Encontro entre Amigos

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Entre estilhaços e sombras, o silêncio se transforma em lâmina, a dor se torna mapa, e o vazio revela a força que queima e ergue o destino.




— Purificação

Entre sombras e estilhaços, o silêncio corta e o vazio incendeia o destino.




— Purificação

“O Ser habita a Incomensurabilidade, morando no hiato entre a origem do sonho e o limite da expressão. O sonho é a revelação do Possível Absoluto, a vastidão não dita da vontade que nasce no vazio; o rabisco que transborda é o testemunho da fragilidade da forma, o ponto em que a consciência hesita diante da torrente do não manifestado. Toda criação, assim, é apenas o vestígio fugaz daquela Totalidade indizível que se recusa a caber no mundo.”⁠

Consertei meu jardim —
as flores voltaram a sorrir,
o vento brinca entre os ramos
e a terra respira por vir.


Mas hoje há muros altos,
feitos de calma e cautela;
onde antes havia frestas,
agora há grades, sentinelas.


Entre as rosas, pus tranças,
raízes firmes, seguras;
nenhuma lagarta ousada
ultrapassa minhas muralhas puras.


O jardim segue belo, enfim,
mas aprendeu com a dor:
flores que um dia sofreram
agora florescem com amor —
sem deixar de lembrar
quem tentou roer seu florir interior.

Entre o meu mínino e o máximo, procuro doar o meu melhor, para que seja útil para alguém.

“Entre o trabalho e o descanso, encontre o ponto onde a vida floresça.” - Os`Cálmi

A relação entre juízes e advogados deve ser pautada pelo respeito mútuo, pela urbanidade e pela colaboração em prol da Justiça. O diálogo respeitoso em despachos e audiências fortalece a confiança no processo e revela a maturidade das instituições. Quando há escuta ativa, clareza e empatia, o Direito cumpre sua verdadeira função: aproximar pessoas em busca da verdade e da justiça.

Entre a balança e a justiça só existe uma medida.


@Slogan

Precisamos de competência, entre para o time.


@Slogan

"Quer entrar na minha vida? Entre.
Quer sair da minha vida? Saia.
➡️ Só não fique na 🚪... porque atrapalha a passagem!"

"Entre o frio que rengueia e o sol de verão,
o gaúcho encontra calor na tradição.
Chimarrão ao amanhecer,
e a vida inteira para agradecer."

⁠Existe uma linha tênue entre a solidão e a solitude.


Até onde suportamos estar sós? No silêncio há o prazer e a liberdade de ser completo em si, mas também a dor e o vazio de quem falta.


O mesmo sentimento que nos liberta é aquele que, às vezes, nos rasga a alma.

Tudo no universo está conectado.
Somos uma grande teia de informações entre seres microscópicos e humanos,
planos físicos e espirituais, nada está separado.


As conexões não são aleatórias; tudo tem um propósito.
Tudo o que chega a nós é Deus nos mostrando algo que antes não víamos,
para permitir que o amor flua em nossos corações.


Nossa família é a principal teia.
Nascemos e vivemos em prol da família, da perpetuação da vida e da humanidade.


Nascemos exatamente na família que precisamos
para desenvolver as características necessárias para moldar nossa personalidade
e, no contexto da vida, trabalhar aquilo que é preciso
para descobrir quem realmente somos.


Esse texto pode parecer absurdo pra você,
que nunca se perguntou o propósito da vida,
e você não precisa acreditar em mim.
Cada ser humano tem sua própria verdade.
Descubra a sua.


Meu processo de autoconhecimento iniciou
quando precisei escalar as paredes do poço escuro onde me encontrei há alguns anos.


No início, eu culpava tudo e todos por ter ido parar lá.
Era mais fácil.
Só que estar nesse papel de vítima não me trazia felicidade,
porque, na real, as vítimas não querem solução,
só aliados para concordar com sua história de tristeza.


Entendi que eu não sabia nada.
Afinal, a maneira como eu vivia até aquele momento
tinha me trazido muito peso e sofrimento,
me afastado das pessoas que eu amava
e criado uma vida de mentiras.


Quando ouvi falar em autoconhecimento,
pensava que era saber o que eu gosto,
saber lugares, preferências e comportamentos da minha personalidade...


O caminho foi longo.
Fez-me questionar crenças, valores,
todas as coisas que vi e ouvi durante toda a minha vida.
Aprendi a não me agarrar mais a verdades absolutas.
Perdi todas as minhas bases, fiquei sem chão,
desestruturei toda a minha personalidade até entender que eu não era ela.


Achei que estava pirando.
Duvidei de Deus, questionei a realidade e a minha própria mente.
Mas eu decidi me abrir para o novo.
Fui atrás de conhecimento, não qualquer conhecimento.
Fui atrás do conhecimento do Eu, da mente, dos sistemas,
do elixir da vida, se é que ele existia.


