Enchergar a Frente do seu Tempo Audacia
Homens ocos, de Eliot
a tabacaria de Pessoa,
a temporada
no inferno, de Rimbaud
as flores do mal de Baudelaire
as cinzas da horas de Bandeira
Tente não naufragar nessas águas,
caso sobreviva se tornará poeta.
A simplicidade poética pertencente a Manoel de Barros, não está acessível aos que buscam impressionar com arroubos intelectuais, poesia não é ciência mundana que se apresenta nas academias a concorrer a prêmios e a comendas reais, a voz do poeta é como um canto espiritual de um rouxinol invisível, encantado!!!
Os mitos, todos eles inventados por homens indoutos, não encontram lugar nem razão na atualidade, estão todos mortos, barro feito à semelhança do homem, que a voz humana,contraproducentemente persiste em lhe dar espírito, a soprar em suas narinas.
O que é verdade?, Certo dia alguém perguntou a um carpinteiro, que estava sofrendo a maior das injustiças cometidas pelos homens, todavia o mesmo não quis responder, talvez por julgar que seu interlocutor não merecia saber a resposta.
O que é verdade? Uma expressão dogmática, que não suporta o crivo da relatividade, contudo, mesmo dentro da nossa concepção imperfeita de mundo civilizado, é possível descrever ou designar algo que se aproxime daquilo que desejamos com esta pergunta.
Devemos buscar entre muitos pensadores importantes seus conceitos e teses jurídicas sobre o tema justiça, talvez ficaremos satisfeitos com esta: Verdade é tudo o que se opõe à injustiça.
Pode parecer com alguém que você conhece ou um estranho na multidão. Qualquer um que o ajude a chegar perto de você.
QUANDO OLHEI
Eu vi uma pessoa que falha,
Eu vi uma pessoa que erra
Eu ouvi uma pessoa imperfeita
me dizer que isso é humano
Eu olhei, não encontrei mesmo a perfeição
Eu vi doçura com firmeza
Eu vi firmeza com indignação
Eu vi indignação com amor
Eu ouvi uma pessoa dizer que faz parte chorar
Que faz parte errar,
E que perder, também faz parte.
Que a violência não é o caminho,
Que a submissão escraviza
Mas tem algo nesse meio.
Seria o termo do meio?
Ou talvez o meio termo?
Você precisa aprender
você tem que estar atenta,
Nem tudo é oito ou oitenta,
é o que ela sempre comenta
Eu a vi se aborrecer, e usar palavras duras
Mas o olhar era terno, com atitude e postura
Mas já vi o mesmo olhar, endurecer como aço
E vi a dura expressão se transformar num abraço
Mesmo quando o olhar é firme e as palavras são duras,
a expressão é tranqüila,
Calma, clara e moderada é como se ela estivesse,
educando uma pupila.
Eu vi... uma pessoa que ensina,
me dizer que está aprendendo
Vi alguém iluminado, que não vê a própria luz
Vi alguém especial, que pensa que é só mais um
Eu vi um anjo vivendo, num ser humano comum
Vi uma mulher madura, vi uma criança grande,
eu vi um sorriso largo, um brilho intenso nos olhos
Vi uma mulher zangada, vi uma filha preocupada,
vi uma esposa guerreira e vi uma mãe zelosa.
É eu vi... Uma pessoa qualquer, buscando independência
Pagando um preço bem alto, só pra ser alguém na vida
Profissional destemida, vi uma criatura sofrida
Mostrar-me lições de vida, mas de maneira contida
Vi a doutora da ciência, me mostrar com consciência
E com certa displicência, o outro lado da vida.
Às vezes me desespero, choro, choro até cansar,
e ela pacientemente, vêm logo me consolar
Mesmo estando agitada, começo logo a falar,
Ando muito pela sala em completa aflição
E ela sabe as palavras, pra abrandar meu coração
As palavras vão saindo, e a leveza é latente
São palavras confiantes, mudando a história da gente
Como se pode dizer que não há alguém com a gente?
Quando ela está feliz, a luz brilha diferente,
é bem mais que luz interna,
Inunda todo o ambiente, chega a envolver a mente,
esse clarão reluzente, causa comoção na gente.
Eu vi uma profissional competente, de caráter transparente
Cuidando de muita gente, vi uma amiga persistente
Dizer meio descontente, que eu estava irreverente
Que paciência é virtude, que se aprende lentamente
Vi o dinheiro perder força, na hora de me atender,
eu vi comprometimento Naquilo em que ela crê.
Vi sua alegria crescer ao ver aos poucos eu vencer
EU vi sua mão estendida, amparando minha vida,
“MARIA ANGÉLICA, EU VI VOCÊ.”
