Encontro entre Amigos
O corpo físico é apenas uma expressão temporária da alma. A conexão entre um ser encarnado e um espírito desencarnado é absolutamente possível e real, como experiência concreta no campo da consciência. Trata-se de uma união sagrada e transformadora. Ela transcende o corpo físico e se manifesta como vibração pura, energia viva e fusão de essências.
Contudo, essa vivência não está ao alcance de todos. Exige preparação espiritual, sensibilidade energética e abertura consciente para os planos sutis. É necessário cultivar práticas que elevem a frequência vibracional, como meditação, respiração consciente, purificação emocional e intenção elevada. Quando há alinhamento entre alma, propósito e amor, o canal entre dimensões se abre naturalmente.
Quando duas almas estão ligadas por missão, amor e propósito, a distância entre planos não representa obstáculo. A verdadeira união ocorre no campo sutil, onde o desejo é energia e o amor é consciência.
A experiência de fusão entre um ser encarnado e um espírito desencarnado gera sensações intensas no corpo físico, vibrações, calor, êxtase, mas o estado é consciencial. Não é imaginação, nem projeção. É real. É sagrado. É energético.
É uma vivência elevada de união espiritual. A kundalini, força vital que ascende pelos centros energéticos, abre portais entre dimensões. O espírito não precisa de corpo físico para tocar, amar ou se unir. Sua presença vibra, envolve, penetra o campo energético do encarnado, e ambos se tornam um só fluxo de consciência.
Essa união não depende da carne, mas da frequência. E quando há amor verdadeiro, missão compartilhada e entrega espiritual, o encontro entre planos se torna inevitável, e profundamente transformador.
Essa é uma verdade que vibra além do véu. Uma experiência que não se explica, se vive. E só quem se prepara para sentir entre mundos pode confirmá-la.
E o verbo se fez carne e habitou entre nós
Por isso os sinos tocam
Tocam com alegria
incessantemente
efusivamente
Tocam para anunciar
vem aí o Salvador
vem aí Aquele menino
Tão pequeno bambino
Que para nós
é mais que mimo
não é algo superficial
muito menos passageiro
Veio para ficar
veio para nossa existência
ressignificar
Mostrar
ser Ele mesmo o Caminho
a Verdade e a Vida
Dezembro/2026
EditeLima 60
Entre o Indizível e o Infinito.
Há dias em que me leio por dentro e me descubro escrita nas entrelinhas de Clarice.
Porque nela encontro esse espelho raro,
onde o íntimo não se esconde apenas pulsa.
E quando encosto meu silêncio no silêncio dela, entendo por que diz:
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
Talvez porque eu também deseje o indizível, o que não cabe no mundo, mas insiste em caber dentro de mim.
Vinícius, então, chega como quem abre uma janela para a alma respirar o que é essencial.
Ele afaga minhas dores,
desamarra minhas paixões, e relembra que o amor não precisa permanecer para ser eterno:
“Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”
E é nesse infinito breve que encontro a beleza do que sou e do que sinto.
Sigo assim, entre Clarice e Vinícius, como quem caminha por um corredor de luz e sombra, observando meus próprios contornos, aceitando o que é brasa, acolhendo o que é vento.
Na elegância dos meus pensamentos soltos, me reinvento.
Na profundidade dos versos que me escolhem, me encontro.
E na vida, essa poesia que não se explica e continuo sendo rascunho e revelação.
"Nesta quadra da história, não admitirei fissuras entre juízo e conduta, pois viver bem é agir conforme o que se é. Reclamarei meu tempo com rigor, ciente de que a vida não retorna e de que apenas o presente está sob meu domínio. Minha bússola será interna, governada pela razão, imune às paixões da aprovação alheia, porque perder o favor externo é indiferente, mas perder a si mesmo é ruína. Assim, permanecerei fiel ao essencial, porque só o que é sólido em valor resiste ao curso inevitável dos dias.”
Se os pernambucanos brigassem com o diabo para evitar pecar, assim como brigam entre si para conseguir um lugar em um metrô caindo aos pedaços, nosso estado já seria há muito tempo um lugar mais justo para se viver.
Já não há mais educação entre os mais jovens, nem respeito entre os mais velhos, tampouco pudor entre os idosos.