O que posso te contar é que encontrei, li, vivi e experienciei muita coisa.
Para onde eu estava, não dava mais pra voltar.
Onde estou, não é suficiente.
E pra onde vou, só a vida sabe.


Nesse processo todo, de tudo o que passei,
a única coisa que faz sentido é viver o aqui e o agora.
Simples, mas não simplista.
Afinal, precisei entender, com a mente, o corpo e o coração,
os conhecimentos ocultos da alma.


No aqui e agora posso sentir a força da vida,
a presença daquilo que eu chamo de Deus.






16/11/2021 23h13
Karina Megiato

⁠A alma... bolha refratária... deriva entre circuitos de luz... imaginação... e déjà vu.
Resíduos de existências pretéritas.

“Entre linearidade e não-linearidade, humanos e animais vivem pensamentos e instintos que escapam à compreensão; amor, desejo e instinto dançam no caos, e dele surgem ordens fluidas, imprevisíveis e sempre múltiplas.”

“Entre linearidade e não-linearidade, os animais vivem formas que o humano ainda não compreende; amor, desejo e instinto dançam no caos, e dele emergem ordens fluidas e inesperadas."

Uma mentira rasgou o céu,
e entre o som do trovão e o silêncio dos deuses,
a distância entre o divino e o humano aumentou.


A mentira, filha da cobiça e irmã da vaidade,
ergueu muralhas onde antes havia pontes,
e transformou o diálogo em ruído,
a confiança em cinza.


Por uma mentira, o homem empunhou a espada,
feriu seu irmão e justificou sua dor com falsos ideais.
Por uma mentira, destruiu-se o amor,
e o que era puro se manchou de desconfiança.


A mentira não fala, ela sussurra.
Não aparece, ela se disfarça.
Entra pelos ouvidos,
cega os olhos,
endurece o coração.


E o homem, ignorante de si mesmo,
passa a venerar o engano como virtude,
e a verdade como ameaça.
Rende culto ao disfarce,
e chama de esperteza o que é apenas ruína.


Mas o que é o sábio senão aquele
que aprende com a própria frustração?
Aquele que, cansado de esperar virtude nos outros,
decide manter a sua própria,
mesmo que o mundo inteiro se perca em mentiras.


Pois quem mente destrói o outro uma vez,
mas quem se deixa corromper pela mentira
se destrói a cada amanhecer.


E assim compreendo:
não é errado esperar a verdade
errado é desistir dela.⁠

Entre fases
Às vezes a gente passa por períodos em que o coração parece meio perdido.
Não é falta de amor, é excesso de aprendizado.
A gente se decepciona, se levanta e aprende que o que realmente importa é encontrar alguém que traga leveza e não confusão.
Já conheci pessoas boas, com boas intenções, mas nem sempre é o momento certo. E está tudo bem!
Porque o tempo ensina que não é preciso preencher o vazio com pressa
Às vezes é preciso deixar ele existir para entender o que cabe ali de verdade.
Hoje eu só quero paz.
Quero reciprocidade, sinceridade e presença.
E até que isso aconteça, eu sigo construindo o que mais preciso agora... A minha própria paz.

⁠Detalhes de mim


Perdido entre quatro versos,
Almejo me encontrar
De um jeito tão complexo,
E tão sincero de se explicar.


Perdido entre rimas,
Assim são os meus dias
Há noites que viram manhãs de Sol,
Com o acalento da poesia.


Perdido em meus pensamentos,
Buscando o melhor em mim
Fazer com que em um momento,
Tudo não se limite a apenas sentir.


Perdido entre imaginação e realidade,
Assim vou vivendo o meu eu
De uma forma com sagacidade,
Encontro detalhes de um sonho intenso, que um dia se perdeu!

Entre mil vozes sigo calado,
um riso perto me soa errado,
mas dentro da sombra guardo um clarão,
semente pequena, discreta paixão.


Olhares passam, não me percebem,
sou mar sem barcos que nele se atre­vem,
mas no fundo das águas, quieto, escondido,
há um peixe dourado que insiste em ter brilho.


Sou chama acesa perdida no frio,
vento me corta, me torna vazio,
mas toda brasa, ainda que fraca,
se agarra à madeira e a vida destaca.


Carrego no peito a multidão da solidão,
ruídos dançam, mas falta canção,
porém sei que a noite, tão longa e fechada,
um dia se abre em aurora dourada.


Eco sem porto, palavra sem mão,
me faço poema, me invento canção,
pois mesmo que o mundo não queira me ouvir,
meu próprio silêncio começa a sorrir.


E sigo entre vidas, ferido, mas são,
corpo presente, pulsando emoção,
a solidão pode ser dura prisão,
mas guarda a chave no próprio coração.