Embora
O maior desafio de um indivíduo Humano, está na transcendência. Embora imanente à Natureza espiritual do Homem, o "olhar para o alto", seu "ântropos", muitas são as barreiras que o impedem de se desligar das coisas que desviam sua atenção do "Alto", para o prender nas coisas da direção de "Baixo".
Mas cada indivíduo nasce exatamente com o desafio de tentar, a todo custo, romper essas barreiras e evoluir.
Romper com as barreiras do julgamento da incompreensão de seu árduo e misterioso caminho, romper com as armadilhas do materialismo, avareza, mesquinhez do conformismo paralisante ou retrógrado, romper com a mentalidade de uma Sociedade reducionista, efêmera e egoísta, interesseira de si mesma. Esses, dentre outros, são os desafios que ofuscam ou, na melhor das hipóteses, que TENTAM ofuscar, o magnífico brilho de sua maravilhosa ascensão.
Às 07:21 in 02.09.2025
O Pescador era antes de tudo, um homem de família, embora tivesse poucos amigos além daqueles que estavam sempre com ele no barco, ele não era um solitário como se dizia na Vila, apenas mantinha a relação social um pouco restrita para fugir daquela velha dita de que todo pescador gosta de contar mentiras que ninguém acredita.
Ele também não cuidava muito da aparência que era judiada truculenta, afinal era de estar no rio debaixo do sol que ele mais gostava e os peixes e as águas barrentas do rio que ele navegava nunca se importaram com essas coisas de presença.
Sua mente era assim que funcionava, ora calma ora brava, como as ondas esverdeadas que as ventanias do tempo fomavam. Mas o Pescador ligeiro assim como água a toda situação se amoldava, às vezes perdia a calma mas rapidinho a encontrava escondida atrás da serenidade e nunca se desesperava nem quando o tempo fechava e o leme se quebrava naquelas tardes de fortes chuvas, relâmpagos e trovoadas.
Nenhuma tempestade por mais forte que se apresentava desviar seu curso ele deixava. Pois sabia onde o cardume estava e era para lá que ele navegava, e ainda que o rio estivesse revolto os seus pensamentos eram livres, confiantes e soltos do medo que não afeta de forma alguma quem conhece o rio e o condutor do barco que por ele navega.
Janeiro
Hoje é dezessete. Janeiro já está indo embora. O que foi que você fez? Pergunto a mim mesma o que eu fiz até agora.
Hoje é dezessete; janeiro já se vai, batendo à porta de fevereiro, querida. E eu me pergunto: o que tenho feito? O que tenho feito da vida?
Eu sorri, eu dancei, eu cantei. Eu cantei meu samba favorito. Corri nas estradas e caminhei olhando o sol. Banhei-me nas águas do mar e da cachoeira.
Eu li o mundo como se fosse um filme: as pessoas indo e voltando às pressas. Na tela, pessoas que não olhavam de volta.
Hoje é dezessete. Janeiro já está indo embora, mas eu não.
Nildinha Freitas
A noite chegou tudo é diferente.
A tarde passa que nem sente.
O sol da tarde vai embora e deixa uma saudade que no peito arde. Mas amanhã ele volta lindo e atraente encantando toda gente.
As ditas loucuras, embora me façam enxergar o mesmo mundo que os outros também enxergam, levam-me a vê-lo de forma totalmente diferente.
Há obras que, na minha opinião, são extensões do próprio autor; sendo assim, levamos muito tempo a conversar com elas. O público e as editoras apenas têm acesso às mesmas quando o autor já não estiver em vida.
O amor não acaba quando o outro vai embora, ele termina no exato instante em que você percebe que cedeu demais tentando ser aceito por quem nunca enxergou o que havia por dentro.
Não sou simpatizante da mesmice, embora, seja obrigada a conviver com ela. Ponho um pouco de entusíasmo na rotina e vou enfeitando os meus dias comuns.
O inverno chegou
Passou como um vislumbre
Quando eu percebi
Você havia ido embora com ele
A primavera chegou
Tudo é colorido e bonito
Talvez seja por isso
Você se foi junto com o inverno
Parecia a mais doce fragrância
Mas não floresceu
Você se foi junto com o inverno
Não era pura sua beleza.
Agora eu enxergo com clareza
A primavera está completa
Você se foi com o inverno
Então aprendi a amar a primavera
Embora muitos desfrutem da boa colheita, as vezes é somente um que semeia. Mas, nem todos Irão entender o cansaço do semeador.
Deixe-me ir
Foram tantas idas e voltas
que, quando de vez decidi ir embora,
você, com jeito doce, me impediu.
Com olhar triste e jeito manipulador,
me olhou e sorriu,
pedindo: fica.
Não vá embora,
não te farei mais feridas.
Confusa, triste e perdida,
caí nas palavras desse narcisista.
Hoje, confiante e decidida,
tento encerrar um ciclo
que não tem mais saída.
Me sinto acorrentada,
presa a algo que não me pertence,
e sempre a manipulação dele vence.
Consigo sair desse jogo
e ir em paz,
mas depois chega a notificação:
“oi sumida, nunca mais”.
Idiota e tola, retorno a mensagem
e retorno àquela feia e suja margem
de podridão.
Não quero mais ficar,
quero ser livre para poder amar,
e essas correntes que prendem
quero quebrar.
Por favor, deixe-me ir.
Quero viver e ser feliz,
mas esse narcisista quer tudo pra si.
Não satisfeito com minha decisão,
arranca fora o meu coração.
Hoje sou livre,
finalmente descanso em paz,
pois a minha alma ele não pode prender.
Só assim pra eu poder viver,
mesmo sem vida.
Não tenho mais alguém
que faça feridas.
Te pedir um “deixe-me ir”
e não um “me faça partir”.
Por: Maria Beatriz
Quando penso em ir. Embora ainda te amo.
Sei que hoje você não sente falta de mim.
Mas quem sabe quando eu for, você vai sentir saudades.
Às vezes, desistir é cuidado.
Quando o cansaço dói e a humilhação pesa,
ir embora não é fraqueza
é escolher sobreviver.
Há gestos que, embora nasçam pequenos, carregam o peso de mundos. Descobrem-se, mais tarde, capazes de redesenhar caminhos, torcer rumos e alterar o destino de uma vida inteira. Quando tais gestos tocam o fio invisível que sustenta o futuro, não é apenas o percurso que muda: é o próprio caráter que se dobra, se rompe ou se refaz.
Por isso, aqueles que ferem o orgulho alheio ou ousam enfrentar a lógica precisam agir com a firmeza de quem conhece a profundidade de suas próprias sombras. Enganos, sim, podem se dissolver no tempo — o perdão lhes é possível.
Mas a metamorfose íntima, aquela que transtorna o espírito e o afasta de si mesmo, essa não encontra absolvição. Pois não se perdoa o que deixa de existir, nem o que retorna transformado demais para ser reconhecido.
“A única certeza que tenho é que, um dia, irei embora. E sei que me vão culpar, como se vivessem o que eu vivo hoje.” Furucuto, 2026.
Deixa o raio do sol refletir
No vosso rosto a confiança
Chega um dia a hora de partir
Ir embora com amor e esperança
O Mestre Divino falou
Suas palavras de Sabedoria
Seu ensinamento nos deixou
Com Santa Paz e harmonia
É preciso se firmar
Para poder compreender
Quem não sabe amar
Não sabe entender
Estar nesse mundo
Aprendendo com toda a Verdade
O Maior Segredo Profundo
Do Nosso Pai da Eternidade
aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.
