifícios em seu nome, mas não adquire, por isso, o direito de confundi-la consigo próprio. As pessoas passam; as instituições, os valores e as causas que verdadeiramente importam devem ser capazes de sobreviver àqueles que, em determinado momento, as representam.
É justamente essa compreensão que distingue a liderança comprometida do personalismo. O verdadeiro compromisso deseja que a causa continue forte mesmo quando outros passam a conduzi-la. O personalismo, ao contrário, tende a experimentar o êxito alheio como diminuição própria e a interpretar a perda de protagonismo como se fosse o enfraquecimento da própria causa.
Já aquele que está comprometido sobretudo consigo mesmo tende a confundir a própria trajetória com aquilo que afirma defender. Enquanto seus interesses caminham ao lado da causa, mostra-se entusiasmado, combativo e presente; quando deixa de ocupar posição de destaque, ou quando a causa já não lhe proporciona visibilidade, sua disposição frequentemente diminui. Não necessariamente porque o ideal tenha perdido importância, mas porque deixou de servir ao projeto pessoal que, desde o início, talvez constituísse sua verdadeira prioridade.
Por isso, a adversidade possui uma virtude singular: ela não transforma convicção em conveniência, nem lealdade em oportunismo; apenas torna visível aquilo que, em tempos favoráveis, podia permanecer oculto. Quando chegam as dificuldades, caem os adornos do discurso, desaparecem as aparências e cada pessoa acaba revelando a verdadeira natureza de seu compromisso.
A caminhada e a trincheira, embora sejam metáforas distintas, encontram-se precisamente nesse ponto. A caminhada revela quem nos acompanha; a trincheira revela quem permanece. Uma permite perceber a companhia; a outra põe à prova a lealdade. E talvez somente depois de atravessarmos ambas possamos distinguir aqueles que compartilhavam verdadeiramente a causa daqueles que apenas compartilhavam, circunstancialmente, o caminho.
Talvez seja essa a medida mais segura da autenticidade, que é permanecer fiel à causa mesmo quando já não é possível convertê-la em prestígio, poder, reconhecimento ou vantagem pessoal.
Quem possui compromisso genuíno compreende que causas verdadeiramente importantes não existem para engrandecer aqueles que as defendem. Ao reverso são aqueles que as defendem que precisam, quando necessário, diminuir a própria vaidade para engrandecê-las.
E talvez o tempo seja, afinal, o juiz mais rigoroso dessas diferenças. Ele termina por distinguir os que estiveram ao lado de uma causa porque acreditavam nela daqueles que apenas permaneceram enquanto dela puderam extrair alguma utilidade. Os primeiros deixam contribuição; os segundos, quando cessam as vantagens, geralmente deixam apenas a memória de sua passagem.
No fim, há quem permaneça porque acredita na caminhada e há quem caminhe apenas enquanto a estrada conduz aos próprios interesses. Mas são as trincheiras que dissipam as últimas dúvidas: quando desaparecem o palco, o aplauso e a recompensa, descobrimos quem verdadeiramente estava ao nosso lado e, mais importante ainda, quem estava ao lado da causa. Porque o compromisso autêntico começa justamente onde termina a necessidade de protagonismo.
Boa tarde, colegas. Vamos começar a debater o tema: “A controvérsia entre liberdade e libertinagem num país em desenvolvimento.
Na vossa opinião, onde termina a liberdade e começa a libertinagem?
Tem sonhos que não nascem prontos.
Eles vão ganhando forma aos poucos,
no tempo certo,
entre silêncios, tentativas e espera.
E quando finalmente florescem,
o que mais importa não é o que se vê…
é quem está por perto pra sentir junto.
Porque existem momentos
que não pedem plateia,
pedem presença.
Não pelo espetáculo,
mas pela história que existe ali.
No fim,
não é sobre o lugar,
nem sobre o momento em si.
É sobre dividir o instante
com quem, de alguma forma,
também faz parte dele.
