Encontro entre Amigos
Entre a luz e o escuro, eu me revejo,
Sem pressa, sem medo, encaro o que vejo.
Cada marca em mim é lição guardada,
Parte de uma jornada, ainda inacabada.
Não busco aplausos, nem perfeição,
Só a paz de ser eu, sem outra intenção.
Aqui, neste instante, deixo fluir,
Aceito quem sou, e escolho existir.
Pensamentos viajam e, entre um pingo e outro, desenhamos um sol em um céu tomado por nuvens escuras.
Estar na minha pele e ainda saber rir de mim mesma por entre as lágrimas não é para qualquer uma. A maioria teria surtado na primeira oportunidade.
Entre silêncios e presenças
Há quem fale pouco,
mas diga tudo com um olhar.
Quem caminha na sombra
e, ainda assim, consegue iluminar.
Não precisa de cena, nem de som,
tem um jeito calmo de impactar.
Um gesto, um suspiro, um instante,
e tudo começa a mudar.
Veio devagar, feito brisa,
sem prometer, sem avisar.
E agora mora em nuances
que eu aprendi a decifrar.
Quase nunca posta,
mas quando posta, arrasa!
É como se o tempo parasse,
como se a alma se arrumasse
pra encontrar um espaço
onde só ele se encaixa.
Talvez nunca diga,
mas eu vejo.
Cada detalhe, cada corte sutil
na moldura do que não se mostra —
mas se sente.
Por Érica Riberti
Entre silêncios e presenças
Há quem fale pouco,
mas diga tudo com um olhar.
Quem caminha na sombra
e, ainda assim, consegue iluminar.
Não precisa de cena, nem de som,
tem um jeito calmo de impactar.
Um gesto, um suspiro, um instante,
e tudo começa a mudar.
Veio devagar, feito brisa,
sem prometer, sem avisar.
E agora mora em nuances
que eu aprendi a decifrar.
Quase nunca posta,
mas quando posta, arrasa!
É como se o tempo parasse,
como se a alma se arrumasse
pra encontrar um espaço
onde só ele se encaixa.
Talvez nunca diga,
mas eu vejo.
Cada detalhe, cada corte sutil
na moldura do que não se mostra —
mas se sente.
Por Érica Riberti
Bem maior que a areia que escorre entre meus dedos, são as águas do oceano que inundam a minha alma. O apanhador de nuvem de algodão
"amor"
Pessoas entre pessoas
O vento entre os ventos
Os desejos de cada um
Se desbotam e desaparecem
Quando os meus pés estão firmes e suficientes para tocarem o chão.
Finalmente eu sinto que o mundo é todo meu.
Meu pequeno coração mesmo que eu tenha amadurecido com ele
Ele ainda está endurecido e quebrado
Apenas quando ele está derretido só assim,
Consigo ver a minha eternidade.
O amor entre as pessoas
Vamos permanecer juntos e
Vamos esperar pela eternidade
Mesmo quando enterramos nosso corpo
E nossa mente
E no final, nosso mundo será perfeito
Com o amor .
No meu pequeno coração existe uma pequena onda e nele está quebrado e afogado
Quando ele derrete por causa de você
Só aí
Eu poderei ver a minha eternidade.
O Silêncio Entre Nós
por você
O silêncio me assusta.
Nunca quis ser como sou com você.
Você me fez mudar.
Antes, eu gostava do silêncio.
Quando ouvia vozes,
vinham dores agudas,
agonias escondidas,
principalmente nas tristezas.
Mas quando você chegou,
tudo mudou.
Aprendi a falar com o olhar,
com beijos quentes,
com abraços que diziam mais
do que qualquer palavra.
Entendi, então,
que o amor vai além do desejo.
Amor é prosa.
O amor nos torna patéticos.
O amor é latifúndio.
O amor é divino.
O amor... é para sempre.
Quando não escuto seu amor,
sei que está longe.
E isso... nunca me aconteceu antes.
Sem o som estranho e doce da sua voz,
não sei quem sou.
Mas mesmo com o silêncio entre nós,
sei que você está aqui —
no meu coração,
fazendo barulhos de amor.
Depois de uma noite chuvosa, o primeiro domingo de 2025 amanheceu lindo, com o sol brilhando entre nuvens brancas, sobrepondo o céu azul.
