Encontro entre Amigos

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Existe um abismo entre sentir o desejo e ajoelhar-se a ele. A maturidade não é a ausência da guerra interior, mas a vitória diária da disciplina sobre a vontade passageira. Não confundas a queda humana com a rendição voluntária. Domina a ti mesmo, sê firme, e darás frutos.

Se ajoelhar aos seus desejos é prender a si mesmo, criando o mais perigoso dos abismos entre o momentâneo e a responsabilidade, entre a infantilidade e a maturidade. Sejais maduros e disciplinados. Só assim serás árvore que dá frutos

Ela escolheu entre um prato caro e fino se alimentar da alma... entre caminhar em estradas de luxo e aplausos viajar nos mergulhos de seus braços... entre aprisionar pássaros abriu a gaiola de seu coração e permitiu o amor pousar.

Espinho da ilusão

O amor é feito clarim sem enredo
Luzir de rosas por entre alvoradas
Jamais deve ser confundido como brinquedo
Nem ser objeto de qualquer desejo

O amor não é feito asa vazante
Quando se deleita em qualquer horizonte
Inda que o amado(a) esteja distante
O coração fica ali por todo instante

Ai do amor sem a cor da primavera
Desconhece o êxtase do encanto
Morre sozinho no espinho da ilusão

Mal sabe o caminho da quimera
Sob pétalas de lágrimas de canto
Vegeta sobre as sombras... sobras da escuridão !

Homens que lutam sozinhos aprendem a diferença entre amor e apego.


— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

Entre nós, não existe diferença entre lobos e ovelhas, todos são lobos, travestidos de ovelhas que ainda não possuem dentes.

A renúncia é ponte sutil entre a indulgência e a clemência, conduzindo a alma humana aos novos tempos, onde o aprendizado floresce em caminhos ainda não trilhados.

Meus pensamentos sussurram palavras tímidas, incompreendidas entre pessoas que não entoam a verdadeira realidade longe da felicidade.

É preciso equilíbrio para compreender cada situação. Não entre numa guerra que não seja sua, pois acabará carregando o peso do problema alheio. Lembre-se: a sua cruz jamais estará sobre os ombros do outro.

Todos têm dois lados: um bom e outro ruim. Porém, o equilíbrio entre eles deve estar alinhado para não provocar o choro do inocente.

Quando o problema te cercar, lembra que você não está só nessa empreitada. Entre você e o problema existe uma ponte — e essa ponte é você mesmo. Por isso, você tem a força e a capacidade para conduzir e resolver o seu problema.

Por que me perguntas para onde vou,
se eu mesmo não sei onde estou?
Perdido na mente entre caminhos divergentes,
sigo a vida — de frente, com o que vem pela frente.

Quem me conhece sabe: não me rendo. Entre dores e injustiças, sigo firme, porque minhas cicatrizes não definem a história que construí. O que me define é a dignidade, a honra, a justiça e a lealdade — valores que sustentam cada passo da minha jornada.

Entre portas que se fecham e caminhos que se ocultam, existem aquelas que permanecem abertas, oferecendo passagem e luz a quem busca a liberdade antes que a porta se fecha.

Não tenho nada a te dizer,
assim como nada há em ti que eu queira ouvir.
Entre nós, o silêncio pesa mais
do que qualquer palavra que ousou existir.
Não há afeto, nem ternura,
nem sequer o vestígio de uma paixão.
O que resta é um espaço deserto,
um quarto esquecido, onde a emoção
apagou a luz e deixou a porta entreaberta.
E nesse vão,
o que antes foi esperança virou pó,
e o que poderia ser carinho amor
transformou-se em distância,
cravada no peito como ausência.

Eu te dei a chave — a promessa do meu mundo,
Para entrar e ficar, viver entre sorrisos e abraços,
Ser feliz, ser amada, ser a morada mais doce. Mas você partiu — silêncio pesado,
Deixou a porta escancarada, sem palavra, sem motivo,
E eu cuidei de cada espaço onde tua ausência doía. Agora, a chave não tem retorno,
Nem o vento se atreve mais a segurar essa fresta,
Fechei a porta com o fogo da minha alma, firme e certa. Sem apego, sem arrependimento,
Que saibas: quem não valoriza o lar que ganha,
Perde a luz que poderia ter brilhado para sempre. A porta está fechada — não para trancar,
Mas para proteger o que ainda resta de mim,
Pronta para abrir só para quem queira entrar de verdade.

O riso nasce, tímido, entre as lágrimas quentes,
florescendo em solos de lembranças densas e vividas.
Cada suspiro é um eco do ontem,
onde a dor se veste de pétalas,
revelando que também é um campo fértil, um jardim.
Entre espinhos, brotam cores insistentes,
e o coração aprende que sofre para florir,
que o passado não é só sombra,
mas uma luz entre as dores,
um convite a sorrir mesmo na tristeza,
a cultivar beleza no silêncio das lembranças.
Sorrimos, então, jardins ambulantes,
onde a vida se refaz em cada lágrima que cai,
e a alma entende, enfim,
que até a dor pode ser flor, quando a vida.

A vida é um rio que nunca cessa, fluindo entre margens de incerteza e esperança. Cada instante é uma gota que se perde e se renova, lembrando-nos que existir é sempre recomeçar.
O amor, por sua vez, não é apenas encontro de corpos ou promessas ao vento. É um idioma secreto que se escreve nos silêncios, nos gestos pequenos, na coragem de permanecer quando tudo parece desmoronar. Amar é aceitar o mistério do outro e, ao mesmo tempo, descobrir-se no reflexo que ele nos devolve.
E o fascínio… ah, o fascínio é o brilho que nos mantém despertos. É o olhar que se detém no detalhe, o arrepio diante do inesperado, a sensação de que há sempre algo maior escondido atrás do cotidiano. Fascinar-se é permitir que o mundo nos surpreenda, mesmo quando já acreditávamos ter visto de tudo.
Assim, vida, amor e fascínio não são caminhos separados, mas fios que se entrelaçam. A vida sem amor seria apenas sobrevivência; o amor sem fascínio, rotina sem magia; e o fascínio sem vida, apenas sonho não vivido.

Se envolver com a paixão é entrar numa guerra silenciosa entre dois corações que se procuram e, ao mesmo tempo, se teme. É um caso de dois seres separados que vivem um conflito íntimo, onde o desejo ferve, o ciúme arde e o silêncio pesa.
A paixão, quando nasce como vulcão indomável, ultrapassa qualquer limite: explode, transborda, atropela as regras que antes pareciam firmes. Ela não pede licença; apenas invade, consome, domina.
Afinal, a paixão não é amor.
É uma chama veloz, inquieta, que se alimenta do que encontra: um corpo frágil, uma alma desarmada, um coração que ainda não aprendeu a se proteger.
A paixão é sentelha voraz, que busca hospedeiro para se incendiar. Não pensa, não pondera, não descansa.
Vive sem lógica, sem razão, sem freios.
Mas é justamente nesse caos que mora a sua beleza:
a paixão é o descontrole que anuncia que somos vivos,
é o perigo que nos força a sentir,
é o abismo que nos convida a saltar
mesmo sabendo que só o amor, sereno e maduro,
pode nos segurar.

Quem compõe constrói pontes invisíveis entre almas distantes.