Preciso te contar um segredo
Preciso te contar um segredo. Mas que fique só entre nós, tá? Não quero ouvir meu nome passeando nas conversas tortas que o povo adora ter. É tanto papo furado pra mentes tão pequenas, né? Mas, enfim, vamos ao que interessa: sabia que o seu cheiro não sai da minha blusa? Pois é! Desde o nosso primeiro abraço, o seu perfume ficou na minha roupa e na minha mente. Esse aroma eu aposto que reconheço em qualquer lugar do mundo. Não consigo descrevê-lo bem, mas tem um cheiro de pedaço de felicidade misturado com pitadas de adrenalina, e aquela porçãozinha de desejo pra dar um toque especial. É um cheiro de alguma coisa que eu não sei o que é. Talvez essa coisa seja algo totalmente novo pra mim. Droga! O que foi que você fez pra me encantar tão rápido assim? Cara, você é realmente muito bom com feitiços, preciso admitir. Não existe outra explicação! Ou quem sabe até exista, talvez seja porque......... sei lá.......... não, de verdade, não existe. Agora, com o caso já apurado e a sua sentença decretada (me deixar morar no seu coração por tempo indeterminado com aluguel de beijos) quero satisfações: quem foi que te deu permissão pra me enfeitiçar, hein? Ah é, esqueci, você não precisa de permissão e detesta quando alguém tenta mandar em você. Viu? Aos poucos eu tô te conhecendo! Já sei que você adora videogame, roupa preta com a cara do Bob Marley, filmes de ação e um copo de cerveja bem gelada. E sabe de uma coisa? Tô adorando essa aventura de ir te desvendando devagarinho. Mas não conta pra ninguém, é o nosso segredo, tá?
BOM DIA!
entre onças e ursos eu escolho morangos...a cada momento estamos escolhendo ursos e onças que nos atormentam ao invés de morangos deliciosas que nos fazem lelizes. 🌿🌿🌿
Entre as dunas do deserto observei atentamente o céu noturno, pude vê muitos astros, muitos holofotes, pude notar a extrema beleza da nossa Via Láctea a olho nu.
A sabedoria do tempo
Certa vez a fim de tirar a paz de um sábio durante uma comemoração entre amigos, já um tanto embriagado uma pessoa o desafiou:
_Posso expor seu passado aos convidados? Acha que depois de feito isso, preservará sua imagem de sábio?
O sábio, sereno respondeu:
_ Diga o que supõe sobre o meu passado, foi ele quem me tornou quem hoje sou, o presente ainda irá me moldar através das escolhas que fiz ontem e faço hoje. Ao terminar de expor meu passado, analisaremos juntos o que conheço do seu presente e veremos o que podemos aprender um com o outro. Pois eu não vivo mais no meu passado, embora respeite profundamente a sabedoria que trago de lá e sei que essa sabedoria pode ser novidade útil para você. Já em relação à minha imagem, só é relevante a que conheço de mim mesmo.
"Entre insistir e soltar"
Insisti no silêncio, gritei sem ouvir,
me perdi no caminho tentando seguir.
Fui presença constante, mesmo na ausência,
mas virei só lembrança, sem mais importância.
Corri contra o tempo, lutei sem vitória,
doei minha vida, apaguei minha história.
Hoje eu paro as mãos, largo esse chão,
não sou migalha, sou coração.
Se ela não sente, não posso insistir,
é hora de soltar pra poder me vestir
da força que resta, da fé que é minha,
pois quem não me quer, me ensina a saída.
Entre portais e livros proibidos,
anda-se em corredores de vidro,
onde a realidade treme,
e a fantasia morde.
O coração dos magos é um labirinto,
desejo e dor entrelaçados,
e a pergunta arde, sempre:
o que vale mais... O poder ou a alma?
E no fim, quando as cartas caem,
resta a vertigem de saber:
a magia nunca foi sobre vencer,
mas sobre perder... E ainda escolher.
#themagicians
Amor é luz que insiste em brilhar,
Prometo cuidar, nunca deixar passar.
Entre nós, um pacto a se guardar,
Você sente, sabe, não dá pra negar.
EQUAÇÃO INVISIVEL
A vibração corre invisível,
fio elétrico entre mundos,
tecendo pontes que o olho não vê.
Um pede, outro oferece,
mas na verdade é a mesma chama,
o mesmo anseio vestido em vozes diferentes.
E quando se encontram,
não é sorte,
não é acaso. É a matemática secreta do universo,
equação escrita no silêncio,
resposta que brota no instante certo,
como se o cosmos conspirasse para unira fome e o pão,
a sede e a fonte,
a pergunta e a resposta.
Dois que não se buscavam,
mas já estavam destinados
a se reconhecer na mesma necessidade.
Nem tudo que é visto é sentido, e nem tudo que é sentido precisa ser visto. O essencial está entre os espaços vazios que só a alma consegue preencher.
"INTERVALO ENTRE O GRITO E O RISO"
Há dias em que o caos veste perfume
e passa por paz, só pra te confundir..
Você olha o céu, ele tá bonito demais
mas sabe que amanhã chove, e tudo bem.
porque no fim, o que salva não é o sossego,
é o intervalo entre o grito e o riso,
onde a alma respira, meio cansada,
meio viva, totalmente sua.
Às vezes é preciso se perder no ruído,
pra achar o sentido há tanto perdido.
Entre telas e vozes, distantes,
encontrei no silêncio, o que é importante.
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