O relógio da matriz, através das suas badaladas, indicava que as horas estavam avançando e, aí... A manhã passou, dando lugar à tarde... E num piscar de olhos, a tarde também se foi, dando lugar à noite... E eu? Eu... Fiquei aqui só, com os meus pensamentos, dando asas à minha imaginação...
Helcedir - Manhumirim - MG
Entre erros e abraços
Não fui exemplo de sucesso. Meus vícios, meus prazeres fugazes, as escolhas tortas que fiz — tudo isso me levou por caminhos que não renderam medalhas nem aplausos.
Houve noites em que me perdi de mim mesmo, dias em que a esperança parecia um luxo distante. Mas mesmo assim, mesmo com todos os tropeços, há algo que nunca perdi: o respeito das minhas filhas.
Elas me viram falhar. Me viram tentar. Me viram cair e levantar, às vezes sem força, outras vezes só por elas. E nesse olhar delas, que não julga, que não exige perfeição, eu encontrei algo maior do que qualquer conquista, amor verdadeiro.
Não sou herói de novela. Sou um homem real, com marcas, com histórias que doem e outras que fazem rir. E minhas filhas, com sua sabedoria silenciosa, enxergam além das minhas falhas. Elas sabem que, apesar de tudo, sempre fui presente e distante falhas, devaneios aleatórios , talvez não com estabilidade, mas com afeto. Com verdade.
Hoje, quando olho para elas, vejo o que há de melhor em mim. Elas são minha redenção, meu norte, minha chance de ser mais do que os erros que cometi. E se o mundo não me levou longe, elas me levaram fundo — no coração, no significado, naquilo que realmente importa.
Sempre há uma chance de repensar, reagir e ficar contente na busca de ser melhor ...
.
As horas escorrem entre os dedos como grãos de areia, cada uma levando consigo um pedaço de nós. Não são apenas segundos que se somam; são oportunidades, risadas, lágrimas e aprendizados que compõem o mosaico da nossa existência. O tempo, implacável e silencioso, nos lembra que o agora é o único momento que realmente possuímos. Ele nos convida a ser mais presentes, a sentir a textura de cada instante e a valorizar a jornada, pois, no final das contas, o que resta não é o número de horas que vivemos, mas sim a qualidade com que as preenchemos.
Entre Papéis
Falam. Sempre falam. Muito. Às vezes demais. Às vezes na medida. E se não falassem? Silêncio. Processo sem voz. Juiz sem contraponto. Decisão sem disputa. Sem ardor. Sem sal.
Ajusta a gravata. Gesto automático. Herdado do pai. Também advogado. Tensão no ar. Olhar diz tudo. Mais uma disputa. Será que consigo?
Toga nos ombros. Gira caneta entre os dedos. Olhar fixo. Espera. Sabe que vem surpresa. Um artigo esquecido? Uma súmula recém parida? Um pedido impensável? Quem sabe?
Respira fundo. Fecha o código. Encosta na cadeira. Deixa vir. Advogado entra. Rompe silêncio. Voz firme. Clara. Sustenta. Argumenta. Justifica. Pede. Mira direto nos olhos. Juiz escuta. Impassível. Ou quase. Na mente giram engrenagens.
Advogado sabe. Mas finge que não. Juiz levanta a sobrancelha. Advogado percebe. Brilha o olhar. Ali tem coisa. Insiste. Juiz folheia o processo. Devagar. Mudez.
E então? E então nada. Ou tudo. Porque advogado bom instiga. Juiz bom reflete. Nenhum existe sem o outro.
Processo sem debate? Documento velho. Papel morto. Só números. Só burocracia.
Advogado dá cor. Movimento. Alma. Processo ganha vida. Juiz dá ordem. Equilíbrio. Justiça. Processo ganha solução.
Dois papéis. Um único propósito.
Advogado é voz. Juiz ouvido atento. E o Direito? É o que acontece entre eles.
Rivalidade? Criada. Alimentada. Vendida como verdade. Bobagem. Advogado não é inimigo. Juiz não é adversário. Processo não é guerra. Mas há os que gostam.
Espadas. Escudos. Petições. Embargos. Movimentos táticos. Ataques. Defesas. Golpes jurídicos.