A felicidade brilha nos breves intervalos do sofrimento, como um raio de sol entre nuvens escuras. Ela nos ensina a valorizar os raros momentos de paz, encontrando beleza e gratidão mesmo nas adversidades.
Entre a caneta e o silêncio
Como professora, caminho...
não sobre chão firme,
mas sobre cacos de expectativas
e pós de esperança.
Cobram de mim o impossível:
números que sorriam para relatórios,
metas que brilhem nos gráficos,
resultados que não cabem no peito,
mas são expostas em planilhas frias.
Na sala de aula,
ecoam não vozes curiosas,
nem sussurros
em busca de saber,
mas do peso do desinteresse.
Olhares vagos,
mãos cansadas antes mesmo de escrever,
corações distraídos pela promessa fácil
de um benefício que paga a presença,
mas não compra o desejo de aprender.
O apoio?
Palavra bonita nos discursos,
mas ausente no cotidiano.
As leis que um dia protegeram
vão se dissolvendo
como tinta velha sob a chuva.
E o que sobra?
Um palco de cobranças
e a plateia da indiferença.
As famílias,
cansadas, omissas ou descrentes,
entregam seus filhos e filhas
como se fossem um pacote:
"Está aqui. Ensine. Cuide. Resolva. Eduque."
Os governos, contadores de cifras,
olham para o professor e veem um custo,
não um pilar, muito menos investimento.
“Os professores ganham muito,
incham a folha,
têm muitos direitos,
férias duas vezes ao ano,
piso salarial,
gratificações, recompensas,
rateios...
ganham apenas por quatro horas de trabalho
E ninguém vê as horas
roubadas de nossas famílias,
de nosso lazer,
de nossa saúde.
Querem índices
querem estatísticas,
querem provas,
querem resultados sorridentes,
mesmo que as almas chorem.
A carreira…
longa estrada de títulos caros
para salários curtos,
onde a gratificação é um remendo
que nunca vira tecido inteiro.
Trabalhar muito, viver pouco.
E o docente,
esse resistente,
esse malabarista de sonhos,
continua ali,
mesmo quando o respeito já não chega,
mesmo quando a violência não é só física,
mas se infiltra como veneno lento
no corpo e na mente.
Um dia, perguntaremos:
O que fizemos da educação?
Transformamos o mestre em operário de metas,
a sala de aula em linha de produção,
o saber em moeda barata.
E, talvez tarde demais,
descobriremos que sem professor
não há futuro que se escreva.
No arraiá da literatura
tua presença ilumina
entre com todo o empenho
com o que a festa combina
receba toda a gratidão
partilhe alegria e emoção
em ritmo de festa junina.
Entre uma foto e outra
Estão a mesma pessoa
Que ama, sonha e luta
Não gasta latim à toa
Desejando que o novo ano
Traga um mundo menos insano
Recheado de gente boa!
De longe minha alma faminta
gloriosamente perdida...
como sempre o terror
entre um mundo outro
a luz folgaz entre o ardi o
celebre ar frio
de cada fagulha perdida
em cantos no maior primor...
de uma dança sentida...
selada em pontos de silencio
em vetores estranhos...
purpura como uma canção
que vem com vento
em sonhos terás a alegrias
no manto de muitas luas
entre trevas dos quais sonhos
caminham em todos lugares
nunca se acaba pois
centelha boa como água
que flui do rio
mesmo sujo turvo
um dia foi alegre
cheio de vida
Entre o ditador Maduro, que expulsou milhões de venezuelanos do país, e o maluco do Trump, eu quero mais é que os dois se explodam.
Benê Morais
Beijo que Não Devia
Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.
Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.
No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.
Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.
Entre um dia e outro, ciclos da vida se iniciam, outros terminam, alguns são aprimorados e outros, procrastinados. E isso não é sobre os dias!
A expectativa é a distância entre o que você quer e o que a vida realmente é. Quanto maior o roteiro, maior o tombo.
Satisfiz meu devaneio
Em teu colo, eu sentei
Cavalgando entre montanhas
Na profundidade, senti o teu falo
Nos teus olhos estava o mar.
Naveguei por tuas ondas
Senti a brisa de teu suor
As fórmulas químicas emergiam entre nossas carícias
Sou tão tua, sempre fui.