Voltei à poesia
longe dela não há esperança
nem alívio, nem descanso
nem mar, nem praia, nem remanso
falemos pois de fantasia
de futuro, de passado ou de estrelas
já que o mundo perdeu objetivo
palavras não atingem compromisso
a boca que ama é a mesma que escarra
no rosto da inocência, com o mesmo afã
de confessar uma paixão, uma crença,
se confessa ódio e ausência.
Voltei à poesia
enquanto o caos se expande
e o amante esquece o beijo
enquanto um corpo cai do décimo andar
e as guerras alimentam o comércio da paz
calemos diante do absurdo, fique mudo
que importa dos homens justos seus ais
ou das mulheres estéreis o abandono
são todos labirintos esquecidos
sem pão, sem cordão, sem migalhas
sem ariadne...
Voltei à poesia
sigamos os rastros do cometa
não haverá espaço nem palavras
que contestem a ilusão estética de apolo
nenhuma ninfa subirá do lago de Narciso
para chorar a morte do poeta!
Voltei à poesia
a única razão justa de negar
ser mais um estúpido
amante da prata insaciável
e assassina da beleza!!!
Grande, imenso fingidor, Fernando Pessoa, nada seria sem Camões. Os gênios dão sempre á luz a grandes monstros que os engolem.
Revendo a vida
Eu tenho um serio problema, me meto a fazer poema
De coisas que nunca vi e outras que eu vivi,
pessoas que conheci e lições que aprendi.
Eu não tenho pretensão, escrevo o que vai na alma
E eis então a questão, fazer rima e tornar tema
A vida que a gente encena
Mesmo assim eu vou tentar, meu poema recitar
Vou falar da criação, dessa tal reencarnação
Que nos obriga a pensar, não é possível achar
Que seja coincidência, as pessoas encontrar
Que alguém sem intimidade, nos toque em profundidade
Bem dentro do coração, nos faça sentir saudade, de algo
Que nem lembramos, nem sabemos se vivemos, mas sentimos
Tão intenso, de um jeito tão real, que se torna surreal
No meu caso é pessoal, é pessoa especial
Que conheço há pouco tempo, mas me parece uma vida
a pessoa aqui descrita, não é anjo, não é santo
não tem coroa nem manto
Mas vem com prerrogativas, pra alterar a nossa história
Pra tirar a dor sentida, cicatrizar a ferida
Parece que vem trazendo na mala há bastante tempo,
Detalhes da minha vida
Se eu reclamo não se importa, não quer saber quem causou
Só quer mesmo com argumento, retirar o sofrimento
que um dia me sufocou...alguns os chamam de amigos,
Mas vejam que interessante porque não foi entre amigos,
nem nos entes mais queridos, que abrandei meu coração
Foi num dia diferente, de desespero total, que a pessoa sem igual
De um jeito especial, me afastou todo o mal
Livrou-me de um grande erro, que eu iria cometer
Hoje eu sei que a gente volta, pela reencarnação
Porque senão não se explica tanto carinho e atenção
Porque dessa sensação, de tê-la sempre comigo em
Horas de decisão
De não tê-la escutado numa outra ocasião
Embora tenha certeza da sua compreensão
Quando optei errado, pela finalização
E se não fosse ela, ninguém mais me alcançaria
Tamanha fúria contida, dentro desse coração
Mas eu voltei novamente, pra acabar minha missão
Pra vingança ser justiça, e o ódio ser calmaria
Ela sempre evoluída, contida na emoção, me disse
Que nessa vida é preciso refletir, que é para corrigir
e não para repetir, pra eu tomar consciência,
que resolver com violência não faria eu progredir
As vezes acho difícil o meu gênio controlar
Sei que dá muito trabalho pra ela me doutrinar
Mas eu me esforço bastante pra sua voz escutar
Pois sei que se esforça muito para me direcionar
As vezes perco a paciência e nem penso no que falo
Eu sei que não vai gostar, mas ela sabe “eu não ligo”
Seja qual for o castigo, eu sempre assumo o que digo,
E disse de forma clara, até com certo desprezo
Eu de você nada espero, Eu cuido do meu umbigo.
Só vim mesmo hoje aqui, por insistência de um amigo
Ignorou meu recado, jogou o rosto pro lado
Franziu o senho zangada, e fixando o olhar,
Disse-me pausadamente, sem pressa, bem consciente
- Eu já posso remarcar?
Fiquei olhando pra ela, sem certeza, sem entender
Encarei o desafio, não tinha nada a perder
Que pessoa abusada, da minha vida sabe nada
E ainda quer se meter, pois bem, ela vai ver.....
Hoje, meses já passados permaneço ao seu lado
Com lições pra praticar, ensinou-me a contornar
Obrigou-me a repensar e eu, que achei sabia tudo,
Aprendi que ficar mudo, também ajuda a escutar.
