Em meio a Fumaça
Se vários poetas acabaram em whiskies
Vodkas
Conhaques
Vinhos
Se inebriaram em fumaça
De cigarros
Cidades
Carros
Da cabeça que se fundia
E fudia de tanto tentar parar de pensar
Quem sou eu então pra hoje de algo reclamar?
Depois de esperar uma eternidade
fumar alguns cigarros
observar calmamente a fumaça dissipar-se
esperar a chuva passar
desviar o olhar
tentar lhe esquecer e provar o quanto sou durão.
Quero você para mim.
Prece-pício
Estou debruçado sobre a janela
em plena madrugada.
A fumaça do cigarro são meus olhos
que se desintegram ao léu.
Minha testa, encostada no gélido aço
da grade, me faz estremecer.
A noite é fria como os viciados.
De vez em quando um carro, um cão...
um mendigo.
Mas nada se move
a não ser minha alma convulsionada.
À frente, algo sugere amplidão,
mas não passa de precipício.
Não preciso das grades.
Sou mais perigoso do que qualquer bandido.
Sou autodestrutivo e não espero perdão.
Não há melhor hora
para descobrirmos quem somos.
E mesmo assim estou abismado,
pois sou uma gárgula dependurada
e paralisada
nessa construção sem sentido,
jorrando dor e desatinos
sobre meus inimigos adormecidos.
Por que tudo é tão distante?
Minhas mãos não alcançam
meus próprios desejos.
Desejos são fumaça
que se acaba com a última tragada vazia
num suspiro intoxicado.
Os garis correm atrás do caminhão
e sou deixado para trás.
Mas sou aquele lixo impertinente
que se acumula nas horas claras do dia.
Apenas dejetos... Desertos.
6
Quero ir embora.
Mesmo que seja naquele fétido caminhão.
Quero ir, jogado no meio do lixo, como tal;
sendo espremido, moído e descartado,
para não mais me debruçar sobre a janela
nem desesperar na noite úmida
desta maldita cidade.
Um cigarro,
Para quem quer fumar,
Para quem respira diferenciado,
Cheio de fumaça, ódio e rancor,
Cheio de si,
Aquele que domina a arte de morrer,
Que tem entre seus dedos, queimando,
Suas vidas, dores e amores,
E as cinzas,
As consequências de uma história.
Amor, chama que aqueçe
com o tempo esfria
como fumaça desaparece
e que só causa histeria
Amor, algo passional
incontáveis loucuras
uma entrega acidental
nada além do que negrura
Amor, juras fúteis
prometendo a eternidade em segundos
pactos de sangue inúteis
que duram até o primeiro infortúnio
Amor, crises existenciais
ciumenta possessão
é adverso demais
pra pouca compreensão
Amor, idas e vindas
na estrada da vida movimentada
decepções em cada esquina
de criaturas mal amadas
Perdoe-me por essa visão
que mais parece obscuridade
mas é que me iludi de antemão
e conheço da tal hostilidade
Hemorragia
Queria ser a fumaça do teu cigarro
Para destruir-te por dentro
Como me fizeste
Mas, apesar de tudo, te agradeço
É a hemorragia que me causaste
Que me faz acreditar
Que há sangue em minhas veias
E a dor que me deste
É o único sentimento que me restou
Guardo-a com apreço
Pois só ela me dá a certeza
De que ainda estou vivo
Mas ando procurando outra dor
Pois o amor que eu tinha
Foi-se na hemorragia.
Então antes de argumentar pense no que vai falar
agora pra apavorar é a Cone fumaça no ar
No estilo Jamaica poucos tentam ousar,
mas a tática e certeira é impossível errar
Se onde há fumaça, há fogo e onde há sintoma, há doença; então onde houver ciúmes e saudades, há amor!
O problema foi que eu acreditei.
Tivesse eu ficado apenas na fantasia
Tudo teria virado fumaça
E ao acender das luzes
Perceberia que tudo não passou de sonho
E é claro FANTASIA...
Provei que a fumaça é resposta do fogo
Mais se você for fogo, eu posso ser fumaça
Somos parte de um, divididos em brasa
Componentes diferentes numa mesma solução, não são, não dá pra ver
Se seu beijo é em vão sua mão não são não dá pra perceber
Me acho imortal toda vez que me encontro ao teu lado só, só não
Do teu lado eu não to só, me diz qual que é do B.O
Ondas de fumaça cavalgando no ar.
Seus olhos são tempestades.
Chamas oriundas de estrelas distantes."
- Já reparou que as canções sempre parecem ficar mais sentimentais no fim da tarde? É como um bom outono para dizer adeus a um romance.Você sempre levou as coisas tão a sério.
Tens que ir?
Lá fora a chuva cai.
No quarto, fumaça de caracol.
Paredes se comprimem
diante de nós dois.
Face a face, deleito-me
no momento tão mágico
que deixa à deriva
os problemas do dia.
Por que tens que ir?
Se te quero só pra mim?
Se só você é meu sim?
Por que tens que ir?
Se ao coração não mente
e sempre te senti?
OLIVEIRA, Marcos de. Tens que ir?. In: OLIVEIRA, Marcos de. Tristeza por
Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 12.
É foda entender que acabou... Aliás, nem começou né?!
Fez faísca mas não pegou fogo, fez fumaça e como fumaça se foi pelo ar. Sem rumo e direção. Era de se esperar, más depositei todas as fichas que juntei durante o tempo de recuperação e apostei no número errado, a roleta girou e eu perdi, de novo!
Me parece que desde cedo estou na estrada errada, buscando os atalhos errados enquanto as lágrimas rolam sem parar.
Chegou sua vez de me apunhalar, o diferente é que agora eu deixei.
Vou manter sua risada juvenil e involuntária daquelas noites, seu sorriso lindo daquela quarta a tarde. E por fim, darei play nos seus áudios, sempre que sentir saudades, torcendo para que você tome jeito, e eu... Bom... que tome um rumo certo. Todavia, caso isso não aconteça, tomarei uma xícara de café durante um remember emocional... Afinal, as feridas acumuladas durante anos cicatrizaram, mas durante as frias noites, ainda doem.
Eu via meus amigos rindo
e via a vida passar,
enquanto a fumaça saía e o álcool ardia
ainda bem que eu estava ali.
Me sufoco nessa fumaça invisível
Que de repente cobre a sala
Não desce pela garganta
Meu olhos se inundam
Mas lagrimas não caem
Com um gosto amargo na boca
Sabor das cinzas imaginarias
Quero sair desse incêndio
Quero chorar em um abraço
Quero que nada disso aconteça de novo
Mas não consigo
Meu cérebro acha que ta em perigo
Congelou todos os membros
Só quero chamar por alguem
Gritar por alguem
Como se algum heroi fosse me salvar
Mas ninguém vem
Afinal é apenas eu e meus sentimentos
