Encontro entre Amigos
Entre Mentes
Há algum tempo anseio o saber —
não o que dorme nos livros empoeirados,
mas o que se aprende com o corpo cansado,
com o tropeço, o erro, o fardo.
Como vampira, sugo teu intelecto,
saboreio tua razão, teu susto, teu afeto,
digiro o que entendo, excreto o que sobra —
e o resto, ah, o resto, me dobra.
Uma parte de ti em mim se instala,
como lembrança que nunca se cala,
e sigo, voraz, faminta, errante,
à caça do próximo semblante,
buscando no outro o que me falta,
eco antigo, alma farta.
Procuro o que não sei nomear —
mas saberei, quando encontrar,
eterna metamorfose do pensar,
esperança cansada de esperar.
Mas a verdade — ah, a verdade —
não tem alma, nem saudade,
é fria, nua, imortal,
e eu — humana — sigo,
buscando o que é real.
A morte é o fim.
O fim é a morte.
E o que há entre a morte e o fim,
senão o lamento da falta de sorte.
Ninguém foi tão forte que venceu a morte
Nem Ele que diziam ser forte
Hoje escrevo por sorte,
Mas sei que terei morte.
As luzes vão se apagar
E nada terei a que temer
Hoje o que me dói de dilacerar
Nunca mais terei de sofrer
“Entre vitórias e derrotas, aprendi que até nas turbulências o vento pode ensinar o rumo certo para voar mais alto.
Foi nas quedas que descobri a força das minhas asas, e nas tempestades que percebi que o céu nunca deixa de existir apenas muda de cor.”
Eu amo esse contraste entre o urbano e o natural, a calmaria dos pássaros se misturando às rotinas caóticas dentro dos apartamentos.
A mãe que corre para levar o filho à escola.
A senhora que acabou de receber a visita da filha para um café.
O CEO estressado com as reuniões do dia.
O casal que vibra com a notícia de um bebê a caminho.
Enquanto isso, as folhas das árvores balançam lentamente com a brisa de uma manhã nublada.
Contraste.
É ele que nos faz perceber o quanto tudo é paralelo, vidas inteiras coexistindo em tempos e mundos diferentes.
Enquanto uns sorriem, outros choram.
Enquanto o mundo gira em sua rotina incessante e cansativa,
a natureza permanece plena, intacta,
sempre disposta a nos acolher na calmaria.
Contraste.
O que nos move e nos desperta gratidão.
Sem ele, talvez nunca perceberíamos a diferença entre o caos e a paz.
E é por isso que eu o amo tanto.
Respira… há um universo inteiro de paz ao seu redor.
A vida é um convite
Pra um baile muito doido.
Entre no salão
Trate de se divertir
E não se importe tanto
Pelo modo que os olhos julgam
O movimento do teu corpo.
Porque -- meu bem,
Um dia, tu, eu,
E todo mundo nessa festa
Vai parar de dançar.
“Entre idas e vindas, aqui permaneço — porque preservar minha essência, mesmo sob o fardo de processos árduos, é virtude que não abdico.”
Seus olhos verdes brilham como o mar Neles eu mergulho sem saber voltar
Entre folhas e ventos
Vou te buscar
Na sombra das árvores
Vou me encontrar
Seja em Parati ou na velha
Granada
Teu cheiro no vento…
A estranheza entre o eu de agora,
E o eu de antes, é tanta, que às vezes acho que
Nunca fui eu mesma.
Cada dia que se passa, eu me sinto mais distante de quem eu era, ou quem achei que fosse.
Envelhecer com qualidade é também encontrar equilíbrio entre dentro e fora, entre ação e descanso, entre luz e sombra.
Entre o fogo do Diabo e a luz do Anjo,
meu peito arde, perdido no teu encanto.
És tentação e salvação no mesmo arranjo,
maldito desejo que me faz santo