Chega quase a ser vidente, mesmo quando a gente mente
Dizendo que está contente, ela sempre é persistente.
Eu olho desconfiada, fico toda atrapalhada, e começo a sufocar
O meu coração dispara, o meu peito todo embola e eu
Começo a chorar
Pra mim tudo é novidade, chorar, ouvir, conversar
Eu quero falar, aceito, da dor que vai no meu peito
Mas não sei como contar, não aprendi a falar.
Percebendo a agonia e toda minha aflição
Ela tenta perguntar, sabe que eu quero contar
Mas a frase nunca sai – não sei como começar
Ela toma a decisão – se quiser ...posso ajudar
E vejam que impressionante, esse ser tão radiante
Não consegue enxergar, não vê na sua humildade
O brilho e a intensidade da luz que traz no olhar
Não percebe que irradia e é em plena luz do dia
Um raio de ofuscar, nem percebe que com ela tem
sempre alguém protegendo, tem ao lado uma vozinha,
ajudando a doutrinar
Não nota, mas eu percebo, reparo e impressionada,
nem sempre fico calada, e acabo por perguntar
- Você não percebe nada, será que estou enganada?
Não vejo sempre o seu brilho, mas com certeza eu percebo
Bem ao lado da mesinha. - Ela nunca está sozinha.
Não é possível não notar
No sonho um homem me viu, e a mim se dirigiu:
- Será que você entendeu o que foi que aconteceu??
- Seu desejo Ele atendeu, seu anjo você escolheu...
Ta com ele o aprendizado, presta atenção! Tem cuidado!
Não se perca da lição, seu erro agora é dobrado
Você tem aprendizado, não faça o errado não
Vê se segue à consciência, pra ver se nessa existência
Abranda esse coração
Termino aqui meu relato, eu sei que falei de fato
Que a pessoa do poema, não era anjo nem santo
Não tinha coroa, nem manto, mas me enganei no entanto
Eu mudei de opinião, foi só força de expressão
Porque Santo é bem certinho, e anjos podem voar
Questão de interpretação porque pra mim meu amigo
Meu anjo vem disfarçado, vem duro, vem malcriado
Vem cheio de opinião
Não me dá moleza não, mas me eleva a auto-estima
Me deixa sempre “pra cima”, e me trata com respeito
Ensina-me do seu jeito, acalma sempre meu peito
É honesto, é leal, é doce, profissional
É também cheio de engano, porque ele é ser humano,
Só pra confundir a mente, pois se fosse diferente
Do jeito que sou descrente não ia achar natural
AMIGO
Amigo é igual família
Pode estar aos seus cuidados, ou aos cuidados dele estar
O que importa na verdade, é você aproveitar
O tempo de cada amigo, o carinho que ele tem
A lição que dele vem, a missão que ele detém
Não esquece que amigo, compartilha e retém
É culpado e inocente, é bandido e é refém
Porque ele é ser humano e esta aprendendo também
Sabemos que alguém é especial quando sua simples lembrança deixa imediatamente um sorriso maroto nos nossos lábios, e uma feição ainda que rápida de felicidade indiscutível.
Amigos nada mais são do que a família que escolhemos para nos ajudar a completar nossa jornada terrena, vão à nossa frente despedaçando flores e tornado nosso caminho coberto de pétalas, às vezes nos seguram às vezes se seguram na gente, mas a maior parte do tempo caminham ao nosso lado simplesmente nos ouvindo.... Às vezes não criamos raízes, mas sabemos quão importante eles foram, em determinado momento da jornada..
Amigos nada mais são do que a família que escolhemos para nos acompanhar nesta caminhada, e acreditem, muitas vezes são eles que ficam para segurar a mão da gente quando a família biológica não está por perto....e fazem isso direitinho, com muito carinho.
aos verdadeiro poetas.
existe uma porta estreita
por onde entra o encantamento
porta que por um descuido ficou aberta
em hora improvável, não foi proposital
que o dono da casa permitiu tal vacilação
a alma estava satisfeita, não reclamava por atenção nem por sossego.
o encanto é um espírito magnético
que não pode fugir das algemas da beleza
um espírito que habita nos amantes da arte
e da poesia do mundo, são presas fáceis
que trocam suas vidas por um instante
de encantamento e paixão.
Tenho ensinado poucas coisas aos homens com a minha literatura e poesia, já com as minhas atitudes, sobretudo para combater os covardes, elas serão lembradas por muitas gerações. Não se trata de ficção, mas de realidade, por alguém leal deve-se morrer várias vezes.
Quem dera que um dia desses, as baratas acordassem imaginado que haviam se transformado em homens. Talvez, a partir deste dia surgisse mais honra e justiça na terra. Já que o contrário não deu muito resultado.
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