Teatro? Jogo? Guerra? Não. Direito.
Pausa. Cafezinho. Pelando. Ranger de xícaras nos pires. Tom muda. Sobre a cadeira. Toga dobrada. Advogado conta caso engraçado. Risadas. Baixas. Outro advogado. Entra. Outro juiz. Acena.
E antes que o café esfrie. Entre um gole e outro. Admiração. Recíproca. Escondida. Não dita. Mas sentida. Basta.
Amizade? Jardim se florescer. Se não, paz. Respeito? Sempre. Parceria? Inevitável. Reconciliação? Mais que possível. Necessária.
E o processo? Continua. Sempre continua. Porque o Direito não para.
TRILHAS DO TEMPO
Com o tempo, surge um quietude que não é vazia, mas plena—uma ponte entre o que deixamos para trás e o que nos tornamos.
Aos 60 sentimos o afastamento chegar devagar. O espaço que antes fervilhava com nossas ideias agora parece habitado por vozes que não nos chamam mais. Não é desprezo—é apenas a vida seguindo seu curso. É quando aprendemos que nosso valor não está no agora, mas no que semeamos pelo caminho.
Aos 65 enxergamos que o mundo do trabalho, antes tão urgente, é um rio que corre sem olhar para as margens.
Não importa o que construímos—as águas seguem. Não é derrota, é alívio. Chega a hora de olhar para dentro, deixar de lado as vaidades e abraçar a calma. Já não se trata de provar, mas de compartilhar, de orientar, de iluminar. A maior vitória não está no que se exibe, mas no que permanece nos outros.
Aos 70 o mundo parece nos esquecer—ou será que nos convida a ver o que realmente vale? Os mais novos não conhecem nossas histórias, e isso é uma graça: agora podemos ser apenas nós mesmos. Sem cargos, sem máscaras, só o que somos de verdade. Os companheiros de sempre, os que perguntam ‘como você está” e não ‘o que você foi” tornam-se dádivas, estrelas que brilham no cair da tarde.
E quando os 80 ou 90 chegarem, a família, em seu ritmo, se afasta um pouco. Mas é então que a compreensão nos envolve. Vemos que amar não é segurar—é deixar ir. Filhos e netos seguem seus rumos, como um dia seguimos os nossos. A distância não enfraquece o amor; mostra que ele é maior quando livre.*
Quando chegar a hora de partir, não há temor. É apenas o último movimento de uma dança antiga, o fechar de uma história escrita em alegrias, desafios e lembranças. Mas o que fica, o que nada apaga, são os traços que deixamos nas almas que cruzaram nosso caminho.
Por isso, enquanto há fôlego, enquanto o coração bate, viva com inteireza. Acolha os encontros, ria sem medo, guarde cada momento simples ou grandioso. Regue as amizades como quem nutre uma planta rara. Porque, no final, não ficam os feitos, os nomes ou os aplausos. Ficam os abraços, as conversas, a claridade que deixamos passar por nós.
Seja essa luz, seja essa lembrança, e você nunca se acabará.
Para todos que entendem: o tempo não some—apenas se transforma.
🤗 Aproveite cada instante que a vida lhe oferece, pois mesmo a mais longa jornada é breve.🤝
Roberval Pedro Culpi
Entre o medo e o tempo
Se temo a morte? Talvez mais o erro
de não morrer, ou de partir
quando ainda ecoam promessas,
ou então tarde — soterrado em silêncio,
só ocupando o ar de quem respira por inteiro.
Queria partir no compasso certo,
quando ainda se nota minha ausência,
mas não tarde demais a ponto
de ser alívio e não lembrança.
Que sobrem uns poucos que, sem afeto,
ainda me lancem um olhar torto —
porque amar de verdade
exige também saber o peso do desprezo.
E se nada mais restar de mim,
que fiquem estas linhas dispersas,
talvez num papel amarelado,
ou na leveza de uma nuvem digital,
soprando um sopro meu
em quem se dispuser a escutar.
Roberval Pedro Culpi
"No dilema entre o conveniente e o justo, a verdadeira integridade consiste em permanecer fiel aos princípios que sempre sustentaram a própria existência, pois ceder é negar não apenas uma escolha, mas toda a trajetória que lhe deu sentido."
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